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O Triângulo Perfeito

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29 de Julho, 2021

As férias escolares em França: à grande e à francesa!

O Triângulo Perfeito
Ontem estiveram cá em casa os primos de França e, entre outras coisas falou-se da educação dos miúdos.
O sistema de ensino francês é bastante diferente do nosso (tem coisas melhores e coisas piores), mas um houve aspeto que me chamou a atenção: a quantidade de interrupções letivas que os alunos de lá têm.
Então reparem:
As aulas em França começam no dia 7 de Setembro. E o que é que acontece logo em outubro? Têm duas semanas de férias.
São as "Férias de outono", como eles gostam de lhes chamar.
Aqui por Portugal, nessa altura os miúdos trabalham e bem. Nada de férias.
Depois chega o natal. E o que é que os alunos franceses têm?
Mais duas semanas de férias.
Em fevereiro/março os nossos miúdos têm direito a 3 dias de interrupção escolar por altura do Carnaval.
E por terras francesas? Nem quis acreditar...Mais ou menos nessa alturas eles têm mais duas semanas de férias!
São as férias de inverno. Aquela fase em que eles vão para a neve e para as estâncias de ski divertirem-se à larga 🙂
Com tudo isto, pensei: "Bem, com tantas interrupções se calhar na Páscoa não têm férias."
Mas têm! Mais duas semanas de férias na Páscoa, ah ah! Fiquei muito surpreendida ao ouvir isto.
As aulas em França terminam normalmente no dia 8 de julho, ou seja, três semanas mais tarde do que a média de fim das aulas aqui em Portugal.
Mas mesmo assim, fazendo as contas, eles continuam a ter mais tempo sem aulas do que os nossos estudantes. São cerca de 3 semanas e meia de férias a mais
Eu não sei se isto é bom ou mau. Só mesmo experimentando...
Mas fico com dúvidas em relação a aspetos logísticos.
Como é que os pais franceses fazem na altura em que os miúdos estão de férias?
Por exemplo, em outubro... Os pais não podem despedir-se dos seus empregos para ficar a tomar conta das crianças, não é?
Segundo a minha prima, a solução é pagar ATL ou levar os miúdos para casa dos avós. Claro que quem puder, pode sempre tirar uma semaninha de férias do seu emprego, mas... não é para todos.
Portanto, embora as crianças têm mais férias escolares isso não significa mais tempo de qualidade passado com os pais. Porque os miúdos estão em férias, mas os pais estão a trabalhar. Isso entristeceu-me. Estava a ficar muito entusiasmada com aquele sistema de ensino, mas... nem tudo são rosas, afinal.
Outra coisa que me faz confusão é como é que os professores conseguem dar seguimento aos programas das disciplinas com tantas interrupções pelo meio. Certamente que os currículos serão mais curtos, já contando com tanta paragem pelo meio.
Depois... a parte polémica. Terminar a 8 de julho.
Significa menos férias de verão, mas os Franceses não se importam pois já tiveram várias paragens durante o ano. E aqui, resultaria? Este ano experimentámos e ninguém achou muita graça. Mas talvez seja uma questão cultural. Ou seja, com o tempo e com o hábito poderemos encontrar muitas vantagens numas férias de verão mais curtas, desde que com a mesma quantidade (e qualidade!) de interrupções que os franceses têm.:)
 
E vocês? O que acham deste sistema de ensino? Gostavam que os vossos filhos tivessem todas estas férias/interrupções? Como preferiam?
Eu gostava de experimentar, para conhecer melhor as vantagens deste sistema.
Embora à partida me pareçam férias a mais, a verdade é que por terras francesas a coisa tem resultado.
E aqui, como seria?

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