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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Um doce!!

Junho 12, 2019

O Triângulo Perfeito

O Vasco tem tanto de reguila, como de meigo e ultimamente tem sido uma doçura na forma de falar. Entre outras coisas, vou dizer-vos o que esta mãe aqui tem ouvido:

- Mamã, és tão bonita! 
- Eu também quero ir contigo à rua. Eu porto-me bem, eu gosto de ti!
- Eu gosto tanto que me venhas buscar à escola!
- Mamã, porque demoraste a vir buscar-me? Eu estava aqui à tua espera!
- Tinha saudades tuas, mamã!
- Abraça-me.
- Tens um vestido muito bonito.
- Não quero ir à escola, quero ficar contigo.

Ora digam lá, que isto não frases para derreter manteiga? 
Adoro! Fico de coração quentinho e com a certeza que, por muito imperfeita que seja, alguma coisa boa devo andar a fazer 

"Mamã, tu já sabes que eu não consigo comer nas festas!"

Junho 11, 2019

O Triângulo Perfeito

É verdade... sempre que vamos a uma festa ou a um restaurante mais barulhento, o Vasco recusa-se a comer.

Por mais que tentemos, não consegue estar mais que 5 minutos sentado à mesa, com tanta agitação.

A verdade é que só conseguimos que fique parado se lhe pusermos um vídeo no tablet...

Ontem foi um desses dias. Fomos à comunhão da prima Sofia e a comida estava deliciosa!

Primeiro, o Vasco recusou os rissóis dizendo que eram de camarão (não eram nada, eram de carne!).

Depois, recusou a patanisca porque estava quente (não estava nada, estava morna!).

A seguir cuspiu um bocado de panado porque "tinha crosta" e quando eu já estava a ficar com os nervos ao rubro decidiu que a única coisa que ia consumir era... alface! Alface??

Sim. Só alface. Mas tinha que ser da lisa. Da frisada já não queria.

Passando para a refeição principal, vamos lá ver... primeiro não quis o puré. Depois rejeitou a carne estufada porque tinha "restos de puré na colher"... E assim foi, sempre a colocar defeitos de prato em prato...

Eu sei... eu sei o que vocês devem estar a pensar... Muito mimo, não é?

Mas a verdade é que este miúdo sempre foi assim. E quem lê este blogue há mais tempo, sabe o que eu tenho passado, e conhece as estratégias mais ou menos criativas que já encontrei para o fazer comer.

O que vale é que agora quando vamos para as festas já estamos prevenidos. Em casa, vai logo um prato de sopa ou duas peças de frutas antes de sair para a festa, que é para depois não passar fome.

Quando o Vasco chegou a casa, no fim do dia, claro está que tinha a barriga a dar horas. Atacou uma malga enorme de leite com bolachas e comeu até rebentar.

Perguntei-lhe porque é que que não tinha comido nada na festa.

- Afinal, se estavas com tanta fome por que não comeste? É que nem a gelatina foi desta vez! - disse-lhe.

- Mamã... - diz-me o meu filho de 3 anos com ar condescendente - Não sei porque é que insistes! Tu já sabes que eu não consigo comer nas festas...

E rebola os olhos com ar de superioridade.

Unf!! Estão a ver a minha cruz? 

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Prometo compensar-te!

Maio 22, 2019

O Triângulo Perfeito

Têm sido dias intensos a nível laboral e as 24 horas do dia não chegam para realizar com eficácia todas as tarefas da minha lista.
A minha mesa da sala de jantar está cheia de papelada, o cesto da roupa a transbordar, na escola multiplicam-se as reuniões, há imensa documentação ara preencher. Simultaneamente, meti -me numa ação de formação ao sábado à tarde e já não tenho o sábado de manhã livre há muito tempo porque dou apoio a um primo que está a preparar-se para os exames. 
Ao domingo temos tido sempre festas e aniversáriosa aos quais vamos com muito gosto, mas que impedem a realização de outras atividades de caráter mais livre em família. 
Sou uma pessoa muito exigente e procuro sempre ser a filha ideal, a esposa ideal, a amiga perfeita, a profissional sem mácula. Mas claro que isto nem sempre é possível e depois lá vem a famosa CULPA. 
Sinto que o meu filho mais velho está carente de atenção e não tenho conseguido estar mais que meia hora dedicada a ele nos últimos dias. Mesmo quando estou a brincar com ele, a minha cabeça está noutro sítio, estou a pensar nas mil e uma coisas que tenho para fazer. 
Resultado? O Vasco ressente se e manifesta à maneira dele : portando-se mal e desobedecendo a todos os meus pedidos. 
Posto isto só me resta prometer-lhe uma coisa : vou compensar -te filho! Quando esta fase terminar vou compensar toda a gente.
E um dia, se o tempo me permitir ... hei arranjar um momento para me compensar a mim também. 

