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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

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Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Top 5 das coisas de que já me livrei

Setembro 19, 2018

O Triângulo Perfeito

É muito bom ter bebés. Eles são doces, amorosos, pequeninos e têm aquele cheirinho especial...

Mas todos os pais sabem que nem tudo são rosas e há coisas que dispensamos bem. 

O Xavi tem, neste momento, 2 meses e nem todos os "processos" deixaram saudades.

Este é o Top 5 dos pormenores chatos, dos quais já me livrei :)

 

5º lugar: As dores pós-parto

Ainda não se foram todas embora... Ainda sinto os ossos púbicos repisados como se tivesse escorregado sem querer e feito uma espargata à força. Mas fora isso, as coisas estão bem melhores! Nos primeiros dias mal me conseguia sentar e doía-me quando ia ao WC. Passado uma semana já quase não sentia nada e hoje já estou (praticamente) ok.

 

4º lugar: As dores nas maminhas

Sou uma rapariga de sorte porque não padeci de nenhum dos problemas típicos da amamentação. Não me doeu (nem desta, nem da outra vez) na descida do leite, não ganhei febre, nunca tive uma mastite. Mas claro que nos primeiros 4 ou 5 dias, quando o bebé começou a mamar os meus seios doeram. E dei por ela a percorrer mentalmente o meu stock de palavrões :) Entretanto, as dores passaram, ficando apenas o prazer de amamentar.

 

3º lugar: As borbulhas do bebé

Há quem lhe chame "medrar", outros chamam-lhe "borboejos". São aquelas borbulhinhas vermelhas que se espalham pela cara e corpo do bebé 2 ou 3 semanas após o nascimento, Não gosto nada... Eles ficam com um aspeto de quem foi picado por abelhas e a gente experimenta tudo para as borbulhas passarem. Não há volta a dar, porque não há creme (pelo menos que eu conheça) que acabe com as borbulhas. E a verdade é que são auto-limitadas. Passado duas semanas desaparece tudo, tão misteriosamente como começou :)

 

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 O Xavi quanto estava na fase do "medranço". Ainda bem que as borbulhas passaram... Mais do que o (mau) aspeto estético, era uma preocupação vê-lo assim. Estava sempre com receio que ele sentisse comichão ou ardência na pele...

 

2ºlugar: O cordão umbilical ao dependuro

Ui! Não tenho saudades nenhumas daqueles primeiros dias em que temos que ter mil cuidados com o cordão umbilical. Não dá jeito nenhum para mudar a fralda e estou sempre com receio de magoar sem querer o bebé. É uma felicidade quando o dito cujo cai de vez.

O cordão do Vasco caiu passado 10 dias. Curiosamente, o do Xavier passado 5 dias já tinha desaparecido. Nunca percebi a razão desta diferença de rapidez pois atuei exatamente da mesma forma nos dois casos.

 

1º Os malditos soluços!

Já é difícil dar de mamar de duas em duas horas. Mas é ainda mais frustrante quando, depois de uma mamada, o bebé em vez de dormir entra numa espiral de soluços que o fazem chorar e ficar irritado. No momento em que devia estar a dormir, o bebé não dorme porque está com soluços. E o pior é que vemos o tempo a passar (assim como as nossas possibilidades de descanso) sem o problema se resolver. O Vasco teve soluços para aí até aos 3 meses. O Xavier só teve no primeiro mês. Ainda bem que desapareceram, uff!

 

 E vocês? O que menos gostaram no 1º mês do vosso bebé? De que coisas NÃO VÃO ter mesmo saudadinhas nenhumas? :))

 

 

Top 5 dos comentários do marido durante o parto

Agosto 02, 2018

O Triângulo Perfeito

Já está prometido há uns tempos um post mais sério/fofinho sobre a importância do marido durante a gravidez e todo o processo de parto, mas para já e antes de fazer isso, deixo-vos um post mais ligeiro.

 

Ora aqui vão (tchram!!) os comentários mais caricatos proferidos pelo marido durante o meu parto:

 

5º lugar (no carro, a caminho do hospital e já durante as dolorosas contrações): 

 

Comentário dele: "Isto é engraçado: quando vem uma contração ficas com dores e não respondes a nada do que eu digo. Hum... Isso quer dizer que eu nessas alturas posso dizer o que me apetecer, não é?"

