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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Só vim aqui para dizer que #9

Fevereiro 15, 2019

O Triângulo Perfeito

... ontem o meu mais que tudo levou-me a um restaurante romântico, kkk.

Estava desejosa de chegar ao restaurante para arejar as ideias e descansar um bocadinho das fraldas, da amamentação, das papas, enfim.. de tudo o que se relaciona com a vida de mãe.

Passámos um bom bocado e foi muito fixe, tirando o meu choque inicial... Sabem como é que se chamava o restaurante?

"Babette!!"

Eu bem quero fugir um pouco do tema maternidade, mas sinto que esse tema me persegue, ah ah!

Como (re)inventamos o amor... depois dos filhos

Fevereiro 14, 2019

O Triângulo Perfeito

Éramos jovens e cheios de energia. Conhecemo-nos, encantamo-nos um com o outro e... seguindo a ordem natural das coisas, fomos morar juntos.

Os primeiros anos foram... perfeitos! Jantar fora pelo menos uma vez por semana, sempre a conhecer novos restaurantes. Escapadinhas românticas de dois ou três dias no estrangeiro... Idas frequentes ao cinema ou ao teatro... E muito, muito tempo para namorar.

 

Com a chegada do primeiro filho, a dinâmica familiar mudou. E com a chegada do segundo, nem se fala! Os desafios aumentaram exponencialmente na nossa família.

Não é fácil gerir o dia-a-dia com dois filhos pequenos (um com 7 meses e outro com 3 anos). E mais difícil ainda é... gerir de forma eficiente o AMOR.

Vou dizer-vos quais são as 4 bóias de salvação que têm impedido a nossa relação de afundar:

 

1- Perceber que nada vai ser como dantes... e aceitar.

Há quatro anos fizemos a nossa última viagem sem filhos. Fomos a Bruxelas durante 3 dias. Foi giro, foi intenso. Deu para andar muito, conhecer a cidade de lés a lés e... namorar bastante.

No ano seguinte, já com um filho de 8 meses, arrancámos rumo a Paris. Deixámos o bebé em Portugal, em casa dos avós, e preparamo-nos para mais 3 dias de diversão.

Sabem o que aconteceu? O bebé ficou doente. E nós, a mais de 1500km de distância, vivemos dias de ansiedade.

Num momento, eu estava na Torre Eiffel a desfrutar da vista magnífica; no momento seguinte, dirigia-me à enfermaria do hospital da minha terra, onde o Vasco acabou por ficar internado uma semana.

Manter uma relação depois dos filhos, é perceber que nada vai ser como dantes.

No que toca a viagens, por exemplo, nos primeiros anos dos nossos bebés vamos viajar menos e visitar locais diferentes (mais seguros e menos exóticos). Caso a viagem se faça sem filhotes...vamos passar grande parte do tempo a pensar ou a falar neles. Isso é um dado adquirido.

É preciso aceitar que não vai haver tanta disponibilidade para jantaradas, e que vai haver menos tempo para idas ao teatro/cinema. Perceber ainda que os momentos "livres" para namorar (ou simplesmente, para conversar) serão tão raros como pedras preciosas. Pelo menos, nos primeiros anos das nossas crias.

Os filhos não são encomendas que a gente possa devolver ao rementente. Por isso... quanto mais cedo aceitarmos (e fizermos o luto da nossa vida anterior!) que as coisas se alteraram, mais rapidamente vamos começar a pensar em estratégias para melhorar a (nova forma de) relação.

O amor depois dos filhos continua a existir. Só precisa de ser... reinventado.

 

2- Não desperdiçar momentos. 

Há uns anos, no meio de um almoço entre colegas de trabalho em que eu estava presente, um colega confessou que tinha necessidade de marcar numa agenda as ocasiões em que ele e a sua esposa iam fazer amor. Esse colega tinha 3 filhos, um dia-a-dia muito preenchido e... não queria deixar escapar as oportunidades!

