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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Algures esta semana

- Mamã, eu gosto muito de ir à feira. Quando é que vamos?
- Na nossa cidade é à quarta-feira. Ou seja, é AMANHÃ

No dia seguinte:

- Mamã, já estamos em amanhã?
- Como assim?
-Hoje é amanhã?
- Não, Vasco! Hoje é... hoje.

Buáaaaaaaaa!! (choro desconsolado)

- Mas que é que se passa Vasco?
- Mentiste-me!! 
- Eu?
- Sim!!! Ontem disseste-me "Vamos à feira AMANHÃ".
- Exato... E eu cumpro as minhas promessas.
- Mas não vamos, pois não?
- Porquê?
- Porque afinal estamos em HOJE. Não estamos em AMANHÃ. Enganaste-te!
- Não enganei nada...
- Então quando é amanhã? (suspiro de impaciência)
- Vasco, se me perguntas neste momento... hum... então amanhã será depois desta noite. Quinta-feira. 
- A feira é amanhã? Depois desta noite?
- Não, a feira é HOJE!!!
- Então por que é que ontem disseste que a feira era AMANHÃ?

3 anos... 3 anos minha gente. E este miúdo já me leva à loucura. Mal posso esperar pelos raciocínios da pré-adolescência...

Fiel à pediatra

Por razoes que um dia explicarei, o Vasco e o Xavier têm pediatras diferentes. Gostamos de ambos, os dois são excelentes profissionais e não nos passa pela cabeça optar por um ou por outro. Por isso vai ficando assim. 
Confiamos tanto no julgamento destes pediatras que somos capazes de andar quilómetros para os apanhar numa consulta. 
Foi o que aconteceu ontem. O Xavier andava doente, e após 3 dias de febre decidimos que estava na altura de ir ao hospital. A pediatra dele não estava a dar consultas na unidade hospitalar mais perto de nós, mas estava em Alfena a 35km. Depois de analisarmos se valia a pena a viagem (a alternativa era ir às urgências ou marcar consulta com outro médico) concluímos que valia a pena o esforco de irmos a alfena.

Por isso ontem lá fui eu, de GPS ligado para não me perder e com um puto aos berros no banco de trás. Foi... difícil... mas valeu a pena. 
Saí do consultório mais descansada o que poderia não acontecer se tivesse outro médico.

Somos fieis aos amigos, aos amores e aos objetos. E também aos pediatras.

Faz sentido andar tanto para ter uma consulta? Para nós, faz. 
Abraço!

De birra em birra... até à escola!

Como sabem, durante os meses de inverno e primavera, foi o pai a levar o Vasco à escola. 
Devido ao frio e à chuva, eu ficava com o Xavier em casa para ele não se constipar.

Quando o Xavi começou a ir à creche, decidimos num momento inicial manter o esquema (ou seja, o pai continuar a levar o Vasco, levando eu o Xavier um pouco mais tarde). 
Isto porque Xavier era (e é) amamentado e eu precisava de ter alguns momentos de tranquilidade com ele antes de o levar.

Entretanto, o Xavier foi crescendo e começou a ser cada vez mais fácil gerir as coisas para levar ambos à escola ao mesmo tempo, 
Já consigo deixar o Vasco entretido na sala a brincar com legos e carros, enquanto amamento o Xavier. E já consigo que o Xavier fique tranquilo no tapete, enquanto visto o Vasco.

Por isso, desde maio, comecei a leva-los aos dois ao mesmo tempo ao infantário.

Só há um pequeno "mas"... 
É que o Vasco estava super habituado às rotinas do pai e às brincadeiras dele logo no início da manhã. E eu, mesmo que tente, não consigo "imitar" esses rituais. E é aí que começam as birras...

Logo que acorda, o Vasco chora porque quer o pai. Vou -lhe explicando que o pai foi trabalhar, mas parece que quanto mais falo, mais ele fica rabugento.

