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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Junho 13, 2018

O Triângulo Perfeito

Com alguns meses de atraso, e depois de ouvir meio mundo a dizer maravilhas da série "Casa de Papel", lá me predispus a ver!

Não posso dizer que tenha ficado imediatamente rendida...  aliás, estranhei um pouco aquele primeiro episódio, tão seco, despido e numa língua que não aprecio particularmente. Mas com o tempo fui-me apaixonando cada vez mais.

Deixei-me ficar para o segundo episódio, só para poder dizer que dei uma segunda oportunidade. E foi aí que a série me conquistou verdadeiramente,

Para além de um elenco fantástico, o texto está muito bem escrito. A narração da história, feita em voz off pela protagonista, está cheia de trocadilhos, ironia e humor negro, roçando também às vezes um tom poético. 

A partir do segundo episódio, a ação desenrola-se num ritmo rápido e alucinante. Não há pontos de paragem, é sempre a melhorar.

Todos os episódios terminam num ponto alto, com muito suspense à mistura, fazendo o espetador ficar com vontade de ver o episódio seguinte. 

Não concordo com aqueles que teimam em comparar esta série a uma novela. Tudo bem que há romance, tudo bem que há sexo à mistura, mas... há muito mais do que isso.

Consumi a primeira temporada toda em 3 dias. Vou agora na segunda temporada. 

Não vou ser spoiler! Para quem ainda não viu a série, aconselho apenas a que o façam. 

Vale a pena!

Julho 12, 2017

O Triângulo Perfeito

Estamos num país em que as bufas são aplaudidas (Salvador, já te deves ter arrependido tanto desse pseudo-peidinho!) e os bufos, enxovalhados. 

 

Por mim. tudo bem. Estou-me a bufar para isso. Com tantos afazeres domésticos e profissionais a ocuparem-me o tempo, não estou para matar a cabeça com o assunto.

 

Em relação ao Salvador já está tudo dito e redito. É caso para dizer, e com motivos, que a conversa já "cheira mal". 

 

Quanto à questão do jornal Público, só dois apontamentos:

 

Primeiro - Não sei se o senhor fez mal em chibar-se. Até porque, parece-me, se não fosse ele seriam outros a fazer o mesmo. A notícia já andava a circular no twitter, era só uma questão de ver quem é que a dava "em primeira mão". 

A parte má, quanto a mim, foi o modo como o texto foi escrito. Com alta dose de azia e muitos insultos. Esperava-se muito mais isenção de um jornalista. Acima de tudo, esperava-se isenção de alguém com tão alto cargo no Público.

Os Truques de imprensa têm todo o direito de existir e darem sua opinião. Ao contrário do tal jornalista, eles não são obrigados a ter imparcialidade...

 

Segundo- O jornal Público está a ser atacado fortemente nas redes sociais. Isso enerva-me e já vou explicar porquê:

Parece que, de repente, meio mundo se lembrou que odeia o Público!! Há mesmo gente a dizer que não vai ler mais aquele jornal ou que vai usa-lo como papel higiénico para a sanita. 

A maior parte dos comentários no facebook vêm de pessoas que se diziam leitoras do Público. Acho isto radical e um bocado hipócrita. Então é assim? De um dia para o outro, o Público passou de bestial a besta?

 

Sou a única achar que há muito boa gente a quem dá jeito alimentar este ódio?

 

 

Para muitos media seria positivo que a imagem do Público ficasse nas ruas da amargura. A desgraça de uns será o sucesso empresarial de outros. E há toda uma maquinaria a funcionar... Tic, tac, tic, tac.

 

Quanto a mim, estou totalmente isenta no que digo. Nunca fui leitora do Público... 

(a razão principal para o meu desinteresse não é o ódio: é mesmo a minha hipermetropia . Aquelas letrinhas são demasiado pequenas para a minha pitosguice. A mancha gráfica do jornal impresso confunde-me. Sou sincera...) 