Toda a gente se riu com a situação e acharam que aquela marcação prévia era no mínimo... insólita. Outros, comentaram o facto de tanta organização ser negativa. Porque os momentos de amor querem-se "espontâneos", disseram.

Agora que tenho filhos, percebo um pouco a ideia deste colega. Nunca fui de marcar na agenda os "momentos de amor", mas reconheço que se não pensar nas coisas antecipadamente, acabo por desperdiçar uma série de ocasiões que poderiam ser usadas para namorar ou simplesmente para uma boa conversa a dois.

Cá em casa, tentamos não deixar escapar os momentos. É basicamente isto.

 

3- Rir é o melhor remédio

Quando o meu filho, há cerca de um ano iniciou o desfralde, os primeiros tempos foram um pouco caóticos.

Volta e meia, lá havia um cocó no chão, na roupa ou no tapete. Era super aborrecido ter que andar constantemente a limpar. Para além da logística de andar sempre com um saco cheio de mudas de roupa.

Acho que o que nos salvou foi o sentido de humor. Sempre encarámos os "acidentes" com ligeireza. Ríamos e comentavamos que a "coisa estava a correr bem" (ironia). Fazíamos apostas para saber quando ia acontecer o próximo deslize e tiravamos à sorte para ver quem ia limpar os cocós. 

Há quem diga que aquilo que mantém um casal unido é o respeito múto. Outros acham que é o sexo. Outros ainda, remetem o sucesso da relação para o diálogo. Eu acrescento mais um dado: o sentido de humor. Dou imenso valor a uma boa risada!

Acreditem que saber rir das desgraças do dia-a-dia é uma bóia de salvação gigante para a relação de um casal com filhos. O riso liberta endorfinas e torna tudo mais leve.

Acredito piamente que o sex appeal de uma pessoa passa diretamente pela capacidade de rir e fazer rir os outros. Vaorizo mais o sentido de humor que o aspeto físico ou a sensualidade.

 

4- Isto também passará...

O primeiro ano de um bebé é uma autêntica prova de fogo. Mas para quem está a passar por isso (e a desesperar) só posso dizer que, com o tempo, tudo vai melhorar. Falo por experiência própria, uma vez que já cá cantam dois filhotes.

Nos primeiros meses, a mãe está cansada e com as emoções à flor da pele. As hormonas ainda estão descontroladas e é muito fácil acumular mágoas e ressentimentos contra o parceiro. 

Como na nossa sociedade ainda é tradição ser a mulher ficar em casa durante a licença parental (embora as coisas estejam a mudar), nos primeiros 6 meses os níveis de exaustão atingem máximos intoleráveis.

Lembro-me de estar todo o dia em casa e ficar impaciente. Nos primeiros meses, quando o meu companheiro chegava a casa no fim do trabalho, eu recebia-o com umas "trombas" que iam do chão até ao teto. Estava sempre amuada, cansada, triste e desejosa de ter um momento só para mim.

Assim que a mãe vai trabalhar, a relação do casal ganha um novo fôlego. Por isso considero que embora seja difícil deixar os bebés entregues a terceiros devemos encarar essa nova fase com otimismo.

No meu caso (e porque este texto é sobre a minha experiência) o regresso ao trabalho significa sempre uma melhoria na relação.

Já não estou metida em casa. Passo dia a conviver com pessoas, estou ocupada com outros assuntos (sem ser fraldas) e tenho mais tempo para mim, para almoçar e tratar do meu aspeto... Fico mais animada (e mais suportável, diz o meu marido, ah ah), bem disposta e encaro as contrariedades com mais leveza. 

Com base na minha experiência, hoje sei que os primeiros 6 meses de uma relação pós-filhos não são exemplo. A vida vai melhorando com o crescimento das crias, e a nossa disposição para amar, também. 

Há medida que os bebés vão ficando mais autónomos, alguns programas românticos que tinham sido abandonados poderão ser novamente incluídos no cardápio da relação. 

