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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

Eu sou aquele tipo de mãe...

... que nunca fez uma "barriga de gesso" porque "ah e tal, é lamechas e não serve para nada";

 

... que nunca fez uma sessão fotográfica da gravidez porque "a gastar dinheiro numa sessão, prefiro gastar quando já estiver elegante, sexy e giraça";

 

...que nunca postou no facebook a mãozinha do recém-nascido, assim como os quilos e o comprimento da criatura à nascença, porque "isso não interessa nem a menino jesus"

 

MAS..... MAS...

 

... TIRA FOTOGRAFIAS ao PENICO DO FILHO cheio de COCÓ (fotos de vários ângulos...) no dia em que o miúdo finalmente resolve defecar lá dentro pela primeira vez!

 

Viva a falta de coerência! VIVA!!!

 

PS- Ah, e também tirei foto ao penico, com o filho ao lado a erguer as mãos com ar triunfal!

Tudo isto, perante o ar escandalizado do pai.

 

Não, não vou publicar as fotos... só achei que era "engraçado" para "mais tarde recordar". 

Internem-me já :))

 

 

Mochilas de Maternidade: uma opção a ter em conta

Já aqui falei num post anterior do modo como descobri as mochilas de maternidade. 

Na minha primeira experiência como mãe, fiz questão de adquiri o saco tradicional, ou seja, aquele que costuma vir juntamente com os carrinhos de bebé.

Era o saco que eu via todas as mães a comprarem. Era fofo, era grande, portanto nem hesitei.

O tempo veio mostrar-me que o dito saco não era assim tão prático. Estava sempre a cair-me abaixo do carrinho e não me permitia grande mobilidade em algumas situações.

Por exemplo, quando optava por levar o Vasco ao colo para qualquer lado (isto porque o meu filhote nunca foi muito fã do carrinho), tinha que levar o bebé num braço, o saco pendurado no outro ombro, as compras numa das mãos... Era um stress, porque eu parecia uma árvore natal andante, com tantas coisas penduradas.

 

As mochilas foram uma descoberta impressionante.

São práticas, são giras, têm inúmeros compartimentos para colocar os ítens pessoais e do bebé e para além disso ... tcharam!! Dão-me total liberdade de movimentos para carregar o bebé.

Tenho pesquisado em vários sites online e encontrado mochilas espetaculares. Vou deixar-vos algumas imagens. 

PS- Tenham cuidado com os preços das mochilas... já vi a mesma mochila num site de vendas a custar 20 e poucos euros e, numa loja de um centro comercial, a custar quase 80 euros.... Abram a pestana, pessoal :))

 

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 Esta é muito gira e prática. Sei que está à venda no site da Babylol

 

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https://goo.gl/images/sPXCHu  (Já vi esta também no site Ali Express - muito gira!!)

 

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Estas são enorme e muito práticas. Estão no site mercado livre e no ali express, por exemplo

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 Adoroooo esta!!

https://goo.gl/images/sPXCHu

 

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https://goo.gl/images/J3Ehbz

 

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 https://goo.gl/images/YTQRJp

 

Em relação aos meus critérios de escolha... Apesar de achar o máximo as mochilas com padrões, se calhar vou optar por uma em tom mais neutro, para fazer "pan-dan" com tudo.

Para além disso, vou tentar escolher uma mochila que abre na forma de "boca de sapo" (reparem como já estou a usar os termos técnicos destas mochilas), ou seja uma mochila com uma abertura semelhante à primeira ou terceira que coloquei acima. Não sei porquê, mas parece-me mais prático.

Agora só falta encomendar... vou optar um site de vendas online (pela questão do preço que já abordei acima), mas estou um pouco ansiosa em relação à qualidade do material.

Vamos ver... depois dou feedback!!

Até breve pessoal! :))

 

 

 

O que as mães de "primeira viagem" podem ensinar às mães experientes

Quando engravidei pela primeira vez achava que sabia muito pouco. Era totalmente inexperiente no que toca a bebés e a todos os assuntos ligados à puericultura.

Por isso, recorri muitas vezes aos conselhos das amigas que já tinham sido mães. Lembro-me de ter comprado um bloco de notas onde estava constantemente a apontar informações que essas amigas me davam. 

Com as aulas de preparação para o parto, as dicas que fui recolhendo da internet e as recomendações das amigas-mães, o bloco de notas rapidamente ficou cheio. E eu adorava ler e reler todas as minhas notinhas, como se de um scrappbook se tratasse.

A verdade é que cerca de 1 semana após o parto, concluí que já não precisava do bloco de notas para nada e guardei-o carinhosamente na minha gaveta das recordações. 

Lembro-me de ter dúvidas estúpidas como por exemplo, quanto ao número de fraldas de pano a comprar, se deviam ser de algodão ou de outro material, se devia bordar o nome ou não, etc, etc.

