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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Março 22, 2020

O Triângulo Perfeito

Os meus filhos passaram a acordar às oito ou às nove da manhã, em vez das sete da manhã habituais.
Vão para a sala, brincam um com o outro e já não há ninguém a dizer "despacha-te que temos que ir para a escola!".
Tomam o pequeno-almoço com calma e continuam a brincar, explorando agora com muito mais detalhe os brinquedos que receberam nos anos e no natal.

Fazemos brinquedos novos com material reutilizado.
Em apenas 7 dias começámos a olhar para todas as caixas, fitas, plásticos e recipientes de outra forma, percebendo que esses objetos podem ser transformados noutras coisas.

Jogamos bowling com pacotes de leite e criamos fantoches com rolos de papel higiénico. Brevemente, vamos transformar pequenas caixas em apartamentos de uma mini cidade.

Temos sessões de culinária todos os dias. Já confeccionámos bolos, panquecas, mousse de chocolate, baba de camelo e outras tantas iguarias que antes do isolamento raramente apareceriam cá em casa, por falta de tempo.

Tempo... temos TEMPO para tudo agora! Até para nos zangarmos e fazermos novamente as pazes.

Antigamente, chegávamos tarde e não queríamos zangar-nos com os nossos filhos. Mesmo quando eles se portavam mal.
Tínhamos conflitos internos na hora de os pôr de castigo, porque só estávamos com eles algumas horas por dia e não queríamos passar essas horas chateados uns com os outros.

Queríamos que aqueles finais de dia fossem repletos de boas lembranças e não de sermões e castigos... a verdade é essa.

Mas agora... agora sabemos que podemos educar, dialogar, resmungar e até punir alguns comportamentos... e não há problema. Não há problema, porque também temos tempo para sermos felizes de novo, para voltarmos a ficar bem uns com os outros.

Parte da culpa que os pais carregavam no dia-a-dia... desapareceu. E os miúdos até já colaboram na limpeza da casa, sem que nos sintamos uns cretinos por lhes passar um paninho do pó para as mãos )

Em toda esta semana... o Vasco nunca falou da escola. Nunca referiu ter saudades dos amigos (embora eu saiba que quando os vir, vai pular de alegria). Nunca manifestou desânimo por estar em casa com a mãe.
Antes pelo contrário!
Vejo-o feliz, saltitante e com mais disponibilidade para aprender coisas.
Fazemos puzzles, vemos vídeos sobre o corpo humano, desenterrámos os jogos de cálculo, números e letras que ele nunca até agora quis jogar. Temos pequenas lições de inglês e lemos imensas histórias. E até já fomos passear para uma floresta silenciosa e verdejante, suficientemente isolada do mundo para não sermos contagiados pelo vírus.

O Xavier anda por aqui por casa todo contente, sempre agarrado às minhas pernas e a seguir-me para todo o lado, como um cachorrinho feliz.

E vocês perguntam: mas então, nunca fizeste nada disso quando não existia esta pandemia?
Nunca fizeste jogos?! Nunca cozinhaste com os miúdos?! Nunca reutilizaste materiais?

Claro que sim!! Mas era tudo mais pontual e fragmentado. Entre o trabalho e as diversas obrigações que fazem parte da vida de um adulto, acabávamos por fazer tudo... a correr.

E portanto...

Há milhares de vidas humanas a terminar por causa deste vírus.
Há avós que já não estão com os netos desde que o isolamento começou.
Há médicos e enfermeiros no limite das suas forças a tentar ajudar todos os que enfrentam os efeitos da pandemia.
Há toda uma economia a desmoronar-se e o nosso ganha-pão está a derrocar com ela. É tudo tão mau!!

Mas os FILHOS (a maior parte dos filhos...) nunca estiveram tão FELIZES. A verdade é essa.

Por isso digam-me...

Como é que algo tão triste como um vírus mortífero pode, em determinados momentos (e diferentes contextos), originar felicidade?

Se está tudo tão errado... como pode parecer tão certo?

