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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Querem saber como está a correr o boicote aos vídeos?

Janeiro 22, 2019

O Triângulo Perfeito

Já aqui falei que o Vasco tem tido pesadelos e que decidimos tomar medidas para o ajudar nesse assunto.

Conversámos com o Vasco e explicámos que a partir de agora só pode ver videos youtube durante meia hora, antes do jantar.

Isto porque alguns vídeos são agitados e/ou violentos e não estavam a fazer nada de bom por aquela cabecinha.

Espantosamente, o Vasco reagiu muito bem! Perguntou uma ou duas vezes se podia ver vídeos e como a resposta foi negativa, resignou-se e começou a brincar com os seus brinquedos na sala.

O maior problema foi para nós, pais....
Estávamos habituados a ter 30 minutos de conversa após jantar, para resolver assuntos de família (burocracias, papelada, ou apenas falar sobre o dia que passou) e... deixámos de ter.

O Vasco não se importou de ir brincar para o tapete da sala com os brinquedos, desde que... os pais também fossem brincar com ele. Ah ah!

Pois é... acabámos todos em cima do tapete, a jogar aos "restaurantes" com a caixa registadora, o fogão e os legumes de plástico.

Se foi divertido? Claro que sim! Mas prático é que não foi.

Hoje, eu e o pai temos passado o dia a mandar sms um ao outro para compensar os assuntos que deviam ter sido resolvidos ontem e não foram.

Chego uma vez mais à conclusão que não são só os miúdos a ter dependência da internet. 
Os pais, por comodismo, ou por ser mais prático... também acabam por sê-lo.

Mas não desistimos! 
Para bem do nosso filho, a televisão e/ou internet vão continuar a ser desligadas após o jantar.

O boicote aos vídeos youtube está para continuar! En garde!!

O meu filho tem tido imensos pesadelos. A culpa é do youtube... e nossa também.

Janeiro 21, 2019

O Triângulo Perfeito

A maioria das crianças começa a ter pesadelos por volta dos 3 anos, altura em que o cérebro atinge alguma maturidade cognitiva, sendo capaz de processar melhor a informação. 

Os pesadelos podem resultar de situações traumáticas vividas no quotidiano, de histórias que a criança ouve, ou até mesmo de imagens vistas na televisão.

 

O meu filho tem tido imensos pesadelos ultimamente. Tem sonhado com "monstros", com dinossauros violentos, com robots que dão tiros e com animais maléficos.

Volta e meia, acorda a gritar a dizer que "o monstro está atrás da cama", ou que o "carro que se transforma em robot está à porta do quarto". 

Nada de traumático ocorreu na vida do meu filho nos últimos tempos. Por isso, só posso depreender que estes pesadelos resultam da própria idade e... dos videos que o Vasco anda a ver (quanto a nós em demasia) na internet.

O meu filho não acha grande piada aos desenhos animados. Há muito que deixou de ver o Panda e outros canais que, na minha opinião, até seriam didáticos. O que ele gosta mesmo é de ver vídeos no youtube!

 

Eu não acho piada nenhuma àqueles vídeos.... Acho-os parvinhos, sem lógica, sem encadeamento, um pouco agressivos, enfim...

Mas ele adora.

 

Há um tipo de vídeos que ele vê bastante que é tipo "gravação de jogos de computador" (jogos que alguém fez no PC ou na Playstation, colocando posteriormente a gravação no youtube).

Aparece o Homem Aranha, o Batmam, o Schrek... o que por si só não é mau. O problema é que estes personagens andam à luta, ou então vão dentro de carros que voam e se atiram de ravinas abaixo.... muito pedagógico, sem dúvida! :)

Para além dos vídeos serem pobrezinhos, a banda sonora é sempre igual, provavelmente por causa dos custos das licenças musicais.

 

O segundo tipo de vídeos que ele adora é mais engraçadito, mas mesmo assim...

Estou a falar de vídeos protagonizados por crianças verdadeiras (e seus pais). Os miúdos andam de carro, vão a parques temáticos ou abrem "ovinhos surpresa" cheios de bonecos dentro...