Perguntei a 4 ou 5 amigas e depois fiz a média do número de fraldas que cada uma me indicou (ainda hoje me rio ao lembrar disto) tendo chegado à módica quantia de: 10 fraldas de algodão brancas, 10 fraldas de "não algodão" (não me recordo agora do tecido) porque "são mais fofinhas e suaves", 10 fraldas bordadas com macaquices e rendas e folharecos, e mais sei lá o quê.

Tudo isto para dizer que uma mãe de primeira viagem tem sempre imensas questões (pode não as verbabilizar, mas tem-nas...) e não lhe passará nunca pela cabeça ser ela a dar conselhos às outras mães. 

Eu também pensava assim, até há pouco tempo. Entretanto percebi que todos estamos aptos a receber e a dar conselhos e que:

 

- as mães de 2º ou 3º viagem NÃO SABEM TUDO (verdade que a muitas custa assumir);

- as mães de 1º viagem podem ensinar-nos muito.

 

Vou dar exemplos...

 

As mães de 1º viagem têm tendência a ler imenso, a pesquisar montes de informação porque se sentem insguras.

E por causa disso, dessa avidez de conhecimento poderão acabar por ficar mais atualizadas que as mães que já tiveram os seus filhotes há 3 ou 4 anos. 

 

Mais atualizadas como? 

 

Ponto 1- Mais atualizadas em relação às novas tendências de moda (seja de roupa, seja de decoração)

Ainda esta semana conversei com uma amiga que vai ser mãe pela primeira vez. De repente veio à baila o tema "mochilas de maternidade". Eu não sabia o que isso era... A verdade é que sempre usei o tradicional saco de pendurar no carrinho (aqueles fofinhos da pasito a pasito ou da mayoral...)

Quando ela me falou das ditas mochilas e me mostrou as suas funcionalidades, fiquei eufórica! Que coisa tão prática.

- Quero já uma dessas mochilas para mim, pensei.

Até porque nunca me consegui entender com o raio do saco de colocar no carrinho.

E, reparem, foi uma mãe de primeira viagem que me deu a conhecer as mochilas! :)

 

Ponto 2 - Mais atualizadas em relação aos novos paradigmas da pedagogia, da educação infantil (porque estão a ler os livros e os autores que sairam naquele ano); Claro que isto não significa que as novas teorias sejam as mais corretas, mas... as mães de primeira viagem sabem-nas todas na ponta da língua :))

 

Ponto 3- Mais atualizadas em relação aos próprios cuidados ao bebé (a sério?)

Em relação ao último ponto, lembro-me perfeitamente de uma mãe que frequentou comigo há três anos as aulas de preparação para o parto. 

Eu era mãe de primeira viagem. Ela, de 2º.

Quando as enfermeiras questionaram por que motivo essa mãe se encontrava ali, a resposta foi rápida.

- Fui mãe há 9 anos. Desde aí parece que tudo mudou. Dantes diziam para deitar o bebé de barriga para cima, agora dizem que o melhor é deitar lado!

E isto é apenas um exemplo. Quero saber quais são as novas teorias. Quero perceber o que fiz mal e o que posso fazer ainda de melhor... Quero aprender a colocar uma cadeira no carro com isofix, que no meu tempo não havia nada disto.

 

E logo responde uma mãe de primeira viagem: - Nós podemos ajudar! Já comprámos a nossa e é super simples!

 

Portanto, e concluindo um pouco esta ideia....

Vamos parar de olhar para as mães de primeira viagem, como se fossem virgenzinhas ingénuas no que toca aos bebés? Sem que o pareça, elas têm muito para nos ensinar. 

Neste momento estou prestes a ser mãe pela segunda vez, mas não tenho qualquer problema em pedir conselhos às mulheres que ainda não conheceram o sabor da maternidade. 

O importante é que estejamos abertos a ouvir novas perspetivas. Sem arrogância e sem qualquer tipo de desprezo por quem ainda não viveu o "amor maior".

 

O que acham?

Fomos a um círculo de partilha sobre Parto Natural

Olá!

Já aqui falei das minhas expetativas para este segundo parto (que espero ser bastante diferente do anterior). Também já expliquei as razões que me levaram à escolha do Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim.

Desta vez, vou falar um pouco do percurso (interior e exterior) que tenho feito na minha busca pelo parto ideal.

Costuma-se dizer que "o caminho faz-se caminhando".

É uma frase redundante e aparentemente tola, mas que tanto significado contém...

Na minha procura pelo parto "adequado", tenho adotado uma postura ativa. Tenho "caminhado", procurado todos os meios/pessoas que me possam dar uma ajuda. 

Enfim, tento dar todos os passos ao meu alcance para atingir o objetivo que tanto almejo: um parto humanizado.

Pessoas a dizer mal do parto normal e a contarem histórias tristes... bem... isso é muito fácil de encontrar. Começa logo no seio familiar, com as histórias dos avós, das nossas mães... sempre recheadas daqueles pormenores macabros que preferíamos não ouvir... Depois, basta irmos à internet para encontrarmos esses (inúmeros) testemunhos.