 

... mas se um dia vir uma notícia interessante nesse jornal, não vou virar as costas ou deixar de colocar um like só porque um senhor se lembrou, num longínquo verão de 2017, de se chibar. 

 

Lembremos. Um jornal é feito com amor e paixão. Um jornal é o resultado do trabalho de um conjunto de pessoas que adoram o jornalismo. Pessoas que dão o litro e que se dedicam ao jornal todos os dias.

 

O jornal Público não é, nem nunca será aquele texto específico ou aquele jornalista em particular! É todo um conjunto.

 

Façam uma análise mais ponderada. Se acharem que o jornal é assim tão mau, deixem de ler. Mas não sem lhe darem mais uma oportunidade. 

 

Afinal, já toda a gente se bufou um bocado. Até o Salvador. 

 

Julho 04, 2017

O Triângulo Perfeito

Conhecem a exposição fotográfica "Caminhos Cruzados" (do ocidente à Coreia do Norte) de João Pedro Camelo? 

 

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A exposição esteve até há bem pouco tempo no museu de Foz Coa e resulta de uma série de viagens que o Pedro andou a fazer por este mundo fora. 

 

As fotografias foram transformadas em telas gigantes e têm um impacto enorme no observador. Algumas telas são tão espetaculares que apetece leva-las para casa.

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Pedro conseguiu captar instantes do quotidiano da Coreia do Norte (uma proeza notável, dado o controlo apertado que as autoridades coreanas têm em relação à captura de imagens), e dá-nos uma perpetiva de como é a vida nesse país. Mas o trabalho do Pedro é também notável noutros domínios.

 

Na minha perspetiva pessoal, o Pedro tem imenso jeito para captar grandes planos do rosto das pessoas. Mostra-as como elas são, sem qualquer preocupação de "embelezar". Mostra as rugas, os sulcos, os cabelos grisalhos. Sem filtros. Em alguns casos, quase que conseguimos sentir o frio, a dor, a fome, ou a alegria das pessoas retratadas. 

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São imagens que chocam (algumas), que nos fazem sorrir (como aquela do casamento indiano), que nos revoltam (como a do mendigo), mas que nunca nos deixam indiferentes!

 

Infelizmente, esta exposição já terminou no museu de Foz Coa. Então porque estou a falar dela? É simples: estou a falar dela para despertar a vossa curiosidade, esperando atingir um "alvo artístico".

 

Espero que estas imagens sejam brevemente expostas noutros locais, noutros auditórios, noutros museus. Porque vale mesmo, mesmo a pena!

 

Diretores de museus (e afins) deste país, já conhecem João Pedro Camelo??

 

Nota da autora: algumas imagens foram retiradas da internet; caso isso seja contrário à política de direitos de autor, os visados por favor informem que imediatamente as retirarei deste post. 

 

Junho 25, 2017

O Triângulo Perfeito

No fim-de-semana da tragédia de Pedrogão Grande, estava em Moncorvo com a minha famíllia. Viajámos até Trás-os-Montes para reencontrar amigos e também para visitar a exposição fotográfica de João Pedro Camelo no museu de Foz Coa.

 

Não nos arrependemos. A exposição é linda. Mas não é disso que hoje vou falar.


Em Moncorvo estava quente. Tempo abafado. Sol abrasador... Fiz até uma piada no meu instagram, sobre os 40 graus daquelas bandas. Longe de mim pensar que num outro Portugal estava ainda mais quente. A piada perdeu-se. Ficou a foto. 


Quando soubemos da tragédia de Pedrogão Grande, estávamos a sair da piscina na Quinta da Terrincha. Foi nessa quinta que pernoitamos de sábado para domingo. Um sítio lindo com uma vista desafogada para o vale serpenteado pelo rio Sabor.
Parece que uns dias depois, esse mesmo vale também ardeu. Felizmente, já não estávamos lá. A vida é feita de sortes. Ou de azares. E este post, como já se viu, é feito de lugares comuns.


A quinta da Terrincha é um lugar espantoso. Voltaria a esse lugar todos os sábados da minha vida. Mas também não é disso que hoje vou falar.