 

Meu pensamento: Sim, podes dizer o que te apetecer. Mas não te esqueças que as dores não me tiram a boa memória... e vou registar devidamente todas as informações...

 

4º lugar (no WC do hospital, eu a tomar um chuveiro para acalmar as dores e ele do lado de fora do poliban)

 

Comentário dele: "Está a ficar muito calor aqui... que bafo...não sei como é que aguentas este calor!"

 

Meu pensamento: "Sim, sem dúvida que neste momento o meu maior problema é o calor. Não são as contrações. É o calor..."

 

3º lugar (ao ver as músicas que selecionei para o parto)

 

Comentário dele: "Ui! Abba?? Ui! Pet Shop Boys? Bem, com uma playlist tão deprimente não admira que tenhas dores...."

 

Meu pensamento: Se fosses tu a dar à luz, estava aqui a tocar o David Fonseca, não é? Temos pena... Sou eu que estou toda parida das dores e estas são as músicas que me acalmam :))

 

2º lugar (durante o período expulsivo)

 

Comentário: Puxa! Puxa! Se não puxares, não sai...

 

Meu pensamento: Ora aí está uma verdade absoluta! Mas que grande dedução lógica, eh eh. Melhor que isso só o "estar vivo é o contrário de estar morto"...

 

1º lugar (assim que o bebé saiu)

 

Comentário: Vês? Já está! Não custou assim tanto pois não?

 

Meu pensamento: $%&"@@@@@€€€{{£@@€

 

 

Agora falando a sério... quem lê este post pode pensar que tenho um companheiro insensível. Só que não :)

 

Um dia vou falar mais a sério de como o meu marido foi incansável e uma ajuda preciosa durante o parto.

Abraço!!

 

 

 

A Santíssima Trindade dos Partos

Julho 16, 2018

O Triângulo Perfeito

Costumo dizer, na brincadeira, para o nascimento do Xavier foram necessárias 4 pessoas: um pai e três "mães". 

Sobre o pai e seu importante papel, falarei em breve.

Já as três mães - uma espécie de Santíssima Trindade dos Partos-  foram a mãe de corpo e alma (eu), a mãe técnica (enfermeira parteira) e a mãe suporte (a minha doula).

 

A mãe de corpo e alma

 

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 Com contrações ainda suportáveis, aproveitei um intervalo para selecionar a primeira roupinha do Xavier.

 

A mãe Ana desejou muito um segundo filho. De preferência, de parto normal.

Há milhares de anos que mulheres de todo o mundo, de várias raças e de vários tribos dão à luz assim. 

Curiosa, a mãe Ana sempre desejou saber o que sentiram essas mulheres durante aquele tipo de parto. E como o fizeram. E como aguentaram.

E que mecanismos fisico-químicos, hormonais, se poem em acção durante o processo. Ou não fosse a mãe Ana bióloga de formação. 

A mãe Ana sempre quis fazer parte do círculo das mulheres que fizeram parto normal.

Sempre quis entender essa espécie de segredo universal que se arrasta desde os primórdios da humanidade.

 

Mas....

 

Para isso, esta mãe teve que ultrapassar vários obstáculos.

A orientação de alguns médicos ("já não tem idade para esse tipo de parto") a descrença dos que a rodeavam ("Ui, vais tentar um parto normal, depois de uma cesariana?).

Mas sobretudo... a mãe Ana teve que ultrapassar a sua própria insegurança.

 

Durante os 9 meses de gravidez, a mãe Ana investigou muito, analisou estudos e teses, recolheu dados estatísticos sobre VBAC.

E foi ficando mais segura da sua decisão.

Para ter a certeza que, desta vez, tudo seria feito para respeitar o seu sonho, a mãe Ana selecionou o melhor hospital e cercou-se de pessoas que acreditam e valorizam o parto normal humanizado.

Para não vacilar ao longo do caminho, a mãe procurou o apoio da equipa da Gimnográvida.

Aí foi buscar o conforto, a tranquilidade e a certeza das suas opções.

No dia do parto... a mãe Ana dirigiu-se ao hospital na companhia do marido e da sua doula. 

Durante largas horas, suou, sofreu, chorou e... gritou.

