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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

As nossas férias - parte 2

Nestas férias, convertemo-nos nuns autênticos "Papa-Parques". 

Já aqui falei da visita ao Sea Life... Também relatei a experiência no Parque Biológico de Gaia.

Hoje vou falar da visita que fizemos esta semana à Quinta de S. Inácio, em Gaia. Conhecem este espaço?

 

Começo por dizer que este Zoo é enorme, limpinho, com boas áreas para passeio, para merenda e para descanso.

Tal como o Zoo de Lisboa, tem uma grande diversidade de animais. É verdade! Estão cá todos os "hits" da bicharada!

Zebras, girafas, macacos, lémures, aves exóticas, animais domésticos, enfim... Não vou dizer todos porque já dá para ver a ideia :)

Para além de ter atividades giras para os miúdos, o parque oferece-nos uma excelente vista sobre o rio Douro.

Isto é um bónus que nem todos os parques oferecem. Só mesmo este, eh eh!

 

Este é, sem dúvida, o meu Zoo preferido em Portugal!

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 Bar com uma linda vista para o rio!

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 Não faltam focos de brincadeira neste parque.

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 A avó Ló acompanhou-nos neste passeio. Aqui está ele, toda contente com o Vasquito.

 

A parte mais gira, na minha opinião, é vermos alguns animais a circular livremente pelo parque, podendo interagir com os visitantes. É o caso dos Cães da Pradaria que ora se escondem, ora aparecem. O Vasco adorou!

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Os macacos e os lémures também fizeram as delícias da criançada:

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 O Xavier, embora pequenino, já viu mais parques do que eu na minha vida toda ah ah! :))

 

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 Adoro esta foto do Pai-Zé! 

 

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 Terreno onde decorre o espetáculo das aves de rapina. O tratador apresentou várias aves que voaram de acordo com o seu chamamento.

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 Mais um belo espécime! 

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Grande excitação ao ver os Cães da Pradaria!

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 Foi um dia muito divertido, como podem ver! Mas as férias nã acabaram aqui...

Assim que o tempo melhorou, começámos a percorrer as piscinas e praias da zona norte. Fiquem atentos ao blogue! 

As nossas férias - parte 1

As nossas férias, este ano, foram aqui pelo norte.

Temos dois filhotes pequenos (um deles recém-nascido) e achámos que seria melhor ficar por perto. Até porque a logística seria de loucos :))

 

Na primeira semana de férias toda a família andou adoentada. O Vasco com uma otite, o pai Zé com uma amigdalite e eu com uma faringite. Só o bebé pequeno é que conseguiu safar-se das "ites"!

Fomos todos corridos a antibiótico e andámos uns dias super cansados e em baixo de forma. Foi um início de férias desgastante.

 

Assim que começámos a melhorar, optámos por deixar a praia e a piscina de lado para não corrermos o risco de ter uma recaída.

Em vez disso, fomos visitar alguns parques temáticos destinados à criançada. 

 

A primeira visita que fizemos foi ao Sea Life, no Porto. Nesse dia, estava imenso vento na marginal... Ainda bem que optámos por um recinto fechado, porque a praia não deveria estar propriamente boa.

 

Entrámos no Sea Life e a primeira coisa que fizemos foi tirar uma fotografia de grupo. Já tínhamos várias fotografias dos miúdos, mas até aqui nunca tinhamos tirado um retrato de família. Ficou assim (foto desfocada, porque já é a foto da foto...)

 

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O Vasco gostou dos peixes e das tartarugas, mas viu tudo muito rápido, como aliás é habitual nele. Ainda o tentavamos abrandar com "Ahs" "Ohs" de exclamação e comentários sobre os peixes, mas só se deteve quando entrou no túnel dos tubarões. Ficou um pouco amedrontado nesta etapa: uma coisa é ver tubarões nos desenhos animados; outra bem diferente é ver ao vivo. Mas acho que mesmo assim adorou.

