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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

A "Caça Contrações"

O Triângulo Perfeito, 26.06.18

Amanhã faço supostamente 40 semanas (o supostamente deve-se ao facto de as minhas contas não coincidirem com as dos médicos) e... tirando umas dorzitas aqui e ali, nada de contrações. 

Como toda a gente sabe, "sem contração não há dilatação", por isso começei hoje oficialmente a Época das Caminhadas.

Existe o "Caça Promoções". E existe esta tipa: a "Caça Contrações" :))

Li algures que a grávida deve andar cerca de uma 1 hora por dia. Por isso, lá fui eu torturar-me para o parque da minha cidade. 

Sabem uma coisa?

Acabou por ser bem relaxante!

Fui com a minha mãe e deu para colocar a conversa em dia. É íncrivel como aquela mulher com mais de 60 anos tem uma pedalada!

A meio do caminho comecei a sentir-me um bocado mal, com uma pressão enorme no fundo da barriga. Apetecia-me parar, mas o meu íntimo disse-me para não desistir.

Completamos duas voltas ao parque (cerca de 4, 5 km) e mesmo no final da caminhada... a dor abrandou.

Aquilo que poderiam ser as ditas contrações, deixou de existir. 

Não faz mal. Regressei a casa muito mais leve e bem disposta. 

Amanhã regresso aos "treinos". Se não conseguir caçar uma contração, pelo menos faço exercício e alivio a cabeça! :))

 

Plano de Parto

O Triângulo Perfeito, 11.06.18

Na sexta-feira passada tivemos a nossa "consulta de plano de parto" no Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim e Vila do Conde. 

Estas consultas são uma prática comum neste hospital, que não só aceita bem os planos de parto, como incentiva as futuras mães a fazê-los. 

Iamos um bocado nervosos, nem sei bem porquê.

Eu levava uma folha rabiscada cheia de pormenores e anotações sobre o que queríamos/não queríamos que nos fizessem naquele "dia especial". 

Na hora H (momento da consulta) decidi não colocar imediatamente as minhas notas em cima da mesa e ouvir primeiro as explicações da simpática enfermeira que nos atendeu. 

Ainda bem que o fiz pois percebi que neste hospital já existe um modelo de plano de parto completo, bem feito e simples de entender. 

Como o hospital já segue as diretivas da OMS no que diz respeito à Humanização do Parto, o Plano de Parto deles já era excelente, pelo que não tive necesidade de acrescentar mais nada. 

O bloco de notas que trazia comigo, acabou por não sair da carteira. 

Agora é fazer figas para que corra tudo bem. 

Sabemos que o plano de parto não é garantia que as técnicas e procedimentos sejam feitos tal e como gostaríamos. Há muitos factores, durante, um parto, que podem ocasionar desvios ao mesmo.

Mas pelo menos tenho noção de que existe um carinho enorme, e uma vontade tremenda de respeitar os desejos da nossa família, na medida do possível.

 

 

 

Novo parto, hospital diferente

O Triângulo Perfeito, 27.03.18

No dia 11 de novembro de 2015, pelas 22:30 entrei no hospital para ter o meu primeiro filho.

Segundo  uma primeira análise, eu não tinha qualquer dilatação, e nem sequer existiam as ditas contracções. Apenas e só me tinham rebentado as águas.

Pediram para tirar a roupa, vestir uma bata branca e deitar numa cama. Foi-me  administrada uma substância por via intravenosa e disseram-me para aguardar deitada na maca.

Colocaram-me uma cinta para monitorizar os batimentos de mãe e bebé. E ali fiquei.

Algum tempo depois, o monitor indicou braquicardia fetal e fui imediatamente levada para o bloco operatório para uma cesariana de urgência.

Se a cesariana foi necessária? Penso que sim. Afinal de contas, havia "sofrimento fetal".

Mas será que o bebé teria entrado em sofrimento se o parto tivesse ocorrido de forma mais natural?

Passo a explicar. Sinto que foi tudo muito rápido, frio, e asséptico. 

Os estudos demonstram que a administração precoce de algumas substâncias para induzir o parto, aumenta as probabilidades de braquicardia. Sendo assim, porque não esperar um pouco, já que o processo ainda estava no início?

Sinto que não tive liberdade de movimentos pois mal cheguei disseram para deitar numa maca. Isto quando todos sabemos que caminhar ajuda à dilatação e ao desenvolvimento do parto.

Sinto que não foi dado o devido tempo para que as contrações começassem espontaneamente.

Sinto... enfim... sinto que era muito tarde, que todos estavam cansados... não consigo deixar de pensar (desculpem-me se estiver enganada) que ninguém quis "esperar" por mim. Ninguém quis dar hipótese para que o meu corpo começasse efetivamente o seu trabalho.

 

Apesar de estar feliz pelo nascimento do meu filho, ficaram no meu íntimo várias dúvidas sobre o processo e muita mágoa acumulada que acabou por condicionar o meu estado de espírito nas primeiras semanas pós-parto. Não tive uma depressão pós-parto, mas sofri imenso com o baby blues.

