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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O "menino no poço" não foi um filme de terror

Eu gosto de filmes de terror. Faço um chá com bolachinhas, enrosco-me numa manta no sofá e, com a luz apagada, preparo-me para duas horas de adrenalina.

Vou seguindo a história com a respiração ofegante. Com um olho aberto e outro fechado. E às vezes mudo de canal quando percebo que vem aí uma cena sangrenta.

Fico sempre à espera que o drama acabe bem, mas depois lembro me que é um filme de terror. É suposto o herói morrer no fim.

Acordei hoje para saber que Julen, o menino de Málaga, tinha sido encontrado sem vida.
Julen morreu como nos filmes. Com a diferença que a vida não é um filme.

Não há chá nem bolachinhas que consigam apaziguar a dor dos que ficam.

Não há manta alguma que nos possa aquecer o coração partido. Nenhum sofá conseguirá alguma vez servir de sustento para acomodar o sofrimento daqueles pais.

Não há pipocas que nos façam distrair do momento.

Não nos podemos levantar e ir embora, deixando o final infeliz para outro dia.

Não há um comando com botão de retroceder, para recuar até à parte da história em que Julen ainda não tinha caído num poço.

A morte de julen é real. Os fantasmas existem mesmo. A dor é infinitamente verdadeira.

É tudo triste e sombrio nesta história. Não é um filme. Está mesmo a acontecer. 
E não adianta mudar de canal.

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