Mas sempre de olhos postos no objetivo final, a chegada do seu bebé.

Nunca pensou em desistir (embora tivesse ficado muitoooo feliz quando chegou a bendita epidural, eh eh).

De magradugada, o milagre aconteceu. E foi a sensação mais intensa e espetacular do mundo.

Amor imediato, seguido de uma sensação de tranqulidade imensa.

Ao abraçar aquele ser minúsculo, a mãe Ana esqueceu as dores. E percebeu que tudo estava certo.

A mãe Ana está feliz.

 

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 A suar durante uma contração daquelas bem chatinhas... apoiada no CUB (insuflável) as dores melhoravam um pouco.

Nesta fase, ainda estava vestida normalmente: o hospital deixa-nos ficar com a roupa que preferimos até à admnistração da analgesia.

 

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Estava na dúvida se punha aqui esta foto ou ñão (a bata não é lá muito sensual). Mas achei que valia a pena verem a minha cara de felicidade depois da aplicação da episural, ah ah. Neste hospital, a epidural é feita de uma forma que nos permite andar e adotar uma posição verticalizada, o que ajuda imenso à dilatação, para além de ser muito mais dvertido.

 

A mãe técnica

 

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Foi a enfermeira Élia que ficou encarregue do nosso parto, no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim. Mal a vi entrar na sala de partos, fiquei super contente.

Afinal, enfermeira Élia foi a primeira pessoa com quem falámos quando fomos fazer a visita guiada ao hospital, alguns meses antes. 

Gostei logo dela nessa altura, porque foi muito prestável a responder às nossas dúvidas e inquietações.

Achei engraçado que a mesma enfermeira nos tivesse "calhado" no momento do parto. Como acredito nestas coincidências cósmicas, vi logo que isso só podia ser um bom sinal. 

A enfermeira Élia é uma pessoa com uma boa disposição inesgotável, como aliás todas as enfermeiras do serviço de obstetrícia daquele hospital! E acreditem que isso ajuda muito durante o parto...

Tratou-me sempre com um sorriso no rosto, disse piadas... Sempre que entrava na sala de partos para saber como estavam a correr as coisas, fazia de tudo para tornar o ambiente mais leve. 

Enfim, sei que tentou "fazer conversa" durante as contrações mais fortes para ver se eu me distraía da dor (não conseguiu, mas aprecio a tentativa kkkk)

Comentou a minha playlist musical, perguntou-me pelos alunos...

Lembrava-se de coisas que eu lhe tinha dito naquela curta visita ao hospital, meses antes. Fiquei impressionada!

E basicamente deu-me a melhor notícia que uma mulher poderá receber durante um parto: Dilatação Completa, yeiiii!!!

Foi a enfermeira Élia que, em conjunto com a minha doula, me orientou durante o período expulsivo.

Nunca perdendo a calma, nem a tranqulidade. Mesmo quando eu fiquei a certa altura em pânico, as outras duas "mães" nunca perderam a postura. 

Foi a enfermeira Élia a primeira pessoa que tocou no Xavier. Foi ela que literalmente o agarrou nas alturas, para não se espalmar no chão, uma vez que dei à luz em pé (abençoado hospital que nos permite estas coisas...).

Para a enfermeira Élia, eu poderei ter sido apenas mais uma parturiente naquele já tão concorrido hospital.

Mas para mim ela será sempre especial. 

Obrigada, enfermeira! 

(obrigada a todas as enfermeiras daquele serviço de obstetrícia, que tão bem nos receberam!)

 

 A mãe suporte (doula)

 

IMG_0168.JPG

 A enfermeira/doula Joana numa consulta pós-parto, em minha casa. Pesou o bebé, fez teste do pezinho, viu o estado dos meus pontos. Um serviço eficaz.

 

Assim que percebi que queria tentar novamente um parto normal (já tinha tentado antes, mas acabei por ter de fazer uma cesariana de emergência), procurei ativamente todos os que me pudessem ajudar. 

Uma amiga com uma situação bastante semelhante à minha, falou-me da equipa da Gimnográvida.

Decidi que não custava nada ir conhecer este centro de preparação e acompanhamento no parto, situado na Boavista.

Na primeira consulta, poucos minutos de começar a falar com a enfermeira Isabel percebi imediatamente que tinha feito uma boa opção.