Voltando à piscina.
Descansando numa espreguiçadeira, fomos clicando no telemóvel para saber as atualizações dramáticas. No início,  "19 mortos". Depois passaram para 40 e tal. No dia seguinte, soubemos que eram mais de 60. Um horror.

 

Avancemos uns frames.
É domingo. É domingo e relaxamos no restaurante do museu.
Come-se bem. Bebe-se ainda melhor. Damos muita água aos putos para ficarem hidratadinhos. Há gente que se queixa do calor. Abanamos leques feitos de guardanapos. Aqui e ali ouvem-se risos. Sabemos que noutras latitudes já não há mais lágrimas para chorar. Mas disfarçamos a dor. É um fim de semana de lazer. Não se querem aqui conversas tristes. 

 

O restaurante do museu seria (se não fosse pelo facto de o miúdo não ter parado quieto um segundinho) o melhor local do mundo para namorar. 
Mas não. Ainda não é disso que hoje vou falar.

 

No domingo à noite regressámos a nossa casa no Minho. A viagem foi grande e o carro ia mais lento e mais pesado, à custa das cerejas, das nêsperas, dos limões, e dos legumes que a mãe do João, como boa transmontana nos quis dar.
Que maravilha de cerejas! Que bela prenda! Muito obrigada amigos pela vossa hospitalidade!
Tínhamos passado todo o fim de semana a (fingir) ignorar a tragédia. Camuflando Pedrogão Grande nas conversas banais, nas piadas e nos múltiplos afazeres à volta dos bebés.

 

Mas o nosso lar, a nossa casa é também o lugar onde nos deixamos ir. No sofá, com mais tempo, leem-se com calma as notícias. Clicam-se em todos os vídeos. Absorvem-se as imagens. Ouvem-se todos os testemunhos. Sufocados, choramos finalmente a dor alheia. Que é dos outros e é de todos nós. 

 


Já passaram tantos dias e ainda não consegui libertar-me da tristeza que o fogo de Pedrogão acendeu.

No fim-de-semana da tragédia de Pedrogão Grande, estive em Moncorvo com a minha família. E tinha tanto para vos contar sobre o assunto. Tantos posts, tantas sensações e tantas fotografias.

 

Mas não é possível ainda. E não é disso que hoje vou falar.

Junho 16, 2017

O Triângulo Perfeito

Embora tenha um blogue e um instagram onde publico diariamente fotografias deste triângulo sou, apesar de tudo, ciosa da minha privacidade.

 

Evito publicar fotos que evidenciem a localização da minha casa, nunca publiquei nada que pudesse indicar em que escola o meu filho está matriculado... enfim: dentro dos meus brandos limites de mãe babada (que não conseguer viver sem publicar uma foto ou duas da sua cria) procuro preservar um pouco a minha vida. 

 

O pior acontece quando o PC avaria devido a uma queda (um elemento da família deitou-o ao chão, e puff. lá se foi o PC). isso pode deitar por terra qualquer tentativa de proteção de informação... 

 

Fui a uma loja que arranja computadores, desesperada porque tinha gigas de informação no PC e não conseguia sequer abrir o ambiente de trabalho. 

 

Neste momento, surgiu o grande dilema: o senhor da loja diz-me que é capaz de me fazer uma transferência dos ficheiros para uma pen, mas que vai demorar muito tempo. Logo, vou ter que deixar lá ficar o meu computador. 

 

Percebi, de repente, que toda a minha vida privada ia ser exposta. Toda a vida que guardava naquela PC (fotografias, poemas, desabafos, extratos bancários, registos de compras...). Céus... TUDO aquilo que sempre tentei proteger... ficou nas mãos de um funcionário de uma loja que eu não conhecia de lado nenhum.

 

Claro, que o desespero venceu. Acabei por anuir e deixei lá ficar o computador. Mas não pude deixar de ficar a pensar na IRONIA. Passamos a vida a tentar proteger os nossos dados, a nossa privacidade. E um dia o nosso computador pifa e temos que entregar tudo, de mão beijada, a alguém que não conhecemos. 

