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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Setembro 11, 2018

O Triângulo Perfeito

O Xavier foi hoje à consulta dos 2 meses e eu saí de lá toda contente. O meu baby foi medido e pesado e constatámos que continua a crescer muito bem.

De resto, tem tido um desenvolvimento normal para a idade. Os caroços do peito já desapareceram e as borbulhas do "medranço" também já não lhe pintam a carita. Está um belo rapagão, o nosso Xavier!

Só houve uma coisa que me fez ficar apreensiva..

Segundo a médica, um bebé de 2 meses já só devia acordar 1 vez durante a noite para mamar, mas a verdade é que o Xavier continua a acordar 2 ou 3 vezes, mamando muito pouco de cada vez, porque está cheio de sono e adormece a meio do processo.

Têm sido noites cansativas, mas contrabalançadas pelo facto de o Xavier ser um bebé muito tranquilo que nos dá manhãs e tardes maravilhosas!

Não se pode ter tudo... :))

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Junho 25, 2018

O Triângulo Perfeito

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Acordaste às sete da manhã e pediste-me uma história.

Ora eu, que passei a noite em claro, só queria mesmo era dormir.

Claro que para eu conseguir esse feito... tinhas que adormecer novamente. Meti mãos à obra.

 

Fui buscar leitinho num biberão, aguardando o efeito calmante do líquido.

Mas o leite não fez efeito. Não querias voltar a dormir.

 

- Contas-me a história do gato na piscina?

 

Fiz de conta que não ouvi. Enrosquei-me a teu lado e dei-te mimo.

 

Sabes, é que hoje dormiste no nosso quarto, na nossa cama...

Tinhas acordado às 2 da manhã e demoraste muito tempo a adormecer de novo, pelo que decidimos levar-te para a "cama grande".

 

Como estou grávida e não posso passar a noite a levar com os teus murros e pontapés (como serão os teus sonhos? jogarás futebol?) fiquei a dormir na sala para salvaguardar o teu mano.

Mas tu ainda és bebé e não queres saber das minhas noites confusas. 

 

- Já é de dia, contas-me a história do gato TOM?

 

Só de pensar em puxar pela cabeça para contar o que quer que seja, até me dá arrepios.

Já te disse que o sofá da sala tinha uma mola partida? Do sofá passei para o chão.

Do chão passei para a tua cama nova (aquela que não queres usar) que já está montada no teu quarto. 

Entretanto, o teu pai foi para o trabalho e eu tive que regressar ao nosso quarto, à cama onde dormias sereno.

Porque a nossa cama de casal é alta e temos medo que caias dali abaixo.

 

- Contas-me a história do gato no camião?

 

Tu não tens medo de cair da cama. Só tens medo é que não haja história.

Não há hipótese, vou ter que acordar os meus neurónios.  Aqui vai:

 

- Era uma vez um gato....

- Que estava num camião!!

- Isso... e o gato estava muito cansado, muito cansado, com os olhos quase a fecharem...

- Porque tinha ido à piscina?

- Ah... pois.... Tinha ido à piscina... E como tinha passado a tarde a nadar, estava cheiooooooo de sono. 

- E depois?

- Depois, chegou à conclusão que não podia conduzir mais o camião, porque podia ter um acidente.

- E morrer!

- Exato. Então foi para casa e pediu à mamã dele para o adormecer.

- E o camião??

- O camião ficou lá fora estacionado... e a mamã do gato ensinou-o a dormir.

- Ensinou...?

- Sim, fez-lhe muitas festinhas e deu-lhe leitinho.

- Como a mamã do Vasco.

- Exato. E depois o Vasco, quer dizer, gato, dormiu muito bem... E fechou os olhos.

- Vou fechar os olhos, como o gato! 

- Isso! Fecha!

 

1... 2....3... aguardei uns minutos e então apercebi-me do milagre. O meu bebé tinha adormecido de novo.

Ou não.

 

- Mamã, quando o gato acordar, pode ir de novo conduzir o camião???

 

ARGGGGGG!!!!!

Janeiro 19, 2017

O Triângulo Perfeito

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Há uma razão muito forte para não ter escrito nada neste blogue ultimamente. É que ontem estava tão cansada que decidi trocar o computador pelos lençóis. 

 

Na terça-feira, o Vasco dormiu mal a noite toda. Acordou à uma da manhã, acordou às duas... E a partir de uma certa altura decidiu que não queria estar mais na cama.

 

Resultado: passei a noite toda em branco e acabei por ir trabalhar de "direta". Zero horas de sono. Zero...!

 

De manhã, ainda aguentei bem o impacto. Estava a dar aulas no laboratório, e a fazer experiências com os alunos. Como as atividades eram muito práticas, não davam a mínima margem para sono.

 

À tarde, o cansaço começou a dar sinal, acompanhado de uma enxaqueca tremenda. Se tivesse uma almofada comigo acho que ainda tirava um cochilo na sala dos professores, num dos intervalos.

 

Tomei um café duplo e decidi que não me ia deixar vencer pelo cansaço. Já tinha percebido, de manhã, que a única forma de vencer o sono era estar sempre em atividade, por isso tentei ser o mais enérgica possível nas aulas da tarde. 

 

Se calhar exagerei...

 

A professora hoje está com a pica toda! - comentou um aluno. 

Vê-se bem que gosta mais desta matéria! - disse outro, bastante animado.

 

Pronto. Parece que os alunos gostaram deste "novo eu". Apesar do cansaço, acho que consegui enviar vibrações positivas

 

No regresso à casa, vieram-me à memória aqueles versos do Fernando Pessoa (O poeta é um fingidor....) e mais uma vez concluí que essa teoria também se aplica ao ensino.

 

Sim. O professor também é um fingidor. 

Posso estar triste, cansada, ou doente, mas sempre que os alunos me vejam de boa cara e se sintam motivados. Nos dias em que estou mais em baixo de forma, vou buscar energia às entranhas. 

 

Quantas máscaras já usei?

 

Não interessa. Eles merecem. Não, não é um cliché. Acho mesmo que eles merecem ter o melhor de nós. 

 

À noite, depois do jantar, cedi finalmente ao João Pestana. E o Vasco, depois de uma semana inteira a dormir pouco, parece que também nos decidiu dar tréguas. Só acordou uma vez esta noite, yeiii!

 

A última vez que fui de direta para o trabalho tinha 21 anos e estava no final do meu ano de estágio (estágio integrado).

 

Tinha passado a noite num bar de karaoke, a celebrar o final do curso e mesmo assim cheguei ao trabalho fresquinha, como se nada fosse!

 

Era jovem, e não senti muito o impacto da noite mal dormida. No dia seguinte, se fosse preciso, já estava pronta para outra.

 

Hoje, com 37 anos, sinto que as noites em branco já deixam marcas. Cansado de dormir uma média de 5 horas por dia, o meu corpo está a ressentir-se e a pedir desesperadamente um pouco de descanso

 

Começo a pensar que devia ter tido filhos mais cedo. Será que já estou velhota para isto? :)

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