A enfermeira Isabel encheu-me de confiança, boas vibrações e energias positivas. Falou-me de estudos científicos, e de dados sobre parto normal (alguns desses já conhecia), sugeriu-me a visualização de alguns documentários sobre o assunto, fez-me um questionário abordando a minha história familiar e motivações...

Tudo isto para me conhecer melhor e poder ajudar-me.

Mais tarde, com o avançar das consultas, conheci também a enfermeira Joana (que acabou por ser a minha doula durante o parto) e 

fiquei cada vez mais segura. A enfermeira Joana é meiga, simpática, profissional e prestável. E revelou-se essencial para o sucesso do meu parto.

 

Nota: A gimnográvida também se dedica a apoiar partos domiciliários. No meu caso, e porque tive cesariana anterior, não quis arriscar e optei por fazer em contexto hospitalar com a doula presente. Quem sabe, no próximo parto (se o houver) não arriscarei algo assim?

 

No dia do parto, comecei a sentir contrações ritmadas por volta das 10 da manhã.

Como não queria ir muito cedo para o hospital, liguei de imediato à Joana (parteira/doula) da Gimnográvida, a qual me disse para cronometrar as contrações, ficando atenta a eventuais perdas de líquido. 

Instalei no meu telemóvel uma app da Google Play para controlo das contrações e passei algum tempo a fazê-lo. 

A Joana disponibilizou-se a vir a minha casa para me apoiar naquele momento, mas disse-lhe para não vir, porque as contrações ainda eram suportáveis. 

O tempo foi passando e a dada altura apercebi-me que estava a perder líquido amniótico em pequenas quantidades.

Liguei novamente à Joana que me disse para analisar a eventual presença de mecónio (não tinha) e começar a pensar em dirigir-me ao hospital. 

Tomei um banho relaxante, dei uma varridela à casa e estendi a roupa (sim, o síndrome do ninho arrumado atacou-me forte naquele momento) e decidi que estava na hora de ligar ao marido. 

Por volt das 6 da tarde chegámos ao hospital. A Joana chegou lá pouco depois disso e nunca mais nos abandonou até ao bebé nascer.

Com a sua experiência, deixou-nos mais tranquilos e confiantes. Quando uma contração vinha mais forte, acalmava-me dizendo que era "menos uma a faltar para o bebé nascer". 

Á medida que a dor ia aumentando, foi propondo estratégias para que eu conseguisse relaxar. Conduziu-me ao chuveiro do hospital, onde estive cerca de 40 minutos (please, não me mandem a conta da água). E que bem que souberam aqueles jatos relaxantes. 

Sugeriu-me exercícios na bola de pilates, fez-me massagens nas costas. Foi passear comigo e com o meu marido para as traseiras do hospital, para acelerar a dilatação. Quando vomitei (3 vezes...) descansou-me dizendo que era normal.

Dançou comigo no intervalo das contrações e sorriu sempre, sem mostrar inquietação.

Não me mandou pastar em nenhuma das vezes em que lhe apertei a mão com força, quase a ponto de lhe partir os dedos.

E nem quando entrei na "partolândia" e comecei a dizer coisas estranhas (sim, acontece...) ela se mostrou surpreendida ou chateada.

Assim que atingi a dilatação máxima, a Joana fez equipa com o meu marido e com a enfermeira para me guiarem na saída do bebé. 

Uma vez mais, a sua calma e segurança, transmitiram-me força.

Assim que o bebé nasceu, a minha doula transformou-se numa fotógrafa, registando os primeiros momentos do Xavier. 

Sei que ela teria gostado que eu conseguisse fazer "tudo" sem levar a bendita epidural. 

Mas assim que decidi optar pela analgesia, descansou-me dizendo que eu estava ali para dar à luz. Não era para ganhar nenhuma medalha, era para fazer nascer um bebé.

Já de magrugada, e antes de abandonar a nossa (já silenciosa) sala de parto, despediu-se com um beijinho e disse-me ao ouvido:

"És uma guerreira e saíste vitoriosa desta batalha. Nunca te esqueças disso".

 

Houve muitos guerreiros neste parto (incluindo o próprio Xavier). Mas foi uma guerra que valeu a pena travar.