Depois, chora porque quer fazer chichi. Mas depois já não quer, mas depois quer, mas depois não quer... ufff! Isto tudo, com o bebé Xavier atrás de mim a agarrar-se às minhas pernas!

Operação chichi concluída, vem a parte do pequeno-almoço. E é o leite que está muito frio, ou está muito quente ou tem poucas bolachas, ou esmaguei as bolachas quando era ele que as devia esmagar... nesta fase, confesso, já estou a bufar por todos os lados... 

E depois sempre aquela conversa... que o papá faz assim, e com o papá era assado, e o papá mete o urso ao lado dele na cadeira, e o papá veste-o na sala.... help!!

Terminado o pequeno-almoço vem o lavar da cara e dos dentes. Graças a Deus que nesta parte não existe nenhuma "tradição do papá" senão estava frita.

Segue-se o suplício da roupa. 
Quando o pai o levava eu deixava a roupa já escolhida no dia anterior. A roupa ficava em cima da cómoda e o papá só ia lá buscar os conjuntinhos.
Agora, não sei porquê... não funciona! Quer ser ele a escolher tudo, nega as minhas escolhas, enfim...

Com este drama todo, o bebé Xavier acaba por ficar um pouco "esquecido". Passa aquele tempo todo a correr atrás de nós, a tentar ter um pouco de atenção e começa a ficar frustrado com a ausência dela.

Confesso que quando os entrego a ambos na escola, respiro de alívio. E nesse momento estou mais que pronta para me sentar uns 15 minutinhos a desfrutar de um café quente.

A verdade é que no caminho para a escola, o Vasco já vai todo bem disposto e a tagarelar. Já brincamos, rimos e cantamos músicas. E pronto, fica tudo bem.

Mas ainda tenho muito que penar para conseguir atingir o "nível de excelência"do papá. 
Creio que neste momento, para o meu filho ainda só estou assim num "satisfaz +" no que toca à logística das manhãs de escola. 
Mas continuo a tentar 

Tenho a certeza que em breve, as rotinas voltarão a ser simples. O tempo vai ajudar!

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Ontem...

Ficou o esboço daquela ata por fazer.
Ficou o relatório de uma ação de formação.
Ficou também o livro que há tanto tempo quero ler
Ficaram brinquedos espalhados pelo chão.

Ficou a roupa à espera de ser passada.
Ficou o bolo que ia meter no forno.
Ficou por terra a tarde na esplanada
a beber gin tónico sob um sol morno.

Ficou o exame aos rins e o papanicolau
à espera de um tempo que nunca vem.
Ficou um miúdo com febre e outro com o "tau".
e a promessa de umas férias mais além.

Ficou a manicure à espera de quem não veio
Ficaram por ler documentos de uma reunião
Ficaram para trás os planos de um dia em cheio
Ficou tudo em stand by, e nada de solução.

Ser mãe é perceber que não podemos ter planos.
É ir vivendo um dia de cada vez. 
Mas algo me diz que vou ter saudades destes anos, 
de quando um era bebé e o outro tinha três.

E assim termino este poema fraquito
enquanto mastigo um ovo mexido com pão.
Ontem ficou tudo em pantanas cá em casa
e agora tenho que ir arrumar o casarão.

Abraço!! 

12 meses de amamentação

Nunca pensei que chegasse tão longe. Com o Vasco, filho mais velho, o aleitamento materno durou até aos 4 meses apenas, por isso pensei que com o Xavier também ficasse por aí.
Mas enganei-me. O Xavier continua a gostar de mamar e não me parece que vá deixar tão cedo. 
Já conseguimos que acorde apenas uma vez durante a noite para "matar o vício" o que para nós é uma grande vitória. 
Parece que não, mas com ele a mamar apenas a meio da noite (em vez de 2 ou 3 vezes como antigamente) já consigo dormir quase 5 horas seguidas. 
Um luxo! 