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Março 01, 2020

O Triângulo Perfeito

Podem até achar que não. Mas nos meus tempos de adolescente, início dos anos 90 do século passado, os desafios impostos aos pais eram praticamente os mesmos de hoje.
Garantir a segurança das crianças... semear bons valores, promover o sucesso na escola e... claro está, afastar-nos das "más companhias"!
Eram estas as preocupações dos nossos progenitores.
Mas havia uma diferença abismal entre aquilo que se chamavam "más companhias" no passado, e o conceito de más companhias de hoje.
Nos anos 90, as más companhias eram pessoas reais, com quem nós, efectivamente, contactávamos. Podiam ser amigos da rua, colegas de escola ou membros da equipa de futebol... Eram rostos reais, aqueles que atemorizavam os nossos pais e os levavam muitas vezes (em último recurso) a mudar-nos de turma ou de escola...
As más companhias eram o Manel que nos queria iniciar nos charros e nos levava para trás do pavilhão da escola com uma palete de tentações no bolso. Era a Margarida, rapariga sabida e muito rodada nas lides da sensualidade, que nos despertava a curiosidade para assuntos que nos faziam corar.
Era o Pimenta, duas vezes repetente e que acabou por ir parar à Tele-Escola, que nos aliciava a ir roubar coisas para o Pingo Doce... só porque dava pica.
Esses eram os amigos que os nossos pais queriam ver longe, longeeeee!
E era por causa desses amigos que levávamos alguns bons tabefes, ora porque começávamos a cantar de galo como o João (vê lá se baixas a bolinha, que cá em casa não cantas!) ora porque faltávamos a uma aula para ir com a Sónia comprar gomas à loja do senhor Jacinto.

Hoje não.

Os demónios que causam insónias aos pais já não se chamam coisas normais. Chamam-se Dr. X, Super Zen e coisas que tal.
Já não são miúdos da escola: são youtubers, pessoas virtuais.
Já não são adolescentes como o nossos filhos! São muitas vezes adultos, se bem que apenas em idade cronológica.

Os heróis dos nossos filhos já não são atores de cinema.
Os exemplos que os nossos filhos querem seguir, já não são os exemplos dos pais, e a verdade é que bocejam de tédio com as lições que lhes queremos ensinar.
A sabedoria que os nossos filhos querem assimilar, já não é a dos professores. É a sabedoria de um indivíduo qualquer que decidiu que era giro ser influencer.

Quando um youtuber acaba com a sua namorada em direto, fazendo-a chorar baba e ranho e esse vídeo tem milhares de visualizações.... isto dá um bocado de medo.

Eu não vou dizer que "no meu tempo é que era bom". Nós também tínhamos a nossa dose de parvalheira, mas pelo menos éramos originais.

Quando o David se lembrou de queimar borrachas numa aula de oitavo ano e tivemos todos que sair da sala porque ninguém aguentava o cheiro a queimado... isso foi assim a modos que indecento-parvo.
Mas pelo menos a ideia foi dele (terá registado a patente?), não a copiou de nenhum canal de youtube.

Hoje, os youtubers ensinam História, Geografia e Ciências aos nossos miúdos. Eu própria uso muitos vídeos de Youtubers "bonzinhos" nas minhas aulas. E os alunos adoram.
Mas depois também há aqueles que ensinam racismo, desigualdade e desconsideração. E está tudo metido no mesmo saco; o saco da internet.

Podemos mudar o nosso filho de turma ou de escola, mas estes "amigos da onça" vão acompanhá-lo sempre. Estão metidos no seu telemóvel, que pode ser consultado a qualquer momento e a qualquer hora. E parecem levar sempre a melhor.

Tempos difíceis, aqueles em que vivemos. Mas não vale a pena chorar pelos riscos que os nossos filhos correm na internet.
Estanquemos as lágrimas de desespero. E entreguemos todos os lenços de mão àquela rapariga desolada, cujo namorado youtuber humilhou em direto.

