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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Festa de fim de verão 2019

Setembro 09, 2019

O Triângulo Perfeito

Pão. Vinho na mesa.

Risos aqui e ali. Gente que vai chegando aos poucos. 

Uns sentam-se. Outros ficam em pé, a conversar.

Panelas de ferro gigantes. Massa à lavrador. Feijoada à moda do Porto.

Coisas leves. Leves! Que isto era para ser um picnic. 

Esteve até à última para ser um picnic no campo. Mas transformou-se numa festa em casa da prima.

Mas mesmo que fosse para merendar ao pé do rio, a ementa era a mesma.

Gente do norte... gente que gosta de comer. 

Boa cama, boa mesa. Quem não é para comer, não é para trabalhar. Tudo serve de pretexto para mais um prato cheio de solas e de feijão.

Abre-se mais uma garrafa. Vinho verde fresquinho. 

O pessoal da coca-cola põe mais uma pedra de gelo no copo.

Panados para as crianças. Rissóis. Arroz com fartura. 

Mesa comprida, cadeiras de plástico. Uns sentam-se, uns levantam-se. Nunca estamos todos sentados.

Um bebé come, outro quer dormir. 

Mete-se uma piscina insuflável dentro da garagem. Os miúdos tomam banho enquanto a gente come. 

Vamos para a piscina cedo de mais. Calor aperta. Há que aproveitar os últimos cartuchos do verão.

A piscina cheia de insufláveis. O flamingo do ano passado, o crocodilo deste ano. É a selva aquática.

Atiram-se pessoas à àgua. Uns berram, outros riem-se.

Este ano salvaram-se os telemóveis. Já ninguém anda com eles no bolso: aprenderam a lição.

Canta-se aqui e a li. Põe-se a coluna de som a berrar. 

Improvisa-se uma discoteca. Os mais novos ensinam os passos de dança dos hits deste ano.

Alguém pede uma sessão de Karaoke. E alguém insiste que sem microfone não tem piada.

"Fecha a porta, apaga a luz, vem deitar-te ao meu ladooooo".

Uma prima fecha o punho e faz de conta que tem um micro. A outra agarra uma lanterna e canta sem problemas.

E ficam horas de regressar a casa. 

Colocamos os miúdos no carro, dizemos Adeus e esperamos que o portão da casa da prima abra. 

O carro desliza na estrada de paralelo da aldeia e ainda ouvimos ao longe o concerto das primas:

"Fecha os olhos, esquece o tempo, nesta noite sem fiiiiiiiim"

E é isto. 

Para o ano há mais.

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