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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Setembro 02, 2019

O Triângulo Perfeito

Miúdos na escola, tomo pela primeira vez em 15 dias um pequeno almoço descansada. Sem ter que interromper para mudar cocós, separar brigas de irmãos, dar colo, limpar sujidade do chão...

Mãe também precisa de férias. E é bom que a sociedade perceba que somos mães... não somos mártires nem candidatas a santas.😀

Vasco foi para a escola entusiasmado, sobretudo porque este ano mudou para uma sala nova. Estava ao rubro!
Ao Xavier custou mais e chorou um pouco mas sei que tudo faz parte do processo.

Tenho dois dias para descansar antes de o trabalho começar em força. E quero aproveita-los bem. Sem culpas.

Sinto que mereço este miminho porque embora adore ser mãe, também adoro todas as minhas outras "vidas". E foram dias muito cansativos os últimos. Não tive muitos momentos pata relaxar, cuidar da minha aparência ou simplesmente para estar só.

Sou um bocado eremita, e para mim a solidão nem sempre é má. Aliás fazem-me imensa falta momentos de silêncio e solidão.

Há pessoas que adoram ginásio, outras relaxam com cabeleireira. Eu gosto disso tudo, mas se me perguntarem o que mais me fez falta nos últimos 15 dias... acho que foi a falta de momentos a sós. Preciso desses momentos como de água para viver. E não consegui porque estava sempre acompanhada por 1 ou 2 miúdos.

Os miúdos vão para a escola e eu vou para o trabalho, sendo que em certos aspetos o trabalho vai saber a férias.

Acho que muitas mães percebem o que quero dizer... :)

Setembro 13, 2018

O Triângulo Perfeito

Este foi um início de ano escolar um pouco diferente, para o nosso Vasco: saiu da creche e passou para o jardim de infância. 

Embora continue no mesmo infantário, agora está numa sala diferente... com novas regras, novos brinquedos e novas possibilidades de aprendizagem! 

Também mudou de educadora. Quanto às duas auxiliares, uma é nova e a outra mantem-se igual ao ano passado.  Acho importanto que uma das auxiliares se tenha mantido. Caso contrário seria muita coisa nova para assimilar. 

Confesso que não estava com receio nenhum desta nova etapa. O Vasco passou o mês de agosto todo connosco em casa e lá para o fim já só falava em regressar à escola e aos seus amigos. 

Para além disso, tentei sempre motiva-lo em relação a esta mudança. Falei-lhe que agora ia para a "sala verde", que iria ter imenso espaço, montes de brinquedos e um acesso direto ao jardim dos escorregas. 

No primeiro dia de escola, de manhã o Vasco acordou um pouco maldisposto. Perguntei-lhe qual era o problema. Se não queria ir para a escola. Ele rapidamente me tirou as dúvidas:

- Claro que quero ir para a escola! Os meus amigos estão à minha espera, mamã!

E pronto. Tem sido um início de ano escolar muito agradável. 

O Vasco tem chegado a casa muito falador, e com muitas histórias para contar. Está a ser uma fase muito feliz da vida dele.

 

 

Setembro 11, 2017

O Triângulo Perfeito

Setembro é o mês do regresso à escola. Regressa a mãe, que é professora e regressa o bebé, ao infantário. Cabe ao pai a tarefa de gerir um pouco a ansiedade dos outros dois, já que este é um mês de muitas (demasiadas) novidades que nem sempre são digeridas da melhor maneira. 

Do regresso da mãe, posso dizer que foi um pouco mais atribulado que o costume. Em vez de ficar colocada na primeira "ronda" de resultados, desta vez só fiquei colocada na segunda fornada. 

A semana que mediou a saída das duas listas foi de alguma ansiedade (e medo, pois os colegas que entretanto já tinham sido colocados ficaram a centenas de quilómetros de casa), mas no meu caso acabou por não correr muito mal. Fiquei perto de casa, e numa das minhas primeiras opções. 

Entre o saber o meu horário, escrever para as editoras a pedir os livros adotados na escola, começar a fazer as planificações, reunir com os colegas de departamento... os últimos dias passaram a voar. 