Neste momento, ela será ex-namorada de um dos rapazes mais famosos imbecis do país.

Choremos por ela.

Fevereiro 29, 2020

O Triângulo Perfeito

Ontem fui buscar os meus filhos à escola e, como sempre nos dias em que não chove, regressamos a casa a pé.
Pelo caminho vamos encontrando várias pessoas com quem acabamos por entabular conversa. Umas conhecidas; outras, personagens completamente novas e com quem nunca dialoguei na vida.


Sei que estou a dar um mau exemplo ao meu filho, porque todos sabemos que " não se deve falar com estranhos", mas eu sou de um tempo em que as pessoas se cumprimentavam na rua sem receios. Sou do tempo em que os vizinhos eram uma extensão da nossa casa, do tempo em que não havia perigos e desconfianças. Sou desse tempo e esse tempo mora em mim. Porque gosto de falar com as senhoras que me abordam a perguntar que idade tem o meu filho espantadas por ter apenas 4 anos e "falar como um homenzinho!" E dou conversa aos velhotes que mandam piadas sem piada, com hálito impregnado a vinho apesar de ser ainda meio da tarde, porque adivinho neles tanta solidão. E imagino que um dia posso vir a ser eu "o velho sentado num banco do jardim, a relembrar fragmentos do passado ", como cantava a Mafalda Veiga.


Então eu falo, rio e dou troco às conversas. Como gostaria que um dia me dessem troco a mim. E foi ontem, numa dessas conversas com uma senhora idosa que nos acompanhou na viagem de regresso a casa que percebi que esta coisa do corona vírus não está só a matar humanos. Está também a matar a nossa réstia de humanidade. Que são coisas bem diferentes, como todos sabem.
Então a senhora diz-me que de manhã tinha estado no hipermercado Pingo Doce. Explicou -me que estava toda a gente muito relaxada a fazer compras até que, de repente, entra no estabelecimento uma senhora chinesa.
Assim que as pessoas repararam na entrada dessa senhora, começaram a fugir e afastar-se para os lados acabando por deixar a chinesa completamente só, na zona das frutas e hortaliças.
- Mas a senhora chinesa deve ter ficado muito aborrecida com isso, não?- perguntei, chocada, à velhinha que me contou a história.
- Paciência menina! Paciência! Não interessa como a chinesa se sentiu. Quando chega à hora, temos que salvar a nossa pele e dos nossos! E por isso... olhe... fugimos todos dela!
E depois contou-me das lojas de chinês a ficar vazias, falou-me da vizinha chinesa com quem agora se evitava cruzar no elevador e outras coisas que eu já não ouvi.
Coisas que não ouvi porque a minha mente tinha ficado presa àquela imagem. A imagem da senhora chinesa completamente sozinha na zona das hortaliças, uma cena caricata e completamente non sense que podia ser retirada de um livro de Haruki Murakami .
Valeria a pena explicar que o vírus não ataca apenas chineses e que estes não são os únicos portadores do mesmo?
Valeria a pena explicar-lhe que um dia o Vírus vai chegar aos portugueses. E depois? Vamos andar a fugir uns dos outros? Mesmo sem saber se estamos contaminados?
Eu sei que este vírus é perigoso e "todo o cuidado é pouco, menina!", mas não consigo evitar pensar se esta reação perante os chineses não será racismo, mascarado de medo. Discriminação mascarada de instinto de sobrevivência.
Somos um ser sociável. E andamos todos tão sós! A usar tantos pretextos para afastar o outro.
A bem dizer já andamos de máscara. A máscara da indiferença. Quem somos nós?
"Sabes eu acho que todos fogem de ti para não ver, a solidão que um dia irão viver ", continuava a canção.

Nao há nada mais angustiante que um velho triste e de olhar perdido, num banco de jardim. A não ser talvez uma chinesa a deambular sozinha no silêncio repentino de um supermercado.