Alguns até são engraçados porque de uma forma indireta ensinam as cores, ou os números ou até porque ensinam valores (raramente!) Mas a maior parte... help me!

 

Há videos em que os miúdos pegam no cartão de crédito dos pais e, sem estes saberem, encomendam carros elétricos e uma série de brinquedos que depois lhes aparecem à porta de casa. É tudo a fingir, mas nunca se sabe quando é que os nossos filhos vão ter uma ideia destas, não é?

Há outros vídeos em que os miúdos enchem a casa de bolinhas de esferovite ou de sabão. Enfim... resumindo: são, na sua maioria, vídeos em que os miúdos fazem asneiras, bebem refrigerantes em latas gigantes (certamente patrocinados por essas marcas), comem gomas, roubam coisas... Tudo a fingir, claro, mas mesmo assim!

 

Sinto que o Vasco está a ficar dependente desses videos... e ainda só tem 3 anos!

Reconheço que já aprendeu muitas coisas por causa desses videos (não é tudo mau), mas acho que ultimamente as perdas têm sido maiores que os ganhos.

A culpa também é nossa, dos pais. Porque temos dois bebés pequenos (um com apenas 6 meses que ainda exige muita atenção) e às vezes em desespero de causa, pomos esses videos a dar na TV para ver se conseguimos algum sossego. 

Depois de jantar, queremos arrumar a cozinha, mudar fralda ao mais novo ou simplesmente resolver assuntos do dia-a-dia. São momentos que usamos para falar da conta da luz, de questões relacionadas com o infantário, dos compromissos familiares...

Não temos, neste momento, como casal muitos momentos para dialogar.

Por isso, nos últimos tempos, temos aproveitado (erradamente) a paixão do Vasco pelos vídeos para que este fique sossegadinho e calado enquanto colocamos os "assuntos de adultos" em dia.

 

Mas isto tem que parar! E ontem foi o dia em que decidimos acabar com o problema.

 

Eu e o pai decidimos limitar o visionamento desses videos a apenas meia hora antes do jantar.

Depois do jantar, a televisão fica desligada e aproveitamos para conversar ou brincar com o Vasco. Se a TV estiver ligada... está sintonizada no canal que os pais querem.

(Sim, porque os pais, antes de serem pais eram pessoas normais que viam noticiários e outros programas na TV! E os filho também têm que se habituar ao facto de não poderem ser sempre os protagonistas. Caso contrário, estaremos a criar um "pequeno tirano")

Com esta medida, vamos ter um filho mais calmo, menos eufórico antes da hora de deitar e com mais apetência para conversar e brincar de outras formas.

Esperamos também reduzir um pouco a questão dos pesadelos, causados por um fim de noite que é (confessamos) mais agitado do que deveria ser.

Nós não somos pais perfeitos. E nos últimso 6 meses, desde que o irmão nasceu, andamos a navegar um pouco à deriva, tentando ajustar as novas rotinas à dinâmica familiar. 

Mas queremos o melhor para o nosso filho. Percebemos o nosso erro e isso é o mais importante.

Agora... é altura de mudar.

Fenómeno natural

Janeiro 21, 2019

O Triângulo Perfeito

Dizem os cientistas que hoje houve um eclipse lunar, podendo ser observado no nosso hemisfério por volta das 5:45 da madrugada.

Cá em casa tivemos algo parecido... tivemos o Eclipse do Sono! :)) É um fenómeno natural causado pelo alinhamento simultâneo das insónias dos filhos.

Às 4 da manhã o bebé acordou. Pouco depois acordou o mano mais velho a berrar com pesadelos. 

Mãe vai embalar bebé mais novo, pai vai para a cama com bebé mais velho.

Das 4 Às 5 esteve tudo acordado! 

O eclipse da lua é um fenómeno raro 8by the way, espreitei pela janela e não vi nada de especial); já o eclipse do sono, começa a ser (infelizmente) cada vez mais frequente cá em casa...

