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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Factos...

Maio 02, 2019

O Triângulo Perfeito

Antes marcavam-se jantares. Hoje, marcam-se lanchinhos.
Antes conversava-se até altas horas. Agora, às dez da noite, já estamos a bocejar de cansaço.
Antes almoçava-se com tempo. Hoje, não temos tempo de almoçar. 
Antes tomávamos banho de imersão. Agora, tomamos duche em 2 minutos. 
Antes queríamos ficar acordados. Agora, queremos que nos deixem dormir. 
Antes, procurávamos o amor. Hoje, geramos amor dentro de nós. 
Antes éramos apenas filhos. Agora, somos filhos e pais. 
Antes tínhamos tudo controlado. Agora, aprendemos a relaxar no caos.

Antes, antes, antes... a vida era diferente. Agora, tudo mudou. É certo.

Já não somos jovens. Já não fazemos noitadas. Já não temos tempo para cinema e para festas. 
E por incrível que pareça... não queremos voltar atrás!

Antes, procurávamos o significado da vida em todos os lugares.

Hoje, tudo se encaixa.

Somos mães. Somos pais!

E juntos partilhamos um segredo: a vida anterior aos filhos pode ter sido fantástica, mas faltava o essencial.

Não somos os donos disto tudo. Mas percebemos o SENTIDO disto tudo. 
Só agora. Antes... não.

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Há muitas formas de violência

Maio 01, 2019

O Triângulo Perfeito

Abril não foi apenas o mês da liberdade conquistada. É, também, o Mês da Prevenção dos Maus tratos na Infância.
No nosso país, um pouco por todo o lado (sobretudo nas escolas) multiplicaram-se as iniciativas sobre este assunto.
O meu filho, por exemplo, chegou a casa um destes dias com um crachá em forma de laço azul pendurado na camisola e com a lição bem estudada: 
- Não se deve bater, sabes mamã?

Na escola do Vasco conversou-se sobre o assunto e foi entregue aos pais um "calendário de amor". 
E o que é um calendário de amor? É um calendário do mês de abril com propostas de atividades felizes para realizar em contexto de família em cada um dos dias desse mês.

As pessoas continuam a associar muito os maus tratos na infância à violência física ou negligência nos cuidados de alimentação e higiene. Mas convém não esquecer que existem muitas outras formas de "violência" que são igualmente marcantes.

Agir com indiferença, estar ausente na vida da criança, passar pouco tempo com ela e/ou não aproveitar o tempo para realizar atividades felizes... isto também é violência...

Não aceitar a personalidade da criança, criticar constantemente as suas atitudes, estar sempre a comparar a criança com os seus irmãos ou amigos.... isto também é violência...

Não permitir que a criança expresse os seus sentimentos, boicotar o diálogo, ignorar as suas ideias e opiniões, agir com autoritarismo cego, sem refletir sobre os desejos e necessidades da criança... isto também é violência.

Não dar asas para que a criança cresça autónoma, assumir um atitude excessivamente protetora, estar sempre a retiraros obstáculos e barreiras do caminho, facilitar demasiado a vida da criança, esquecer que também é com os erros, os obstáculos e os desafios que se aprende... isto também é violência.

Deixo ficar aqui o slogan deste ano para o mês da prevenção da violência:

"Serei aquilo que me deres... que seja AMOR".

Vamos dizer sim ao amor e NÃO, a todas as formas de violência.

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Uma questão de perspetiva

Abril 25, 2019

O Triângulo Perfeito

Hoje fomos ao aniversário de um amigo. Mais um, do nosso grupo de amigos chegados a atingir a fasquia dos 40 anos.
40 anos é uma data simbólica. Representa mais ou menos o meio desta viagem que é a vida, se tivermos a sorte de viver 80 ou 90 anos, ou até mais. 
Podemos olhar para os 40 anos com apreensão, pensando que o melhor já passou. Ou então, ver as coisas pelo lado otimista e acreditar que ainda há tanto para vivenciar e tantas alegrias para sentir!
Em breve, eu e o meu companheiro festejaremos também 40 anos e já estamos a pensar como vamos assinalar a data.
Já nos passou imensa coisa pela cabeça. Fazer uma grande festa, uma viagem, um fim de semana a quatro, um jantar de amigos... As ideias fluem com velocidade supersónica.
Mas mais importante do que aquilo que vamos fazer é... Como nos vamos sentir.

