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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Junho 20, 2018

O Triângulo Perfeito

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Foi ontem a Festa de Final de Ano do Vasco. O tema global da festa foi a "Alice no País das Maravilhas". 

Durante cerca de 90 minutos, fomos transportados para um mundo de sonhos e fantasia, com muita música e cor à mistura.

A turma do Vasco foi a primeira  a atuar, com uma dança divertida. 

Foram poucos minutos (porque eles ainda são tão pequeninos!) mas o suficiente para nos babarmos de orgulho.

A primeira festa de fim de ano do Vasco... yeiiii.... que emoção!!

Deixei, no meu facebook, uma homenagem/dedicatória a todos os profissionais responsáveis pela festa. 

Tendo em conta, as dificuldades que a classe docente/auxiliares/educadores atravessam, acho que a homenagem foi mais que merecida.

Deixo aqui a transcrição do texto que publiquei no meu "face"... 

 

"Agradeço a todos os educadores, auxiliares e técnicos que tornaram ontem possível a Festa de Fim de Ano da escolinha do Vasco. Vivemos momentos de emoção, com muito riso à mistura, mas também deixámos cair algumas lágrimas de orgulho pelos nossos filhotes. Num momento em que tanto se fala da falta de empenho dos profissionais dedicados à educação, é bom mostrar exemplos destes.
Quantas horas, dias, meses terão sido necessários para organizar uma festa desta dimensão? 
Em quantos momentos fora do horário escolar se terão reunido estes profissionais para nos poderem brindar com este espetáculo? 
Momentos esses que não foram, nem nunca serão contabilizados como "serviço efetivo" pela opinião pública que anda mais entretida com mundiais de futebol e crises do sporting e que persiste (muito graças à ação demolidora dos média) em odiar esta classe. 
Da minha parte, estes profissionais só podem contar com gratidão e admiração. Bem hajam! E que continuem assim... "

Setembro 11, 2017

O Triângulo Perfeito

Setembro é o mês do regresso à escola. Regressa a mãe, que é professora e regressa o bebé, ao infantário. Cabe ao pai a tarefa de gerir um pouco a ansiedade dos outros dois, já que este é um mês de muitas (demasiadas) novidades que nem sempre são digeridas da melhor maneira. 

Do regresso da mãe, posso dizer que foi um pouco mais atribulado que o costume. Em vez de ficar colocada na primeira "ronda" de resultados, desta vez só fiquei colocada na segunda fornada. 

A semana que mediou a saída das duas listas foi de alguma ansiedade (e medo, pois os colegas que entretanto já tinham sido colocados ficaram a centenas de quilómetros de casa), mas no meu caso acabou por não correr muito mal. Fiquei perto de casa, e numa das minhas primeiras opções. 

Entre o saber o meu horário, escrever para as editoras a pedir os livros adotados na escola, começar a fazer as planificações, reunir com os colegas de departamento... os últimos dias passaram a voar. 

Quarta-feira é o dia de conhecer os meus novos alunos. Esta é a parte que mais gosto: dar aulas. Toda a "palha" associada ao ensino era para mim dispensável. Grelhas, papelada, burocracia, cargos que nada têm a ver com a prátca letiva, bah.. Dispensava isso tudo. O que me dá pica é mesmo (e só) o momento da sala de aula. 

O regresso às aulas do bebé aconteceu no dia 6 de setembro. Podía tê-lo levado logo no dia 1, mas preferi ficar com ele no miminho mais alguns dias, 

Este ano houve uma grande mudança. O Vasco passou da sala de 1 ano, para a sala dos 2 anos. 

Mudou de espaço, de educador e de auxiliares. Apenas uma das auxiliares se manteve, de modo a garantir uma certa continuidade. 

Para já, a experiência está a correr muito bem. O Vasco adaptou-se muito bem à nova sala, que é maior e tem muito mais brinquedos e também me parece que gosta bastante da educadora/auxiliares. 

Não tem chorado quando o deixo ficar na escola e só isso já me traz algum descanso. 