O Xavier vai entrar para a creche... vamos lá organizar tudo?

Janeiro 18, 2019

O Triângulo Perfeito

Recebi da futura educadora do Xavier uma lista com todos os ítens que devo levar para a creche.

É fraldas, é toalhitas, é escova para o cabelo, creme para o rosto e corpo, chupeta e recipiente para a mesma... é prende-chupetas, é o copo de água ou biberão... Uff! Já não me lembrava que era preciso levar tanta coisa!

Isto sem falar na papa instantânea e na restante comida... Nesta escola, os pais levam a comida toda (papa, sopas, lanches) até o bebé fazer 1 ano.

 

Para não haver trocas de ítens entre os bebés que estão na sala, resolvi etiquetar TUDO.. É assim mesmo pessoal... vai tudo identificadinho com o nome do Xavier :))

Eu sei que as auxiliares são super cuidadosas e cada menino tem o seu cacifo. Mas como diz o ditado "mulher prevenida, vale por duas".

 

Se não vejo grande stress (em termos higiénicos, claro) que outro bebé use do creme hidratante do meu Xavi, o mesmo não se poderá dizer em relação ao biberão da água ou à chupeta! Nem quero imaginar as bactérias que andam a passar de um lado para o outro.

 

Conheço algumas marcas que comercializam autocolantes identificativos, mas resolvi optar pela Tiketa

Já conhecia o trabalho deles por intermédio de amigas que tinham encomendado produtos. E também já tinha visto no infantário, objetos de outros meninos com os autocolantes dessa marca.

Fui ao site, escolhi o que pretendia (no meu caso optei por um kit escolar por ser mais económico e ter várias funcionalidades) e poucos dias depois, após pagamento multibanco, a encomenda chegou a minha casa. Super simples.

Adorei as etiquetas, assim como a atenção dada ao pormenor. É tudo bonito... desde os autocolantes, aos envelopes onde estes vêm colocados!

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Esta não é a única marca a comercializar etiquetas no mercado. Mas é uma marca portuguesa e isso para mim vale muito! Defendo que temos que valorizar o que é nosso. Só assim conseguiremos ser um país sustentável em termos económicos.

Primeiro passo está dado... etiquetas já cá cantam! Agora só falta começar a colar. Daqui a uns tempos vou mostrar-vos o resultado!

Abraços!!

 

 

#Mimanoajulen

Janeiro 18, 2019

O Triângulo Perfeito

As pessoas dizem coisas para nos acalmar, para nos sentirmos melhor.

Sempre que passamos por uma provação ou perda, as pessoas dizem que "são lições para a vida", que tudo aconteceu "com uma finalidade" ou que "temos que retirar o bom dentro do mau que aconteceu".

Quando tive o parto do Xavier, a minha doula segurava-me a mão e repetia várias vezes esse mantra. Que eram dores infinitas, sim. Mas que tinham um sentido, uma finalidade. Que era o nascimento do meu bebé.

E eu percebo essas dores. Percebo que sejam dores mágicas, com algum sentido. E sei que o sofrimento apaziguou-se no momento em que o vi. E tudo terminou bem. Não guardo mágoas dessa dor.

Mas não consigo encontrar o sentido na perda de um filho.

Qual é a finalidade?! O que de bom podemos retirar daí? Qual é o objetivo dessa dor?

Julen é um menino de dois anos que caiu há cinco dias num poço, em Málaga.

Nada se sabe acerca do estado de saúde desta criança. Ninguém sabe se algum dia conseguirão efetivamente retira-lo de lá. Ou quando.

Os pais de Julen perderam outro filho há dois anos.

E estão na eminência de perder outro.

Como mãe (e só de imaginar perder um dos meus filhos fico com lágrimas nos olhos) não posso deixar de acompanhar atentamente as notícias sobre o caso de Julen.

Acho que todas as mães e pais deste mundo estão assim, expetantes, agarrando-se à televisão e às notícias, com uma réstia de esperança.

 

Porque Julen é filho de outros, mas podia ser filho de qualquer um de nós.

