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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Dezembro 12, 2019

O Triângulo Perfeito

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Ontem, no insta, uma seguidora pediu-me conselhos sobre este assunto e dei-me conta que realmente nunca tinha tocado no assunto aqui no blogue.
Por isso aqui seguem cinco estratégias que usámos com o Vasco e que tiveram algum sucesso:

1- Falar sempre da chegada do mano como sendo um acontecimento muito positivo. São de evitar aquelas frases amargas como "estás mesmo a precisar de um mano para deixares de ser egoísta ", "quando a tua mana chegar vais aprender a partilhar!" , "estás um mimado, faz-te falta um mano". Todas estas frases ( e outras do género) apresentam o mano como um elemento que vai castigar, disciplinar e trazer coisas menos agradáveis. Por isso... evitem cair na tentação de dizer isto e aconselhem as pessoas próximas a fazer o mesmo.

2- Dar como exemplo outros colegas da mesma sala ou turma que já têm manos e mostrar como são felizes por terem alguém com quem brincar em casa.

3- Envolver a criança nos preparativos para a chegada do mano. Por exemplo, podem ir com ela à loja de vestuário e deixa-la escolher algumas roupinhas.

4‐ No dia do nascimento do bebé... não acho muito boa idéia avisar que estamos a ir para o hospital porque isso cria uma ansiedade extrema na criança. Ela vai estar sempre a perguntar aos adultos a quem ficou entregue se o bebé já nasceu e vai entrar em stress. É preferível pedir a alguém (avós por exemplo) que vá buscar a criança à escola e tentar proporcionar-lhe um dia normal dentro do possível. Até porque não se sabe quantas horas vai durar o parto.

5- Se a ideia é que o pai fique com a mãe durante a noite no hospital (há partos que se prolongam pela noite fora), convém perceber se o mano mais velho se vai sentir feliz em dormir em casa dos tios ou avós. Ou seja, se a criança não estiver habituada a dormir fora de casa ela vai sentir esta mudança de rotina como uma coisa má. Poderá associar a chegada do mano ao facto de ficar entegue a terceiros, sentindo-se abandonada pelos pais. Por isso, não seria má ideia ir habituando o mano mais velho a dormir de vez em quando em casa de familiares. Desse modo, esta alteração de rotina não será tão drástica.

E então? Que acham? Concordam, discordam, acrescentariam mais alguma coisa?

Gostavam que vos desse também algumas estratégias para ajudar o mano mais velho nos dias a seguir ao parto? 😀

Julho 03, 2018

O Triângulo Perfeito

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O meu filho é um miúdo meigo e ternurento, mas ontem estava um pouco mais doce ainda que o normal.

Portou-se lindamente, desde o momento em que o fui buscar à creche até ao final da noite. Foi um daqueles dias 5 estrelas.

Não fez birra no supermercado, e deixou-me fazer compras à vontade.

Não chorou para sair do corredor dos brinquedos.

Chegando a casa tomou banho alegremente e comeu o seu jantar sem grandes fitas. A cozinha ficou (quase) limpa.

Depois do jantar pediu-me várias vezes que brincasse com ele. Apesar de sentir algumas dores, aceitei.

Estivemos bastante tempo sentados no tapete a brincar aos "acidentes" e "tinonis" com os carrinhos e as pistas de automóveis. 

No fim, fez chichi no pote, lavou os dentes e bebeu o leitinho.

Deitou-se no chão da sala e preparou-se para dormir. Deitei-me ao pé dele e apaguei a luz.

Fiquei a pensar se aquele não seria o último dia dele como filho único.

E ao mesmo tempo que pensei isto, com impulso agarrei-lhe a mão de mansinho.

Como se de repente pressentisse o mesmo, o meu filho abraçou-me e fez-me festinhas no rosto com uma doçura maior que costume.

Quando o senti adormecer, tentei levantar-me, mas logo desisti quando ouvi um "não vás, mamã".

Fiquei mais tempo, até o sentir verdadeiramente a dormir, sempre a fazer-lhe miminhos. 

Abandonei a sala com o coração cheio de mel. 

Antes de virar para o corredor em direção ao quarto, olhei de relance para o meu filho.

Dormia tranquilamente com ar satisfeito.

Meia hora depois, o pai foi busca-lo para o levar para a sua verdadeira caminha no quarto. É este o nosso ritual.

 

Foi ali.

Foi ontem.

Naquele gigantesco abraço.

Foi naquele momento que (não tenho dúvidas) fizemos a nossa despedida de "filho único". 

Um momento só nosso e muito, muito especial.

O fim da nossa família como ela era. E o princípio de algo novo e diferente.

Não sei se o parto é hoje, não sei se é amanhã, se é depois. Mas agora sei, graças ao meu filho... que está para muito, muito breve.

 

Chamem-me louca, mas acredito que o meu filho previu que o "momento" está próximo.

E quis ter-me só para ele mais um tempinho. 

Daí o portar-se bem.

Daí a tamanha sofreguidão por mimos e abraços.

 

Talvez ele ainda não saiba que o amor de mãe não se esgota, nem se divide. 

Multiplica-se. 

Mas vai saber em breve.

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