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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

A mãe também pode ser infantil!

Fevereiro 28, 2019

O Triângulo Perfeito

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Ontem fui buscar os miúdos ao infantário. Quando íamos à caminho de casa, o Vasco começou a chorar no carro porque queria a chupeta.

O irmão mais novo, contagiado pelo choro do mais velho começa a berrar também. Arggg!

Estava uma fila enorme de trânsito... no meio da condução ainda tentei meter a mão na parte de trás do carro para procurar a chupeta. Toda torcida, cheia de dores nas costas e a começar a ficar impaciente...

Não consegui encontrar a chupeta. Os choros dos dois manos continuavam cada vez mais alto.

Em desespero, tomei uma atitude extremamente adulta e sensata: liguei o rádio e pus a música super alta para não os ouvir, yeiiiii!

O Vasco ainda tentou berrar pela chupeta por cima da música, mas como eu não ouvia nada, calou se. Consequentemente, o seu mano bebé também acalmou.

Agora digam me... Sou a única alma desta mundo que quando sente que tudo está perdido põe a música do carro no máximo para se abstrair das birras dos miúdos?

Digam me que não... :)

Brincar e conversar... são as atividades extracurriculares do Vasco

Fevereiro 19, 2019

O Triângulo Perfeito

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O Vasco tem 3 anos e, para já, ainda não está inscrito em nenhuma atividade fora da escola.

O tempo que passo com ele é tão pouco, que quando tenho oportunidade... muito sinceramente, prefiro leva-lo ao parque, ou a passear.

Acima de tudo, prefiro conversar com ele, saber como estão as coisas na escolinha, deixar o diálogo fluir.

Não é fácil. O Vasco é um menino muito ativo, que está sempre aos saltos e a correr de um lado para o outro. É muito exigente em termos de atenção e quando estou com ele fico verdadeiramente exausta. 

A tentação de o colocar numa atividade qualquer para o entreter (e para me dar algumas horas de descanso) é enorme.

Mas depois penso que daqui a uns anos ele não vai querer saber de mim para nada e por isso é melhor aproveitar. 

Vejo os meus alunos, sempre de rosto enfiado no ecrã de telemóvel nos intervalos da escola e imagino que deve ser difícil para os pais, encontrarem momentos para comunicarem com eles. 

Por isso... para já vou aproveitando o meu tagarela de 3 anos. Que tem sempre muitas opiniões para dar e muitas coisas para dizer. 

E aproveito ainda para o deixar fazer aquilo que ele mais gosta... ser criança! :)

Está na altura de pensar em mim...

Janeiro 30, 2019

O Triângulo Perfeito

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Nos últimos 7 meses,  descuidei a minha alimentação (mal tenho tempo para comer), e à noite estou tão cansada que me baldo constantemente ao ginásio.

O meu cabelo não tem corte definido (há mais de um ano que não vê uma tesoura) e estou cheia, cheia de brancas!

Tenho as unhas roídas.Verniz, então?... nem vê-lo.

Para piorar,  ando vestida como uma maltrapilha. Parte de cima sem combinar com parte de baixo, sempre a abusar do conceito "roupa confortável de mãe"...

Sei que algumas vezes saí à rua com a camisola virada do avesso.Perdi a conta às ocasiões em que fui buscar o mais velho ao infantário com as calças cheias de nódoas de sopa.

Foram 7 meses de desmazelo, eu sei. Mas não tive grandes alternativas.

Entre gastar o meu tempo nas lojas/cabeleireira/manicure, ou gastar o tempo a cuidar dos meus filhos... escolhi a segunda opção.

Conheço pessoas que conseguem conciliar na perfeição as duas coisas e admiro-as imenso, só que... eu não consigo.

Há muitos meses que não cuido de mim. Anulei-me um pouco, deixei de me ver como pessoa.

Mas o cenário vai mudar!

Agora que o Xavier anda a fazer pequenos "estágios" na creche, tenho algumas horas de desafogo e vou usar o tempo para me mimar um pouco.

Mais importante que isso... na sexta-feira começo a trabalhar e está FORA DE QUESTÃO ir para o meu trabalho com este aspeto!! :)

Está na altura de pensar em mim... de perder algumas horas a recauchutar aquilo que o cansaço dos últimos meses estragou.

Está na hora de me pôr apresentável (já não digo, bonita) porque tenho uma profissão em que lido constantemente com pessoas (colegas, encarregados de educação e alunos) e... quer queiram, quer não... a imagem também ajuda muito.