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Janeiro 30, 2020

O Triângulo Perfeito

Andei todo o dia a forçar um sorriso que teimou em não aparecer. Acordei as 6 da manhã, dei de mamar e vesti o mais novo que decidiu não querer dormir mais. Esperei pelo acordar do mais velho, o Ze ajudou a dar o pequeno almoço e a vesti-lo. Levamos miúdos à escola no meio do frio e da chuva. Às 8.30 ja estava no meu emprego, adiantei uns testes e umas aulas. Comecei a sentir as sequelas da noite mal dormida (xavier acordou três vezes de noite e não queria adormecer) por volta das nove da manhã.
Olhos pesados, vontade de voltar para a cama. Percebi que não ia conseguir ser a pessoa divertida e de sorriso fácil do costume. Dei as aulas da manhã, almocei um pão à pressa, coloquei uns phones no ouvido na hora do almoço e fiquei a ouvir música enquanto esperava pelas aulas da tarde.
Mil vezes passou pela minha cabeça a ideia de me ir embora para casa. Mil vezes disse a mim mesma que não o iria fazer. E não fiz.
Terminei o trabalho, fui a correr para casa onde dei apoio a uma prima que precisava de ajuda a biologia.
As sete horas fui a uma consulta que já andava a adiar. As 19.40 fui buscar os miúdos que às segundas feiras vão a casa da avó.
Levei -os para casa. Mais chuva. Dar o jantar a um e a outro. Dar de mamar ao mais pequeno e adormecer o mesmo.
Ir à sala fazer um pouco de companhia ao mais novo e... regressar à cama.
Foi um dia cansativo, não via hora de me deitar. Não parei um segundo e dei-me conta que praticamente não socializei com ninguém.
Hoje tornei-me propositadamente invisivel. Mas ser invisível também acabou por ser estranho e triste.
À procura de algo que dê sentido a este dia, concentro-me agora no sorriso dos meus filhos, nas gargalhadas dos meus colegas, do meu marido e dos meus alunos. E são esses sorrisos que me fazem serenar enquanto lentamente vou fechando os olhos e me deixo adormecer.
Até amanhã... eu já disse que odeio segundas feiras? 🤔

Janeiro 30, 2020

O Triângulo Perfeito

E esta mania que eles têm de querer levar brinquedos de casa para a escola?

Como se não bastasse andarmos a carregar as mochilas, o guarda chuva, a nossa carteira e a tentar que não se desviem muitas vezes no percurso... ainda temos que os ver a levar carros e dinossauros que caem ao chão mil vezes nas alturas menos top e nos obrigam a parar no meio do caminho para tirar os ditos cujos de poças de água malcheirosas (porque a lei de murphy funciona sempre nestas alturas e se o brinquedo tiver dois sitios para cair... vai cair no mais sujo de certeza).
Por isso eu digo NÃO AOS BRINQUEDOS LEVADOS PARA A ESCOLA!


(Mas como sou um coração mole às vezes também digo sim... e arrependo-me claro!) 😉

Janeiro 02, 2020

O Triângulo Perfeito

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Nao foi um ano de grandes realizações, nem a nível pessoal nem profissional. Foi antes um ano de consolidação das coisas boas que já existiam, um ano que veio trazer mais segurança e ainda mais estabilidade.

Foi um ano cansativo do ponto de vista físico, mas acredito que com o tempo as coisas vão melhorar.
Foi o ano em que cheguei aos 40, assim como o Ze. E embora digam que os 40 não mudam nada em relacao aos 39, senti bastante a chegada a esta nova etapa.
Interiormente, fiz uma série de reflexões e de balanços, medi o grau de concretização dos meus objetivos e embora reconheça que nem tudo é perfeito não posso deixar de me sentir feliz com o que a vida me tem dado.
Ao longo do tempo alguns sonhos foram ficando para trás (como o jornalismo) substituídos por outros que inesperadamente me estão a dar tanto ou mais prazer que esses, como é o caso do ensino e da maternidade.
O ano de 2019 trouxe-me ainda um maior conhecimento de mim mesma, das minhas limitações e potencialidades. Cheguei a conclusões surpreendentes em relação à minha pessoa e acho que o caminho depois desta auto revelação vai ser mais fácil. Para o futuro desejo apenas que a vida se mantenha assim, tranquila, com saúde e que possa desfrutar da companhia dos que me são queridos durante muito tempo.
Para vocês que nos seguem... desejo o mesmo! Um excelente 2020 para todos!

