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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

A minha história com as vacinas extra-plano

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Dar ou não dar as vacinas que estão fora do Plano Nacional de Vacinação? 

Essa é uma decisão que, mais tarde ou mais cedo, todos os pais têm que tomar.

 

No nosso caso, assim que o Vasco (1º filho) nasceu, decidimos imediatamente pelo "sim".

Optámos por dar-lhe essas vacinas, mais concretamente, a bexcero e a rotateq.

Fizemos todos os reforços das vacinas, gastámos algum (bastante) dinheiro, mas sentimos que era o melhor a fazer.

 

Ora, tudo corria bem e estavamos seguros.

 

Achávamos (erradamente) que o facto de o Vasco ter tomado as vacinas o tornava totalmente imune às doenças que elas preveniam, nomeadamente meningite e gastroenterite.

 

Contudo, por volta dos 9 meses, o nosso filho apanhou uma forte gastroenterite.

A doença coincidiu com as primeiras férias de família e tornou a nossa ida a Porto Santo um bocadinho menos feliz do que esperávamos...

Ainda estávamos no aeroporto quando o Vasco começou a vomitar. Pensámos ser apenas uma má disposição, por isso seguimos viagem.

Nos dias que se seguiram, o nosso bebé perdeu o apetite e não comia quase nada. Andava chato e mais aborrecido. 

O hotel era espetacular, tinha menus especiais para crianças e até sopa para bebés, mas... ele mal lhes tocava! Foi triste.

As nossas horas de refeição eram um martírio. Tínhamos que fazer montes de malabarismos para ele comer. Quase nem socializavamos com os amigos, nesses momentos.

Foi stressante e sobretudo preocupante.

Sabíamos que o vírus da gastroenterite (como todos) acabaria por desaparecer, mas estávamos revoltados:

 

Então não era suposto a rotateq prevenir estas coisas? Afinal de contas gastámos um bom dinheiro para isso.

 

O tempo passou. Aquela gastroenterite acabou e, entretanto, com a entrada no infantário vieram outras (menos fortes, é certo). 

 

Quando o Xavier (2º filho) nasceu, eu e o meu marido conversámos muito sobre se valia a pena ou não investir tanto dinheiro nas vacinas extra plano. Afinal de contas, os resultados não foram assim tão espetaculares.

Estávamos quase (quase!) para optar pelo "Não", mas duas coisas fizeram com que mudassemos de ideias:

 

1º Em outubro, tivemos uma conversa com um pediatra que nos fez pensar....

- Vocês acham que a gastroenterite do Vasco foi complicada, certo? - perguntou ele - Agora pensem como teria sido se ele não tivesse tomado a vacina. Teria sido muito pior... Os sintomas seriam mais graves, o V. poderia ter tido problemas sérios!

 

Portanto, a vacina não impediu o aparecimento da gastroenterite, mas certamente fez com que ela não fosse tão má.

 

2º Uma semana antes da decisão final (o Xavier tinha consulta no centro de saúde para tomar as vacinas fora do plano e eu ainda andava a pensar se as dava ou não) vi um post da blogger Anas há muitasque me fez arrepiar.

Nesse post, a blogger partilhava a história de uma mãe que quase viu a sua filha morrer por não ter tomado a vacina da meningite. 

 

Concluindo: resolvemos dar as vacinas.

 

Eu sei que nem todas as pessoas têm possibilidades económicas para dar aos filhos as vacinas extra-plano.

Mas se conseguirem, não hesitem. Pensem nos dois aspetos que referi atrás.

 

O que vou dizer a seguir não é nada de novo, mas... podem poupar para as vacinas, eliminando outras despesas.

Será menos um brinquedo, menos um jantar, menos uma roupita, menos uma ida ao teatro... Mas valerá a pena.

E podem também oferecer estas vacinas como prenda aos vossos amigos. Poderá parecer "estranho", mas será um contributo inestimável.