 

Por isso... sim... num mundo em que as redes sociais dominam a nossa vida... acho bem existir um hashtag em nome desta causa. Se há hashtags para tudo, que haja também para isto.

 

#Mimanoajulen 

 

Todos nós estamos com Julen. Com as mãos metaforicamente sobre ele, a abraça-lo e a consola-lo ainda que seja em pensamento.

Mi mano a Julen. Mi mano a seus pais... E mi mano a todos os pais que um dia tiveram que lidar com a dor de perder um filho. Ninguém merece.

 

Que Julen regresse em breve. Que Julen regresse para junto de seus pais.

 

Não me digam que todas as perdas têm um sentido.  Há perdas que não têm sentido algum. 

Não me digam que todas as dores têm uma finalidade. Há dores que só servem para isso. Para nos partirem o coração em estilhaços tão pequenos que uma vida inteira não vai conseguir colar.

O desafio viral (2009-2019)

Janeiro 18, 2019

O Triângulo Perfeito

Por causa de um certo desafio que anda a percorrer as redes sociais, lembrei-me de ir procurar fotos minhas do ano de 2009...
Encontrei fotos de 2006, 2007 e 2008. 2010, 2011... até hoje.

 

De 2009? Pouco ou nada.

 

Enquanto procurava fotografias para postar aqui no blogue, ia passando por outras que me acenderam a memória.
Sorri internamente ao recordar jantares de natal, festas de amigos, picnics e passeios na praia. Idas ao cinema e convívios de família. Fui feliz.
"Que bom ter tantos momentos gravados em imagens.- pensei.
Que bom ter tantas e tantas fotografias!"

 

Então porque não tenho praticamente nada de 2009?

 

Há anos que nos mudam.
Mesmo que a gente não queira, mesmo que a gente resista... há anos em que somos obrigados a mudar.
Anos em que nos pomos a pensar no caminho já percorrido e no caminho que queremos percorrer.
São anos de descontrução e de decisões difíceis. Anos de muita sombra e desilusão.
Porra, sejamos sinceros... são anos duros de roer.

 

Agora lembro-me. Lembro-me de 2009.
Acho que deixei lá as todas as minhas lágrimas.

 

Foi o ano em que nevou na minha cidade (após décadas de ausência). Eu estava lá e não vi! Só soube no dia seguinte.

Não vi porque me fechei em casa, de portas e janelas fechadas para o mundo. Telefone e televisão desligadas. Como eu estava triste nesse dia...

 

Aconteceram muitas coisas em 2009. Umas boas, outras más. Houve risos, houve mágoas, houve aprendizagens, houve deceções.
Certamente que foi tudo necessário, para que eu fosse a pessoa que sou hoje.

Mas fico sempre aborrecida quando alguém fala da neve, e das aulas interrompidas e dos miúdos cá fora a fazer esculturas geladas... Deve ter sido espetacular.

 

Um dia vai nevar novamente e eu não quero ficar à parte.
Quero estar lá, no meio do acontecimento, a rir e a divertir-me como os outros.

 

Há coisas que acontecem poucas vezes na vida.
É a neve na minha cidade, são os ecplises, é o cometa halley a passar por nós...

 

Temos que estar atentos para não deixarmos a vida passar ao lado. 
Temos que perceber que o tempo não pára e as segundas oportunidades nem sempre surgem.
Todos os dias há pequenos milagres e é a nossa tarefa reconhece-los, para que os possamos abraçar.

 

Para conquistar o mundo temos que ir à luta, sair do casulo.
Se nos fecharmos em casa à espera de um milagre... vamos perder todos os milagres que acontecem diariamente no mundo exterior. 
Vamos perder tantas e tantas oportunidades...

 

Foi isso que 2009 (mesmo com tão poucas fotos) me ensinou.
E é essa a lição que trago desse ano. 

Cá fora. É onde a vida acontece. 
Como eu gostava de ter visto a neve...

