Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Dezembro 13, 2019

O Triângulo Perfeito

IMG_2295 (1).JPG

Estamos a tentar eliminar a amamentação noturna do Xavier mas confesso que não está ser fácil.
Ele adormece sempre na maminha e esse momento de mimo até me sabe bem e por isso quero manter.
Mas gostava que ele dormisse a noite toda e não me obrigasse a acordar as 3 da manhã para lhe dar mama também.
Combinei esta semana com o pai que se o bebé acordasse a meio da noite seria ele a ir ao quarto dele.
Resultado?
Estou na minha cama e só ouço:
- Sai! Sai! Sai! Mamã! Mamã!
O Xavier nem tolera que o pai se aproxime. E faz valer a sua posição aos berros.
Portanto, 20 minutos depois e já com a cabeça em água por ouvir tanto choro lá estou eu no quarto dele a dar mama...
Não está fácil! 😀

 

Janeiro 21, 2019

O Triângulo Perfeito

Dizem os cientistas que hoje houve um eclipse lunar, podendo ser observado no nosso hemisfério por volta das 5:45 da madrugada.

Cá em casa tivemos algo parecido... tivemos o Eclipse do Sono! :)) É um fenómeno natural causado pelo alinhamento simultâneo das insónias dos filhos.

Às 4 da manhã o bebé acordou. Pouco depois acordou o mano mais velho a berrar com pesadelos. 

Mãe vai embalar bebé mais novo, pai vai para a cama com bebé mais velho.

Das 4 Às 5 esteve tudo acordado! 

O eclipse da lua é um fenómeno raro 8by the way, espreitei pela janela e não vi nada de especial); já o eclipse do sono, começa a ser (infelizmente) cada vez mais frequente cá em casa...

Dezembro 17, 2018

O Triângulo Perfeito

Teoria: "Ah e tal, assim que o bebé começar com a comida sólida ele vai dormir muito melhor, vais ver... Porque o problema é do teu leite que é fraco/fluido/grosso/seco/magro/whatever..."

Prática: Miúdo iniciou comida sólida. Miúdo acordou de 20 em 20 minutos entre a meia noite e as 4 da manhã. Miúdo não deixa ninguém dormir.


Estamos super bem dispostos hoje cá em casa, como devem imaginar. A comida sólida era o nosso último recurso no combate às noites sem dormir, era a nossa palmeira no meio do deserto. Mas afinal a palmeira era uma miragem, buáaaa!  

Dezembro 14, 2018

O Triângulo Perfeito

genero-apis-e-distribuicao-pelo-mundo-cursos-cpt.jpg

O meu marido costuma adormecer o nosso bebé muito rapidamente, simulando o som de uma abelha.

É um fenómeno espetacular: mal começa o zzzz, o Xavier encosta-se e adormece instantaneamente.

Hoje estava sozinha em casa e também quis experimentar a técnica da abelha.

Fiz abelha grave, fiz abelha aguda, fiz abelha em sol menor, fiz abelha em ré maior, fiz abelha em beat box! Nada.

Cantei canções do filme "Música no Coração" com som zzzz de abelha, acompanhando com bater do pé. Nada!

Cantei as variações goldbert e arranhei músicas antigas do coro académico... nada!

Fiz bailinho da madeira com som de abelha, balançando para simular o vira que vira. Népias.

Só não fiz a Turbinada da Ana Malhoa em versão ZZZZ, porque achei que o miúdo ia ficar excitado.

O miúdo não adormeceu. E eu fiquei roxa e quase sem ar de tanto fazer ZZZZ!!

Cheguei à conclusão que a técnica da abelha não é para mim. Logo à noite tenho que pedir explicações.

Entretanto vou continuar a usar a minha técnica antiga, à qual chamo carinhosamente, "o esvaziamento do pneu": SCHHHHHHH SCHHHHHHHH!

É radicalmente diferente (cof, cof)  e comigo dá muito mais resultado.

Janeiro 15, 2017

O Triângulo Perfeito

EPISÓDIO 1

 

O sono de um bebé é como um leão feroz.

 

Quando o domador de leões começa a achar que a fera está domesticada... o leão ruge, afia as garras e mostra que é o rei da selva. Ninguém manda no leão.

(...)  

 

Quando o V. nasceu pareceu-nos um bebé calmo e dorminhoco. Pelo menos, assim o julgávamos quando ainda estava no hospital. Contudo, no segundo dia após chegar a casa, chorou desalmadamente durante cinco horas seguidas.

 

Ainda hoje não sabemos o que lhe deu. Talvez fosse a fome, a mudança de ambiente, o frio, o calor... Não conseguimos perceber.

 

O que é certo é que demorou bastante tempo a adormecer.

 

Tentei de tudo para que ele ficasse mais confortável. Dei-lhe de mamar, dei-lhe (porque todos insistiam ser fome) leite de suplemento, aqueci a casa, esfriei a casa, embalei-o devagar, embalei-o depressa... nada. O pai, o avô, a avó vieram sucessivamente e, cada um a seu modo, tentaram dar-lhe conforto. Nada. Cada vez berrava mais.

 

Depois do almoço começaram a chegar primos e tios a nossa casa para ver o bebé. E eu ainda com ele no quarto a tentar que se acalmasse.

 

Às três da tarde, esgotada, cansada, desesperada, olhei-o nos olhos e fiz-lhe um ultimato. Pedi-lhe a ele e a todos os santinhos um pouco de paz. Enrolei-o num cobertor fofo (que ainda hoje é o seu preferido) e o V., como que por magia... adormeceu. 

