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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Pum, pum, pum!

Outubro 02, 2018

O Triângulo Perfeito

- Vasco, que fizeste hoje na escola?

- Brinquei.

- A quê?

- Aos tiros. O João (nome fictício) deu-me muitos tiros e eu morri. Pum, pum, pum!! (e faz o gesto dobrando os dedos em forma de pistola)

- Morreste? A sério?! E depois?

- Depois... fui eu a dar-lhe tiros. Muitos tiros.

- Mas não estavas morto, já? 

- Sim, mas depois fiquei vivo de novo. E foi a minha vez de lhe dar tiros. 

- E então brincaram a isso durante muito tempo? Hum...

- Um bocado. Mas depois fomos andar de escorrega.

 

 

Mesmo sabendo que é tudo a fingir, esta brincadeira faz-me um bocado de confusão...

E agora que tenho dois meninos, já estou a imaginar o pior cenário: a minha sala de jantar transformada em palco de guerra daqui a 1 ou 2 anitos!

Cá em casa nunca houve pistolas, nem fisgas, nem armas de qualquer espécie (nem de brincar, nem verdadeiras).  Mas não sou ingenua: já sabia que, mais tarde ou mais cedo, estas brincadeiras meias parvocas iam surgir. 

Para além da brincadeira ser meio violenta, estranho sobretudo a ligeireza com que a morte é encarada...

Ah e tal, eu estava morto, mas depois voltei à vida e ... pás, acertei-lhe nas fuças. E depois? Ah, depois fomos comer um gelado.

 

Como em tudo na vida, podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio.

Posso analisar esta brincadeira como algo problemático se pensar apenas na parte dos tiros. E na parte de eles, miúdos, acharem que os mesmos são praticamente inócuos (já que morrem vezes sem conta e regressam novamente à vida).

Quantas histórias já ouvimos de crianças que têm armas em casa e atiram nos seus familiares sem querer, porque estavam apenas a brincar?

Este é, de facto, um tema que me preocupa. Claro que vou trabalhar o assunto e dialogar sobre isso com o Vasco. Quero que ele perceba que, na vida real, os tiros... matam mesmo :)

Mas acima de tudo... sou pelo bem. 

Não vejo qualquer maldade nesta brincadeira de miúdos de 2 anos.

Vejo sobretudo, a simplicidade, a inocência e a capacidade infinita de perdoar e fazer as pazes tão carateristica das crianças.

Zangou-se com o seu patrão? Chateou-se com a sua prima? Está amuada com o marido?

Então diga-lhe o que pensa. E depois? Depois... vá comer com ele um gelado. 

2 comentários

  • Também acredito que, com o tempo, eles aprendem a distinguir a brincadeira da vida real... O problema é quando são ainda muito pequenos ou quando a maturidade da criança não o permite... Abraço!
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