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Objetos de Transição

Janeiro 17, 2019

O Triângulo Perfeito

Os objetos de transição conferem equilíbrio e transmitem segurança à maioria das crianças. Umas gostam de ter o seu doodoo na hora de ir deitar; outras preferem a chupeta; outras ainda têm um peluche, uma fralda ou um cobertor de estimação. 
Estes objetos podem ainda ser necessários noutras ocasiões, como por exemplo, em momentos em que a criança está mais nervosa ou a adaptar-se a novas situações (como a entrada no infantário).

 

O Vasco tem imensos objetos de transição... É o seu tau-tau (cobertor fofinho) que necessita mesmo para dormir, é a chupeta na hora de deitar e, muito recentemente, juntou à lista... dois ursinhos de peluche.

Embora ache que é um exagero haver tanta bonecada, a verdade é que ele fica super fofinho a arrastar os amiguinhos dele pela casa fora, embrulhados no cobertor.

O nosso filhote dorme sozinho no quarto desde os 4 meses e há três meses mudou para a "cama grande" como ele gosta de lhe chamar. Acredito que todos estes objetos são uma forma de encontrar segurança, de sentir-se protegido ao longo da noite. Por isso, entendo que se ele se sente bem dormindo rodeado de tralha.. que assim seja :)

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Reparei, entretanto, que o Xavier não tem nenhum objeto de transição. Não usa chupeta (nunca quis), não tem uma fraldinha, não gosta de nenhum cobertor em especial... Não sente especial afeição por nenhum ursinho... Nada.

A verdade é que é mais tranquilo e tem uma capacidade de auto-regulação que o irmão não tinha na idade dele. Contudo, preocupa-me o facto de estar quase a entrar para a creche e de não ter, enfim, nenhum objeto a que se agarrar como forma de consolo nas horas de aflição.

 

Como é que ele vai ser acalmado quando estiver mais agitado?

Em casa, há muito colinho e uma maminha sempre disponível nas horas críticas. Mas na creche, isso não vai ser possível. Acalma-me apenas o facto de as educadoras e auxiliares serem super carinhosas e atentas. Entretanto, tenho um doodoo que me veio de brinde pela aquisição das fraldas Bambo e ando a tentar que ele se afeiçoe. É um fofinho, pouco volumoso e de um tecido super suave por isso... pode ser que pegue. 

Vamos ver... :))

Dias de chuva

Janeiro 16, 2019

O Triângulo Perfeito

Há dias em que toda esta experiência de maternidade me entusiasma. Dias em que estou particularmente motivada e a sentir que tenho um jeito natural para a coisa. Dias em que me emociono com cada sorriso, com cada gesto do meu bebé e me divirto a fotografar ou a filmar a sua evolução.

E há dias em que morro de tédio e confiro vezes sem conta no calendário o tempo que falta para regressar ao trabalho. Hoje é um desses dias :)

Sempre disse que nunca mais queria um "filho de inverno", porque na primeira vez que fui mãe detestei estar presa em casa à conta do frio. Por isso, quis que o Xavier nascesse em pleno verão (e estou muito satisfeita com essa decisão)

Como o Xavi nasceu em julho, consegui "saltar" por cima dos dias frios.

Os primeiros meses são sempre complicados, mas com a ajuda do sol e das temperaturas agradáveis... tudo foi mais fácil. Acho que o sol ajuda a melhorar o nosso astral e o facto de podermos passear à vontade, também ajudou.

Mas entretanto, o inverno chegou em força.

O frio já há muito que nos acompanha, mas até agora com uma roupinha quente ainda se conseguiam dar alguns passeios. Com a chegada da chuva, tudo muda. Não há gorros, nem casaquinhos que nos valham. Temos mesmo que ficar por casa, porque ninguém no seu bom juízo vai andar com um carrinho de bebé na rua quando está a chover a potes.

Eu sempre detestei estar em casa... desde os meus tempos de criança.

Sei que há quem goste de estar no sofazinho a ouvir a chuva nas vidraças, mas... isso não é para mim. Sou miúda de ir passear mesmo com esse tempo. Há todo um mundo lá fora para eu ver.