Quarta-feira é o dia de conhecer os meus novos alunos. Esta é a parte que mais gosto: dar aulas. Toda a "palha" associada ao ensino era para mim dispensável. Grelhas, papelada, burocracia, cargos que nada têm a ver com a prátca letiva, bah.. Dispensava isso tudo. O que me dá pica é mesmo (e só) o momento da sala de aula. 

O regresso às aulas do bebé aconteceu no dia 6 de setembro. Podía tê-lo levado logo no dia 1, mas preferi ficar com ele no miminho mais alguns dias, 

Este ano houve uma grande mudança. O Vasco passou da sala de 1 ano, para a sala dos 2 anos. 

Mudou de espaço, de educador e de auxiliares. Apenas uma das auxiliares se manteve, de modo a garantir uma certa continuidade. 

Para já, a experiência está a correr muito bem. O Vasco adaptou-se muito bem à nova sala, que é maior e tem muito mais brinquedos e também me parece que gosta bastante da educadora/auxiliares. 

Não tem chorado quando o deixo ficar na escola e só isso já me traz algum descanso. 

A turma dele mantem-se mais ou menos a mesma e é engraçado ver que ele já chama os coleguinhas pelo nome. 

Este ano vai deixar de comer nas cadeirinhas e passar a comer numa mesa com cadeiras. Estou um bocado apreensiva porque sei que o Vasco não é propriamente o menino mais sossegado a comer. 

Já estou a imaginar pratos pelo ar e a comida toda no chão... Vamos ver como corre. 

Na reunião de pais recebi algumas informações interessantes. Uma delas é que este ano, a turma do Vasco já vai participar na FESTA DE FIM DE ANO. Cooool! Estou morta por ver como é que o meu bebé se vai sair!

A outra novidade é que a sala dos 2 anos já tem um manual/livro escolar associado.

Já vi o livro. É da Porto Editora e é super apelativo. Tem atividades muito giras para eles fazerem :)

Outra informação que me pareceu importante, é que este ano o colégio decidiu não festejar o Dia do Pai/Dia da Mãe nos moldes convencionais. 

Eu concordo com isso, e até vou falar disso no próximo post. Fiquem a aguardar! :)

Setembro 06, 2017

O Triângulo Perfeito

No último dia das nossas férias no Algarve, estivemos na praia a conversar com uma família Irlandesa. Eles eram três, tal como nós. A esposa, o marido e um bebé de 23 meses, muito parecido com o nosso. Um triângulo, portanto.

 

Conversa puxa conversa (tudo começou porque os nossos filhos começaram a usar os brinquedos um do outro), fomos sabendo um pouco mais sobre essa família. 

 

Que vinham do norte da Irlanda. Que era a sua primeira vez no Algarve. Que achavam a praia (da Falésia) lindíssima.

 

E que estavam a suar como animais selvagens porque nunca tinham apanhado tanto calor na vida!

 

Mas a frase que mais me marcou foi esta. " We came for the sunshine". Nós viemos pelo pôr-do-sol. 

 

Achei maravilhoso que alguém se deslocasse de propósito ao nosso país para desfrutar desse momento.

Já sabia que os estrangeiros do norte da europa adoram o nosso clima, o nosso sol, a nossa comida... mas não tinha a noção de que o pôr do sol fosse assim tão importante para eles. 

 

Todos os fins de tarde, segundo ficámos a saber, aquela família se deslocava à praia para ver o pôr-do-sol.

E isso tem ainda mais valor porque a praia onde ficámos era de difícil acesso (300 mil escadinhas de madeira para descer, ninguém merece...)

 

Já a caminho do hotel, comentei com o Z., como nós portugueses negligenciamos tanto as maravilhas do nosso país. Estamos sempre a pensar em ir para o estrangeiro, em conhecer sítios novos e não damos o devido valor ao que temos.

 

A nossa família, por exemplo, passou as férias a desbundar na piscina, e a beber granizados de menta na espreguiçadeira. Mas piscinas há em qualquer lado, não é?