 

Coloquei-o na alcofa com jeitinho e deixei que o meu marido o levasse para a sala, onde tios, primos e amigos queriam ver o novo membro da família.

 

Dizem que ele dormiu como um anjo durante o resto da tarde. Não vi.

Dizem que chegaram amigos a minha casa e que eu não fui à porta para os receber. Não me lembro.

 

No meu quarto, depois do V. adormecer, passei o resto da tarde da chorar. Tinha estado durante 5 horas a conter o choro, tentando ser forte. Mas assim que o meu bebé adormeceu, todo o nervosismo que tinha acumulado durante aquelas horas... libertou-se!! Foi como se uma torneira se abrisse e eu não conseguia mais fecha-la.

 

Foi nesse dia que eu senti, pela primeira vez, o desespero de uma mãe.

 

Senti-me mal por não ter recebido as meus convidados convenientemente, senti-me fraca por deixado para o meu marido essa tarefa. Mas naquele dia, eu chorei tantas lágrimas que dava para encher uma Piscina Olímpica.

 

De vez em quando ainda pensava: vou à sala falar com as pessoas. Eu tenho que ir lá. Mas mal via a minha cara vermelha e os meus olhos inchados ao espelho... desistia.

 

No meio do desespero só uma coisa me dava consolo: 

Eu tinha finalmente descoberto como fazer o meu filho dormir. Bastava enrola-lo num cobertor fofinho! 

Ou não.

EPISÓDIO 2

 

O sono de um bebé é como o totobola. 

Podemos achar que percebemos muito de futebol. Podemos acreditar que os resultados são previsíveis e que é possível colocar as cruzinhas no sítio certo. Podemos pensar que a vitória é certa.

Mas nunca ganhamos...

 

(...) 

 

Nas primeiras semanas de vida do Vasco, adotei religiosamente a estratégia de o enrolar bem apertadinho num cobertor fofo.

 

 

Depois do episódio das "5 horas de choro" acreditava ter descoberto a poção mágica que me ia livrar do suplício vivido por amigas minhas no que toca a adormecer bebés. 

 

A medida resultou bem, inicialmente, mas depois o V. deixou de querer dormir. Passava todo o dia acordado, muitas vezes chorando. Fazia sestas minúsculas e, por volta das 19 horas... adormecia de exaustão. 

 

O meu marido chegava a casa no fim do dia e encontrava, invariavelmente o V. a dormir.

 "Então, de que te queixas? Está a dormir como um anjo"- comentava.

E eu sem saber como lhe explicar que durante todo o dia o cenário tinha sido muuuiiiito diferente. 

 

Nos meses seguintes fui passando por várias estratégias que a seguir passo a enumerar (não as usei por esta ordem e às vezes usava mais do que uma ao mesmo tempo).

 

1- Suplementar sempre a mamada com fórmula (porque todos me chateavam dizendo que podia ser fome)

2- Embalar no carrinho/cock

3- Embalar ao colo

4- Deixar na caminha às escuras

5- Deixar na caminha em ambiente semi-escurecido

6- Deixar na caminha com luminosidade (!)

7- Levar para a caminha e falar com ele

8- Arranjar-lhe uma "naninha" de estimação. 

9- Deixa-lo chorar (sim, fiz isso uma vez, e senti-me a pior mãe do mundo)

10- Pô-lo a ouvir os "sons do útero", música clássica, Rádio Xl Romântica, Smooth FM, Antena 2...

 

A conclusão a que cheguei é que as estratégias umas vezes resultavam e outras não. E quando eu me estava já a afeiçoar a uma estratégia... ela deixava de resultar e tinha que mudar para a outra. 

 

Não consegui vencer o "jogo do sono". Aliás, creio que no jogo do sono nunca há vencedores. Temos por vezes a ilusão da vitória, mas é apenas isso. Uma ilusão. 

 

EPISÓDIO 3

 

O sono de um bebé é como os feriados.

Desejamos arduamente que cheguem, mas  depois não sabemos o que fazer com eles!

 

(...)

 

Tinham-me dito para a aproveitar bem os momentos em que o meu baby estava a dormir. Aproveitar para descansar, para fazer eu própria uma sesta.

 

Não sei porquê, mas nunca consegui cumprir com a recomendação. Talvez porque nunca fui pessoa de dormir de dia, sempre que o Vasco adormecia ( e começou a fazer sestas maiores com o tempo), em vez de me ir deitar... punha-me a lavar a loiça, a estender roupa, a cozinhar...

 

Conclusão: cheguei a um ponto em que já estava extremamente cansada. E tudo por culpa minha. 

 

Hoje em dia, ainda é mais engraçado. Como o Vasco está naquela fase giríssima em que faz imensas gracinhas, quando ele está a dormir... sentimos a falta dele!

 

Se o Vasco dormir uma hora, achamos pouco. Se dormir uma hora e meia, achamos bem. A partir de duas horas começamos a ficar ansiosos. 

 

Então... e ele não acorda?- diz um.

Já está a dormir há muito tempo...- diz outro.

Vai lá vê-lo. Vê se está a respirar bem- diz o primeiro.

 

Parecemos o burro do Shrek na versão "Já acordou? Já acordou?", em vez do célebre "Já chegámos? Já chegámos".

Tanto tempo à espera do soninho do Vasco. E depois, parecemos baratas tontas à espera que ele venha de novo para os nossos braços.

 

O sono de um bebé é algo de imprevisível, desafiante e complexo.

Mas mais complexos ainda somos nós, os pais. 

Não acham? :)

Sigam-me também em

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D