A turma dele mantem-se mais ou menos a mesma e é engraçado ver que ele já chama os coleguinhas pelo nome. 

Este ano vai deixar de comer nas cadeirinhas e passar a comer numa mesa com cadeiras. Estou um bocado apreensiva porque sei que o Vasco não é propriamente o menino mais sossegado a comer. 

Já estou a imaginar pratos pelo ar e a comida toda no chão... Vamos ver como corre. 

Na reunião de pais recebi algumas informações interessantes. Uma delas é que este ano, a turma do Vasco já vai participar na FESTA DE FIM DE ANO. Cooool! Estou morta por ver como é que o meu bebé se vai sair!

A outra novidade é que a sala dos 2 anos já tem um manual/livro escolar associado.

Já vi o livro. É da Porto Editora e é super apelativo. Tem atividades muito giras para eles fazerem :)

Outra informação que me pareceu importante, é que este ano o colégio decidiu não festejar o Dia do Pai/Dia da Mãe nos moldes convencionais. 

Eu concordo com isso, e até vou falar disso no próximo post. Fiquem a aguardar! :)

Julho 18, 2017

O Triângulo Perfeito

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Saíram hoje os resultados do concurso interno de professores. Ainda não foi desta que fiquei efetiva numa escola. Continuo em "Quadro de Zona". 

 

Para quem não está familiarizado com estes termos, passo a explicar:

 

"Efetivar numa escola" (ou ficar em "quadro de escola") significa que o nosso contrato com uma determinada escola é permanente. Portanto, só saímos de lá se essa escola ficar com menos alunos, se não houver turmas suficientes, ou se estivermos insatisfeitos. Nesse caso, podemos concorrer para mudar. 

 

Eu estou numa situação intermédia chamada  "quadro de zona", o que até nem é mau.

Ok, ok... não estou fixa numa escola, mas também já não ando a vaguear pelo país fora.

 

 

Estou numa área designada por quadro de zona 1. Essa área está limitada, a norte, por Valença, a sul por Gaia, e a leste por Celorico de Basto. Estes são os sítios mais distantes onde me podem colocar. Claro que alguns destes já implicam viagens puxaditas (ou arrendar casa, nos sítios mais remotos), mas sempre é melhor que ir parar ao Algarve. Isto porque sou do norte. 

 

Foram precisos muitos anos para chegar até aqui. Muitas viagens, muitos sacríficios. Muitas horas longe da família e amigos. Algarve, ilha Terceira, ilha de S. Miguel... por todos estes sítios passei. 

 

Adiei sonhos e projetos. Vivi momentos felizes, mas também senti o isolamento e a solidão. 

 

Há três anos entrei no "quadro de zona". E a minha vida ficou muito, muito mais simples e confortável. 

 

Aguardo o próximo concurso com grande expetativa!

Os resultados saem no final de agosto e nesse momento vou ficar a saber, dentro da zona, qual foi a escola que este ano me calhou. 

 

Confuso? Nem por isso.  São ossos do ofício. 

 

O importante é que em setembro lá estarei, como sempre a dar o meu melhor.

A levar conhecimento e a arrancar sorrisos às novas gerações. Até breve, futuros alunos!

 

Março 06, 2017

O Triângulo Perfeito

Na semana passada, estive num jantar-convívio com colegas de trabalho e a noite ficou gravada no meu arquivo das memórias felizes.

Não foi só a comida (que era ótima!) ou a boa disposição... Foi também a mensagem, lida no final da noite, por um dos meus colegas.

O texto não era dele. Mas o sentimento, sim. E cada palavra lida pelo meu colega em tom solene, reverberou no coração de todos nós. E era assim:

 

"O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.

O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade."

(José Luís Peixoto)

 

É isso. O trabalho dos professores é a generosidade. Adorei o texto (podes ler o resto aqui) e não podia concordar mais.

Não somos a classe mais adorada, mas sabemos que somos importantes. Somos os "guardiões da esperança" (mesmo autor).

 

Concordam?

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