Como diz este artigo da TSF, "em vez de tralha, ofereçam vacinas"

 

Mesmo que essas vacinas não impeçam o aparecimento da doença, certamente farão com que os sintomas sejam mais ligeiros. 

Ah, e não esperem pela entrada dos vossos filhos no infantário. Eles podem apanhar estas doenças em qualquer lado... O Vasco quando apanhou a primeira gastroenterite ainda nem equer andava na escola.

 

Se estas vacinas deveriam constar do plano nacional de vacinação?

Talvez. Mas isso já é outro tópico para discussão... :))

Vacina da Gripe

Aqui em casa andamos todos a ficar doentes.

Estou a pensar tomar a vacina da gripe porque no ano passado tive um inverno horrível (sempre doente) e não me apetece nada repetir esses momentos.


Aí por esses lados... quem é que já tomou a vacina da gripe? Correu bem?

Sentiram que, no ano em que a tomaram, tiveram menos gripes, ou foi "igual ao litro"?


A vacina é barata e não me custa nada tomar. Mas gostava de saber se faz mesmo efeito...

Obediência cega

Vasco acorda e diz:

- Mamã, estou doente e com febre.
- Mas... sentes-mal? Tens a testa quente??


- Não, mas a vovó ontem viu muitas ranhocas no meu nariz e disse que eu ia ficar doente.

 

Passo-lhe a mão na testa e vejo que ele está normalíssimo.

 

- Vês! Não estás nada doente! Estás ótimo.


- Não estou nada! Estou muito mal! (e rebola no chão com ar agoniado). A vovó disse que eu ia ficar doente, por isso... estou doente.

 

Isto é o que se chama obediência cega? :)

A luz que veio das sombras (ou como as sombras chinesas salvaram esta mãe)

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Até há bem pouco tempo, o Vasco dormia numa cama de grades.

Ele adorava essa cama e, ao contrário de alguns miúdos, nunca tentou saltar pelas grades. Por isso, estavamos descansados.

 

Ainda podíamos ter continuado assim algum tempo, mas entretanto o baby Xavier nasceu.

Neste momento, o mano mais novo está num berço (que já está a ficar pequeno) por isso brevemente passará para a cama de grades.

Ora... se um mano entra, o outro tem que sair, não é? :) Não vão ficar os dois espremidos na cama de grades. 

Antecipando esse momento de troca... comprámos uma cama grande para o Vasco.

Depois de muito pensar (e um dia explicarei as razões da nossa escolha) acabámos por comprar uma cama branca da Ikea para o mano mais velho. 

 

A questão que se punha era agora a seguinte:

Como fazer a transição de forma simpática e divertida? Como tornar a cama grande mais apetecível que a cama de grades?

 

Bem, a verdade é que quando viu a cama nova, o Vasco achou-a gira mas... não queria lá dormir. Estava demasiado apegado à sua pequena e adorada cama de grades...

A nova cama é branquinha e de linhas simples com muita arrumação em baixo. É uma cama "de solteiro", com alguma distância do chão. 
(um dia explicarei as razões desta opção nada Montessoriana mas que foi muito pensada, acreditem)

 

Como Vasco não parecia muito entusiasmado decidimos fazer a transição de forma suave. Sem o pressionar muito, para não criar traumas ou aversão à cama.

Portanto, quando ele quisesse lá dormir... dormia. E quando não quisesse, ficaria na cama de grades.

 

A coisa acabou por ser muito simples e pacifica. 


Uma noite, o Vasco pediu-me para lhe contar uma história antes de ir dormir. 
Disse-lhe que sim, mas que teria que ser na "cama grande". 
Deitamo-nos os dois... desligámos as luzes, deixando apenas uma pequenina luz de presença.

 

Quando olhei para a parede onde a cama está encostada vi a sombra de um móvel. E nesse instante tive uma ideia fantástica:
Vou fazer sombras chinesas!!


Contei-lhe a história do patinho feio usando as mãos para projetar sombras na parede. 
Ele gostou tanto que me pediu outra, e outra e história. E no fim... adormeceu feliz.
No dia seguinte acordou na sua cama nova, desceu sozinho por ela e foi ter connosco ao quarto. Foi engraçado acordarmos com um miúdo a dizer "Estou aqui...estou aqui...!"

