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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Tou... onde mesmo?

Dezembro 06, 2018

O Triângulo Perfeito

Passei 2 ou 3 meses a achar que o refrão desta música dizia "Eu tou na mota".

Inclusivamente, ensinei uma coreografia ao Vasco em que ele se sentava na mota dele e "mexia o bumbum", enquanto guiava todo contente pela casa fora.

Ontem dei de caras com o video no youtube e descobri que afinal é... "Tou na MODA"! 


Ah, ah! Tsssss! Tenho a cultura musical de um alfinete...

 

..

A Música do Xavier

Julho 11, 2018

O Triângulo Perfeito

IMG_0009.JPG

 

Faz hoje uma semana que dei à luz o Xavier.

Pouco a pouco, vou arranjando tempo para vir aqui contar-vos alguns momentos-chave do parto.

Vou falar-vos de música.

 

Lembro-me que, no auge do período expulsivo, depois de 14 horas de parto e com a adrelina e a ansiedade a atingirem picos altíssimos, ouvi de repente a minha doula perguntar:

 

- Que música é que os papás querem ouvir no momento do nascimento do bebé?

 

Isto porque, como já disse aqui, tínhamos levado uma playlist numa pen, a qual esteve a tocar durante todo o parto.

 

No momento em que questionaram sobre a música, a cabecita do bebé já estava praticamente de fora (acho que o termo certo é "coroar"), mas eu não sabia.

Por isso fiquei um bocado à toa com a questão:

 

Achei que havia um contraste enorme entre a minha preocupação e a calma/tranquilidade demonstradas quer pela enfermeira parteira, quer pela doula. 

 

Ora ali estava a eu, a puxar e a puxar, esgotada e dorida, enquanto as outras mulheres da sala me questionavam sobre ...músicas :))

 

Isso só podia ser bom sinal.

Foi essa diferença de estados de espírio que me fez relaxar e suspirar de alívio. 

 

Afinal de contas, se as coisas estivessem a correr mal, ninguém me ia falar daquele assunto.

 

Bem... depois de pensarmos um pouco (vá lá, para aí 20 segundos, que a exaltação do momento não dá para grandes reflexões, eh eh) decidimos que iamos deixar a playlist tocar aleatoriamente.

Depois, era só ver qual música "calhava" no momento do nascimento do Xavier. :)

Uma espécie de jogo.

 

Aguns minutos depois, um bebé lindo conheceu o mundo, ao som de....

 

 

Honestamente, não podia ter escolhido melhor banda sonora. 

Esta é a música do nascimento do Xavier, cantada por dois dos melhores músicos do nosso país.

Um cover de uma música que eu já adorava na minha infância. Uma música que canto várias vezes em casa e que me faz recordar o tempo em que o pessoal ainda se colava à TV para ver a novela...

 

Foi um momento... lindo. Nunca mais irei esquecer. 

Um filho pimba

Agosto 06, 2017

O Triângulo Perfeito

É verdade que o meu miúdo não é muito adepto de dançar. Consigo, quando muito, arrancar-lhe uns saltos quando passamos num sítio onde há ranchos folclóricos ou quando passam carrinhas com colunas aos berros, a fazer publicidade às lojas (o efeito doppler é, pelos vistos, um atrativo para ele).

 

Mas é só isso.

 

Nem o despacito - grande hit deste verão - o faz ter vontade de abanar a anca.

 

Contudo, hoje descobri algo que o faz mexer! Estava a dar-lhe bocadinhos de melão como sobremesa e, sem me aperceber, comecei a cantar uma "velha" música:

 

"Coração de melão... melão, melão, melão... coração de melão... melão, melão, melão". 

 

 

Foi o clic! !

 

Num ápice, sem que nada o fizesse prever, o meu moço começa a dar saltinhos e a inclinar-se todo, ora para a esquerda, ora para a direita. Sim, estava a dançar! Alternando o peso entre uma perna e outra, inclinando os ombros... uma loucura!!

 

Já percebi que o V. não vai cá em modas.