Não quero ir para o meu emprego toda "vamp", não faz o meu estilo. Mas também não vou levar o meu confortável fato de treino do Mickey, indumentária preferida dos últimos meses.

Está decidido... nos próximos dias vou despir a pele de "Ana que é só Mãe", para me tornar novamente a "Ana que é mãe e muitas outras coisas".

Basicamente, pessoal... vou-me quitar toda. Tipo carro de tunning, brrrummmm!!!

Já estava na altura... :))

Maternidade é jogo de bola

Janeiro 23, 2019

O Triângulo Perfeito

Às vezes pergunto-me... e se eu desistisse?

Se desistisse de arrumar a casa...

de passar a ferro...

de pôr roupa a secar ...

de lavar loiça...

de fazer o jantar...

E se eu desistisse... e fosse descansar?

 

Às vezes pergunto-me... e se eu fugisse para longe?

Se batesse com a porta e me metesse à estrada...

para apanhar sol...

tocar na areia...

sentar numa esplanada....

junto ao mar.

E se eu desistisse... e fosse viajar?

 

Se não me levantasse para fazer biberão ao mais velho

Se não desse mama, quando o mais novo está a chorar.

Se não tivesse um abraço sempre pronto

e um bom conselho

e um beijo sempre à espreita

Se deixasse os meus filhos na creche

e não os fosse buscar?

 

Como seria... se começasse a falhar?

 

Não posso. Sei que não posso...

Porque maternidade é como jogo de bola

quando a gente entra em campo tem mesmo que jogar

Correr, suar e chutar para o alto.

de coração em riste!

 

Mãe que é mãe não vai embora.

Mãe permanece.

Mãe fica.

Mãe insiste.

 

Às vezes pergunto-me... e se eu desistisse?

Mas mesmo cansada, sei que vou lutar

Todos os dias, visto a camisola do amor

e entro em campo.

Sou mãe, sou capitã de equipa

soou o apito

e eu entro a titular.

Fenómeno natural

Janeiro 21, 2019

O Triângulo Perfeito

Dizem os cientistas que hoje houve um eclipse lunar, podendo ser observado no nosso hemisfério por volta das 5:45 da madrugada.

Cá em casa tivemos algo parecido... tivemos o Eclipse do Sono! :)) É um fenómeno natural causado pelo alinhamento simultâneo das insónias dos filhos.

Às 4 da manhã o bebé acordou. Pouco depois acordou o mano mais velho a berrar com pesadelos. 

Mãe vai embalar bebé mais novo, pai vai para a cama com bebé mais velho.

Das 4 Às 5 esteve tudo acordado! 

O eclipse da lua é um fenómeno raro 8by the way, espreitei pela janela e não vi nada de especial); já o eclipse do sono, começa a ser (infelizmente) cada vez mais frequente cá em casa...

E SE A POLÉMICA DA AMAMENTAÇÃO VIRASSE FILME?

Janeiro 12, 2019

O Triângulo Perfeito

Toda a gente sabe que a amamentação é dos temas mais polémicos no que diz respeito à maternidade.
Se querem ver mães ao estalo (estalos virtuais) nos grupos de facebook de mães ... basta abordar o assunto. 


E se a polémica da amamentação virasse uma cena de filme? Certamente seria algo bem tenso e arrepiante. Qualquer coisa como... isto... 

Cliquem no link acima para verem o video que constitui a minha primeira experiência na "legendagem" cinematográfica, kkk.

Espero que gostem! Quis fazer uma coisa leve e ausente de moralismos. Algo que representasse bem as discussões à volta da amamentação. Não se pretende aqui juízos de valor, nem críticas a este ou aquele método. Até porque cada mãe sabe o que é melhor para si e para a sua cria.

Apenas quis brincar um pouco com o assunto, ok? :)

Abraços!!

A sério que ouvi ISTO?

Janeiro 10, 2019

O Triângulo Perfeito

Há cerca de um mês fui levar o filho mais velho ao infantário. Em seguida, como o Xavier (bebé mais novo) ainda não andava na creche dirigi-me a um café com o intuito de tomar o pequeno-almoço.

Quando me sentei, reparei que uma conhecida minha (com quem até simpatizo) estava na mesa ao lado.

Depois do blá, blá, blá habitual, "o bebé é lindo", "o bebé é fofo", "quantos meses tem", etc... surge uma pergunta aparentemente inócua:

- Quanto tempo vai durar a mama? - questiona a colega.

