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O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

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Um mês de setembro atípico

Para mim, setembro foi sempre um mês de recomeços.

Quando era estudante, este mês era sinónimo de regresso às aulas.

Como toda a gente, eu adorava as férias do verão. Mas também ficava super entusiasmada com o início da escola. 

 

Relembrando a minha infância, havia um ritual que eu adorava cumprir no mês de setembro. Sabem qual era?

Era uma coisa simples, mas muito especial: a minha mãe levava-me à papelaria para comprarmos as duas o material escolar.

Eu adorava escolher tudo ao detalhe e divertia-me muito.

 

Agora que penso nisso, acho que a estratégia da minha mãe foi excelente.

Aquele momento especial, motivava-me. Fazia-me ter vontade de ir para escola, nem que fosse para mostrar o meu novo material... Golpe de mestre, mãe!

Lembro-me da mochila lilás, com estojo e porta-chaves a combinar. Tudo isso a fazer pan-pan com os cadernos, o lápis, a afia e a borracha que cheirava a amoras silvestres. Hum! O cheirinho a novo... Que lembranças espetaculares!!

Recordo-me ainda dos manuais com aspeto imaculado e fresquinho.

Sim, eu era daquelas que gostava de ir espreitar os livros antes de as aulas começarem. Não era para estudar com antecedência (não era assim tão croma), mas gostava de ver as imagens e saber os assuntos de que ia falar.

 

O tempo passou. 

 

Deixei de ser estudante. Tornei-me professora. E apesar da transição, o mês de setembro continuou a ser para mim, um mês especial.

É sempre em setembro que começo a dar aulas numa nova escola.

É em setembro que faço as planificações, que preparo o material para as aulas que vou dar.

É em setembro que eu sei como vai ser o meu horário e que colegas vou ter. Que turmas e anos vou lecionar. Que cargos me vão atribuir.

 

Setembro foi sempre, para mim, um mês de recomeços.

Mas este ano... Não....

Este ano tive um bebé e, neste momento, estou de licença de maternidade. 

Pela primeira vez em muitos e muitos anos, setembro não está a ter nenhum impacto em mim.

É esquisito, fora do comum. Com a exceção de ter sido colocada numa nova escola, tudo o resto se mantém inalterável. Até porque não vou dar aulas para já.

 

Eu costumava dizer que o dia 31 de dezembro não significava nada para mim. Porque a minha verdadeira passagem de ano era em setembro. Acho que todas as pessoas ligadas ao mundo da educação percebem o que sinto.

 

Desta vez, está a ser tudo muito diferente. Setembro vai passar e não vai deixar marcas.

E não imaginam como isto me parece estranho, people!

 

 

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