Por isso... confesso... o dia de hoje está a custar-me como tudo. 

Respeitar os horários do infantário: bom para os que vão e melhor ainda para os que ficam

Janeiro 14, 2019

O Triângulo Perfeito

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Imagine que o seu patrão lhe concedeu uma tarde livre. Isso é excelente, não é? Mais ainda, se estiver um lindo dia de sol.

Você tem, por norma, um quotidiano preenchido e sente que não está a passar muito tempo de qualidade com os seus filhos.

A primeira coisa que vai pensar quando souber que está de folga é: "Vou já buscar o meu filho ao infantário!".

 

E se eu lhe disser que esta ideia poderá não ser tão genial?

 

Quer dizer... parece ser algo espetacular... e você sente-se um excelente pai/mãe por ir buscar o miúdo mais cedo.

Mas dada a dinâmica das creches/infantário, muita coisa pode correr mal. Vejamos:

 

Os bebés da creche costumam almoçar entre as 11:30 e as 12:00. Se você chegar lá por volta do meio dia, vai encontrar uma série de miúdos em fila, nas suas cadeirinhas da papa, sendo que uns já comeram e outros ainda estão a ser alimentados.

Se o seu pequeno ainda não tiver comido, vai criar-se um stress desnecessário. Isto porque o bebé tem fome (está habituado a comer aquela hora) e se você decidir leva-lo a casa ou ao restaurante, o mais certo é ter que enfrentar pelo caminho o seu choro esfomeado.

Se por acaso, a escolha recair sobre as 13 horas... lembre-se que a esta hora as crianças costumam dormir a sesta. A sesta é obrigatória nas creches e continua a ser (felizmente) uma prática em muitos jardins de infância por isso...

... interromper a sesta de uma criança não é muito boa ideia, já que as sestas são essenciais para reparar as energias gastas da parte da manhã e reequilibrar as emoções.

 

Por volta das 15 horas, a maioria das escolas começam a organizar o lanche e você pode pedir à educadora para levar o seu filho embora nesta altura. Não se esqueça, contudo, que está a interromper uma rotina já instaurada que é familiar e dá segurança à criança. 

Prepare-se. O seu filho vai ficar feliz por vê-lo, mas também surpreendido e até um pouco desconcertado. 

 

Segundo estudos académicos  "por vezes, tem-se noção de que as rotinas (prestação de cuidados) em contexto de creche são tarefas banais, não merecendo a grande importância que realmente têm". Contudo, "Na educação das crianças mais novas a relação inextricável crianças-rotinas-bem estar surge no quotidiano do ambiente educativo como um dos aspetos mais importantes a considerar pelos profissionais da infância, pelo impacto que as rotinas têm no bem-estar das crianças e no modo como influem no seu desenvolvimento global e aprendizagem da criança" (Eichman, 2014).

As rotinas transmitem segurança e bem-estar às crianças. Ponto.

 

Se você gosta de seguir as rotinas de sua casa, do seu trabalho, do centro de saúde, dos parques... por que não respeitar as rotinas da escola do seu filho?

 

Se o que disse até agora não chega para o convencer, vou deixar-lhe uma outra questão para refletir: já pensou nos sentimentos das outras crianças? As que ainda vão ficar na escola?

 

Pense nas crianças que ainda têm que ficar na creche mais algumas horas e na ansiedade que lhe vai causar, ao ir buscar o seu filhote mais cedo.

Vou dar um exemplo... Aqui há tempos fui buscar o meu filho mais cedo à escola e tive que lidar com o choro de uma criança que ficou desolada por não ter chegado ainda a sua vez. O meu filho ficou esfuziante por me ver, mas quanto mais saltinhos ele dava... mais a outra criança chorava. Fiquei muito sensibilizada.

Enquanto percorriamos o caminho de saída da escola, essa criança ficou agarrada às grades com lágrimas a correr pelo rosto (era verão, por isso estavam todos no jardim) a perguntar às auxiliares onde estava a sua mãe. Estas tentaram consola-la da melhor forma que sabiam.

