Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Julho 22, 2018

O Triângulo Perfeito

Sempre tive como objetivo amamentar exclusivamente.

Com o primeiro filho, não o fiz. Não consegui...

 

Nessa primeira experiência de maternidade (há dois anos) optámos por uma amamentação mista: leite materno, seguido de uma pequena dose de suplemento.

Não se tratava propriamente de falta de informação...  Eu já sabia, na altura, que o leite da mãe é o mais saudável. 

 

Contudo, havia uma grande dose de insegurança da minha parte.

Na verdade, não confiava inteiramente no meu corpo. Tinha medo de não produzir leite suficiente. Tinha medo que o meu leite fosse de má qualidade... Estava cheia de medos e inseguranças!!

 

No hospital onde tivemos o primeiro bebé, as enfermeiras ofereceram logo o leite em fórmula como complemento à mamada. Com a nossa inexperiência achámos que esse procedimento era o mais correto e normal. Nem questionámos. Mais alguém assim?

 

Entretanto, engravidei de novo.

Durante todo o processo de busca por um parto diferente, fui ganhando confiança no meu corpo e nas suas potencialidades.

Uma das frases que mais ouvi nas aulas de preparação para o parto foi "a natureza sabe o que faz". A minha doula também me convenceu a acreditar mais em mim.

 

A minha auto-confiança aumentou ainda mais, quando há duas semanas consegui o parto que sonhei

O facto de ter deixado a natureza seguir o seu caminho (indução natural do parto através da acupuntura, dilação sem occitocina, etc) contribuiu para o meu empoderamento.

 

A palavra é mesmo essa: sinto-me poderosa. Passei a acreditar mais em mim e nas minhas capacidades. 

 

Percebi, por exemplo, que não existe essa coisa de "leite bom e leite mau".

Interiorizei que todas nós produzimos leite em quantidade suficiente, desde que estimulemos devidamente (e frequentemente) o mamilo. Assimilei que, quanto mais vezes o bebé mamar, mais leite temos.

 

Assim...

 

Desta vez, resolvi tentar a amamentação exclusiva.

Se não conseguisse, não haveria crise. Regressaríamos ao esquema antigo do complemento, ou até mesmo do biberon exclusivo, caso fosse necessário. 

 

Mas aparentemente, o meu corpo fez o seu papel e estou muito feliz por isso.

 

Nos primeiros dias (como só tinha colostro) o Xavier emagreceu 5,7% do seu peso inicial.

 

Graças ao apoio das enfermeiras do hospital (e até mesmo de mamãs aqui da blogosfera que me deram muito apoio), não entrei em pânico pois todos me disseram que isso era normal (é comumo bebé diminuir até 10% do peso nos primeiros 5 dias).

 

Entretanto, ao 5º dia deu-se a descida do leite (ou subida... nunca percebi se é subir ou descer eh eh) e o Xavier começou a engordar. 

 

Na consulta dos 15 dias, o Xavier não só tinha recuperado o peso que perdeu, como já tinha engordado 500 gramas para além disso. 

Ou seja, o Xavier começou com 3, 275Kg e com 15 dias já tinha 3, 775Kg. 

 

A enfermeira do centro de saúde deu-nos os parabéns e disse-nos que não se podia pedir melhor. 

Agora é continuar a amamentar, esperando que o Xavier evolua sempre bem.

 

Eu nunca tinha tido antes a experiência de amamentar em exclusivo e o que noto mais é a falta de tempo para o resto das coisas. 

Perco cerca de 40 minutos a amamentar, mais 10 para a mudar fralda e por bebé a arrotar... enfim... perco quase uma hora em cada mamada! 

 

Se tivermos em conta que o Xavier mama de 2 em 2 horas (em média) já estão a ver a minha vida neste momento!

Não faço mais nada senão dar de mamar :))

 

Amamentar em exclusivo é uma experiência bonita e saudável, mas muito exigente para a mãe do ponto de vista físico. É o que eu concluo.

Ficamos com pouco tempo para dormir entre as mamadas, muito mais cansados e a própria rotina do dia-a-dia torna-se desgastante.

