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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Junho 19, 2018

O Triângulo Perfeito

Nos últimos tempos, e por estar já no fim da gravidez, tenho ouvido vários comentários sobre a minha barriga.

Aparentemente, segundo a opinião geral, "ainda está muito subida".

 

Já na última gravidez me diziam o mesmo. E agora, voltam à carga....

É a senhora do supermercado, é a tia em 2º grau, é a colega de escola, é a amiga, é a funcionária do café.

Pleaseeee, parem com isso...

 

Para além do comentário ser negativo (existe uma ideia preconcebida de que se barriga está subida, então o parto vai ser difícil) ainda tenho que levar com aqueles olhares de piedade... acompanhados da mãozinha em cima da minha barriga para confirmar o seu empinanço.

 

Perguntei a algumas colegas que já foram mães (o meu caso não conta porque o primeiro parto foi de cesariana), se esta coisa da barriga subida ou descida, tem assim tanto significado em termos de parto pélvico.

Pelo que percebi, não passa de um mito.

Várias pessoas com quem falei, relataram que a "barriga só desceu durante o próprio parto" e em algns casos "nem sequer desceu". 

 

Portanto, ó gente de Portugal, do planeta Terra e arredores:

Parem de me causar stress e ansiedade com essa história da barriga subida. Já não aguento mais os olhares de comiseração (como quem diz, ui o que tu vaia passar. rapariga..)

 

Não podemos ver a coisa pela positiva? :))

 

Pode-se pensar, por exemplo, que eu tenho uma boa genética. E que tal como as mamocas ainda não precisaram de manutenção, o resto da fisionomia também permanece nas alturas.

Ou então que tenho uns excelentes abdominais, trabalhados e definidos com anos e anos de ginário (mentira tão grande que até me engasgo).

E que esses músculos têm mantido esta suculência toda no seu sítio, nos últimos 9 meses. Sem descer um milimetro...

Sou uma pessoa otimista. Escolhi não acreditar no mito da barriga. Aviso que poderei partir para a violência se me voltarem a falar do assunto. 

 

 

Março 27, 2018

O Triângulo Perfeito

No dia 11 de novembro de 2015, pelas 22:30 entrei no hospital para ter o meu primeiro filho.

Segundo  uma primeira análise, eu não tinha qualquer dilatação, e nem sequer existiam as ditas contracções. Apenas e só me tinham rebentado as águas.

Pediram para tirar a roupa, vestir uma bata branca e deitar numa cama. Foi-me  administrada uma substância por via intravenosa e disseram-me para aguardar deitada na maca.

Colocaram-me uma cinta para monitorizar os batimentos de mãe e bebé. E ali fiquei.

Algum tempo depois, o monitor indicou braquicardia fetal e fui imediatamente levada para o bloco operatório para uma cesariana de urgência.

Se a cesariana foi necessária? Penso que sim. Afinal de contas, havia "sofrimento fetal".

Mas será que o bebé teria entrado em sofrimento se o parto tivesse ocorrido de forma mais natural?

Passo a explicar. Sinto que foi tudo muito rápido, frio, e asséptico. 

Os estudos demonstram que a administração precoce de algumas substâncias para induzir o parto, aumenta as probabilidades de braquicardia. Sendo assim, porque não esperar um pouco, já que o processo ainda estava no início?

Sinto que não tive liberdade de movimentos pois mal cheguei disseram para deitar numa maca. Isto quando todos sabemos que caminhar ajuda à dilatação e ao desenvolvimento do parto.

Sinto que não foi dado o devido tempo para que as contrações começassem espontaneamente.

Sinto... enfim... sinto que era muito tarde, que todos estavam cansados... não consigo deixar de pensar (desculpem-me se estiver enganada) que ninguém quis "esperar" por mim. Ninguém quis dar hipótese para que o meu corpo começasse efetivamente o seu trabalho.

 

Apesar de estar feliz pelo nascimento do meu filho, ficaram no meu íntimo várias dúvidas sobre o processo e muita mágoa acumulada que acabou por condicionar o meu estado de espírito nas primeiras semanas pós-parto. Não tive uma depressão pós-parto, mas sofri imenso com o baby blues.

Por isso, prometi a mim mesma que iria pesquisar mais, e procurar as respostas que me faltavam. Passei meses e meses a ler e a consultar dados, estatísticas e teses de mestrado.

Até que engravidei pela segunda vez.

Já na posse de muita informação decidi que iria enverdar por outros caminhos.

Voltei novamente à pesquisa, às conversas com colegas, aos fóruns de mães e de grávidas...