 

A verdade, pais, é que nós não somos entidades isoladas. Não vivemos numa ilha...

Para além de nós, existem outras pessoas com realidades diferentes. E existem crianças que não têm a sorte de ter alguém que as vá buscar mais cedo à escola.

Podemos lidar com isso com indiferença ("Quero lá saber, o que interessa é o meu filho, os outros que se danem") ou então... tentar sentir alguma empatia pelas outras famílias. Até porque um dia... podemos ser nós a enfrentar estes fantasmas.

 

Portanto... por tudo o que eu disse agora... defendo que respeitar os horários do infantário é bom para os que vão embora, mas ainda melhor para os que lá ficam.

No jardim de infância do meu filhote, recomenda-se que os pais vão buscar os filhos a partir das 16 horas. Caso os pais apareçam antes desta hora, então pede-se que esperem na receção da escola. Neste último caso, as auxiliares trazem a criança até aos seus pais (sem as restantes crianças da sala se aperceberem) de modo a não causar ansiedade nos que ficam.

Na creche, o horário é mais livre, porque os bebés ainda não têm este tipo de consciência, mas ainda assim apela-se ao cumprimento das rotinas, sempre que possível.

 

Mas então... devemos deitar fora a oportunidade de passar um tempo de qualidade com os nossos filhos. Claro que não. Mas uma vez não são vezes.

Há alturas em que nos apetece mesmo ir buscar as crianças mais cedo (ou leva-las mais tarde). E tudo bem... mas temos que ter sempre presente que, como em tudo na vida, há vantagens e desvantagens nesta atitude.

 

Quando o meu primeiro filho entrou para a escola, eu ficava um pouco confusa com a questão dos horários. Achava tudo muito rígido e inflexível. 

Hoje, com a experiência que tenho no que toca à maternidade e com as vivências que fui acumulando nestes três anos, sou claramente a favor das rotinas no infantário.

 

Fontes: 

EICHMAM. Lara- As rotinas na creche: a sua importância no desenvolvimento:2014. Escola Superior de Educação de Portalegre.

Era tão pequenino!

Janeiro 14, 2019

O Triângulo Perfeito

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A poucos dias de o Xavier entrar para a creche, sou assaltada por sentimentos contraditórios.

Por um lado, a felicidade por voltar ao trabalho. Adoro dar aulas, e já sinto saudades dos miúdos, dos colegas, do ambiente espetacular da minha escola, onde me sinto praticamente em casa.

Por outro, é a tristeza da separação. Porque estes 6 meses de ligação tão profunda entre mim e o Xavi estão a chegar ao fim.

Dei por mim  a recordar os sentimentos que vivi há 2 anos, quando o mais velho entrou para a creche.

Está aqui tudo neste post. Vejam como ele era tão fofo e pequenino! 

Lembro-me de estar cheia de receios e de ter dado montes de indicações à educadora. Lembro-me de ter sido picuinhas ao ponto de querer escolher a localização do berço dentro da sala, ah ah!

Lembro-me de estar tão assustada que me dei ao trabalho de escrever uma carta gigantesca à educadora, falando sobre as caraterísticas e personalidade do Vasco.

O facto de o miúdo ter feito um corte no sobrolho logo no primeiro dia de creche... não ajudou, eh eh. Mas hoje recordo esse momento com um sorriso dos lábios. Confio inteiramente no trabalho das educadoras e auxiliares e já sei que os pequenos acidentes às vezes acontecem.

Com a entrada do Xavier para a creche, começa tudo de novo. Vou ter que comprar uma mochila para ele (o Vasco ainda usa passado 3 anos a mesma mochila da patrulha pata que adora), creme, pente, fraldas... É todo um ciclo que recomeça.

Noto diferenças em mim...

Já estou mais serena. Já não faço tantas questões à educadora e auxiliares. Estou confiante no trabalho delas e no carinho que vão dar ao meu filho. Acho que vou ser uma encarregada de educação menos chata, embora acredite que esta ansiedade faz parte do caminho de cada mãe!

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