No meu caso, acrescido a tudo isso... farto-me de transpirar. Derreto-me em água quando estou a dar de mamar.

 

Por isso, quero dizer uma vez mais que compreendo perfeitamente a opção daqueles que, mesmo tendo possibilidde, escolheram não amamentar exclusivamente. 

Há altura em que isto é mesmo uma grande seca, ah ah!

Por falar em seca imaginem o que vou fazer agora?

Sim... dar de mamar...

 

IMG_0078.JPG

 

Assim que nasceu, o Xavier foi colocado no meu peito, onde esteve cerca de 2 horas. Só depois foi pesado, medido e vestido. Acredito que o contacto direto pele-a-pele, ajudou no processo de amamentação

 

Nota: 

Quem lê o meu blogue com atenção sabe que não sou nada fundamentalista em relação a este assunto da amamentação. Até já fiz um post aqui há tempos, expondo as minhas dúvidas e anseios. 

Sou super a favor de respeitarmos as opções de cada um e de não cairmos em extremismos loucos.

Tal como nas questão do parto cabe a cada mulher decidir o que é melhor para si (depois de devidamente informada...) penso que também deve ser respeitada a decisão de amamentar em exclusivo ou não.  

Apesar dos benefícios da amamentação estarem mais que comprovados, estamos a falar de uma decisão muito pessoal que envolve vários factores, não só físicos como psicológicos.

E tão importante como a saúde do bebé, é que a mãe esteja equilibrada e bem consigo própria. Se o equilíbrio da mãe ficar em suspenso por causa da amamentação, então acho que mais vale ela abandonar o conceito. Opinião minha, claro.

Como diz a minha enfermeira do centro de saúde, "amamentar é como dançar o tango: são precisos dois". Se a mãe ou o bebé não estão satisfeitos, é hora de mudar. :)

 

Novembro 22, 2016

O Triângulo Perfeito

.

 

Segundo uma notícia que li recentemente, a Direção de Geral de Saúde vai criar uma norma nacional sobre a preparação de leite em pó para bebés. O objetivo é informar os cidadãos e evitar os erros que muitas pessoas cometem nesse processo.

As duas regras fundamentais para uma boa preparação do leite, de acordo com a DGS, são:

 

- utilizar sempre água fervida e não água de garrafa, pois a água engarrafada não é estéril. 

- adicionar o pó com a água a pelo menos 70º, para que as bactérias morram todas.

 

Isto é tudo muito bonito, mas não é nada prático, e também não é muito fácil de operacionalizar... A verdade é que, nos primeiros meses do Vasco, cá em casa, seguimos as duas regras à risca. A partir dos 4 meses tornou-se muito complicado. Passo a explicar:

 

Até aos 4 meses, o Vasco foi amamentado com o meu leite. O leite em pó era dado apenas como suplemento/reforço no final da mamada. Assim, enquanto eu dava de mamar, o meu marido ia até à cozinha e preparava o leite em pó seguindo as instruções criteriosamente. 

Fervia a água, adicionava o leite ainda com a água bem quente, e depois deixava a arrefecer. Tudo isto demorava cerca de meia hora, mas não havia problema, já que esse era o tempo que eu demorava a dar de mamar. Quando o Vasco acabava de mamar, o leitinho do biberão já estava morno e ele tomava o suplemento. Simples e eficaz. 

A partir dos 4 meses, o Vasc começou a rejeitar completamente a mama e passou apenas para a fórmula. A logística que seguíamos até ali para preparação do leite, continuou a ser usada durante o dia, mas à noite tornou-se impossível. E porquê?

Porque o nosso bebé acordava a meio da noite cheio de fome, a chorar imenso e, claro, sem paciência alguma para esperar a tal meia hora que era necessária para a preparação correta do leite de fórmula. 

Enquanto ele berrava a plenos pulmões na caminha dele (e não adiantava nada dar-lhe a mama, nem colocar a chupeta porque o que ele queria era leite de biberão e mais nada!) lá ia eu velozmente reparar o leite de fórmula, a tentar ser o mais rápida possível.