 

 A meio do percurso o Xavier começou a chorar e eu já sabia o que ele queria: tinha fome!

Procurámos um bom local para amamentar e acabámos por assentar arraiais no exterior - estou a falar de um pequeno parque ao ar livre, com escorregas e um bar de apoio que faz parte do Sea Life. Ou seja, só tem acesso a este mini-parque quem pagar entrada.

 

Depois da mamadela da praxe, voltámos a entrar no parque temático para ver o resto dos animais.

Nesta segunda parte da visita, foram as raias que captaram a atenção do Vasco, em particular a piscina onde várias raias nadavam em círculos. Giro, mas um pouco intimidante :)

 

À saída do Sea Life, comprámos a nossa fotografia de família e eu ainda adquiri um pequeno tubarão em miniatura para o Vasco. 

 

Quando chegámos ao carro, estávamos cansados mas felizes. Quer dizer... achava eu!

O maior choque foi quando perguntámos ao Vasco o que ele tinha achado do "Parque dos Peixes".. 

 

- Então Vasco, gostaste de ver os peixes? Foi fixe não foi?

- Não. Eram muito feios. E o tubarão era mau.

 

E pronto... É assim que um miúdo de 2 anos destrói todo um programa recreativo familiar, ah ah! 

 

No dias seguintes, fomos visitar outros parques. Já conhecem a Quinta de S. Inácio? Também é "muito fixe" e já podem ver algumas fotos no instagram do blogue.

Vou falar disso no próximo post... :)

Tu...

...querido filho, pequeno buda aninhado no meu regaço. Sem ânsias, sem medos e sem preocupações.

Um dias vais crescer, ganhar amigos. Vais rir, e vais brincar.

E vais querer coisas.

Sim... eu sei que vais querer coisas. Porque eu também passei por aí.

 

Vais querer aquela playstation, aquele telemóvel topo de gama.

Vais querer o sistema de som para acoplar ao PC.

Vais querer os ténis da moda que todos os teus amigos usam.

E mesmo assim, por vezes, vais sentir-te vazio.

 

Depois vais crescer mais. E vais querer mais coisas. Eu sei, eu sei! Porque esse também sou eu.

 

O apartamento chique, o carro topo de gama, as férias no estrangeiro e a roupa de marca.

Vais ocupar os teus dias nessa luta. E com ela conseguirás apenas mini fragmentos de riso. E vais estar tudo bem. Até um dia.

 

Um dia vais querer trocar tudo o que conseguiste, por algo que o dinheiro não compra.

Sim. Vai haver momentos na tua vida em que te vais sentir perdido e minúsculo. Desprezado, não correspondido. Pouco valorizado. Ressentido. E vais ter saudades de algo que já não sabes bem o que é. Mas que sabes ser real.

 

Nesses momentos… lembra-te desta foto. Lembra-te de nós!

Ouve… um dia vais ser grande. E já não vais caber, sereno, na palma de uma mão. Nem te poderás aninhar por completo na dobra de um cotovelo fletido.

Mas caberás sempre no semicírculo de um abraço.

Esse abraço é sempre teu. É grátis e não precisas de trabalhar para o comprar. É o abraço dos teus pais. 

Procura-o...

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Vinil, purpurina e... mais um bebé

Olá! 

Hoje gostava de vos falar do blogue Vinil e Purpurina! É um blogue onde a autora nos vai contando, com alegria, simplicidade e leveza, as peripécias da sua família.

Muito recentemente, juntou-se um novo elemento a esta divertida família. Se forem ao blogue, vão saber alguns pormenores sobre esta chegada ao mundo.

Muitos parabéns Purpurina! Felicidades para esta nova fase! 

Coisas que se estragam e coisas que "voam"

Todas as casas têm uma dinâmica própria. Não há duas famílias iguais. Nem em mentalidade, nem em... hábitos gastronómicos!

Cá em casa, há bens alimentares que duram uma eternidade e que às vezes até passam do prazo de validade. Enquanto outros... mal chegam à despensa e desaparecem logo.