Cá em casa gostamos de ver o copo meio cheio. Os 40 não nos assustam. Venham mais 40 anos de aventuras que a gente não se importa nada!

Parabéns P. pelos teus 40 anos. Que possamos todos festejar muitos e muitos anos contigo e com os resto dos nossos amigos.
Viva a vida!

Nunca vi Game of Thrones

Abril 16, 2019

O Triângulo Perfeito

Sabem o que é mais raro do que ser uma pessoa que nunca viu game of thrones? É estarem 3 amigas à mesa e nenhuma de nós ter visto um único episódio.

Sentia-me uma extraterrestre mas depois de hoje sei que não estou sozinha no universo.

Amigas, se querem oferecer-me algo nos anos... Game of thrones primeira temporada em DVD!

Só para não me sentir tãoooooo anormal kkkk

Fomos à terra

Abril 07, 2019

O Triângulo Perfeito

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A terra não é minha, que não nasci lá. É a terra da minha mãe. A terra das minhas tias, dos meus avós. De alguns primos.

Chacim, Cabeceiras de Basto. Terra de gente boa. Gente do campo.

Gente que anda sempre cansada, mas feliz.

Gente simples, que trabalha na bouça. Que acorda cedo para dar penso aos animais. Que leva as vacas para o pasto ainda o orvalho cobre os campos e a noite mal se despediu.

Gente sem papas na língua. Por vezes, sem papas na mesa. Gente que come o que a terra dá. Num Portugal que parece parado no tempo, onde a vida passa lenta e sem grande stresse. Como se os calendários e os relógios não tivessem passado por ali.

Gosto de Chacim. Passei lá os Natais, as Páscoas e os verões da minha infância. E sempre que regresso, fica-me um aperto no peito, uma nostalgia.

Saudades da eira dos meus avós onde jantavamos nos dias quentes de verão. Saudades do tanque e dos banhos refrescantes. Saudades da matança do porco, das assas em vinho tinto, dos natais tão frios!

Saudades de tomar banho numa bacia em frente à lareira, saudades dos primos aos saltos em cima da cama na noite de consoada. Saudades de acordar de manhã e procurar as prendas no sapatinho.

A terra não é minha. Mas as recordações pertencem-me. 

As amoras no carreiro entre a casa da avó e a casa do tio. O cantar do galo. O porco que era sempre diferente, mas que se chamava sempre Faustino.

Acordar com de madrugada. Ir com os primos pensar os animais. 

Andar pelos campos sem destino e sem hora de chegar.

A liberdade, os meus avós... tudo... tudo...tantas saudades. Daquela casa velhinha. Daquele caminho estreito. De nós todos. Mais novos, mais fortes. Enfim: mais.

Chacim.

No meio de nenhures. Costumava dizer que era a última aldeia antes do fim do mundo. Porque depois de Chacim, vários quilómetros de floresta e de nada se estendiam até ao próximo lugar. 

Se me dissessem que ia ter tantas saudades, teria brincado mais na eira. Tomado mais banhos. Abraçado mais vezes os que não estão cá. 

A casa dos meus avós já não é nossa. Foi vendida. Resta-nos um caminho estreito, um muro. A capela onde muitos de nós fizeram a primeira comunhão. Alguns campos. A casa dos primos. 

Um fio de gente. E um mar de recordações. 

A zippy, o genderless... e os escoceses

Março 31, 2019

O Triângulo Perfeito

Eu juro que tentei manter-me à margem da polémica da Zippy.

Prometi a mim mesma que nem uma palavrinha, nem um postsinho iria escrever sobre esse "não-assunto"!