 

Fiquei tão marcada pela conversa com os irlandeses que logo disse ao meu marido. "Temos que ir ver também um pôr-do-sol. Se os tipos vêm para cá por causa disso, nós não podemos ir para o norte sem ver esse espetáculo".

 

"Mas onde queres que te arranje agora um pôr-do-sol?" - perguntou-me o Z. a rir. "Não te esqueças que temos que sair do hotel até ao meio dia. Não vou ficar agora 8 horas na praia a secar à espera de um pôr-do-sol..."

 

Até que se lembrou. 

 

- Já sei. Vou arranjar-te um pôr-do-sol de cortar a respiração. 

 

E não é que arranjou mesmo?

 

Castelo de Silves. Oito horas no relógio da igreja. E um dos melhores entardeceres das nossas vidas.

 

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Setembro 05, 2017

O Triângulo Perfeito

Em 2016 fomos para Porto Santo. Este ano, preferimos o Algarve. Mas as diferenças não se ficam pelo local. 

Acima de tudo, sentimos mudanças no grau de descontração, no nível de cansaço, no grau de divertimento e no próprio estado de espírito.

 

1- O grau de descontração.

 

No ano anterior o nosso bebé tinha 9 meses. Para além de ser muito novinho, era ainda um estreante nestas coisas de praia, de piscina, de hoteis e mar. 

Não vou negar que estava super ansiosa e stressada, tentando antecipar as reações dele e prevenir-me contra quaisquer problemas. 

Como já disse noutro post, comecei a prepar as férias de 2016 com montes de antecedência. Tudo tinha que bater certo. Organizei as roupas do Vasco por "combinações", meti tudo em saquinhos. Contei e recontei o número de fraldas. Levei 2 biberóns, leite em pó, inúmeras fraldas de pano (que nunca serviram para nada), babetes sem fim... Levei uma malinha só com medicamentos, levei o termómetro, levei algodão, levei pensos para feridas... levei... ufff... confesso que levei quase a casa toda. 

 

Desta vez, optei por ser mais prática. Roupas organizadas em conjuntinhos? Nop! É enfiar tudo para dentro da mala e já está. Contar o número de fraldas? Esquece! É levar um saco de fraldas e depois ver se é preciso mais ou não. Ir carregada com dois biberons? Mas para quê? Levei um e depois de cada utilização lavava com água a ferver. Fraldas de pano? Nem fizeram parte da lista. Malinha com medicamentos? Para quê? Para apanharem calor no carro a caminho do Algarve e se estragarem? Não. Levei benuron, fenistil, arnica (usámos tanto...) e já está. 

Levar o carrinho XPTO grande e confortável para o Vasco dormir nos passeios? No Way. Foi o Carrinho de Passeio, levesinho e que ocupava pouco espaço. E para o ano, se Deus quiser o carrinho fica em casa.

 

Resumindo. Fomos muito, mas muito mais práticos. Ainda assim, e como o Vasco ainda usa fraldas, confesso que a logística ainda foi um pouco complicada. Acredito que para o ano, o carro ainda irá mais leve para o Algarve.

 

2- O nível de cansaço

 

Toda a gente sabe que fazer férias com bebés é uma grande estafa. Se têm poucos meses é porque têm cólicas e choram; se já gatinham, é porque não param quietos; se já andam é porque temos que andar atrás deles... Portanto, quem é mãe/pai também sabe que a palavra "férias", quando se trata de férias com miúdos é quase uma piada.

 

Contudo...

 

No nosso caso podemos dizer que descansámos muito mais este ano. Com 9 meses o Vasco era um bebé extremamente complicado. Já gatinhava para todo o lado, já andava a pé agarrado aos móveis e não. Não parava quieto no mesmo sítio um segundo. 

Para além disso, se estávamos na zona da piscina queria comer a relva. Se estávamos na zona da praia, queria comer a areia toda. 

Nós suámos em bica no verão de 2016 e não foi (só) por causa do calor. 

Tínhamos que andar sempre atrás do miúdo. Tínhamos que fazer turnos para tudo, desde dar um mergulho no mar, até mesmo para ir ao WC.