Até que, finalmente, encontrei o local certo para mim. O local certo para ter o meu segundo parto.

Refiro-me ao Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim. Um local que reune consenso em termos de qualidade, e onde já se pratica há alguns anos aquilo que todas as muheres sonham- um parto humanizado.

Escolhido o hospital, fui ver com os meus próprios olhos a dinâmica do local.

Quis tentar saber se todas as coisas boas que tinha ouvido e lido eram mesmo verdade.

Seria este um hospital amigo das mulheres?

Um local onde as vontades da mãe seriam respeitadas?

Seria este um local onde eu teria carinho, cuidados permanentes e uma atenção constante ao desenrolar do parto?

Fui confirmar.

Certo dia, meti-me a caminho com o meu marido e estacionamos em frente ao hospital.

Visto de fora, a fachada pouco prometia: um edifício velhinho a necessitar de obras de restauração urgentes!

Mas não desanimámos. 

Já tínhamos marcado pelo telefone a visita às instalações e logo que entrámos no bloco de obstetrícia fomos carinhosamente recebidos pela enfermeira Élia. 

A empatia foi imediata. E o nosso sentimento de segurança foi crescendo à medida que a enfermeira nos fazia o "tour" pelo bloco de partos e instalações. 

A primeira coisa que nos disse, depois de saber que vínhamos de um Hospital Privado, foi:

- Atenção, que isto aqui não é nenhum hotel! Mas podem ter a certeza que estão em boas mãos.

Respondemos que não estavamos interessados num "hotel". Só pretendíamos carinho e respeito.

- Então, fiquem descansados, pois vão encontrar tudo isso aqui.

Durante mais de uma hora, percorremos as cinco salas de parto (modernas e restauradas) onde é possível ser acompanhada por duas pessoas ( e não uma, como noutros hospitais), onde temos bolas de pilates, banco de parto, chuveiro, televisão, possibilidade de ouvir música escolhida por nós. Numa das salas, a "famosa" banheira escolhida por algumas mães para o parto na água. 

Gostei tanto, tanto, tanto!

E a parte de que gostei mais, foi saber que não só é permitido mas também fomentada a ideia de a grávida fazer um "plano de parto".

Sei que brevemente, terei uma reunião no hospital com a equipa de enfermagem, para decidirmos em conjunto o plano de parto. E isto é uma prática corrente neste hospital.

Saí de lá com o coração cheio e com todas as minhas dúvidas dissipadas. 

Sei que o meu parto poderá correr bem, mal ou mais ou menos, mas tenho a certeza de que vão fazer tudo para que este seja "o dia mais feliz". 

Aguardo com alguma ansiedade o dia da chegada do novo bebé. Mas estou cada vez mais confiante e segura da minha escolha.

Entretanto, começarão as aulas de preparação para o parto (algumas na piscina da Póvoa de Varzim - mais uma inovação do hospital).

Mal posso esperar! :)

Fevereiro 25, 2018

O Triângulo Perfeito

A mala da maternidade deve estar preparada, no mínimo, a partir das 30 semanas de gestação (não vá acontecer algum imprevisto) ou até menos, quando o bebé ameaça a prematuridade.

 

Saber o que levar na mala é uma questão com que as mães se debatem, à medida que se aproxima a data do parto.

 

Existem ítens básicos a colocar em todas as malas de maternidade.

Contudo, cada hospital tem as suas recomendações/especificações, por isso convém dar uma espreitadela às instruções do hospital onde a mamã decidir ter o bebé.

 

Para facilitar um pouco a consulta, coloco aqui os links para as malas de maternidade recomendadas por alguns hospitais aqui na zona norte:

 

Hospital de S. João: http://portal-chsj.min-saude.pt/uploads/writer_file/document/1523/O_que_levar_para_o_hospital.pdf

 

Casa de Saúde de Guimarães: http://www.ami.com.pt/unidade/menu.php?id=9&cat=15

 

Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde: http://chpvvc.pt/imagens/servicos/sclinicos/obstetricia/Panfleto_-_Enxoval_site.pdf

 

Ordem da Lapa: ponto 7 deste link: http://www.hospitaldalapa.pt/nascer-na-lapa/maternidade/gravidez/guia-da-futura-mae/

 

Grupo Hospital da Trofa (Trofa, Boa de Nova de Matosinhos, etc) - http://www.hospitaldatrofa.pt/apoio-ao-cliente/informacoes-uteis/

 

Hospital da Luz: http://www.hospitaldaluz.pt/guimaraes/pt/servicos-clinicos/maternidade/o-que-trazer-para-a-maternidade/

 

Casa de Saúde da Boavista (procurar o ponto referente a internamento, dentro do link)-  http://www.csaudeboavista.com/maternidade/

 

Hospital dos Lusíadas: https://www.lusiadas.pt/pt/unidades/HospitalPorto/servicosclinicos/Paginas/oquetrazer.aspx

 

 

É preciso ainda ter em atenção que a maioria dos hospitais privados "oferece" as fraldas para os primeiros dias, assim como os primeiros produtos de toillete.