Mas não me livrava de o fazer esperar pelo menos 20 minutos. Comecei então a explorar alternativas:

 

1º Alternativa: Inicialmente, optámos por ter um frasco de leite já feito no frigorífico e aquecê-lo no aquecedor de biberões na hora em que Vasco acordava. Hum... não resultou. Aqueles sete minutos que o leite demorava a aquecer pareciam uma eternidade perante o berreiro do Vasco. Acabei por abandonar rapidamente esta solução porque li em qualquer lado que preparar o leite com antecedência levava ao crescimento de bactérias. E quanto mais tempo o leite ficava no frigorifico mais bactérias cresciam. Bem, uma semana depois já tinha desistido deste método.

 

2º Alternativa: Para acelerar um pouco a coisa, comecei a arrefecer o leite por baixo da torneira de água fria, logo após a sua preparação. Mas aqui já temos um erro não é? Quer dizer... de que adianta colocar o pó com a água a ferver, se logo a seguir vamos «colocar o frasco debaixo de água fria?

Isto levou-me a refletir sobre uma questão: Quanto tempo demoram exatamente as bactérias a morrer? É que ainda ninguém veio esclarecer este ponto. A questão é simples. Se as bactérias só precisarem de contatar um ou dois minutos com a água a 70º para morrerem, então não há problema em esperar esses dois minutos e depois esfriar o leite na torneira. Agora... se me disserem que as bactérias precisam para aí de 10 minutos para morrer... nesse caso, colocar o leite debaixo de agia logo após a sua preparação, se calhar já foi assim tão correto. 

Penso que nesse aspeto, a DGS é omissa em informações porque nada diz acerca disto. Contudo, esta alternativa deve ser a melhor, porque o Vasco esteve recentemente internado no hospital e era desta forma que as enfermeiras me aconselhavam a preparar o leite para ele. Quando comentei com as enfermeiras que em casa já estava a usar a 3º alternativa (ver abaixo), mostraram-se um pouco chocadas. Disseram-me logo que ali tinha que preparar o leite "como deve ser". 

Concordo com elas, mas a verdade é que naqueles 4 dias em que estive no hospital com ele, toda a gente ficou a saber a potência dos pulmões do Vasco. Sempre que acordava a meio da noite e não tinha o leite pronto rapidamente era o caos. 15 minutos de suplício, a tentar esfriar o frasco debaixo da torneira. A pontos de as próprias enfermeiras virem queixar-se do ruído. Mas que podia eu fazer?

 

3º Alternativa e a que usamos até hoje (Deus me perdooe, mas é a mais prática!): A partir dos 6 meses do Vasco, tivemos que tomar uma decisão. Ou o deixávamos chorar baba e ranho durante os minutos de preparação do leite mais o tempo de esfriar na torneira (tudo junto levava cerca de 15 minutos com ele a berrar e a espernear) ou encontrávamos outra solução.

Hoje em dia, temos sempre em casa:

  1. um termo com água a ferver que é mantida quente durante toda a noite.
  2. um recipiente com água fervida, mas fria.

Quando o Vasco acorda e quer leite, adicionamos ao biberão um pouco de água quente, e logo a seguir água fria- ou seja, temperamos a água de modo a que fique a uma temperatura boa para ele beber. Já sabemos a medida exata de água fria e quente para conseguirmos os 210 ml, que é o total que ele bebe. A seguir adicionamos o leite em pó e agitamos.

Tudo isto demora.... uns abençoados 2 minutos!

Eu sei... crucifiquem-me... o leite não vai ficar estéril... as bactérias não vão morrer todas porque quando coloco o leite em pó, a água já está morninha... Mas o processo tornou-se muito simples, o Vasco não chega a ficar muito chateado e logo que acaba de beber o leite, arrota e adormece. 

Dantes... berrava tanto à espera do leitinho, que depois já não o conseguiamos adormecer de tão "excitado" que estava.

Hoje em dia, o Vasco já dorme a noite toda, ou acorda apenas uma vez e nem sempre pede leite. Mas continuo a matutar neste assunto.

 

 E vocês, como preparam o leite? Já alguma vez se depararam com estes dilemas? Serei muito má mãe por preparar o leite desta forma? Fico à espera de opiniões! 

Sigam-me também em

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D