Toda a gente nos dizia que quando o Vasco começasse a andar ia ser pior, mas no nosso caso isso não aconteceu.

Este ano, e apesar de continuar irrequieto, o Vasco já não tinha vontade de comer relva, nem areia. Isso permitia que o deixássemos sentado no chão, sem andarmos sempre preocupados com o que ele estava a fazer/comer.

Depois... a piscina para crianças do nosso hotel (Riu Guaraná- falarei dele brevemente no outro blogue) era super adequada à idade do Vasco. Tinha apenas 40 cm de altura, contra os 60/70 usuais. O nosso filhote andava dentro da piscina todo contente, com apenas as pernas submersas. Passava lá horas! 

Os pais dos miúdos (e nós) sentavam-se na borda piscina a conversar e a apanhar sol, enquanto as crianças se divertiam. A piscina é tão pequena e segura que cada miúdo estava apenas ao alcançe de um braço estendido.

 

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Foi sentadinha nessa piscina redonda que estão a ver acima, que eu apanhei os meus maiores banhos de sol. E soube mesmo bem!

 

3- O grau de divertimento

 

Uma vez mais, o grau de divertimento é bastante relativo quando se vai para férias com um bebé pequeno. 

Com 22 meses, continuamos a ter que nos sujeitar às rotinas, necessidades e gostos do nosso miúdo. E isso é bastante limitante. 

Não podemos ir para a piscina quando queremos, mas quando o bebé permite (fazíamos turnos), almoçávamos sempre cedo, jantávamos cedo, deitávamos cedo... 

Não obstante, fazer férias com um bebé de 22 meses foi mais divertido do que quando ele tinha 9 meses, porque:

 

- nas férias de Porto Santo, o Vasco teve uma gastroenterite e não comia nada. Desta vez estava saudável e comeu melhor, deixando-nos automaticamente mais descansados. Já era menos um stress a complicar as férias.

 

- nas férias de Porto Santo, tínhamos um mar maravilhoso à nossa frente, mas... poucas vezes conseguimos ir à água. Volto a repetir... o miúdo gatinhava com uma velocidade supersónica e não parava quieto um segundo (eram precisos dois para o segurar, acreditem!)

 

por outro lado... no ano de 2016 fizemos a viagem na companhia de amigos. Nesse aspeto, as férias de Porto Santo foram mais engraçadas que as do Algarve, pois tínhamos sempre com quem conversar, rir e partilhar as nossas peripécias. 

 

4- O estado de espírito

 

O estado de espírito este ano foi, como já disse, de maior descontração. Se no ano passado nos tínhamos divertido, apesar da gastroenterite do Vasco e do stress de andar sempre atrás dele, então este ano tínhamos a certeza que ainda ia correr melhor.

A nossa única preocupação era saber como é que o Vasco se iria aguentar na longa viagem para o Algarve. Para nos precavermos, e uma vez que somos do norte do país, resolvemos fazer a viagem por etapas. À ida para o Algarve fizemos uma escala em Lisboa. Dormimos lá uma noite e no dia seguinte, continuámos a viagem. 

No regresso, pernoitámos em Santarém, que também fica mais ou menos a meio do caminho. 

Acho que foi uma ótima opção. A viagem ficou menos cansativa, conhecemos sítios novos (eu nunca tinha ido às Portas do Sol) e o Vasco ainda teve um bónus: foi conhecer a tia Tatá (a tia mais carismática da nossa família) e ainda teve tempo para visitar o Jardim Zoológico de Lisboa.

 

Resumindo.... Foram umas férias pacatas, em familia, com boas doses de divertimento, descanso e degustação.

São estes momentos a três que fortalecem os laços afetivos e que nos fazem querer continuar a nossa viagem juntos.São estes momentos que fortalecem triângulo. 

 

Agora, entramos em setembro. O Vasco irá novamente para o infantário e nós regressamos ao trabalho.

E o blogue, que esteve parado durante os últimos dias, começará também novamente a "bombar". :))

 

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