 

Aqui vai uma lista das coisas que raramente comemos:

 

- Fiambre e Queijo às fatias: ficam séculos e séculos no frigorífico, muitas vezes até passar do prazo. Estranhamente, no dia em que deitamos fora a embalagem... apetece-me sempre uma tosta mista. Mas... já não tenho ingredientes.

 

- Quinoa e Cuscus: Culpa minha. De vez em quando entro numa dimensão zen, saudável e alternativa e .. compro tudo o que está na secção biológica do supermercado. Mas como sou a única que gosta disto cá em casa (e também não sei assim tantas receitas), estes ingredientes ficam anos e anos na despensa. Pior que isso é que às vezes esqueço-me que estão lá e... volto a comprar. 

 

- Enchidos (chouriço, mordadela, presunto): basicamente, ninguém lhes toca a não ser em "dia de festa"

 

- Pickles: Compro porque acho giro e tenho sempre em mente fazer uma carne de porco à alentejana. Nunca faço a carne de porco, e não gosto de pickles em mais lado nenhum por isso ficam eternamente no frigorífico.

 

- Vinho tinto: Ninguém bebe cá em casa. Só servimos nos jantares de amigos e nas festas. As garrafas duram, e duram, e duram... Até que eu me lembro de fazer um coelho à caçador e o meu marido entra em stress por eu ter usado uma garrafa da reserva do ano x, como tempero...

 

- Vinho branco: Quando queremos nao se bebe porque nos esquecemos de colocar no frigorífico. Quando está no frigorífico não nos apetece kkk. Ou então aqui a madame gasta tudo a temperar os assados (grandes piripaques que dão ao marido por causa disto).

 

- Gelatina em pó: Compro de vários sabores porque "é mais barato do que comprar já feita". Mas depois, dá-me a preguiça e nunca faço. 

 

- Todo o tipo de ingredientes para bolos: fermento, farinha xpto, bolinhas multicoloridas, raspas de chocolate, toppings, etc. Pormenor: eu não sei fazer bolos. Só fiz um bolo na minha vida. Mas continuo a comprar ingredientes para o bolo que "vou fazer para a semana", como se fosse uma grande pasteleira.

 

- Feijão verde: Compro porque adoro o sabor, mas depois dá-me preguiça de descascar.

- Ketchup: Só mesmo para as visitas. Aqui ninguém gosta.

 

 

Agora vamos à lista das coisas que desaparecem a grande velocidade:

 

- Água engarrafada: não gosto de água da torneira, sabe- me a cloro. Portanto, aqui gasta-se litros de água de garrafão.

- Salsa e coentros: O meu mardo ri-se. Diz que nunca viu ninguém comprar tanta salsa e tantos coentros. Mas eu adoro e acho que as refeições ficam muito mais saborosas assim :)

- Sumos: Raramente compramos, mas quando o fazemos... ui, desaparecem no próprio dia.

- Iogurtes: Cada um de nós tem os seus favoritos e é muito territorial quanto a isso. Mas comem-se rapidamente.

- Arroz e massa: É por isso que ninguém emagrece cá em casa. Come-se muito disto por aqui.

- Pão: É a loucura!

- Fruta: Todo o tipo de fruta. Adoramos e comemos imenso. 

- Legumes: Alface, tomate e pimento desaparecem rápido. Já os nabos, courjetes e abóbora demoram um pouco. Só usamos para a sopa do miúdo, porque nem eu, nem o marido gostamos de sopa.

- Bolachas: Sim... deixei para o fim para não parecer mal. Isso é uma coisa que desaparece em segundos. Então agora, que acordo a meio da noite para dar de mamar... dá-me cá uma fome! E as bolachinhas estão ali mesmo à mão de semear... Quando eu era miúda não havia bolachas em nossa casa. Agora que sou adulta é que me deu a gula... 

 

E pronto! Acho que estátudo! E com vocês como são as coisas? Quais são os alimentos que ganham teias de aranha e quais são os que voam? 