 

Nosso senhor, padroeiro da informação privada, rogai por mim!!

Maio 12, 2017

O Triângulo Perfeito

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18 meses após o nascimento do Vasco, já nos consideramos peritos em "ítes" (bronquiolites, gripes, laringites) e em nebulizações. E por isso, podemos com toda a convicção afirmar que o nebulizador PORTÁTIL da MEDCARE, é a melhor compra para quem está a pensar investir nestes aparelhos.

 

O primeiro nebulizador que comprámos era da PIC. Todos os nossos amigos tinham um desses e até o próprio pediatra o indicou.

 

A grande vantagem desse nebulizador é o facto de ser extremamente silencioso; o ideal para bebés sensíveis, que se assustam com o ruído. Tirando isso, este nebulizador é muito pouco prático. Porquê? 

 

Em primeiro lugar porque é enorme! É um pequeno monstrinho a ocupar espaço na prateleira do quarto ou da casa de banho. E sendo grande, torna-se uma opção pouco prática para levar numas férias ou para ir e vir da casa da avó. 

 

Depois, é um nebulizador fixo. Liga-se com a ficha à tomada e fica ali. Ora isto para o nosso bebé não dá! Como o Vasco não gosta de nebulizações temos que o distrair com brinquedos. Andamos, basicamente, atrás dele, enquanto ele vai passeando pela sala. Isso só se consegue fazer com um nebulizador portátil. 

 

Por último, as peças do PIC às vezes são um bocado chatitas. A tampa, por exemplo, é pouco prática de abrir e fechar. 

 

Em janeiro tivemos um problema com esse nebulizador (ganhou fungos, por culpa nossa que o deixámos com água no reservatório durante duas semanas) e fomos "obrigados" a comprar outro. Quisemos mudar e o da MEDCARE foi o escolhido. Confesso que nos custou bastante (muuuuiiiito) fazer um investimento tão grande, quando apenas 8 meses antes tínhamos comprado o outro, mas estávamos fartos de andar a correr para o hospital para ele fazer as nebulizações nas urgências. Por isso, e pela bela compra que fizemos, para já valeu a pena. 

 

Posto isto, e sintetizando, quais as vantagens do MEDCARE em relação ao PIC (e ainda em relação ao nebulizador do LIDL, de que todos falam)?

 

1- É mais silencioso que o do LIDL. É tão SILÊNCIOSO como o PIC, mas tem a vantagem de ser MAIS PEQUENO. 

2- MAIS PRÁTICO, por ser pequeno e fácil de arrumar em qualquer lado.

3- PORTÁTIL (tem uma bateria associada, que lhe permite uma autonomia de 25 minutos; assim, até no carro, a crianças pode fazer uma nebulização)

 

Agora o preço... o preço, ok, é igual ao do PIC. Se pensarem em economizar talvez o melhor seja o do LIDL.  

(Nós ainda tentámos comprar esse, mas estava esgotado em todos os LIDls que fomos, por isso voltámo-nos para os da farmácia)

Note-se que os do LIDL não são tão silenciosos, por isso se tiverem uma criança que rejeita nebulizações... vai ser complicado...

 

Resumindo, se têm cerca de 100 euros para gastar num nebulizador... então não hesitem: entre o PIC e o PORTÁTIL DA MEDCARE... ganha o da MEDCARE! :)

 

Nota: A medcare também tem outros nebulizadores que não são portáteis. Uns mais baratos que outros; outros mais ruidosos, etc. etc. Portanto, a minha avaliação não diz respeito a esses, mas sim apenas ao portátil. Dos outros não posso falar, porque não experimentei. 

 

Maio 09, 2017

O Triângulo Perfeito

O Vasco adorou a música do Salvador na televisão! Escutou com muita atenção e até bateu palmas no fim.

 

Da minha parte, que vi todas as canções, nao posso deixar de pensar que a cada ano que passa, as músicas do festival vivem do mais aparato e menos da sua beleza intrínseca. 

