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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O efeito youtube (ou por que os vídeos não são assim tão maus)

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Vou começar este post pela parte negativa... Cá em casa o tempo que o Vasco dedica a assistir vídeos YouTube é cada vez menor.

Inicialmente, estipulamos que depois do jantar não haveria vídeos e agora a proibição estendeu-se ainda mais. Vídeos só ao fim de semana... sábado ou domingo de manhã.

Porquê?

 

Essencialmente por causa do efeito aditivo desses vídeos. E da alienação que provocam. Quando está a ver filmes no YouTube, o Vasco fica absorto e distante. Podemos falar com ele, perguntar coisas que... Nada! Nem nos ouve, nem nos responde!

Em relação à dependência, isso é o que mais nos preocupa. Porque o Vasco assim que chega a casa começa logo a pedir para ver vídeos e quando lhe negamos isso... Faz birras monumentais. Chora, rebola no chão, desunha se todo! 
No outro dia, depois de mais uma cena dramática, eu e o pai conversamos e decidimos reduzir bastante ao consumo de vídeos.

 

Mas espera aí.. por que é que não cortamos o mal pela raiz proibindo totalmente os vídeos?

Muito simples.

Porque eu não acho que os vídeos sejam assim tão negativos na sua essência. Embora alguns sejam meios parvinhos, a verdade é que ensinaram muita coisa ao nosso filho.


Foi com a ajuda de vídeos que ele aprendeu as cores. Foi com a ajuda de vídeos que aprendeu as primeiras palavras em inglês, assim como o nome de alguns planetas e animais.

Se podia ter aprendido estas coisas sem os ditos vídeos? Claro que sim. Mas foi com eles que aprendeu. E temos que dar algum mérito ao youtube neste campo!

 

Eu não acho que a solução seja cortar os vídeos totalmente. Penso que o mais importante é encontrar algum equilíbrio e estar muito atentos ao que os nossos filhos visionam.


Quer queiramos quer não, vivemos numa sociedade de ecrãs. E saber manejar um ecrã faz parte da literacia digital.

Também faz parte da literacia digital ensinar a crianca a distinguir o que é correto e o que não é correto nos vídeos que ela vê. Explicar que há vídeos pouco éticos, pouco recomendáveis e com ideias distorcidas. Podemos fazer isso de duas maneiras... Boicotando totalmente o consumo de vídeos ou... acompanhando com muita, muita atenção. Voto nesta segunda opção.

 

Agora a imagem que pus abaixo... Sabem o que o Vasco está a fazer? Está a praticar "afundanço de carros na gelatina", uma brincadeira totalmente inócua e sem efeitos colaterais que viu num desses videos no youtube.

 

Ele viu o vídeo, achou piada e pediu-me imensas vezes para lhe fazer gelatina com o único intuito de aprisionar lá dentro os carros.

Comprei uma gelatina que me custou cerca de 0,90 centimos (portanto, saiu-me barata a brincadeira) e tive o meu filhote entretido mais de duas horas a remexer com as mãos na gelatina.

 

Por isso... acho que os vídeos não são totalmente maus.

Às vezes também nos dão ideias para brincadeiras "fixes". Nunca mais me esqueço de um vídeo em que um senhor construiu para o filho uma pista de carros que dava a volta à casa toda... 


Pessoalmente, não acho grande piada ao afundanço de carros em gelatina, mas o Vasco foi ao céu e veio com essa brincadeira. E é também essa a função dos vídeos.

Não podemos passar a vida a querer que eles ensinem coisas sérias. Por vezes, servem apenas para isso mesmo: entretenimento.

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