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Uma experiência a NÃO repetir

Abril 16, 2019

O Triângulo Perfeito

Não sei se vos contei, mas há cerca de 3 semanas fomos com o Vasco a um daqueles espaços infantis que têm trampolins e insufláveis.

Estava um dia de chuva e não sabíamos muito bem como ocupar o tempo, por isso resolvemos experimentar aquele sítio que fica bem perto de nossa casa.
O facto de ser uma pavilhão fechado foi decisivo, pois era abrigado da chuva e do vento.

O preço era acessível e as zonas de brincadeira pareceram-nos engraçadas. Mas logo na bilheteira tivemos um choque!
A empregada que nos atendeu era para lá de antipática. Estava com umas trombas do chão até ao teto e nem um sorriso nos deu.

Depois de nos explicar as regras (sempre com ar carrancudo), orientou-nos para o local onde o Vasco teria que tirar os sapatos.

- Os pais também não podem ir calçados!! - rosnou-nos com agressividade.

Lá calçamos as pantufas de papel (tive um flashback das vezes em que fui à ginecologista e tive que calçar aquilo) e entrámos no recinto.

O Vasco divertiu-se bastante, mas sempre sob o olhar reprovador da rapariga que, certamente, já deve ter tido más experiências com outros miúdos e devia estar ressabiada.

Estava uma festa de anos a decorrer no recinto e essa mesma funcionária ficou encarregue de fazer as pinturas faciais aos meninos
Quando uma mãe lhe pediu (com toda a educação) que salientasse mais a cor das bohechas da sua filhota porque queria tirar umas fotos giras... as trombas da funcionária aumentaram ainda mais.

Imediatamente, disse ao meu marido. Nunca, mas nunca iríamos fazer ali a festa de anos dos nossos pequenos!!

Para além do espaço necessitar de algumas obras de remodelação, as funcionárias estavam quase todas (exceto uma, abençoada miúda) com um ar contrariado.

Apeteceu-me dizer à funcionária que se não queria estar ali, mais valia ir embora e ceder o seu lugar a outras pessoas mais motivadas!

A verdade é que para se trabalhar com crianças é preciso talento, alegria e motivação. Não é qualquer pessoa que tem essas caraterísticas...

Os responsáveis por aquela empresa de diversão deveriam ter tido mais cuidado quando fizeram as entrevistas para contratar pessoal.

No fim da sessão, quando nos despedimos, a funcionária atirou-nos com um único sorriso do dia. Basicamente, só ficou feliz quando nos fomos embora (foi essa a sensação com que fiquei).

Apesar de tudo, o Vasco passou bons momentos.

Deixo aqui algumas imagens dessa experiência.

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Tem jeito para línguas, sim senhor!

Abril 07, 2019

O Triângulo Perfeito

Segunda-feira:

- Papá , sabes como é que se diz "gigante" em inglês? - diz o Vasco subitamente.
- Não... Como é que é?
- Diz-se "gigantesco"! - responde o reguila de 3 anos com ar de grande satisfação consigo próprio.

 

Sábado:

- Vasco, já reparaste que há tanta gente à tua volta chamada Raquel?
- Sim?
- Sim. Eu sou Ana Raquel... a madrinha é Raquel, tens uma auxiliar chamada Raquel na tua escola... Tantas Raqueis, não é?
- Porque é que estás a falar inglês, mamã?
- Não estou a falar inglês.
- Disseste RAQUEIS...
- Pois.. porque é mais que uma.
- Então é RAQUELES, não sabes? RAQUEIS é em inglês!!

A cumplicidade entre os irmãos

Março 27, 2019

O Triângulo Perfeito

No fim de semana o tempo estava bom, e apetecia estar cá fora.

Estendemos uma mantinha no jardim da avó e por lá ficámos a relaxar. Que bem que soube apanhar os primeiros raios de sol de primavera!

Tinha levado a máquina fotográfica comigo e aproveitei para registar o momento.

