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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Junho 22, 2018

O Triângulo Perfeito

Margaridas-Amarelas.jpg

 

Já aqui disse que o Vasco gosta muito de apanhar flores para dar à família.

É flores para a mamã, é flores para o papá, é flores para a vovó...

Não perde uma oportunidade. Sempre que vê uma... zás!! Vai logo tentar arrancar!

Já lhe expliquei que algumas flores se podem arrancar e outras não (nomeadamente, as dos jardins municipais, essas convém deixar quietinhas).

Mas ele é muito feroz na operação "arrancamento".

 

Gosta tanto de oferecer flores que fica um bocado triste quando percebe que as pessoas não dão valor.

 

No outro dia, entregou-me uma flor amarela à saída do infantário (provavelmente arrancada no pequeno jardim da escola). 

 

Ora... eu ia cheia de tralha na mão (saco dele, guarda-chuva), toda apressada e a tentar ser rápida por causa do mau tempo.

Confesso que assim que tive oportunidade... deixei deslizar a flor pela mão abaixo, sem que ele visse. 

Aquela flor estava a atrapalhar-me o esquema. Depois de a "abandonar" fiquei com mais uma mão livre.

 

Quando chegámos ao carro, o Vasco sentou-se e abriu uma das suas mãos gordinhas. 

Reparei que o meu filhote tinha uma flor igual à minha, mas em miniatura, dentro da mão.

 

- Mamã, está aqui a minha flor bebé. Onde é que está a tua?

- Arggggg! Perdi-a Vasco... Deixei-a cair sem querer (aldrabona...!)

- Tu perdeste a tua flor? A grande? A flor-mamã?? - cara de preocupação.

- Sim, perdi... - digo, continuando a enfiar a tralha no saco.

- Onde perdeste? Foi ali? Foi ali? - e começa a apontar para vários sítios.

- Foi ali ao pé da escola- digo, achando que isso o ia sossegar.

- Ao pé da minha escola? Vamos busca-la??

 

- Sim. - respondo distraída- Quer dizer, não! Não temos tempo. E está a chover....

- Vamos buscar a "flor-mamã". Se não fores, a minha flor-bebé chora"!!..

- Vasco...

- Puke deixaste cair a tua flor? Não "gotastes"? Não "gotastes"?!!!

 

Pronto. A última pergunta matou-me de remorsos.

Tirei Vasco do carro, fizemos todo o caminho para trás e regressámos à escola. 

Junto ao portão de acesso, já muito pisada e encharcada, lá encontrámos a Flor-Mamã.

 

E o meu filho sorriu de novo. 

- Guarda a tua flor e não percas mais! - admoestou-me.

 

Depois disso, pelo sim, pelo não, resolvi guardar sempre todas as flores. 

O tempo passa a correr.

E algo me diz que um dia vou sentir falta de ter os bolsos das calças de ganga cheios de caules e pétalas amarelas.

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