Fico à espera das vossas experiências! :)

 

O meu reino é uma poltrona...

... e um perímetro de cerca de 1 metro à volta desta.

Estou cansada.... Ou melhor... entediada! :)

Dou de mamar mais de 10 vezes ao dia, e cada vez (contando com o tempo do miminho e dos arrotos) dura cerca de 1 hora.

Fiz as contas e concluí que passo mais de metade do meu dia sentada a alimentar o meu filho. 

 

Já não sei quantos quilómetros percorri a balançar na poltrona. Já perdi a conta às vezes em que adormeci sentada, acordando estremunhada sem saber quanto tempo passou.

 

No meio dessas horas todas, já deu para analisar com detalhe todos os pormenores do meu quarto.

Já fiz e refiz (mentalmente) centenas de vezes a decoração do espaço para ocupar o tempo.

 

Não há volta a dar. São mais de 10 horas no raio da poltrona.

10 horas...Dá tempo para tudo.

 

Eu não sou propriamente daquelas pessoas que adoooooora dar de mamar. Também não odeio, mas não digo maravilhas do processo.

Faço-o, porque é o melhor para o meu filho, é mais saudável, tranquilizante, enfim. Tudo o que já sabemos :)

Mas se houvesse uma magia ou uma espécie de comprimido milagroso que me permitisse fazê-lo apenas 2 ou 3 vezes por dia, sem sequelas... para mim era ótimo. E sobrava-me tempo para fazer outra coisas que acho muito mais interessantes e que me preenchem mais.

 

Faço-o, acima de tudo, porque quero. Ninguém me obrigou, nem pressionou. É uma decisão minha. 

Mas isso não quer dizer que não custe. E o processo acarreta alguns efeitos adversos:

 

Durante as 10 horas na poltrona... os meus pensamentos voam e nem sempre os consigo controlar.

Penso nos meus sonhos, no meu futuro, na minha vida e no que quero para mim.

Regresso ao passado, e vou desencarcerar memórias que julgava esquecidas.

Relembro momentos bons da minha infância. Viajo, dou à volta ao mundo...

Mas não consigo ser líder do que se passa na minha cabeça. E por vezes dou de caras com os meus próprios fantasmas, com processos mal curados, com ressentimentos e mágoas. E eu que sou tão boa a ruminar pensamentos autodestrutivos...

 

No lufa lufa de um dia normal não há tempo para divagações e isso é ótimo.

Mas 10 horas na poltrona dão para tudo, pessoal.

Dá para fazer muita autoanálise. Dá para pensar em muita merda.

Dá para chegar a boas conclusões (tipo: vou abrir uma conta e poupar dinheiro) ou conclusões de treta (ninguém gosta de mim, buáaaaaa)

Depende do estado de espírito.

 

É preciso encontrar fontes de distração. É muito giro ver o meu filho mamar, fico embevecida, mas não sou pessoa de passar horas e horas a derreter-se em amor e admiração.

 

Confissão: Já joguei milhares de partidas de candy crush enquanto o miúdo mama. 

Pode não ser muito saudável por causa das radiações e tal e tal. E sei que posso estar a perturbar o tal mítico momento de conexão mãe-filho de que todos falam.  Sei disso...

Mas abençoado instagram, printerest, twitter e afins :)  Enquanto faço scroll pelas vidas dos outros, distraio-me da minha auto-infligida solidão (estou muito poética hoje).

 

É difícil amamentar. Não odeio, mas também não faço parte do rebanho que adora. Estou numa espécie de "purgatório das mamocas" em que ainda não foi decidido se vou para o inferno ou para o céu.

 

Não estou à espera de medalhas; apenas de alguma empatia. 

 

Assim...

(som de cornetas e violinos celestiais porque vem aí um ato de contrição)

 

Peço desculpa à humanidade pelos dias em que não consigo exibir o meu melhor sorriso.

Peço desculpa por refilar, por estar psicologicamente ausente ou, pelo contrário demasiado àvida de atenção.