- Tentarei até aos 6 meses, como recomenda a OMS - respondi, pensando que a senhora se referia ao processo de amamentação.

- Não... não é isso... - replica ela.

- Então? De que estás a falar? Não percebo.

- Estou a ver que o bebé já tem quase 5 meses... E tu estás aqui, "de férias", a tomar o pequeno-almoço sem fazer nada.

- Sim...? (meu batimento cardíaco a acelerar)

- Quero saber quanto tempo vai durar a mama. Mas não é essa (e aponta para as minha maminhas). O que eu quero dizer é: quanto tempo vais andar a MAMAR AO ESTADO!

Toim!!!! A sério que eu ouvi isto? 

 

(acho que já é a segunda vez que conto esta história, mas a verdade é que anda estou em choque anafilático e a tentar digerir).

Comentários? :)

 

Nunca perguntes a uma mãe se quer ajuda

Janeiro 03, 2019

O Triângulo Perfeito

Nunca perguntes a uma mãe se esta quer ajuda.

Porque ela, provavelmente, vai responder-te que não. 

 

Vivemos numa sociedade que pressiona as mães a todos os níveis. Numa sociedade em que as mães têm que fazer tudo sozinhas. De preferência com um sorriso no rosto. E sem reclamar. Porque "um filho é a maior dádiva da vida". E não se deve reclamar das prendas que a vida nos dá...

 

Se perguntares a uma mãe se esta precisa de ajuda, ela vai ter dificuldade em assumir que sim. Que precisa de muita ajuda. De toda a ajuda do mundo, aliás!

Ela vai engolir as lágrimas que chorou todo o dia e responder-te-à que está tudo bem.

Vai dizer-te que está "um pouco cansada", quando na verdade ela já desespera com exaustão.

Vai omitir que ainda não tomou banho, que saltou a parte do almoço e que deseja ardentemente por um momento de paz.

Ela vai esconder-te tantas (tantas!) coisas porque tem vergonha, porque não quer ferir o seu orgulho, ou porque acha que não estás assim tão interessado. Porque mãe que é mãe consegue fazer tudo sem se queixar. É o que dizem. E ela não quer ser diferente das outras mães heroínas que se passeiam por aí.

 

Ela vai sorrir e tu vais sentir-te melhor.

Porque já ofereceste a tua ajuda. Que mais poderias fazer?

 

Mas eu digo-te. 

Nunca perguntes a uma mãe se quer ajuda. Em vez disso... ajuda sem perguntar.

Nunca perguntes a uma mãe se podes aparecer em casa dela para conversar. Em vez disso... simplesmente aparece!

Nunca perguntes a uma mãe se ela precisa que tomes o seu bebé nos braços. Pega no bebé e dá-lhe colo, enquanto a mãe aproveita para tomar banho ou almoçar. Ela irá sentir-se feliz.

Nunca perguntes a uma mãe que presente deverás levar para o seu bebé. 

Leva-lhe pão para o pequeno-almoço, leva-lhe um refeição já confecionada. Leva-te a ti próprio. Tu és o presente!

Calça o teu otimismo e veste o teu melhor sorriso, enquanto lhe vais contando as notícias do mundo.

Porque a mãe... aquela mãe que tem a televisão ligada durante todo o dia... no meio das fraldas e das mamadas ainda não teve tempo para escutar um único noticiário com atenção.

A mãe quer falar. A mãe tem muito para desabafar. A mãe só quer 10 minutos de conversa adulta. Porque embora adore o seu bebé... está farta de monólogos.

Ou seja... Resumindo... Não perguntes a uma mãe se quer ajuda: sê a ajuda que ela precisa.

Sempre.

Mesmo que não te diga diretamente... a mãe agradece.

Os pais e a privação de sono: dados estatísticos

Dezembro 15, 2018

O Triângulo Perfeito

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De acordo com um estudo britânico, a maioria dos pais dorme, em média, apenas 4 horas e 44 minutos por noite, no primeiro ano de vida dos bebés.

Tomando por base uma noite "normal" de 8 horas de sono, esta redução implica que os pais percam o equivalente a 55 noites bem dormidas nesse ano. 

