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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Janeiro 30, 2019

O Triângulo Perfeito

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A entrada do bebé na creche (e, por arrasto, regresso da mãe ao trabalho) pode ser algo tranquilo ou... verdadeiramente desastroso. 

Com base na minha experiência, vou dar 5 dicas para que tudo corra na perfeição!

 

1- Faça a pré-inscrição com a devida antecedência!

Sabe o que é que seria um verdadeiro balde de água fria? Eu digo-lhe... Conhecer a creche dos seus sonhos e não conseguir matricular lá o seu bebé porque... esqueceu-se de fazer a pré-inscrição. 

A maioria das creches vê a sua lotação esgotada vários meses antes da abertura do ano letivo. Por isso... se pretende que o seu filho vá para determinada creche, deve reservar o lugar com pelo menos um ano de antecedência. Mais vale prevenir...

 

2- Não espere pelo dia do seu regresso ao trabalho para levar o bebé à creche.

A adaptação à creche`deverá iniciar-se, de preferência, 15 dias antes do fim da licença de maternidade. Leve o seu filho duas ou três horinhas de cada vez, com esta antecedência, para que este se adapte à dinâmica do infantário.

Se proceder deste modo, vai colher grandes benefícios: no dia em que finalmente regressar ao trabalho, você vai estar relaxada e poderá concentrar-se devidamente nas suas tarefas  (em vez de passar o dia todo a lacrimejar, cheia de ansiedade)

 

3- Organize as coisas do bebé, com carinho e dedicação.

Converse com a educadora do teu filho para saber que materiais deverá levar para a creche. E tente não falhar.

São dois pacotes de fraldas? Então leve dois pacotes de fraldas. É para levar creme para o rosto? Então leve creme para o rosto. São precisas toalhitas? Então toca a comprar!

Entregue tudo na escola, o mais rapidamente possível. Não seja baldas!  Depois não se queixe se o seu filhote chegar a casa com o rabinho todo assado... Sem fraldas... ninguém faz milagres, não é? :)

Também é conveniente  etiquetar o material todo, para não haver trocas de ítens entre bebés. E, já agora, comprar uma mochila toda gira para o bebé levar as suas mudas de roupa. Estas tarefas, para além de divertidas, vão ajuda-la no processo de "mentalização" :)

 

4- Você também existe... organize-se também!

Eu sei que depois de meses e meses com o foco de atenção virado para o bebé, é difícil pensar no regresso ao trabalho. Mas o dia de retomar a sua atividade profissional está mesmo a chegar!

Comece a organizar também as suas coisas para que esta nova etapa seja feliz e tranquila.

É importante conversar com os elementos da sua empresa, para saber antecipadamente como está a situação no seu emprego e que tarefas irá desempenhar.

Está na altura de perder algum tempo ao telefone e/ou revisitar a sua caixa de email para ler e trocar informações. Compre uma agenda, comece devarinho a preparar algumas tarefas... O impacto será muito menor, assim.

Este é também o momento para cuidar um pouco de si. Os últimos meses foram fisica e mentalmente desgastantes e, provavelmente, você não está com o melhor dos aspetos. Faça uma visita à cabeleireira, arranje as unhas, enfim... ponha-se bonita para sair de casa.

Assuma o seu novo "eu-profissional" e vista-se de forma adequada à atividade que vai desempenhar.

 

5- Finalmente... ponha o "coração ao largo"

Vamos deixar-nos de rodeios... O seu bebé vai entrar na creche e é provável que, nos primeiros tempos, ele fique aborrecido e choroso-

Ele vai dormir mal nos primeiros dias, pois não está habituado a tantos ruídos. E como vai dormir mal, também não vai comer grande coisa. Outch!

Apesar de as educadoras a tentarem tranquilizar, quando você for buscar o seu filho, vai notar que ele está cansado e até um pouco tristonho. 

Agora vamos aos factos: há alguma coisa que você possa fazer para mudar esta situação? Não.

Você vai desistir de regressar ao trabalho para ficar com o seu filho em casa? Não. 

Você tem amas ou avós para ficarem com o bebé enquanto vai trabalhar? Se a resposta é novamente "não" então...

...  pela sua sanidade mental, ponha o coração ao largo. Sei que é difícil, mas desapegue-se um pouco. Caso contrário, não vai conseguir relaxar, nem trabalhar direito.

A boa notícia é que, com o passar das semanas, os bebés vão entrando na rotina da creche e as coisas vão ficando mais fáceis. E vai chegar o dia em que você irá buscar um bebé feliz e sorridente.

Custa muito, deixarmos os nossos filhos entregues a outros, mas... se não há mesmo nada a fazer... é preciso aceitar e seguir em frente. 

 

Se seguir estas 5 dicas, a entrada do bebé na creche será pouco traumática e você também conseguirá encarar a nova etapa de modo tranquilo. 

Abraço!

Janeiro 14, 2019

O Triângulo Perfeito

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Imagine que o seu patrão lhe concedeu uma tarde livre. Isso é excelente, não é? Mais ainda, se estiver um lindo dia de sol.

Você tem, por norma, um quotidiano preenchido e sente que não está a passar muito tempo de qualidade com os seus filhos.

A primeira coisa que vai pensar quando souber que está de folga é: "Vou já buscar o meu filho ao infantário!".

 

E se eu lhe disser que esta ideia poderá não ser tão genial?