 

Ele é boazonas mamalhudas meio despidas, ele é raparigas vestidas de noiva, ele é.... a sério? Um gorila a fazer coreografias??

 

Depois ainda dizem que o Salvador é um rapaz estranho. Abencoado rapaz, é o que ele é. Canta bem e nao precisa de trazer os animais da selva atrás de si! 

 

Anyway, parece que passámos à final, Estou contente.

 

Se for preciso levar uma mamalhuda para acompanhar o Salvador na próxima sessão, sugiro a Maximiliana (do Hérman José) que por cá fez sempre sucesso. Já se a opção for levar um animal, talvez o galo de Barcelos, que é um bicho icónico cá da terra...

 

No final, se não ganharmos, sempre se pode fazer fazer uma canjinha.

 

Mas a sério... gorilas?? 

Maio 07, 2017

O Triângulo Perfeito

Depois de ter lido que o ministério da saúde é contra a existência de apelos no facebook para doação de sangue e medula... fiquei irritada. Apeteceu-me ir lá a Lisboa dar-lhes nas fuças.

 

Segundo o mesmo ministério (e passo a citar a notícia que li no jornal Público):

 

 “O número de dadores que se deslocam aos serviços a reboque destas campanhas é impossível de controlar. Face à pressão que exercem, aumenta o risco de não lhes ser fornecida toda a informação necessária. Nem todos percebem o que ser dador implica. A decisão de inscrição pode ser uma resposta emocional, não ponderada, ao apelo e até partir “da noção falsa de que uma pessoa pode inscrever-se para ser dadora de um determinado doente”. E quem assim age “mais facilmente pode desistir”.

 

Meus amigos do ministério, vocês acham que sabem do que falam. Mas não sabem! Algum de vocês teve ou tem neste momento, um familiar doente e a precisar de sangue ou de medula?!

 

Pois... É que se tivessem seriam os primeiros a tentar encontrar ajuda... No facebook, no twitter, no hi5, no orkut, no polo norte... Até contactos extraterrestres vocês fariam, para ajudar os vossos entes queridos.

 

“O número de dadores que se deslocam a reboque dessas campanhas é impossível de controlar”. Esta não percebi. É impossível de controlar porquê? Porque não há capacidade logística, espaço, recursos humanos, seringas para usar tanta gente a querer doar??

 

Se não há capacidade para a avalanche de gente que quer doar… então, meus amigos do ministério da saúde... arranjem capacidade! Para isso servem também os nossos impostos, acho eu...

 

Aumentem os vossos recursos materiais e humanos. Agora o que não pode acontecer é haver pessoas com vontade de doar sangue ou medula e não o poderem fazer só porque o sistema não tem capacidade para absorver tantos beneméritos.

 

Outra… “face à pressão que exercem, aumenta o risco de não lhes ser fornecida toda a infomação necessária”.

 

Ok… concordo. Então vamos lá fazer umas campanhas (como dantes ainda se via na televisão pública) a explicar tudo direitinho sobre este assunto. Isto seria serviço público na TV. Os portugueses iam agradecer..

 

Blá, blá… “a decisão da inscrição pode ser uma resposta emocional, não poderada”. Mas claro que é uma resposta emocional! E ainda bem que o é.

 

É sinal que ainda existem pessoas com bom coração neste mundo. Pessoas que se interessam pelo próximo.

 

“…e quem assim age, mais facilmente pode desistir”. Tudo bem, também concordo.

 

Mas se forem muitos a querer doar... mesmo que metade dessas pessoas desista a meio do percurso, ainda haverão 50% a completar todo o processo até ao fim!!

 

Não gostei desta opinião do Ministério da Saúde. Soou-me a dor de cotovelo, pelo sucesso que muitas campanhas para doação de sangue/medula feitas no facebook estão a ter, face à insignificância das campanhas institucionais dos últimos tempos.