O Xavi mama ainda ao pequeno-almoço e à noite antes de se deitar. Portanto, num dia normal são 3 vezes. 
Quando está mais doentinho ou aborrecido com alguma coisa, pode eventualmente aumentar a dose como forma de se acalmar e ter um miminho extra, mas a tendência tem sido para ir deixando durante o dia.
Longe vão os meses em que eu tinha que andar sempre a dar de mamar (chegava a ser de 30 em 30 minutos!). 
Foi benéfico para o bebé, sem dúvida, mas muitooooo desgastante.

Agora, as coisas começam a acalmar, mas ainda me sinto muito cansada, como reflexo de tantos meses sem dormir. 
Este ano que passou foi dos mais exigentes da minha vida a nível físico e agora sinto que vou precisar que passe pelo menos mais um ano para me restabelecer do impacto.

Ter dois filhos seguidos é dose. Não me arrependo porque agora estou a colher os frutos e começa a ser muito divertido, mas a verdade é que este último ano foi uma prova à minha capacidade física e mental. 
Estou a precisar de um SPA, de uma massagem, de fazer um check up médico geral (fazia sempre nesta altura do ano e agora não tenho tempo), de fazer umas caminhadas...

E é sempre a adiar...
Para quando?
Falta-me tempo. E sobram-me cabelos brancos...

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Mais um!

Já vos disse que ando na onda dos fatos de banho. Ontem, no Outlet de Vila do Conde comprei mais um 

Era de 64 euros e estava à venda por 19, por isso acho que 
fiz bom negócio.

As sequelas da amamentação já se estão a sentir por isso achei que um modelito mais rígido na zona das mamocas ia ajudar a mantê-las no sítio...

Este fato de banho que comprei e se vê na imagem é da Calzedonia. Modelo Angelina, creio eu. 
A foto abaixo não é minha, como é óbvio... não sou assim tão jeitosa 

E vocês? São mais fãs de bikini, fato de banho ou de trikini?
Que vão usar este verão?

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Ainda o aniversário do Xavier

Sim... eu sei o que devem estar a pensar... que o aniversário já foi a semana passada e eu ainda ando a falar do assunto, ah ah!
Podia ter dito tudo num só post, mas sei que os textos compridos são mais difíceis de ler, por isso ando a dar-vos as notícias aos bocadinhos. 
 
Ora vamos lá começar pela decoração da festa! 
 

Este ano não tive tanto tempo para pensar nesta parte, confesso. Para além disso, por opção nossa, acabámos por decidir gastar o dinheiro noutras coisas relacionadas com o evento.
Afinal de contas, a festa é das crianças, não é?  Se pensarmos bem, elas acabam por dar mais valor a um insuflável ou a uma piscina de bolas, do que propriamente à "decoração".

Que interessa aos miúdos se as cores combinam, se há serviços de mesa xpto e jarros com arranjos de flores maravilhosos?Anyway... um dia estava eu na Loja do Chinês aqui ao pé do prédio quando vejo umas bandeirolas super fofas para pendurar no recinto. 
"É mesmo isto!", pensei.

 

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Vai daí, foi só ligar à dona Lucinda, da Upsss Cake que é quem nos faz sempre os bolos infantis e todos os salgados das festas (rissóis, panados, croquetes, bolas de carne, etc e ainda algumas sobremesas) pedi-lhe um bolo a fazer pan-dan com as bandeirolas.

 

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Este bolo estava delicioso! Tinha recheio crocante de ferrero rocher, uma perdição.

Entretanto, já tinha toalhas, talheres, balões e guardanapos da festa dos 3 anos do Vasco. Foi só acrescentar mais uns detalhes e... voilá! Fez-se a decoração do Xavier.

Que acham? Não ficou mal, pois não? 

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Encomendamos ainda um suspiro de chocolate, uma tarde de lima e  um red velvet à Cornucópia Doces & Salgados. Estavam ótimos também!!

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Já a avó Licas ( a quem tínhamos pedido para não fazer nada, pois já "dava" a casa) não resistiu e fez umas pataniscas maravilhosas! De comer e chorar por mais.