 

As consequências desta privação de sono são devastadoras. Segundo o estudo:

- 23% dos pais assumem que passaram a ter comportamentos estranhos devido à falta de sono;

- 11% alucinaram com objetos que não existiam na realidade;

- 44% confessaram ser comum esquecerem-se do que estavam a dizer a meio de uma frase;

- 8% revelou ter-se esquecido em algum momento do nome do bebé;

- 64% sente-se orgulhoso por ter conseguido sobreviver ao primeiro ano do bebé;

 

No que toca aos "comportamentos estranhos" resultantes do cansaço e da privação de sono, estes foram alguns dos exemplos dados pelos pais:

 

- "Dei esparguete ao bebé, pensando ser hora de jantar. Mas na realidade era de manhã e era hora do pequeno-almoço".

- "Guardei a chaleira no frigorífico por engano".

- Meti comida de gato no dispensador da máquina de lavar, em vez de meter o pó.

- "Fui para a rua descalço".

 

Também ando com os fusíveis  um bocado adormecidos à conta das noites mais dormidas.

Estive a pensar (e acreditem que nesta fase "pensar" é uma tarefa difícil) e estes são alguns comportamentos estranhos que já tive neste últimos 5 meses:

 

- Guardei o frasco do azeite no frigorífico e depois não sabia dele. Passei 3 dias a cozinhar com óleo e margarina.

- Deixei a chave do carro metida na porta e fui para casa. Só reparei no dia seguinte quando não conseguia encontrar a chave. Desci à garagem e lá estava ela. Digam lá que não sou amiga dos ladrões...

- O marido pegou no bebé ao colo, mas eu continuei a balançar o carrinho com o pé durante meia hora. Na minha cabeça, estava a embalar o miúdo. Na realidade, estava a agitar um carrinho vazio.

- Saí de casa quase sem gasolina com destino ao ikea. Falhei todas as estações de serviço até lá chegar, por distração. Estava a ver que ficava pelo caminho!

- Todos as noites quando abro a porta do microondas vejo lá coisas esquecidas que coloquei durante o dia. É comida, é chá, é leite... enfim, alimentos que pus a aquecer mas depois esqueci de comer.

- Passo na rua e cumprimento pessoas que conheço muito bem, mas não me consigo lembrar do nome delas. É frustrante!!

-  Não consigo seguir as conversas do meu filho mais velho, pois estou constantemente a "desligar". Só ouço fragmentos das histórias que ele conta porque de vez em quando dá-me uns apagões e fico tipo aqueles robots de brincar que paralisam quando as pilhas acabam. 

- Entro numa divisão da casa e fico parada a olhar para o vazio porque já não me recordo o que é que eu fui lá fazer (isto é tãooooo assustador...)

 

Enfim. Sei que é uma fase passageira (olhem a redundância kkk, se é uma fase, tem que ser passageira não é? ) porque já com o primeiro filho foi igual.

Desta vez, sinto-me ainda mais "lenta" porque o cansaço é maior e o Xavi dorme muito pior que o irmão.

A sorte é que vai passar e, em breve, voltarei a ser uma pessoa normal (dentro do género distraído, é certo)

E vocês? Também se sentem cansadas e cansados?

Que comportamentos estranhos já tiveram à conta da privação do sono?

Mestrado em sons de abelha

Dezembro 14, 2018

O Triângulo Perfeito

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O meu marido costuma adormecer o nosso bebé muito rapidamente, simulando o som de uma abelha.

É um fenómeno espetacular: mal começa o zzzz, o Xavier encosta-se e adormece instantaneamente.

Hoje estava sozinha em casa e também quis experimentar a técnica da abelha.

Fiz abelha grave, fiz abelha aguda, fiz abelha em sol menor, fiz abelha em ré maior, fiz abelha em beat box! Nada.

Cantei canções do filme "Música no Coração" com som zzzz de abelha, acompanhando com bater do pé. Nada!

Cantei as variações goldbert e arranhei músicas antigas do coro académico... nada!

Fiz bailinho da madeira com som de abelha, balançando para simular o vira que vira. Népias.

Só não fiz a Turbinada da Ana Malhoa em versão ZZZZ, porque achei que o miúdo ia ficar excitado.

O miúdo não adormeceu. E eu fiquei roxa e quase sem ar de tanto fazer ZZZZ!!

Cheguei à conclusão que a técnica da abelha não é para mim. Logo à noite tenho que pedir explicações.

Entretanto vou continuar a usar a minha técnica antiga, à qual chamo carinhosamente, "o esvaziamento do pneu": SCHHHHHHH SCHHHHHHHH!

É radicalmente diferente (cof, cof)  e comigo dá muito mais resultado.

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