 

Basta ver o impacto da página “Salvar a vida da Maria”, para percebermos a força destas campanhas. E quem está a ajudar a Maria, pode ajudar outros meninos e meninas deste mundo.

 

As redes sociais também têm coisas boas. E esta força, este poder de mobilizar as pessoas para grandes causas é algo a incentivar e não a desencorajar.

 

By the way. A Maria já encontrou um dador de medula compatível. :) Soube esta semana,

Não foi o Ministério de Saúde que me disse. Foi o facebook... E que contente que eu estou por esta feliz noticia!

Maio 06, 2017

O Triângulo Perfeito

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Saí do ginásio esganada de fome e a sonhar com coxinhas de frango. Lembrei-me logo que a cerca 200 metros havia um Pingo Doce e pensei que não seria má ideia ir até lá buscar comida.

 

Chegada ao super mercado, deparo-me com o caos! Aparentemente, as 12:00 de sábado são hora de ponta naquela superfície...

 

Filas para isto, filas para aquilo e… muita, muita gente de fato de treino e sapatilhas. Parece que a ideia de ir buscar frango a seguir ao exercício, não era assim tão original. Mais 320.000 pessoas da minha cidade tiveram o mesmo desejo.

 

Entusiasmada pelo cheirinho que vinha da zona da charcutaria arrisquei e decidi esperar a minha vez.Tirei a senha (número treze) e pensei: “Não é assim tão mau. Vai-se a ver e a coisa despacha-se depressa”

 

So wrong… apesar do ar enérgico da menina que estava a servir-nos, o tempo custava a passar.

 

Senha 3, senha 4… Tanto ainda para chegar à minha vez! E a parte pior é que, com o meu “detetor de cromos” identiquei imediatamente a senhora que me iria tirar do sério.

 

Sim. Sou especialista em detetar “empata-fodas”. Neste caso, melhor dizendo, “empata-frangos”.

 

Mal pus os olhos naquela senhora a falar alto com a filhota (“Ó Carla, tu bota atenção para beres se chegou a nossa bez!”) sempre aos saltinhos a espreitar para o balcão, pensei… estou frita…

 

Aquela senhora era das que nunca mais se despacham. E chegando à sua vez, tal como eu previa, começou o rol de pedidos:

 

Olhe, quero 300 gramas de queijo terra nostra”.

“E mais?”

“Olhe, quero mais 300 gramas de queijo do vosso, do Pingo Doce”.

 

A menina do balcão, despachava-se.

 

“É tudo?”

“Não. Quero quatro rissóis daqueles. São de quê?” (achei piada, primeiro pediu os rissóis, só depois é que quis saber o recheio).

“São de camarão.”

“Pode ser. E mais dois filetes daqueles.”

“Destes?”

“Sim. Os maiorzinhos”.

 

Pessoas na fila a desesperar…. E eu a pensar que teria feito bem melhor ir à churrasqueira ao pé de casa.

 

“É tudo, minha senhora?” – perguntava simpaticamente a menina da zona da churrascaria.

“Sim. Quer dizer… não!  Olhe dê-me duas barriguinhas daquelas ali”.

“Muito bem.”

 

Sorriso neutro da atendedora. Aparentemente é normal apanhar gente assim. E até é bom para o negócio…

 

“Olhe, aquele paio é picante?”

“Não senhora. Hoje não temos nada picante.”

“Então pode ser. Umas fatias de paio”.

“Deste?” – apontou a menina.

“Não. Daquele” – disse a senhora, apontando exatamente para o mesmo sítio.

 

ARRRRRG! Metade das pessoas da fila a soltarem chamas pelos olhos….

 

Muito bem. ´Mais alguma coisa?

“Não. É só isto.”

 

SÓ ISTO?? SÓ ISTO????

 

A sorte é que o cliente a seguir era o número 12. E a seguir fui eu.

Com o franguinho finalmente no saco dirigi-me à caixa para pagar.

Como é óbvio, tive o cuidado de escolher uma fila onde não estivesse a empata frangos. Não fosse o diabo tecê-las, uma vez mais.

 

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