Obrigada a todos...

A Música do Xavier

Julho 11, 2018

O Triângulo Perfeito

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Faz hoje uma semana que dei à luz o Xavier.

Pouco a pouco, vou arranjando tempo para vir aqui contar-vos alguns momentos-chave do parto.

Vou falar-vos de música.

 

Lembro-me que, no auge do período expulsivo, depois de 14 horas de parto e com a adrelina e a ansiedade a atingirem picos altíssimos, ouvi de repente a minha doula perguntar:

 

- Que música é que os papás querem ouvir no momento do nascimento do bebé?

 

Isto porque, como já disse aqui, tínhamos levado uma playlist numa pen, a qual esteve a tocar durante todo o parto.

 

No momento em que questionaram sobre a música, a cabecita do bebé já estava praticamente de fora (acho que o termo certo é "coroar"), mas eu não sabia.

Por isso fiquei um bocado à toa com a questão:

 

Achei que havia um contraste enorme entre a minha preocupação e a calma/tranquilidade demonstradas quer pela enfermeira parteira, quer pela doula. 

 

Ora ali estava a eu, a puxar e a puxar, esgotada e dorida, enquanto as outras mulheres da sala me questionavam sobre ...músicas :))

 

Isso só podia ser bom sinal.

Foi essa diferença de estados de espírio que me fez relaxar e suspirar de alívio. 

 

Afinal de contas, se as coisas estivessem a correr mal, ninguém me ia falar daquele assunto.

 

Bem... depois de pensarmos um pouco (vá lá, para aí 20 segundos, que a exaltação do momento não dá para grandes reflexões, eh eh) decidimos que iamos deixar a playlist tocar aleatoriamente.

Depois, era só ver qual música "calhava" no momento do nascimento do Xavier. :)

Uma espécie de jogo.

 

Aguns minutos depois, um bebé lindo conheceu o mundo, ao som de....

 

 

Honestamente, não podia ter escolhido melhor banda sonora. 

Esta é a música do nascimento do Xavier, cantada por dois dos melhores músicos do nosso país.

Um cover de uma música que eu já adorava na minha infância. Uma música que canto várias vezes em casa e que me faz recordar o tempo em que o pessoal ainda se colava à TV para ver a novela...

 

Foi um momento... lindo. Nunca mais irei esquecer. 

Acupuntura na Gravidez... fui experimentar!

Junho 29, 2018

O Triângulo Perfeito

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Não sou uma pessoa muito dada a práticas e medicinas alternativas, mas... estou naquela fase da vida (e da gravidez) em que já rezo a todos os santinhos!

 

Uma amiga minha fez sessões de acupuntura nos dias que antecederam o parto e diz-me que resultou imenso.

Para além de ter ficado mais relaxada, criou-se uma "onda energética" que, segundo ela diz, fez diminuir as dores durante o parto. 

 

Mas a grande vantagem (disse-me ainda) foi que a acupuntura provocou contrações que fizeram desencadear o próprio parto. Ou seja, através deste método a minha amiga conseguiu induzir o parto de uma forma totalmente natural, evitando assim uma indução hospitalar.

 

Segundo aquilo que fui lendo nos últimos dias, a acupuntura é um método credível que pode e deve ser utilizado durante toda a gravidez. 

 

Entre as suas vantagens podem citar-se:

 

- Ajuda a diminuir a má-disposição, as náuseas, os vómitos e a salivação em excesso;

- Diminuiu a insónia e a ansiedade;

- Controla os níveis hormonais, diminuindo sintomas de depressão e irritabilidade;

-Melhora a circulação sanguínea;

- Pode ajudar o bebé a "virar" naquelas situações em que ele está mal posicionado no ventre.

- Reduz as dores lombares;

- Induz o parto;

- Reduz o tempo e a dor associada ao período de expulsão da placenta.

 

Foi hoje a minha primeira sessão de acupuntura... Fiz em Vila Nova de Gaia, com uma técnica especializada.

Como já não posso conduzir, e também porque não conheço bem essa cidade... fui de comboio... uma aventura, kkk.

 

Dizem que são precisas pelo menos duas sessões para que todos os benefícios que atrás mencionei começem a sentir-se. Talvez tenha que fazer mais um sessão, para além desta...