Dezembro 12, 2019

O Triângulo Perfeito

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Ontem, no insta, uma seguidora pediu-me conselhos sobre este assunto e dei-me conta que realmente nunca tinha tocado no assunto aqui no blogue.
Por isso aqui seguem cinco estratégias que usámos com o Vasco e que tiveram algum sucesso:

1- Falar sempre da chegada do mano como sendo um acontecimento muito positivo. São de evitar aquelas frases amargas como "estás mesmo a precisar de um mano para deixares de ser egoísta ", "quando a tua mana chegar vais aprender a partilhar!" , "estás um mimado, faz-te falta um mano". Todas estas frases ( e outras do género) apresentam o mano como um elemento que vai castigar, disciplinar e trazer coisas menos agradáveis. Por isso... evitem cair na tentação de dizer isto e aconselhem as pessoas próximas a fazer o mesmo.

2- Dar como exemplo outros colegas da mesma sala ou turma que já têm manos e mostrar como são felizes por terem alguém com quem brincar em casa.

3- Envolver a criança nos preparativos para a chegada do mano. Por exemplo, podem ir com ela à loja de vestuário e deixa-la escolher algumas roupinhas.

4‐ No dia do nascimento do bebé... não acho muito boa idéia avisar que estamos a ir para o hospital porque isso cria uma ansiedade extrema na criança. Ela vai estar sempre a perguntar aos adultos a quem ficou entregue se o bebé já nasceu e vai entrar em stress. É preferível pedir a alguém (avós por exemplo) que vá buscar a criança à escola e tentar proporcionar-lhe um dia normal dentro do possível. Até porque não se sabe quantas horas vai durar o parto.

5- Se a ideia é que o pai fique com a mãe durante a noite no hospital (há partos que se prolongam pela noite fora), convém perceber se o mano mais velho se vai sentir feliz em dormir em casa dos tios ou avós. Ou seja, se a criança não estiver habituada a dormir fora de casa ela vai sentir esta mudança de rotina como uma coisa má. Poderá associar a chegada do mano ao facto de ficar entegue a terceiros, sentindo-se abandonada pelos pais. Por isso, não seria má ideia ir habituando o mano mais velho a dormir de vez em quando em casa de familiares. Desse modo, esta alteração de rotina não será tão drástica.

E então? Que acham? Concordam, discordam, acrescentariam mais alguma coisa?

Gostavam que vos desse também algumas estratégias para ajudar o mano mais velho nos dias a seguir ao parto? 😀

Setembro 25, 2019

O Triângulo Perfeito

A primeira vez que fui ao cinema com o Vasco fomos ver o Dumbo. Ele adorou não tanto pelo filme, mas por todo o ambiente circundante. Estava pasmado com aquela escuridão, o som de qualidade excelente e o ecrã gigante...
Depois disso, passados dois meses fomos ver os BICHOS. Já aqui contei que o Vasco adora esse filme! Vimos duas vezes no cinema e estou sempre a colocar no YouTube o trailler do filme porque ele pede.