 

Quer dizer... parece ser algo espetacular... e você sente-se um excelente pai/mãe por ir buscar o miúdo mais cedo.

Mas dada a dinâmica das creches/infantário, muita coisa pode correr mal. Vejamos:

 

Os bebés da creche costumam almoçar entre as 11:30 e as 12:00. Se você chegar lá por volta do meio dia, vai encontrar uma série de miúdos em fila, nas suas cadeirinhas da papa, sendo que uns já comeram e outros ainda estão a ser alimentados.

Se o seu pequeno ainda não tiver comido, vai criar-se um stress desnecessário. Isto porque o bebé tem fome (está habituado a comer aquela hora) e se você decidir leva-lo a casa ou ao restaurante, o mais certo é ter que enfrentar pelo caminho o seu choro esfomeado.

Se por acaso, a escolha recair sobre as 13 horas... lembre-se que a esta hora as crianças costumam dormir a sesta. A sesta é obrigatória nas creches e continua a ser (felizmente) uma prática em muitos jardins de infância por isso...

... interromper a sesta de uma criança não é muito boa ideia, já que as sestas são essenciais para reparar as energias gastas da parte da manhã e reequilibrar as emoções.

 

Por volta das 15 horas, a maioria das escolas começam a organizar o lanche e você pode pedir à educadora para levar o seu filho embora nesta altura. Não se esqueça, contudo, que está a interromper uma rotina já instaurada que é familiar e dá segurança à criança. 

Prepare-se. O seu filho vai ficar feliz por vê-lo, mas também surpreendido e até um pouco desconcertado. 

 

Segundo estudos académicos  "por vezes, tem-se noção de que as rotinas (prestação de cuidados) em contexto de creche são tarefas banais, não merecendo a grande importância que realmente têm". Contudo, "Na educação das crianças mais novas a relação inextricável crianças-rotinas-bem estar surge no quotidiano do ambiente educativo como um dos aspetos mais importantes a considerar pelos profissionais da infância, pelo impacto que as rotinas têm no bem-estar das crianças e no modo como influem no seu desenvolvimento global e aprendizagem da criança" (Eichman, 2014).

As rotinas transmitem segurança e bem-estar às crianças. Ponto.

 

Se você gosta de seguir as rotinas de sua casa, do seu trabalho, do centro de saúde, dos parques... por que não respeitar as rotinas da escola do seu filho?

 

Se o que disse até agora não chega para o convencer, vou deixar-lhe uma outra questão para refletir: já pensou nos sentimentos das outras crianças? As que ainda vão ficar na escola?

 

Pense nas crianças que ainda têm que ficar na creche mais algumas horas e na ansiedade que lhe vai causar, ao ir buscar o seu filhote mais cedo.

Vou dar um exemplo... Aqui há tempos fui buscar o meu filho mais cedo à escola e tive que lidar com o choro de uma criança que ficou desolada por não ter chegado ainda a sua vez. O meu filho ficou esfuziante por me ver, mas quanto mais saltinhos ele dava... mais a outra criança chorava. Fiquei muito sensibilizada.

Enquanto percorriamos o caminho de saída da escola, essa criança ficou agarrada às grades com lágrimas a correr pelo rosto (era verão, por isso estavam todos no jardim) a perguntar às auxiliares onde estava a sua mãe. Estas tentaram consola-la da melhor forma que sabiam.

 

A verdade, pais, é que nós não somos entidades isoladas. Não vivemos numa ilha...

Para além de nós, existem outras pessoas com realidades diferentes. E existem crianças que não têm a sorte de ter alguém que as vá buscar mais cedo à escola.

Podemos lidar com isso com indiferença ("Quero lá saber, o que interessa é o meu filho, os outros que se danem") ou então... tentar sentir alguma empatia pelas outras famílias. Até porque um dia... podemos ser nós a enfrentar estes fantasmas.

 

Portanto... por tudo o que eu disse agora... defendo que respeitar os horários do infantário é bom para os que vão embora, mas ainda melhor para os que lá ficam.

No jardim de infância do meu filhote, recomenda-se que os pais vão buscar os filhos a partir das 16 horas. Caso os pais apareçam antes desta hora, então pede-se que esperem na receção da escola. Neste último caso, as auxiliares trazem a criança até aos seus pais (sem as restantes crianças da sala se aperceberem) de modo a não causar ansiedade nos que ficam.

Na creche, o horário é mais livre, porque os bebés ainda não têm este tipo de consciência, mas ainda assim apela-se ao cumprimento das rotinas, sempre que possível.

 

Mas então... devemos deitar fora a oportunidade de passar um tempo de qualidade com os nossos filhos. Claro que não. Mas uma vez não são vezes.

Há alturas em que nos apetece mesmo ir buscar as crianças mais cedo (ou leva-las mais tarde). E tudo bem... mas temos que ter sempre presente que, como em tudo na vida, há vantagens e desvantagens nesta atitude.

 

Quando o meu primeiro filho entrou para a escola, eu ficava um pouco confusa com a questão dos horários. Achava tudo muito rígido e inflexível. 

Hoje, com a experiência que tenho no que toca à maternidade e com as vivências que fui acumulando nestes três anos, sou claramente a favor das rotinas no infantário.

 

Fontes: 

EICHMAM. Lara- As rotinas na creche: a sua importância no desenvolvimento:2014. Escola Superior de Educação de Portalegre.

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