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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

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Os pais e a privação de sono: dados estatísticos

Dezembro 15, 2018

O Triângulo Perfeito

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De acordo com um estudo britânico, a maioria dos pais dorme, em média, apenas 4 horas e 44 minutos por noite, no primeiro ano de vida dos bebés.

Tomando por base uma noite "normal" de 8 horas de sono, esta redução implica que os pais percam o equivalente a 55 noites bem dormidas nesse ano. 

 

As consequências desta privação de sono são devastadoras. Segundo o estudo:

- 23% dos pais assumem que passaram a ter comportamentos estranhos devido à falta de sono;

- 11% alucinaram com objetos que não existiam na realidade;

- 44% confessaram ser comum esquecerem-se do que estavam a dizer a meio de uma frase;

- 8% revelou ter-se esquecido em algum momento do nome do bebé;

- 64% sente-se orgulhoso por ter conseguido sobreviver ao primeiro ano do bebé;

 

No que toca aos "comportamentos estranhos" resultantes do cansaço e da privação de sono, estes foram alguns dos exemplos dados pelos pais:

 

- "Dei esparguete ao bebé, pensando ser hora de jantar. Mas na realidade era de manhã e era hora do pequeno-almoço".

- "Guardei a chaleira no frigorífico por engano".

- Meti comida de gato no dispensador da máquina de lavar, em vez de meter o pó.

- "Fui para a rua descalço".

 

Também ando com os fusíveis  um bocado adormecidos à conta das noites mais dormidas.

Estive a pensar (e acreditem que nesta fase "pensar" é uma tarefa difícil) e estes são alguns comportamentos estranhos que já tive neste últimos 5 meses:

 

- Guardei o frasco do azeite no frigorífico e depois não sabia dele. Passei 3 dias a cozinhar com óleo e margarina.

- Deixei a chave do carro metida na porta e fui para casa. Só reparei no dia seguinte quando não conseguia encontrar a chave. Desci à garagem e lá estava ela. Digam lá que não sou amiga dos ladrões...

- O marido pegou no bebé ao colo, mas eu continuei a balançar o carrinho com o pé durante meia hora. Na minha cabeça, estava a embalar o miúdo. Na realidade, estava a agitar um carrinho vazio.

- Saí de casa quase sem gasolina com destino ao ikea. Falhei todas as estações de serviço até lá chegar, por distração. Estava a ver que ficava pelo caminho!

- Todos as noites quando abro a porta do microondas vejo lá coisas esquecidas que coloquei durante o dia. É comida, é chá, é leite... enfim, alimentos que pus a aquecer mas depois esqueci de comer.

- Passo na rua e cumprimento pessoas que conheço muito bem, mas não me consigo lembrar do nome delas. É frustrante!!

-  Não consigo seguir as conversas do meu filho mais velho, pois estou constantemente a "desligar". Só ouço fragmentos das histórias que ele conta porque de vez em quando dá-me uns apagões e fico tipo aqueles robots de brincar que paralisam quando as pilhas acabam. 

- Entro numa divisão da casa e fico parada a olhar para o vazio porque já não me recordo o que é que eu fui lá fazer (isto é tãooooo assustador...)

 

Enfim. Sei que é uma fase passageira (olhem a redundância kkk, se é uma fase, tem que ser passageira não é? ) porque já com o primeiro filho foi igual.

Desta vez, sinto-me ainda mais "lenta" porque o cansaço é maior e o Xavi dorme muito pior que o irmão.

A sorte é que vai passar e, em breve, voltarei a ser uma pessoa normal (dentro do género distraído, é certo)

E vocês? Também se sentem cansadas e cansados?

Que comportamentos estranhos já tiveram à conta da privação do sono?

E foram... MISERÁVEIS para sempre?

Novembro 30, 2018

O Triângulo Perfeito

"Quer salvar o seu casamento? Então não tenha filhos." 

É com este título sugestivo e até mesmo um pouco assustador que começa um artigo que encontrei no The Guardian :)

 

"Comparando casais com filhos com casais sem filhos, os dados revelam que o declínio na satisfação amorosa é duas vezes superior nos primeiros.", revela o mesmo artigo.

 

A ideia resulta de vários anos de estudos sobre dinâmica familiar.  Mas também não era preciso tanto, eh eh. Basta perguntarem a qualquer casal com filhos e eles contam-vos logo como a vida íntima ficou um caos depois da paternidade.

"As famílias têm grandes expetativas em relação ao bebé", continua o artigo. "Mas há medida que os laços entre mãe e criança crescem, os laços entre o casal tornam-se mais ténues."

Em muitos casos, os membros do casal deixam de ser amantes para se tornarem simplesmente pais. "Mensagens românticas e amorosas no telemóvel, são substituídas por mensagens tão frias como uma lista de mercearia". (vocês pais, sabem do que falo, né?)

 

Até aqui nada de novo... mas leiam o que nos diz a parte final deste artigo!... (espero que tenham lido até aqui para saberem agora a parte chocante)

 

"Há medida que o número de filhos aumenta, cresce a insatisfação do casal face ao casamento mas... diminui a probabilidade de o casal se divorciar". 

 

Esta afirmação baseia-se nas estatísticas do Reino Unido, mas em Portugal acontece mais ou menos o mesmo (encontrei estes dados de 2001).

Portanto, quanto maior o número de filhos, menor é o número de divórcios. É um bocado estranho e um tanto ou quanto irónico!

Os filhos são geradores de stress entre o casal, e há imensos estudos que o confirmam (olhem aqui este tãoooo giro) mas parece mais fácil quebrar os laços quando há apenas um filho. Quando são muitos filhotes, o casal tende a ficar unido mesmo não estando satisfeito com a relação. 

Acho que é isso que chama... "acomodar-se". E é com base nessa realidade que o artigo do The Guardian termina dizendo:

"So, having children may make you miserable, but you’ll be miserable together."

Qualquer coisa como: ter filhos faz-nos sentir miseráveis, mas preferimos ser miseráveis juntos ".

Seria poético se não fosse tão estúpido. E um pouco triste, não acham?

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