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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Dezembro 20, 2018

O Triângulo Perfeito

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Sempre gostei do Natal. Adoro o convívio familiar, a ceia, os risos, o barulho, a confusão e... as prendas, claro! 

Mas ultimamente esta época tem perdido algum encanto.

Primeiro, porque já faleceram todos os meus avós e deixámos de fazer a consoada na casa da aldeia. Sinto falta daqueles Natais em que se juntava toda a família à volta da lareira. Eram Natais tão humildes, tão simples, mas que sabiam tão bem.

Segundo, porque tenho dois filhotes. Pelo que ouvi isto faz de mim oficialmente "adulta" portanto deixei de receber tantas prendas. A maioria das prendas vai para as crianças e até acho bem. Nada contra :)

Terceiro, porque para além de não receber prendas desde há uns anos que me transformei no "elfo doméstico do Natal" .

 

Lembram-se do Dobby, o elfo doméstico da saga do Harry Potter?

"Os elfos domésticos passam as vidas servindo uma família ou uma instituição. A não ser que sejam libertados, os seus descendentes vão continuar suas tarefas e a servir a família"

 

Basicamente, eu sou a elfa no que toca a prendas: ninguém está com pachorra para se enfiar nos shoppings cheios de barulho. Por isso, vai de incumbir aqui a moi méme essa tarefa gigantesca de comprar os presentes para todos.

 

Sou eu que compro as prendas para os meus filhos. Sou eu que compro as prendas dos avós para os meus filhos, porque eles têm receio de comprar algo que os miúdos não gostem. Tudo bem.

Mas também sou eu que compro as prendas para sobrinhos e primos... Sou eu que compro as prendas do meu marido para os seus pais. Sou eu que compro a prenda do meu marido e dos meus pais. E da minha mãe que faz anos no dia 23. E a prenda do meu pai para a minha mãe que faz anos no dia 23.

Sou eu que compro a prenda para as educadoras e auxiliares do infantário do meu filho. E a lembrancinha para o médico de família... e....uff!

Portanto... quando chega a hora de abrirem as prendas está toda a gente feliz e entusiasmada. E ouvem-se ahs e ohs de surpresa!

Tirando eu, que estou com um enorme focinho de tédio porque já sei antecipadamente o que cada um vai receber, ah ah.

Para cúmulo, ainda recebo por vezes algumas críticas em relação às prendas que de forma tão bem intencionada comprei em nome dos outros.

"Ah e tal, porque podias ter comprado algo mais assim ou assado"... Help me!

Eu sei que todos têm as suas razões para me encomendarem a compra das prendas. Há pessoas que têm outras tarefas importantes durante o Natal e também têm trabalho.

E até posso sentir-me lisonjeada porque se me incumbem, isso significa que tenho algum jeito, não é? 

Mas sinto-me um bocado escrava das compras e, neste momento, com dois filhos pequenos começa a ser difícil gerir tantas "encomendas". 

Por isso, para o próximo Natal eu desejo paz, amor... e que cada um compre os seus presentes. 

Feliz Natal a todos

Assinado: O Elfo Doméstico das Prendas

Dezembro 14, 2016

O Triângulo Perfeito

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Este Natal, tomámos uma decisão: só as crianças terão direito a prendas. Neste momento, já temos quatro crianças na noite de consoada, por isso a animação está garantida. Chegámos à conclusão que a comida, o convívio, a música e o sorriso das crianças seriam suficientes para nos alegrar neste Natal.

 

A verdade é que acabávamos sempre por comprar "presentes simbólicos" para os adultos e gastando dinheiro desnecessário- verba que poderia ser aplicada noutras coisas, como uma mesa de Natal mais farta. ou até mesmo gestos de solidariedade (vou falar disso no próximo post...)

 

Havia, para além disso, uma coisa que me incomodava bastante: não vos consigo explicar porquê mas não conseguia evitar uma certo vazio no momento em que, como animais selvagens, nos punhamos desenfreadamente a abrir presentes...

 

A verdade é que eram tantas prendas, e para tanta gente, que à meia noite se gerava uma confusão tremenda. Eram papeis voar por todo o lado, coisas espalhadas pelo chão, presentes abertos à pressa... Algumas prendas quase não eram apreciadas porque não havia tempo para isso. Porque havia sempre outra prenda para abrir depois dessa. Conhecem o filme?

 

No final da algazarra, ficava em mim um sentimento estranho. Como se algo estivesse a faltar. E nâo eram prendas, porque essas haviam, até em quantidade excessiva. Era, por estranho que pareça, o espírito do Natal.

 

Este ano, resolvemos fazer um Natal mais espiritual, mais humilde e mais sentido.. Como mãe, cada vez sinto menos necessidade de prendas. Neste momento, quem oferecer algo ao meu filho é como se estivesse a oferecer-me a mim. Fico tão contente como se a prenda fosse para mim. 

 

O melhor presente que podemos ter no Natal é o sorriso dos nossos filhos. Vê-los a brincar felizes e, de preferência saudáveis, é o melhor que a vida nos pode dar.

 

Assim, substituímos os momentos de "fartura" por "momentos de qualidade".

O porta-moedas agradece... e a nossa alma também.

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