Peço desculpa por não estar fresca e viçosa no final de um dia, mesmo quando passei o dia todo em casa "sem fazer nada de jeito".

Peço desculpa por não dizer tantas piadas como de costume. Ou por dizer piadas estúpidas e sem graça.

Peço desculpa por estar triste e com ar desaminado, apesar de nada de mal me ter acontecido.

Peço desculpa pelo mau feitio. (ah... já tinha? Então peço desculpa por estar pior kkkk)

 

O meu reino é uma poltrona.

É nessa poltrona que me entrego de corpo e alma, e que tento dar o melhor de mim ao meu filho.

Por vezes, enquanto dou o melhor de mim sinto-me tão cansada que me perco de mim. 

Sei que um dia vou ter saudades disto, mas hoje e só hoje apetecia-me ser só eu e divertir-me lá fora.

 

Quem conseguiu perceber aquilo que eu disse... levante o dedo :))

Quem não conseguiu, também está desculpado. Sei que sou uma miúda complicada. 

 

As aparências iludem (ou como o capuchinho se transforma em lobo mau)

Ontem presenciei um acidente na estrada e não pude deixar de pensar em:

 

1- ...como os portugueses continuam a ser uns parvalhões quando se trata de trânsito

2- ... como as aparências iludem.

 

Bem... vou explicar tudo desde o princípio...

 

Eu estava na rua e tinha acabado de atravessar numa passadeira. Nessa passadeira, um carro parou para me dar passagem.

Lembro-me de ter olhado de relance para a condutora - uma rapariga na casa dos 30 anos, com uma camisa sofisticada, óculos de sol janotas, labios sedutores e um sorriso que me pareceu afetuoso.

Toda ela tinha um aspeto fofinho e um ar de "bom astral"...

 

Eu atravesso a estrada e a rapariga segue no seu carro. Até aqui nada de novo.

 

Mais à frente, já eu estava a observar a montra de uma loja quando ouço... PUM!!

Grande estrondo...

Viro-me para trás, para a estrada, e apercebo-me que dois carros tinham batido.

Como típica Tuga que sou, fui espreitar para ver o que tinha acontecido. E é aí que eu me apercebo que um dos carros envolvido era o da rapariga que falei atrás.

 

Basicamente, a rapariga tinha parado à entrada de uma rotunda e o carro que estava atrás dela (provavelmente por distração) bateu-lhe na traseira.

 

E é nisto que a rapariga meiga e afetuosa se transforma numa Serial Killer! 

 

Mal se ouviu o estrondo e já toda a gente daquela rua começou a ouvir os berros dela. A miúda estava tresloucada... :)

Ainda não tinha saído do carro e já estava a gritar impropérios:

 

- Olha-me este! Olha o que me foi acontecer! Foda-se o caralho! Rais parta, foda-se!! 

 

(sim, estamos no norte e a rapariga estava a dar uso ao vernáculo aqui da zona...)

 

Do carro de trás, sai o condutor aflito - um homem encorpado mas com um ar humilde a pedir desculpa. 

- Minha senhora, desculpe.. mas isto são coisas que acontecem....

 

E ela cada vez mais histérica:

 

- São coisas que acontecem?? São coisas que acontecem?? Bocê não vê por onde anda, home?? Foda-se o caralho...!!

 

(também foi interessante perceber que apesar da maquilhagem, dos quilos de base e da roupa chique, a miúda comportava-se ao nível de uma galdéria)

 

Entretanto, decidi regressar ao meu passeio, deixando os dois condutores a discutir. 

A conclusão que tiro disto tudo é que as aparências iludem e que é impossível mascararmos a nossa essência por muitos quilos de joias e roupas caras que usemos:

O homem que bateu no carro, apesar do ar "bruto", era um senhor simpático e humilde que fez de tudo para acalmar a situação.

A rapariga parecia inicialmente um ursinho afetuoso, mas assim que lhe bateram no carro transformou-se num dragão a cuspir fogo.