 

A verdade é que graças às sombras chinesas estar na cama grande passou a ser sinónimo de momentos felizes. E tem sido uma risota pegada à noite com as histórias que eu ou o pai inventamos.

 

As sombras chinesas foram o botão de "play" para a nova fase da vida dele, mas a partir daí o filme desenrolou-se sozinho.

Neste momento, já não preciso de recorrer todos os dias às sombras chinesas para o Vasco dormir na sua cama nova. Porque já se apegou a ela. Já fez "amizade" com a sua nova parceira de sonecas. 

O Vasco nunca mais quis dormir na cama de grades. Isto saiu-nos melhor que a encomenda. Ainda faltam 3 meses para o mano mais velho ir para a cama de grades e esta já se encontra "vaga". 

 

E vocês? Como convenceram os vossos filhos a mudar de cama? E como correu a "transição"?

 

 

 

Nada é garantido

De manhã antes de ir para a escola o Vasco quer sempre brincar com os carrinhos no tapete da sala. 
É um bocado stressante porque estou cheia de pressa. Nem sempre lhe faço a vontade e há dias em que saímos de casa sem brincar.

Ele fica contrariado e passa o caminho a refilar.

 

Ontem à noite, "mentalizei-me". Coloquei os carros dele todos em fila, montei a pista, fui buscar legos para simular garagens... 
Enfim, criei todo um cenário no tapete da sala!


No dia seguinte, de manhã, dei de mamar ao puto mais novo com antecedência. Fiquei à espera que
o mais velho acordasse para desfrutarmos os dois de uma sessão de brincadeira.

 

O Vasco acorda, bebe o leite, pede para se vestir (a sério?) e agarra na mochila.

- Mamã, porque estás aí sentada no tapete? Quero ir para escola!

 

No comments.

Brincadeiras

- Mamã, anda brincar comigo! Tu brincas melhor que o papá.
- Mas ele também brinca muito bem... E atira-te ao ar, põe-te às cavalitas...
- Sim, mas ele não sabe pôr os ursos de peluche a falar. Tu sabes!

 

Mãe Ana... fazer magia com ursos de peluche desde 2015.

Sushi com queijo creme e a minha parolice aguda

Abriu um restaurante de sushi "supéchique" no Porto que eu estou ansiosa por visitar!

Mas o chef desse restaurante prestou declarações a uma revista dizendo que não vai colocar queijo-creme no sushi.

Fiquei a pensar... É que eu adoro "coisos" de sushi que levam queijo creme (tipo filadélfia). 

Peço sempre pelo menos 3 ou 4 unidades com esse ingrediente. É um must have da minha refeição.

E como eu deve haver muito gente. Acho eu.

 

Sei que o queijo creme não é propriamente um ingrediente japonês, que foi uma invenção ocidental... Por isso não deve sequer figurar como ingrediente no cardápio de um restaurante de sushi.

 

Mas... who cares?!  A combinação era ótima.

Arroz, com peixe cru, bocadinhos de manga ou outra fruta e um bocadinho de queijo filadélfia, tudo misturado, hnammm!

 

Pelos vistos ter queijo creme no sushi, é assim um bocado para o parolo, é para gente que não percebe nada de bolas de arroz cozidas com vinagre.

Fazendo uma comparação, deve ser tão brega como receber um prato com batatas pré-fritas num restaurante com estrela michelin.

 

Há dias falei-vos que não peço vinho nos restaurantes (que falta de chá. ou vinho, neste caso). E agoro conto-vos que gosto de sushi com queijo creme. A verdade é que estou a atingir picos no "parolómetro". 

 

PS- Agora a sério, estou mortinha por ir experimentar o tal restaurante. É de um chef que admiro muito e acredito (muito honestamente) que depois de experimentar alguns pratos dele, me vou esquecer completamente do ingrediente proibido :)

 

A festa mais cool

De todas as festas de aniversário que eu tive, houve uma que me marcou para a vida.