Mas depois... mas depois lembrei-me de algo. E esse "algo" fantástico e maravilhoso nunca mais me saiu da cabeça... por isso tenho que partilhar aqui com bochêses!

 

Então qual foi a associação mental maravilhosa que aqui esta cabecinha fez?

 

Basicamente, estava a pensar em Zippy, em roupa sem género, em raparigas de calças, homens de saias...

Homens de saias? Homens de saias? Pronto, foi aqui que eu parei.

Lembrei-me subitamente daqueles anúncios antigos do whisky William Lawson´s em que aparecem aqueles escoceses de saias. Sempre bem dispostos e prontos para a diversão...OMG!! :))

Sim... podem crucificar-me... sei que o assunto da roupa genderless é coisa séria para muita gente, mas eu quando penso em roupa genderless não penso na Zippy, nã senhora.

Penso em escoceses... E penso...penso...

Acho que estou a precisar de um whisky. Estou a ficar com a garganta seca :)

 

 

O efeito youtube (ou por que os vídeos não são assim tão maus)

Março 07, 2019

O Triângulo Perfeito

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Vou começar este post pela parte negativa... Cá em casa o tempo que o Vasco dedica a assistir vídeos YouTube é cada vez menor.

Inicialmente, estipulamos que depois do jantar não haveria vídeos e agora a proibição estendeu-se ainda mais. Vídeos só ao fim de semana... sábado ou domingo de manhã.

Porquê?

 

Essencialmente por causa do efeito aditivo desses vídeos. E da alienação que provocam. Quando está a ver filmes no YouTube, o Vasco fica absorto e distante. Podemos falar com ele, perguntar coisas que... Nada! Nem nos ouve, nem nos responde!

Em relação à dependência, isso é o que mais nos preocupa. Porque o Vasco assim que chega a casa começa logo a pedir para ver vídeos e quando lhe negamos isso... Faz birras monumentais. Chora, rebola no chão, desunha se todo! 
No outro dia, depois de mais uma cena dramática, eu e o pai conversamos e decidimos reduzir bastante ao consumo de vídeos.

 

Mas espera aí.. por que é que não cortamos o mal pela raiz proibindo totalmente os vídeos?

Muito simples.

Porque eu não acho que os vídeos sejam assim tão negativos na sua essência. Embora alguns sejam meios parvinhos, a verdade é que ensinaram muita coisa ao nosso filho.


Foi com a ajuda de vídeos que ele aprendeu as cores. Foi com a ajuda de vídeos que aprendeu as primeiras palavras em inglês, assim como o nome de alguns planetas e animais.

Se podia ter aprendido estas coisas sem os ditos vídeos? Claro que sim. Mas foi com eles que aprendeu. E temos que dar algum mérito ao youtube neste campo!

 

Eu não acho que a solução seja cortar os vídeos totalmente. Penso que o mais importante é encontrar algum equilíbrio e estar muito atentos ao que os nossos filhos visionam.


Quer queiramos quer não, vivemos numa sociedade de ecrãs. E saber manejar um ecrã faz parte da literacia digital.

Também faz parte da literacia digital ensinar a crianca a distinguir o que é correto e o que não é correto nos vídeos que ela vê. Explicar que há vídeos pouco éticos, pouco recomendáveis e com ideias distorcidas. Podemos fazer isso de duas maneiras... Boicotando totalmente o consumo de vídeos ou... acompanhando com muita, muita atenção. Voto nesta segunda opção.

 

Agora a imagem que pus abaixo... Sabem o que o Vasco está a fazer? Está a praticar "afundanço de carros na gelatina", uma brincadeira totalmente inócua e sem efeitos colaterais que viu num desses videos no youtube.

 

Ele viu o vídeo, achou piada e pediu-me imensas vezes para lhe fazer gelatina com o único intuito de aprisionar lá dentro os carros.

Comprei uma gelatina que me custou cerca de 0,90 centimos (portanto, saiu-me barata a brincadeira) e tive o meu filhote entretido mais de duas horas a remexer com as mãos na gelatina.

 

Por isso... acho que os vídeos não são totalmente maus.