Entretanto, estreou o Rei Leão e fomos ver também. Quando já estava na sala fiquei um pouco apreensiva porque este filme está mesmo realista (não tem nada a ver com os desenhos animados do nosso tempo) e a parte das lutas entre os leões e as hienas é de uma agressividade brutal. Para além disso, como devem saber o pai do rei Leão morre a meio do filme e apercebi‐me que o Vasco ficou bastante sensibilizado com isso. Passou o resto da tarde a fazer pergungas sobre o assunto o que me obrigou a ter algumas conversas sobre o tema da morte, tema esse que, confesso, teria preferido não abordar tão cedo.
Com esta situação apercebi-me que é mesmo importante seguirmos as indicações de idade dos filmes.
Com o Dumbo a idade estimada era 6 anos e correu tudo impecável apesar do Vasco só ter 3 (quase 4). Já no caso do Rei Leão a idade aconselhada era também acima dos 6 e se calhar teria sido melhor eu ter esperado mais uns anitos até deixar o Vasco ver o filme...
Entretanto, com o passar do tempo, o stress do Vasco em relação à morte do pai Leão desapareceu e agora já fala disso normalmente. Até porque são apenas histórias e filmes nada daquilo é real.
Contudo, fica aqui a dica para os pais: tentem respeitar a idade aconselhada para os filmes infantis. Existe uma diferença entre um filme para mais de 4 anos como os bichos e um filme para mais de 6 anos. E essa diferença pode não ser imediatamente percetível...mas está lá.
O vosso filho pode adorar cinema como o meu, pode portar-se super bem na sala e ficar quietinho durante toda a sessão. Pode até dizer que adorou o filme. Mas... terá maturidade emocional para compreender e aceitar tudo o que se vai passar durante a história ?
Fica a questão... 😉

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Setembro 12, 2019

O Triângulo Perfeito

Cá em casa falta sempre pão e isso é uma coisa que tira do sério. Parece que nenhuma das nossas estratégias funciona.

Se compramos pão com antecedência (tipo no dia anterior) ... na manhã seguinte esquecemos que tinhamos comprado e comemos cereais ou bolachas.

No dia seguinte, descobrimos o pão mas... já está seco!

Se não compramos pão, é certo e sabido que é nesse dia que nos vai apetecer comer.

Se compramos pão para congelar, naquela manhã estamos com pressa e nao descongelamos. Ataca-se bolachas ou cereais.
Se descongelamos o pão... esquecemos dele no microondas e só reparamos nisso à noite quando vamos aquecer a sopa ou qualquer outra coisa.

Dasss. Esta história do pão é um bico de obra!
O que vale é que o Vasco come leite com bolachas e o Xavier come papa...

Sabem do que eu tenho saudades? De quando vivia na aldeia e todos os dias o senhor do pão ia pendurar o saquinho com pães à porta de nossa casa. Isso sim, era qualidade de vida! :)

Setembro 02, 2019

O Triângulo Perfeito

Miúdos na escola, tomo pela primeira vez em 15 dias um pequeno almoço descansada. Sem ter que interromper para mudar cocós, separar brigas de irmãos, dar colo, limpar sujidade do chão...

Mãe também precisa de férias. E é bom que a sociedade perceba que somos mães... não somos mártires nem candidatas a santas.😀

Vasco foi para a escola entusiasmado, sobretudo porque este ano mudou para uma sala nova. Estava ao rubro!
Ao Xavier custou mais e chorou um pouco mas sei que tudo faz parte do processo.

Tenho dois dias para descansar antes de o trabalho começar em força. E quero aproveita-los bem. Sem culpas.

Sinto que mereço este miminho porque embora adore ser mãe, também adoro todas as minhas outras "vidas". E foram dias muito cansativos os últimos. Não tive muitos momentos pata relaxar, cuidar da minha aparência ou simplesmente para estar só.

Sou um bocado eremita, e para mim a solidão nem sempre é má. Aliás fazem-me imensa falta momentos de silêncio e solidão.

Há pessoas que adoram ginásio, outras relaxam com cabeleireira. Eu gosto disso tudo, mas se me perguntarem o que mais me fez falta nos últimos 15 dias... acho que foi a falta de momentos a sós. Preciso desses momentos como de água para viver. E não consegui porque estava sempre acompanhada por 1 ou 2 miúdos.

Os miúdos vão para a escola e eu vou para o trabalho, sendo que em certos aspetos o trabalho vai saber a férias.

Acho que muitas mães percebem o que quero dizer... :)

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