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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Novembro 02, 2017

O Triângulo Perfeito

Já aqui falei num outro post de como eu sou um verdadeiro "monstro das festas de anos". Não faço por mal... mas acabo sempre por boicotar um bocadinho as festas (até as minhas próprias festas, como um dia vos descreverei).

Mas hoje vou contar-vos outro episódio. Este passou-se há umas semanas, na festa de aniversário do filhote de uma amiga.

Pois então: Estávamos nós todos contentes na sala de jantar da minha amiga. Sala lindamente decorada, bolos maravilhosos, ambiente divertido...

Encostados a um aparador, eu e o meu marido bebericávamos um fabuloso gin tónico. 

De repente, apercebo-me que o meu filho Vasco está prestes a fazer uma asneira qualquer no outro lado da sala.

Vou em direção ao Vasco, puxo-o antes que ele estrague a decoração, mas enquanto vou em direção a ele começo a ouvir uns "ais" e "uis" na sala toda.

- Ai.... olha como ela está...

- Ui... será que ela mora perto para mudar de roupa?

- Ai... é melhor alguém ir buscar um pano...

- Ui... tal e tal.... tal e tal...

Inicialmente, ainda pensei que não fosse eu a visada. Mas depois percebi que sim, que estavam a falar de mim.

Então, o que é que aconteceu?

Bem... basicamente... e agora vamos recuar tipo filme até à parte em que eu e o zé estávamos encostados ao aparador a beber um gin...

Quando eu estava encostada ao aparador, como ele era baixinho, decidi sentar-me ligeiramente em cima dele (do aparador, ok? Não foi em cima do Zé). 

Assim, com uma perna no chão e a outra meia levantada.

Só não reparei que me tinha sentado em cima... sim... de um BOLO!!

Ana, autora deste blogue, esmigalhou 1/3 de um Ambrósio - para quem não sabe é um bolo comprido e coberto de chantilly.

Quando me encostei, não reparei que estava um bolo a poucos centímetros do meu traseiro.

Pronto.

Quando corri pela sala em direção ao Vasco, toda a gente ficou estupefacta, porque o meu rabiosque (calças de ganga) estava branquinho e fofo. Cheio de chantilly.

E é assim que eu estrago mais um bolo. 

E depois? 

Depois peguei num paninho molhado, limpei o bumbum, tentei fazer uma graçola (vá lá, que toda a gente achou piada) e a coisa lá encarrilou de novo.

Peço desculpa à minha amiga. E ao bolo, já agora.

Sou ou não sou o "Monstro das Festas de Aniversário"? 

Outubro 15, 2017

O Triângulo Perfeito

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Um dos meus piores defeitos é ser distraída. Na maioria dos casos, esta caraterística dá origem a situação engraçadas e que até dão para rir... noutros casos, a minha vontade é enterrar-me bem fundo com vergonha por aquilo que fiz. 

 

Por exemplo... posso dizer que sou o "monstro das festas de aniversário". Sou pior que os miúdos: faço coisas (sem querer, claro) que não lembram ao diabo.

 

A primeira situação foi há cerca de 8 anos, na festa de aniversário de um amigo.

Vou à festa e deparo-me com uma mesa cheia de bolos.

Até aqui nada de anormal... É uma festa de anos.

As horas vão passando e os convidados começam a petiscar da mesa. 

Atacam os rissóis, atacam os bolos... 

Mas há um bolo que, triste e desprezado, não é comido por ninguém.

Ouço a namorada do meu amigo a dizer que foi ela que confecionou alguns dos bolos. 

Fico com pena dela. 

Imagino... como é que eu me sentiria se tivesse feito um bolo com todo o carinho e dedicação e depois ninguém o comesse?

Ainda por cima o bolo em questão tinha um aspeto delicioso.

Pensei. 

Se calhar ninguém come deste bolo porque ainda não foi enxertado. 

Há pessoas que sentem mal em tirar a primeira fatia do bolo.

Decido tirar uma fatia, para as pessoas perceberem que podem comer à vontade.

Não quero que a namorada do meu amigo fique triste por ninguém comer aquele que (para mim) era o melhor bolo da festa.

Tiro a primeira fatia e delicio-me com o sabor. "Excecional", pensei. 

Está tão bom que tiro mais outra.

Pronto, agora toda a gente sabe que pode comer à vontade.

A casa é grande e tem jardim. A maioria das pessoas estão lá fora e não reparam no bolo "desdentado".

É então que a namorada do meu amigo diz: Vamos lá cantar os parabéns ao Miguel!

Toda a gente se encaminha para a mesa dos bolos...

O Miguel posiciona-se ao centro da mesa...

E é então que ouço um grito horrorizado:

- QUEM É QUE ATACOU O BOLO DE ANIVERSÁRIO??

Burburinho... tudo a olhar uns para os outros... até que a Ana (eu) decide confessar...

- Fui eu.... (voz a sumir-se e sensação de ter feito merda. Grande merda....)

- MAS... PORQUÊ? PORQUÊ??

- Porque... o bolo estava ali sozinho... e tu disseste que fizeste os bolos... e eu não achei correto deixarem ali aqui bolo... não quis que ficasses triste ou aborrecida, por teres feito o bolo e ninguém comer!

Risada geral na sala. O Miguel ri... a Marta ri bem alto e eu percebo que, uff, ninguém levou a mal.

- Mas, Ana, não reparaste que era o bolo de anos? - pergunta o Miguel a rir

- Não! Não tem velas, e nem sequer diz "Parabéns"!

A Marta explica que era um bolo caseirinho e que achou que não valia a pena acrescentar esses detalhes. A vela ia ser colocada naquele momento.

- Estás perdoada, Ana. Por teres bom coração! Mas para a próxima vê se não fanicas o bolo de anos!

Claro que esta situação virou "piada eterna". 

E de vez em quando lá surge alguém a fazer anos e a dizer que vai esconder o bolo de aniversário, para evitar que eu o coma antes do tempo...

 

(este post continua, com mais um episódio do "Monstro das Festas de Aniversário)

Sim, porque a minha distração não tem limites!

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