 

Em breve darei notícias sobre o assunto!

Nunca tive grande paixão por agulhas! Espero que as agulhas tenham paixão por mim. 

A "Caça Contrações"

Junho 26, 2018

O Triângulo Perfeito

Amanhã faço supostamente 40 semanas (o supostamente deve-se ao facto de as minhas contas não coincidirem com as dos médicos) e... tirando umas dorzitas aqui e ali, nada de contrações. 

Como toda a gente sabe, "sem contração não há dilatação", por isso começei hoje oficialmente a Época das Caminhadas.

Existe o "Caça Promoções". E existe esta tipa: a "Caça Contrações" :))

Li algures que a grávida deve andar cerca de uma 1 hora por dia. Por isso, lá fui eu torturar-me para o parque da minha cidade. 

Sabem uma coisa?

Acabou por ser bem relaxante!

Fui com a minha mãe e deu para colocar a conversa em dia. É íncrivel como aquela mulher com mais de 60 anos tem uma pedalada!

A meio do caminho comecei a sentir-me um bocado mal, com uma pressão enorme no fundo da barriga. Apetecia-me parar, mas o meu íntimo disse-me para não desistir.

Completamos duas voltas ao parque (cerca de 4, 5 km) e mesmo no final da caminhada... a dor abrandou.

Aquilo que poderiam ser as ditas contrações, deixou de existir. 

Não faz mal. Regressei a casa muito mais leve e bem disposta. 

Amanhã regresso aos "treinos". Se não conseguir caçar uma contração, pelo menos faço exercício e alivio a cabeça! :))

 

Plano de Parto

Junho 11, 2018

O Triângulo Perfeito

Na sexta-feira passada tivemos a nossa "consulta de plano de parto" no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. 

Estas consultas são uma prática comum neste hospital, que não só aceita bem os planos de parto, como incentiva as futuras mães a fazê-los. 

Iamos um bocado nervosos, nem sei bem porquê.

Eu levava uma folha rabiscada cheia de pormenores e anotações sobre o que queríamos/não queríamos que nos fizessem naquele "dia especial". 

Na hora H (momento da consulta) decidi não colocar imediatamente as minhas notas em cima da mesa e ouvir primeiro as explicações da simpática enfermeira que nos atendeu. 

Ainda bem que o fiz pois percebi que neste hospital já existe um modelo de plano de parto completo, bem feito e simples de entender. 

Como o hospital já segue as diretivas da OMS no que diz respeito à Humanização do Parto, o Plano de Parto deles já era excelente, pelo que não tive necesidade de acrescentar mais nada. 

O bloco de notas que trazia comigo, acabou por não sair da carteira. 

Agora é fazer figas para que corra tudo bem. 

Sabemos que o plano de parto não é garantia que as técnicas e procedimentos sejam feitos tal e como gostaríamos. Há muitos factores, durante, um parto, que podem ocasionar desvios ao mesmo.

Mas pelo menos tenho noção de que existe um carinho enorme, e uma vontade tremenda de respeitar os desejos da nossa família, na medida do possível.

 

 

 

Posições de parto não convencionais

Junho 06, 2018

O Triângulo Perfeito

Aulas de preparação para o parto no CHPVVC!

Nesta última, falou-se da importância dos músculos da bacia e da adoção de posições (durante o parto) que facilitem a mobilidade/expansão deste órgão. 

Ficámos a saber que nas últimas décadas a mulher tem sido habituada a parir deitada de barriga para cima, com as pernas abertas em V numa marquesa.

Essa é a posição tradicional, mas nem sempre é vantajosa! Isto porque, para além de colocar a mulher num papel passivo, não é nada cómoda, e nem sempre facilita o desenrolar do parto.

Nos hospitais mais "humanizados", é permitido e até mesmo aconselhado à mulher dar à luz noutras posições. 

Vou partilhar com vocês algumas das posições possíveis para parir (tipo kamasutra do parto). É só clicarem no link abaixo:

 

https://bebe.abril.com.br/parto-e-pos-parto/parto-normal-posicoes-facilitam-nascimento-bebe/

 

No final desta sessão de preparação para o parto, houve um momento de relaxamento, com música e dança. O objetivo foi captar "boas vibrações"! :)

Fica a foto, para um dia mais tarde recordarmos...