Qual despacito, qual quê. Ele gosta é mesmo dos clássicos... dos clássicos da música pimba! :))

A rádio cidade, o oceano pacífico e as memórias de uma adolescência que já lá vai

Fevereiro 13, 2017

O Triângulo Perfeito

Não podia deixar passar em branco o Dia Mundial da Rádio. O meu media favorito! O meu companheiro de tantas aventuras... O testemunho e confidente do meu percurso de vida. 

 

Recordo, na adolescência, as noite passadas a ouvir a extinta Rádio Cidade (atual Cidade FM).  Tantos sonhos desfiei tendo por companhia as músicas românticas da "Cidade By Night"! 

 

Lembro-me de ter 14, 15 anos e de ir para a cama mais cedo, só para ligar o pequenino e velhinho rádio portátil. De estar debaixo dos lençóis, com o rádio em cima da almofada, a ouvir até às tantas aquelas músicas que eu adorava!

 

No dia seguinte acordava com um soooonooooo....

 

Lá em casa nunca ninguém percebeu por que razão eu me deitava mais cedo. O meu mano (que sempre me achou um bocado nerd) costumava gozar com o facto de eu me fechar no quarto enquanto o resto da malta ficava na sala a ver TV. 

 

És uma antissocial- dizia-me ele a rir, mas ao mesmo tempo chateado.

 

Mano adorado, a tua mana não tinha sono! E não... eu não ia para o quarto para estudar às escondidas. 

 

Eu ia... ouvir música!!!

 

Nunca gostei muito de telenovelas. Preferia construir as minhas, com imaginação e com a banda sonora adequada. Hoje sei que talvez tenha falhado alguns momentos giros de convívio familiar, mas o apelo da música sempre foi mais forte. 

 

E aqui vai mais uma recordação! As músicas do Oceano Pacífico, da RFM!

 

Felizmente, ainda hoje podemos ouvir esse programa. Era mais uma rubrica que me mantinha acordada até às tantas quando tinha metade da idade que tenho hoje.

 

Lembro-me ainda de outra rubrica um pouco mais mexida. Era a "Eletricidade", da Rádio Cidade. Ainda tenho na memória os sons do gingle a anunciar o programa. 

 

Hoje em dia, não dispenso as manhãs da Comercial. Dou um saltinho à RFM e ouço muito, mas muito mesmo a Rádio Renascença. 

 

Não consigo ouvir coisas barulhentas e alternativas. É que... não fiz mal a ninguém, não cometi nenhum crime, logo... não preciso que me estoirem os tímpanos, com guitarras ensurdecedoras, berraria, letras que ninguém percebe (à conta do barulho) e baixos maldispostos.

 

Eu sei... percebo népias de músicas, sou uma parola assumida, mas não faz mal :)

 

A rádio faz parte da minha vida. Providenciou-me a banda sonora para amores, desamores, aventuras, viagens e aprendizagens.

 

Fez-me companhia nas muitas horas que estudei no 12º ano para os Exames Nacionais (aí sim, senhor mano, eu estava mesmo a marrar...).

 

Esteve ao meu lado quando eu me senti mais só. Falou comigo quando não me apetecia falar com ninguém. 

 

Interrompeu-me os silêncios. Reverberou pela casa toda quando ainda não havia móveis, nem poltronas, nem tapetes para encher as divisões. No vazio de uma casa cheia de ecos cruzados, a rádio fez-me sentir confortável. 

 

Esteve comigo nos momentos maus. Sempre gostei de músicas depressivas, para fazer pan-dan com o baixo astral. 

 

Dancei ao som da rádio nos momentos felizes. A rádio FEZ os meus momentos mais felizes! A rádio não tem imagens, mas encheu os meus momentos de luz e cor. As minhas lembranças são (também) fotografias musicais.

 

A minha vida está cheia de recordações e a cada um delas podia atribuir uma banda sonora. 

 

Tudo isto para concluir que... não haverá nunca solidão onde houver um rádio a tocar.

 

Uma imagem vale mais que mil palavras? Hum... pode ser. Mas um som pode valer mais que mil imagens!  E a rádio é uma maternidade de sons. 

 

Rádio é alegria, sonhos e paixão. Por isso, caros amigos, façam como eu: sintonizem a vossa vida.

Vale a pena. É só encontrar a frequência certa. 

 

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