Por isso, prometi a mim mesma que iria pesquisar mais, e procurar as respostas que me faltavam. Passei meses e meses a ler e a consultar dados, estatísticas e teses de mestrado.

Até que engravidei pela segunda vez.

Já na posse de muita informação decidi que iria enverdar por outros caminhos.

Voltei novamente à pesquisa, às conversas com colegas, aos fóruns de mães e de grávidas...

Até que, finalmente, encontrei o local certo para mim. O local certo para ter o meu segundo parto.

Refiro-me ao Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim. Um local que reune consenso em termos de qualidade, e onde já se pratica há alguns anos aquilo que todas as muheres sonham- um parto humanizado.

Escolhido o hospital, fui ver com os meus próprios olhos a dinâmica do local.

Quis tentar saber se todas as coisas boas que tinha ouvido e lido eram mesmo verdade.

Seria este um hospital amigo das mulheres?

Um local onde as vontades da mãe seriam respeitadas?

Seria este um local onde eu teria carinho, cuidados permanentes e uma atenção constante ao desenrolar do parto?

Fui confirmar.

Certo dia, meti-me a caminho com o meu marido e estacionamos em frente ao hospital.

Visto de fora, a fachada pouco prometia: um edifício velhinho a necessitar de obras de restauração urgentes!

Mas não desanimámos. 

Já tínhamos marcado pelo telefone a visita às instalações e logo que entrámos no bloco de obstetrícia fomos carinhosamente recebidos pela enfermeira Élia. 

A empatia foi imediata. E o nosso sentimento de segurança foi crescendo à medida que a enfermeira nos fazia o "tour" pelo bloco de partos e instalações. 

A primeira coisa que nos disse, depois de saber que vínhamos de um Hospital Privado, foi:

- Atenção, que isto aqui não é nenhum hotel! Mas podem ter a certeza que estão em boas mãos.

Respondemos que não estavamos interessados num "hotel". Só pretendíamos carinho e respeito.

- Então, fiquem descansados, pois vão encontrar tudo isso aqui.

Durante mais de uma hora, percorremos as cinco salas de parto (modernas e restauradas) onde é possível ser acompanhada por duas pessoas ( e não uma, como noutros hospitais), onde temos bolas de pilates, banco de parto, chuveiro, televisão, possibilidade de ouvir música escolhida por nós. Numa das salas, a "famosa" banheira escolhida por algumas mães para o parto na água. 

Gostei tanto, tanto, tanto!

E a parte de que gostei mais, foi saber que não só é permitido mas também fomentada a ideia de a grávida fazer um "plano de parto".

Sei que brevemente, terei uma reunião no hospital com a equipa de enfermagem, para decidirmos em conjunto o plano de parto. E isto é uma prática corrente neste hospital.

Saí de lá com o coração cheio e com todas as minhas dúvidas dissipadas. 

Sei que o meu parto poderá correr bem, mal ou mais ou menos, mas tenho a certeza de que vão fazer tudo para que este seja "o dia mais feliz". 

Aguardo com alguma ansiedade o dia da chegada do novo bebé. Mas estou cada vez mais confiante e segura da minha escolha.

Entretanto, começarão as aulas de preparação para o parto (algumas na piscina da Póvoa de Varzim - mais uma inovação do hospital).

Mal posso esperar! :)

Um parto (mais) humanizado

O Triângulo Perfeito, 20.01.18

Dou por mim, muitas vezes, a pensar no meu primeiro parto. Queria muito ter um parto normal (eutócico) , mas infelizmente e porque o bebé teve braquicardia, acabei por fazer uma cesariana. 

Correu tudo bem. Fiz o parto num hospital privado, com todo o conforto e não me posso queixar de nada: nem da competência dos médicos, nem do atendimento. 

Ainda assim, senti falta de qualquer coisa...

O que faltou? Faltou uma certa emoção, um certo calor. Foi tudo muito asséptico, rápido e frio. 

Fiquei a pensar se não tentaria numa próxima vez, um parto menos instrumentalizado e ... mais humanizado. 

Demorei bastante tempo a conseguir falar aqui no blogue do meu parto. Aliás, este é (volvidos quase dois anos de blogosfera) o meu primeiro post sobre o assunto. E só isso já revela como as coisas ficaram "mal resolvidas" na minha cabeça. 

Agora que estou novamente grávida, é natural que estas questões me venham novamente à mente...

Já tinha pesquisado bastante por conta própria, antes do primeiro parto. Sabia muito bem o que queria, mas tinha medo e falta de apoio. 

Desta vez, para além de pesquisar, decidi colocar mãos à obra. Como?

Brevemente, desenvolverei mais este assunto. Fiquem atentas.

Deixo entretanto um artigo que gostei muito de ler e que vi no site da pumpkins:

 

 https://pumpkin.pt/gravidez/nascimento-bebe/parto-explicado/a-data-prevista-do-parto-nao-e-ordem-de-despejo/