 

Normalmente, vem tudo acondicionado num cestinho, em forma de "cabaz-prenda" para a mamã. Muito fofo! Mas não esquecer que acabamos por pagar esses miminhos de outras formas. Basta pensar no valor dos partos no privado :)

 

Nos hospitais públicos, é preciso normalmente trazer as fraldas de casa. Alguns também já oferecem os primeiro produtos de higiene. 

 

Tudo vai depender muito do hospital escolhido.

 

Algumas coisas acabarão por ficar ao critério da mamã, como a decisão de levar (para si própria) pensos higiénicos ou cuecas tipo tena-pants.

Para quem não sabe ocorrem algumas hemorragias no pós-parto e os pensos normais que usamos durante o período menstrual não são suficientes para estancar o sangue.

 

Não sei se repararam mas na lista acima, aparecem mais hospitais privados que públicos. Não é por eu preferir um em detrimento do outro (até porque no meu caso é o contrário).

Simplesmente, consegui encontrar mais facilmente as listas de maternidade dos hospitais privados, porque estes têm normalmente sites de internet mais bem organizados e detalhados. 

 

Os hospitais públicos também fazem as suas recomendações quanto à mala de maternidade (coloquei alguns na lista acima), mas muitos entregam a lista em formato papel (nas aulas de preparação para o parto) ou enviam por mail à própria grávida.

Encontrei as listas de maternidade de alguns públicos, mas noutros casos vasculhei, vasculhei e não encontrei nada... O nosso SNS precisa de alguns melhoramentos neste campo.

 

Mas não desanimem!

É fácil encontrar estas listas em fóruns como no "demãeparamãe", onde há partilha de informações entre grávidas e mamãs.

Contudo é preciso tomar atenção para ver se essas listas estão atualizadas, pois algumas conversas desse fórum já datam de anos anteriores (2013, 2014, etc) e, por vezes, o teor das listas muda.

 

O importante, penso eu, é levar os ítens mais básicos e essenciais, ou seja, aqueles que aparecem em TODAS as listas de maternidade, independentemente do hospital. 

 

Esses são, julgo eu, aqueles ítens que a mãe NÃO DEVE mesmo esquecer :))

 

Espero ter ajudado com este post!

Se quiserem posso atualizar a lista com hospitais das vossas zonas de residência. Acham boa ideia? :)

 

 

 

 

Janeiro 20, 2018

O Triângulo Perfeito

Dou por mim, muitas vezes, a pensar no meu primeiro parto. Queria muito ter um parto normal (eutócico) , mas infelizmente e porque o bebé teve braquicardia, acabei por fazer uma cesariana. 

Correu tudo bem. Fiz o parto num hospital privado, com todo o conforto e não me posso queixar de nada: nem da competência dos médicos, nem do atendimento. 

Ainda assim, senti falta de qualquer coisa...

O que faltou? Faltou uma certa emoção, um certo calor. Foi tudo muito asséptico, rápido e frio. 

Fiquei a pensar se não tentaria numa próxima vez, um parto menos instrumentalizado e ... mais humanizado. 

Demorei bastante tempo a conseguir falar aqui no blogue do meu parto. Aliás, este é (volvidos quase dois anos de blogosfera) o meu primeiro post sobre o assunto. E só isso já revela como as coisas ficaram "mal resolvidas" na minha cabeça. 

Agora que estou novamente grávida, é natural que estas questões me venham novamente à mente...

Já tinha pesquisado bastante por conta própria, antes do primeiro parto. Sabia muito bem o que queria, mas tinha medo e falta de apoio. 

Desta vez, para além de pesquisar, decidi colocar mãos à obra. Como?

Brevemente, desenvolverei mais este assunto. Fiquem atentas.

Deixo entretanto um artigo que gostei muito de ler e que vi no site da pumpkins:

 

 https://pumpkin.pt/gravidez/nascimento-bebe/parto-explicado/a-data-prevista-do-parto-nao-e-ordem-de-despejo/

 

 

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