É notória a cumplicidade que já se criou entre os dois irmãos...

São momentos ternurentes como este que nos fazem acreditar que ter dois filhotes tão próximos foi uma boa opção!

 

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Mais fofura que isto é impossível, não acham? 

Dúvidas gastronómicas

Fevereiro 05, 2019

O Triângulo Perfeito

Ao jantar digo ao Vasco que lhe vou cortar o "bifinho" para ser mais fácil ele comer.

- Mamã... o bifinho... que animal é?
- Animal? Hã... nenhum. O bife não é nenhum animal.
- O bifinho não é o filho do bife? (cara de surpresa)
-O quê?
- O bifinho!!! É o filho do bife?
- Não estou a perceber...
- O porquinho é filho do porco. E o bifinho... é o filho do bife?
- Vasco... já te disse... o bifinho não é um animal. 
- Então o que é?
- É tipo... é uma parte de um animal.
- É uma parte de um animal. (fica pensativo)
- Já percebeste?
- Já. Mas o bifinho é uma parte de que animal?
- QUALQUER UM, VASCO! Qual-quer-um...Este bife, por exemplo, é de vaca.
- Está bem...

(cara de quem desistiu de perceber o meu raciocínio)

Objetos de Transição

Janeiro 17, 2019

O Triângulo Perfeito

Os objetos de transição conferem equilíbrio e transmitem segurança à maioria das crianças. Umas gostam de ter o seu doodoo na hora de ir deitar; outras preferem a chupeta; outras ainda têm um peluche, uma fralda ou um cobertor de estimação. 
Estes objetos podem ainda ser necessários noutras ocasiões, como por exemplo, em momentos em que a criança está mais nervosa ou a adaptar-se a novas situações (como a entrada no infantário).

 

O Vasco tem imensos objetos de transição... É o seu tau-tau (cobertor fofinho) que necessita mesmo para dormir, é a chupeta na hora de deitar e, muito recentemente, juntou à lista... dois ursinhos de peluche.

Embora ache que é um exagero haver tanta bonecada, a verdade é que ele fica super fofinho a arrastar os amiguinhos dele pela casa fora, embrulhados no cobertor.

O nosso filhote dorme sozinho no quarto desde os 4 meses e há três meses mudou para a "cama grande" como ele gosta de lhe chamar. Acredito que todos estes objetos são uma forma de encontrar segurança, de sentir-se protegido ao longo da noite. Por isso, entendo que se ele se sente bem dormindo rodeado de tralha.. que assim seja :)

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Reparei, entretanto, que o Xavier não tem nenhum objeto de transição. Não usa chupeta (nunca quis), não tem uma fraldinha, não gosta de nenhum cobertor em especial... Não sente especial afeição por nenhum ursinho... Nada.

A verdade é que é mais tranquilo e tem uma capacidade de auto-regulação que o irmão não tinha na idade dele. Contudo, preocupa-me o facto de estar quase a entrar para a creche e de não ter, enfim, nenhum objeto a que se agarrar como forma de consolo nas horas de aflição.

 

Como é que ele vai ser acalmado quando estiver mais agitado?

Em casa, há muito colinho e uma maminha sempre disponível nas horas críticas. Mas na creche, isso não vai ser possível. Acalma-me apenas o facto de as educadoras e auxiliares serem super carinhosas e atentas. Entretanto, tenho um doodoo que me veio de brinde pela aquisição das fraldas Bambo e ando a tentar que ele se afeiçoe. É um fofinho, pouco volumoso e de um tecido super suave por isso... pode ser que pegue. 

Vamos ver... :))

Caixa de Reclamações, por favor! (que este sol não tem qualidade)

Janeiro 10, 2019

O Triângulo Perfeito

O dia está frio mas solarengo.

Saímos da garagem em direção ao infantário e somos imediatamente inundados por uma luz solar imensa que encandeia os nossos olhos.

_ Está um dia lindo de sol - comento
- Vamos para a praia então? - pergunta o Vasco. 
- Não. Vamos para a escola. 
- Ah... e logo a tarde quando acabar a escola vamos à praia? 
- Não... Quando muito vamos ao parque... 
- Então é quando sairmos do parque que vamos à praia? 
- Não. Vamos para casa. 
- Não vamos à praia hoje?!! 
- Não... Porque está frio! 
- Detesto este sol. Este sol é feio.
(cara de amuado até chegar à escola...)

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