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O Triângulo Perfeito

A vida de uma família perfeitamente normal

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Qua | 01.06.22

O dia em que me despedi da infância

Ana

Hoje é dia 1 de junho. Dia de dar (mais) mimos às crianças. Dia também de recordar a criança que já fomos e que, porventura ainda permanece dentro de nós.

Em 1989, em plenas férias de verão, escrevi este poema que assinalou o meu "adeus" à infância. Para mim, deixar a escola primária e entrar no ciclo (escola preparatória) era um grande marco! Começaria a ir para a escola de autocarro, a comer na cantina e a conviver com miúdos mais velhos.

Por tudo isto, sentia-me diferente, a começar uma vida de "gente grande". E assim me despedi da minha história como criança:

Saudades da minha infância
Este ano não é igual
vai ser bastante diferente:
saio da minha infância, 
vou conhecer outra gente!

Vou deixar sair o medo,
de viver o dia-a-dia
e continuar a vida
sempre com muita alegria.

Vou largar as minhas birras,
os meus sonhos de menina
deixar para trás os costumes
de criança pequenina.

Vou consolar alguém triste,
alguém que esteja sozinho.
E depois... lá vou eu...
seguindo o meu caminho. 

Claro que vou ter saudade!
A infância era diferente.
(São apenas pensamentos,
compreendo quem os sente).

Irei ser sempre feliz,
vou ter muita esperança!
Aqui deixo, neste poema,
as lágrimas e a tristeza,
por deixar de ser criança.


Eu (à frente com saia amarela) e alguns elementos da minha turma do 4º ano na festa de finalistas. Estávamos a cantar o “conquistador” música dos Da Vinci! No ano seguinte, ficámos "crescidos" e fomos todos para a escola preparatória.

 

* nota: post publicado também noutro blogue da autora. 

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