 

Muito sinceramente, eu acho que o maior erro dos casais é quererem que as coisas voltem a ser como eram, antes de terem filhos. Quando, na verdade, a solução passa por se adaptarem às mudanças, fazerem ajustes. Basicamente... encontrarem novas formas de serem felizes no novo quadro familiar. 

O que temos nós contra o AMOR?

Fevereiro 14, 2018

O Triângulo Perfeito

Fazem-me espécie aqueles homens e mulheres que se divorciam do amor. Que se desligam dos gestos românticos. Que acham "pirosas" e "lamechas" as atitudes apaixonadas daqueles que se entregaram com fervor ao sentimento. Que se colocam à margem da celebração e a criticam com desdém.

 

Fazem-me nervos aqueles que se negam a celebrar o Dia de S. Valentim, usando como argumento o "ah e tal, eu não sou pessoa de ir na onda... eu cá sou original".

 

Fazem-me comichão as pessoas que não querem "fazer parte da carneirada que festeja o S. Valentim", mas que depois não se importam nada de "seguir o rebanho", celebrando (tal como milhões de portugueses) o Natal ou a Páscoa. Onde fica aqui a originalidade?

 

Cada um é livre de celebrar ou não, mas irrita-me o argumento do "eu sou original e pragmático por isso celebro o dia dos namorados no fim de semana seguinte, quando os restaurantes já estão menos apinhados". 

 

A sério?! Festejar o S. Valentim no fim de semana seguinte? Mas por acaso alguém celebra o Natal no fim de semana seguinte? Alguém celebra o Carnaval um mês antes ou um mês depois? Tem alguma lógica?

 

Fazem-me suspirar de desalento aqueles (e aquelas) que não vão ao restaurante com os companheiros no Dia de S. Valentim "por causa das filas e da confusão" mas não se importam de esperar horas e horas para comprar um bilhete dos U2. E não se incomodam nada com a confusão quando andam nos saldos, ou a torcer pela sua equipa num derbi de futebol.

 

Fazem-me ficar triste aqueles que se negam a festejar o Dia dos Namorados com o argumento de que "o amor é para celebrar todos os dias, que coisa estúpida haver um dia especial para isso". Mas que... no fundo... não festejam o amor em dia nenhum. Nunca dão mostras de amor ao seu/sua companheira. Porque estão cansados, porque estão "noutra", ou porque simplesmente, não sabem sequer amar. 

 

Por último... fazem-me perder um pouco a esperança na humanidade... aqueles que ATÉ celebram o Dia de S. Valentim, mas sem o sentir verdadeiramente.

Aqueles que compram rosas, que oferecem aneis e fins de semana prolongados. Aqueles que se declaram a torto e a direito nas redes sociais, mas que... na realidade... traem, discutem, enxovalham, desprezam, diminuem constantemente o seu companheiro/a no resto dos dias do ano.

 

Celebrar ou não celebrar o Dia de S. Valentim? Cada um sabe de si e das suas convicções.

 

Acima tudo, o que eu odeio mesmo é a hipocrisia. A hipocrisia daqueles que inventam desculpas para não fazer absolutamente nada neste dia (e na maioria das vezes isso não é nada mais do que o reflexo de alguma preguiça mental- porque pensar em algo giro para fazer dá um certo trabalho, às vezes...). E a hipocrisia dos que andam a "desamar" durante todo o ano e, neste dia se lembram, de repente, que o outro existe. 

 

Como dizia Eugénio de Andrade, "é urgente o Amor, é urgente permanecer". 

Pergunto-me... o que temos nós contra o Amor?

Porque temos tanta vergonha de nos entregarmos a ele?

 

Vamos amar. 

Primeiro, a nós mesmos. Depois, a vida. E em terceiro lugar, o companheiro que nos atura todos os dias e que vai até ao fim do mundo por nós.

E se não houver companheiro? Também não há desculpa.

Apaixona-te por ti e leva-te a um sítio bom dentro do coração. 

"... é urgente inventar a alegria, multiplicar os beijos e as searas". 

Não desistam do Amor... Não desistam!

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