Já aqui falei disto ao de leve, mas acho importante relembrar...pela simbologia que essa festa tem para mim. Ora aqui vai...

 

 A FESTA MAIS COOL

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Durante a minha infância sempre tive grandes festas de aniversário.

Nos dias anteriores, a minha mãe arrumava a casa com uma obcessão frenética, limpava com ainda mais rigor do que o costume. O apartamento ficava cheiroso e imaculado. No meu dia de anos, punha-se a toalha de croché favorita em cima da mesa. Ou uma toalha de linho comprada na Lixa e bordada pelas melhores artesãs dessa vila.

A minha mãe organizava a decoração, os petiscos e toda a animação ao mínimo detalhe. Ficava tudo muito bonito. Numa aldeia pequena como era a minha, estas festas acabavam por ser algo memorável, objeto de conversa nos dias seguintes.

 

Sempre que eu fazia anos, apareciam os miúdos todos da terra. Eram os amigos do prédio, eram os meninos que moravam lá em cima no "bairro", eram os do lugar do Outeiro (que eu raramente via por morarem do outro lado da estrada nacional), eram os amigos da minha turma e eram os alunos da minha mãe.

Apareciam ainda os filhos das amigas da minha mãe e, por vezes, os amigos que estes traziam a reboque.

O nosso T3 ficava lotado e, muitas vezes, acabavamos por colocar a mesa de aniversário no patamar do segundo andar. E não havia problema com os vizinhos... porque os filhos dos vizinhos também estavam na festa, ah ah :)

 

Mas um dia TUDO foi diferente.  Foi o dia em que fiz 10 anos.

 

Nessa altura, o meu pai era treinador de futebol e tinha arranjado um trabalho longe de casa.  Só o víamos aos fins de semana. 

O meu dia de anos calhou a meio de uma semana de trabalho (dia útil) e lembro-me que estava um tempo horrível e chovia a potes.

A minha mãe, sozinha em casa com dois filhos já não tinha grande tempo para organizar festas. Imagino que não lhe apetecesse minimamente organizar uma. 

Podia ter esperado pelo fim de semana, aproveitando o facto de termos a companhia do meu pai. Mas muitas vezes eramos nós que o visitavamos a ele na cidade onde ele morava. Portanto, não dava jeito.

Podia ter passado uma esponja por aquele dia (quem a culparia?) oferecendo-me uma prenda, ou simplesmente dando-me mais mimos do que o costume.

 

Mas não. A minha mãe não passou por cima da data. Em vez disso, organizou-me jantar de aniversário mais cool que eu tive até hoje! 

 

A minha mãe enfeitou a mesa como se se tratasse de uma festa gigante. Fez sumo de laranja natural num copo que parecia ser de cocktail e eu bebi pela palhinha como se fosse uma turista numa praia exótica. Prendou-me com a minha comida favorita: bifinhos com cogumelos.

 

Como era dia da semana, não havia grandes convidados. Mas estava lá a minha melhor amiga, vizinha do prédio.

Não fiquei triste por ter pouca gente nesse jantar. Porque (quase tudo) o que era importante estava lá: a minha mãe, e a amiga que eu tanto adorava (o meu irmão jogava futebol e nessa noite estava num treino).

Não houve brincadeiras, nem esconde-esconde, correrias pela casa, nem confusão. Mas cantaram-se os parabéns na mesma. E houve risos. E alegria no ar!

Na altura, não me apercebi da gradiosidade deste ato materno. Mas hoje, percebo que foi imenso. Olhando para trás, vejo amor. Muito amor. 

 

Com esta festa percebi 3 coisas:

 

- A felicidade pode existir nos momentos mais simples;

- Há amigos que ficam para a vida (ainda hoje mantenho aquela amiga)

- Não há nada como o amor de mãe.

 

 Só espero ser tão "cool" para os meus filhos como a minha mãe foi para mim.

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