Às vezes também nos dão ideias para brincadeiras "fixes". Nunca mais me esqueço de um vídeo em que um senhor construiu para o filho uma pista de carros que dava a volta à casa toda... 


Pessoalmente, não acho grande piada ao afundanço de carros em gelatina, mas o Vasco foi ao céu e veio com essa brincadeira. E é também essa a função dos vídeos.

Não podemos passar a vida a querer que eles ensinem coisas sérias. Por vezes, servem apenas para isso mesmo: entretenimento.

Abençoado doce de pêssego...

Março 06, 2019

O Triângulo Perfeito

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Cá em casa não somos muitos fãs de carnaval.

Eu não gosto de me mascarar, o meu marido também não, e fazemos um esforço para nos integrarmos nestas tradições todas de máscaras e desfiles e samba e toda uma série de rituais que pouco tem a ver com o nosso país ou com o seu clima.

Costumo dizer que aquilo que mais aprecio no carnaval é sair de casa na noite da festa para beber uma capirinha ao som da música. Mas depois concluo que isso é algo que eu podia fazer em qualquer altura do ano e por isso continuo a detestar carnaval.

Ontem saga continuou com mais uma tradição nortenha. Estou a falar de comer cozido à portuguesa na terça feira de Carnaval. Sabem o quanto eu gosto de cozido à portuguesa? Zero 😁 ...

A isto somou se a a chuva, o vento forte e o céu cinzento de um marco que não se quer fazer primavera.

Sim, ontem andei depressiva. É um tanto ou quanto estranho mas o carnaval tem esse efeito em mim.

Não gosto de carnaval, não gosto de ver gente mascarada.

Não gosto de palhacos.

Não gosto de Conan Osiris.

E a única coisa que me salva deste dia de trombas é a sobremesa deliciosa que a minha sogra prepara sempre neste dia, talvez porque sabe que o carnaval me deprime.

Viva o doce de pêssego com natas... Viva! 🤔🤔🎶

 

A arte de não aproveitar o tempo livre!

Fevereiro 21, 2019

O Triângulo Perfeito

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A minha quinta-feira é, por força da redução de amamentação e outras condicionantes, um dia mais livre do que os restantes dias da semana. Isto em termos laborais.

Antes de começar a trabalhar tinha prometido a mim mesma que ia usar essa quinta-feira para tratar de mim, relaxar um pouco e organizar as coisas cá em casa. Sem a pressão de ter os filhos por perto. Basicamente, ia usar essas quintas-feiras para me desforrar dos 7 meses que passei metida em casa com o bebé. Planeei massagens, cabeleireira, passeios no parque e idas ao shopping, kkk.

Sabem o que é que aconteceu? Pois é assim:

Primeira quinta-feira: achei que era giro levar o mais velho a dar um passeio de comboio. Para compensar a pouca atenção que lhe dei nestes últimos meses devido ao nascimento do bebé.
Tempo para mim? Népias.

Segunda quinta-feira: de manhã levei o mais velho à creche e fiquei com o mais novo. À tarde, fiquei com remorsos por isso fiz o contrário: deixei lá o mais novo durante umas horas e fui passear com o mais velho. Tempo para mim? Népias.

Terceira quinta-feira: tinha decidido que ia ser fria e racional, ou seja que ia levar os dois miúdos à creche para tirar um tempinho de lazer. O que é que aconteceu? O mais novo ficou doente. Fiquei todo o dia com ele em casa. 
Tempo para mim? Népias.

Hoje é quinta-feira novamente!
Pedi a todos os santinhos para não acontecer nada que perturbe a minha paz, mas sei que a Lei de Murphy é muito forte por estes lados.

O mais velho já foi para a escola e o mais novo também irá daqui a pouco. 
E o que é que eu vou fazer???

Corrigir testes de uma turma. 
E fazer o teste de outras duas turmas de outro ano. Passar a roupa que se acumulou. Estender roupa. 
Fazer sopa fresca e adiantar o jantar.

Agora gritem todos em coro comigo:

"Tempo para mim? Népias!!!" "

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