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5 Razões para frequentar as Aulas de Preparação para o Parto

Maio 30, 2018

O Triângulo Perfeito

Muitas pessoas perguntam-me porque decidi participar novamente nas aulas de preparação para o parto. 

Afinal de contas, eu já sou mãe, não é?

Segundo a lógica, já aprendi  (quanto mais não seja pela experiência) quase tudo o que podia aprender.

Então... para quê repetir?

Bem... vou dar-vos algumas razões para participarem nestas sessões. 

 

1º Fazer amigos!

A amizade é como a sabedoria (ou como o dinheiro, kkkkk): nunca é demais e não ocupa lugar!

Fiz várias amizades na primeira vez que frequentei as aulas de preparação para o parto.

Ainda hoje falo com algumas mães e vou partilhando com elas, por telefone ou facebook, pormenores da minha vivência.

Em alguns casos, estabeleci laços duradouros e ainda hoje vamos tomar café, lanchar, brincar no parque com os nossos filhotes...

Lembro-me bem de uma rapariga que tinha o parto previsto para o mesmo dia que eu. 

Ficamos unidas por esse pormenor. Chegamos a imaginar "dar à luz" ao mesmo tempo, em salas separadas. 

Não aconteceu.

O bebé dela nasceu uma semana mais cedo, e o meu nasceu uma semana mais tarde. 

Mas ficou a amizade.:))

As aulas de preparação para o parto são excelentes ocasiões para conviver, trocar ideias e fazer amigos. Acreditem!

 

2º Relaxar

É certo e sabido que à medida que a data do parto se aproxima, vamos ficando cada vez mais ansiosas.

É o tempo a passar, é a dificuldade em arranjar posição para dormir...

E aquele momento em que as pessoas todas começam numa onda tipo shrek a perguntarem "quando é que nasce", "quando é que nasce", "já nasceu?"...

Esta pressão pode ser stressante.

E é sempre interessante encontrar ocupações que nos distraiam.

Para além do convívio (que só por si já é fonte de occitocinas e endorfinas que pelo que percebi são hormonas porreiras) temos sempre os exercícios que as enfermeiras vão ensinando.

Ok, não sabemos se na hora do parto nos vamos lembrar de aplicar "aquela técnica de respiração". 

Mas não faz mal. Pelo menos naquele momento da aula... relaxámos. 

 

3º Aprender a cuidar de um bebé

Esta é óbvia. Mas pronto, tinha que a colocar não é?

Afinal de contas, durantes as aulas são dadas inúmeras informações que nos ajudarão a manter os babys seguros, felizes e bem alimentados.

Tipo tamagoshi.

Claro que muita gente pode argumentar: "Ai, mas eu não fui às aulas de preparação para o parto e correu tudo bem na mesma."

Claro sim. Até porque a primeira semana de vida de um bebé, é tipo um curso intensivo.

Chega ao fim da semana e a gente já está doutorado em puericultura.

Mas eu sempre gostei de saber as coisas com alguma antecedência.

Devo ter planetas do meu mapa astral no signo virgem, porque gosto das coisas controladas e organizadinhas, eh eh.

 

4º Perceber que aquela merda é capaz de doer como o caraças, mas que somos fortes e estamos preparadas para tudo!

Durante as aulas de prep. parto ouvimos várias vezes falar da DOR.

Contudo, esta é-nos apresentada como algo de positivo, uma força essencial que nos vai ajudar e até mesmo guiar ao longo do parto.

Nas aulas de preparação para o parto aprendemos técnicas para relaxar, conhecemos as enfermeiras, visitamos o bloco de partos... e tudo isso é feito para que a gente se sinta "em casa". 

E eu estou confiante (cof, cof, cof) que as coisas vão resultar bem para mim.

Se não conseguir "ó naturali", tenho sempre a santa epidural. E o santo anestesista. 

Espero.

Argggg!

 

5ºPerceber que o nosso pipi é capaz de coisas maravilhosas. 

Só temos que confiar nele. 

Pelo sim, pelo não façam os exercícios para "exercitar o períneo". 

Diz que dá jeito na hora do parto, e pelos vistos também em "outras ocasiões".

E mais não digo.

Amém.

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