Deus me livre de um dia a encontrar na estrada... "Foda-se o caralho"...

Uma decisão radical

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Como rapaz que é, o Vasco adora tudo o que esteja relacionado com o mundo automóvel. Quem quiser fazer este menino feliz, é oferecer-lhe pistas de carros, motas e carrinhos. Disso nã há dúvidas...

 

No outro dia pus-me aqui em casa a contar e apercebi-me que temos mais de 40 carrinhos daqueles pequeninos (tipo faísca mcqueen, etc). É um exagero... Isto sem contar com os carrinhos que eu já enviei para casa das duas avós. 

 

A minha casa está cheia de carros por todo o lado. É na banheira, é no quarto, é por baixo das almofadas do sofá. 

A adoração do Vasco pelo mundo automóvel chega a tal ponto que... todas as brincadeiras têm que terminar sempre com carrinhos!

 

Vejamos. No outro dia estava a ler-lhe a história dos 3 porquinhos...

 

- Era uma vez três porquinhos que resolveram fazer uma casa... - começo.

- E para isso precisaram de uma escavadora, mamã!

 

(Pimba! lá vem outra vez a conversa dos meios de transporte, percebem o que eu quero dizer?)

 

Continuo a história...

 

- Não. Fizeram a casa à mão. Um dos porquinhos fez a casa com palha...

- E palha veio num trator! Brrum, brrummm!

 

(E pronto, lá foi ele buscar um trator para fazer de conta que trazia palha...)

 

- Sim, veio num trator. E o outro fez a casa com madeira. 

- Vou buscar um camião para levar a madeira... 

 

(E é mais ou menos isto... Não vou continuar a história porque acho que já deu para perceber a lógica do meu raciocínio)

 

Ás vezes aborrece-me um pouco que todas as brincadeiras acabem sempre com os carros. Temos imensos briquedos sem ser carros mas o Vasco pouca atenção lhes dá.

 

Por isso, tomei uma decisão radical que já está a ser posta em prática:

durante uma semana não vai haver carrinhos cá em casa.

 

Arrumei os carros todos num saco e coloquei no armário do escritório. Deixei ficar apenas 5 miniaturas para o Vasco "matar a sede" quando estiver assim para o desesperado.

 

Então o que é que ficou?

Ficaram legos, puzzles, livros para colorir, tintas para pintar, jogos, as tintas de água (coisa espetacular que descobri recentemente),  e tantos outros brinquedos. Aceitam-se sugestões!

 

Fui ao Jumbo e renovei o nosso stock de livros infantis e estamos a ler um desses livros por dia. Aproveito para dramatizar a história e um dia destes vou ver se construo com ele umas marionetas. Hoje de manhã estivemos a ler um livro do "Rato Renato" e o Vasco achou piada. Por isso vou comprar-lhe toda a coleção.

 

Para já está a correr bem... Claro que no primeiro dia, o Vasco perguntou pelos carros e praticamente se enfiou dentro da caixa dos brinquedos à procura deles... Entretanto, passou-lhe.

 

Com esta medida espero distrai-lo um pouco da sua divertida obcessão e mostrar-lhe que existem outras brincadeiras fixes que ele pode fazer sem andarem necessariamente à volta dos carros... 

Para mim também está a ser ótimo... Porque o Vasco adora que eu brinque com ele e, confesso, já não aguentava mais o tédio!

Perdi a conta às vezes em que já simulei ser um carro que tem um acidente e é socorrido pelo "tinoni"... Isto acontecia mais de 20 vezes por dia (não estou a exagerar)

Mães de rapazes, sei que me entendem bem, eh eh...

Vasco... perdoa-me por esta semana sem carros! Para a semana se a coisa ficar preta, voltas a ter o teu arsenal cá em casa. Entretanto, vamos ao parque, vamos à praia, vamos conhecer o mundo e... brincar com outras coisas.

A mãe agradece... 

 

 

 

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