Gostava de ter aqui algumas fotografias dessas pataniscas para mostrar, mas sempre que a travessa ia para a mesa... imediatamente uma série de mãos atacavam as pataniscas.
E elas desapareciam a uma velocidade de tremenda!
 
Foi um dia muito divertido. As crianças divertiram-se e os adultos também. A piscina insuflável, embora pequena, foi um sucesso e o insuflável gigante que alugámos à Dalifestas fez as delícias dos pequenotes. 
Tendo isto em conta, não nos arrependemos de não ter investido tanto tempo/dinheiro na decoração. 
Não foi a festa mais "in" do mundo, mas foi certamente uma das que mais sorrisos desenhou.
Para o ano há mais!!
 

Lado a lado

No infantário que o meu filhote frequenta, estas duas semanas foram de praia, de sol e de mar.
Todas as manhãs, as educadoras e auxiliares metiam os meninos num autocarro e rumavam para uma certa praia aqui do norte do país.
Tirando aquele dia em que se baldou à praia por estar cansado, o Vasco adorou.
Sei que muitas mães por esse país fora ficam preocupadas na altura em que os miúdos vão à praia com a escola.
É natural ter medo e ficar a pensar em todas coisas más que podem correr mal nessas viagens. Faz parte do pacote de ser mãe/pai.
Amor, dedicação e medo… vem tudo na mesma encomenda :)
Mas eu digo-vos com toda a convicção: não fiquem stressadas. Porque os vossos filhos, regra geral, quando vão à praia com a escola, estão em boas mãos.
Sou mãe, mas também sou professora. E neste momento, faço parte do ATL da minha escola.
Algumas vezes por semana faço parte da equipa que leva os meninos dessa escola à praia.
É uma grande responsabilidade levar crianças em passeio, seja para a praia, seja para outro lugar qualquer. E as educadoras sabem isso.
Por isso é que há regras muito rígidas- Há filas que não se podem desfazer, há horários fixos para banhocas e para lanche. há toda uma série de rotinas.
São essas regras que tornam toda a dinâmica mais segura.
Hoje estive lado a lado com o meu filho.
Bem… lado a lado talvez seja um exagero. Estivemos separados por cerca de 500 metros.
Eu fui levar os meninos da minha escola à praia e o Vasco esteve exatamente na praia com a escola dele. Apenas meio quilómetro ao lado.
Durante a manhã, enquanto vigiava o grupo da minha escola, eu olhava de vez em quando para sul, para o lugar onde sabia estar o meu filho com o infantário dele.
Não o via, dada a distância, mas podia imaginar o cenário :)
Enquanto os "meus" miúdos brincavam e riam no mar, imaginei o meu filho a rir e a chapinhar na água, lá ao longe.
Enquanto lanchávamos, pensei que se calhar naquele momento o meu filho estaria também a trincar qualquer coisa.
Não me senti amedrontada, nem ansiosa, nem preocupada.
Se o meu rebanho está em boas mãos, então o Vasco também esteve seguro durante estas duas semanas.
Porque o cuidado que eu ponho naquilo que faço, será certamente o mesmo cuidado que os outros têm com o meu rebento.
É assim que eu penso.

Coisas simples

A avó Licas tem um jardim enorme que pede uma piscina a condizer. Infelizmente, este ano não tivemos plafond para uma estrutura maior e acabámos por comprar uma insuflável de tamanho pequeno.
Estávamos um bocado preocupados, sem saber se os miúdos iriam achar piada a uma piscina tão pequena, mas chegámos à conclusão que para os putos, desde que haja água já é uma festa!
Se soubéssemos disso antecipadamente tínhamos era regado toda a gente com a mangueira lá do jardim... e... estava feito!


Brincadeiras na piscina no aniversário do Xavier!
Mais uma diversão num dia em grande!!

Quero rechear a vida dos meus filhos, mas também dos convidados com boas memórias. E às vezes é com coisas simples que se consegue superar o desafio 

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