Nem sempre é fácil encontrar pessoas com histórias bonitas e dispostas a partilha-las. E foi essa a razão que me levou (a mim e ao meu marido) a participar num "círculo de partilha".

 

(este círculo foi dinamizado pela Gimnográvida: um centro de preparação para o parto e maternidade. Se vivem na zona do Porto e procuram alguém que vos apoie fisica e psicologicamente para todos os momentos do parto, então sugiro uma visita a este centro que é es-pe-ta-cu-lar...)

 

Nessa tertúlia tivemos a oportunidade de ouvir os relatos de 3 casais que conseguiram um parto normal, sem traumas e sem sequelas psicológicas. Isso é possível? Claro que sim!

Foi muito bom ouvir, finalmente, alguns relatos com um final feliz.

O primeiro casal teve o filho na água, mas em contexto hospitalar. O segundo casalmteve o filho em casa com apoio de uma parteira especializada. O terceiro casal teve o filho em contexto hospitalar.

Em nenhuma das situações houve recurso a fármacos (epidural, occitocina, etc.).

Se foi tudo perfeito? Claro que não. Em todos os partosexistiram peripécias e desvios ao "plano inicial". Mas aqueles casais conseguiram, aparentemente, o que queriam - respeito, confiança, apoio...

E é por isso que (mesmo apesar de nem tudo ter sido perfeito), vi sorrisos no rosto. Vi todos os casais a falarem com visível orgulho e satisfação. 

Foi muito importante para mim e para o meu marido ouvirmos estas histórias.

É sempre bom ouvir coisas positivas que nos transmitem confiança ou otimismo, não é?

Não sei se terei coragem para optar por um parto completamente fisiológico (sem recurso a fármacos), mas agora JÁ sei que há muitos partos assim que correm bem.

É como as bruxas... Ninguém quer acreditar, mas como dizem os espanhóis "que las ha, las ha"!! 

Eh eh! :))

E o desfralde continua: peripécias, birras e evoluções!

Vou continuar a falar um pouco do nosso processo de desfralde, para vos dar conta do andamento da "coisa".

Neste momento, o Vasco aceita muito pacificamente as cuequinhas e já as considera banais.

Inicialmente, havia uma certa excitação (alimentada por nós, é certo...) e perdiamos imenso tempo de manhã porque ele queria escolher entre as cuecas do faísca, dos minions, do homem aranha...

Demorava séculos a decidir uma coisa tão simples como umas simples cuecas. Confesso que foi um alívio quando, no decorrer desta semana, ele começou a ser indiferente ao "tema" das cuecas!

Entretanto, a parte dos chichis continua a correr muito bem! Com um ou dois deslizes fora de casa, mas nada de especial.

E continuamos a fazer a nossa vida normal, com idas ao parque, ao shopping, a todo o lado.

Acho sinceramente que ajuda bastante o facto de o Vasco preferir a sanita ao pote. Porque assim podemos ir a qualquer lado, sem ter que andar com o pote atrás de nós. 

De vez em quando faz um bocado de birra, porque está no meio de uma brincadeira e não lhe apetece parar.

Nessa altura começamos a dizer: - "Mas tu não queres fazer chichi?? Queres ser porcalhoto?" E ele acaba por ir, embora contrariado...

Quando o V. está mesmo aborrecido e não quer ir à sanita (como ontem de manhã) começa a gritar alto:

- Não quero ir à sanita! Quero ser porcalhoto!! Quero ser porcalhoto!!

Isto da-me vontade de rir! Acho piada ele usar a "nossa" própria frase contra nós. :))

 

Hoje aconteceu outra peripécia engraçada (ou não, depende da vossa abertura mental).

Iamos de carro para o infantário e vi um cão no jardim a fazer chichi. 

Aproveitei para lhe dar uma lição de como os cães fazem chichi... contra uma árvore, alçam a perna e tal e tal...Esforçando-me por ser bastante científica e descritiva.

Só percebi a dimentão da minha estupidez quando o Vasco começa a insistir:

- Quero uma árvore! Quero uma árvore! Quero fazer chichi como os cães!!

E tanto falou no assunto, que lhe fiz a vontade. 

Sim, sou um bocado maluca... :))

Ao pé do infantário há um canteiro com uma árvore. E o Vasco fez lá o seu chichi, aproveitanto para irrigar umas quantas formigas :))

Quando encontrei a educadora falei-lhe no assunto.

- Quer ver que agora o miúdo só vai querer fazer chichi como os cães? É que ele ficou mesmo entusiasmado!

A resposta dela descansou-me.

- Não se preocupe, mãe. Melhor assim, que se sente à vontade para fazer "em qualquer lado". Já viu aquelas crianças que só conseguem fazer na sanita ou no pote? Depois, numa situação de aperto em que não há nenhum desses objetos ficam apertadinhas e não conseguem fazer...

Por exemplo, mãe. Imagine que vai numa estrada deserta e o seu filho quer fazer chichi. Agora já sabe que pode encostar o carro e ele faz chichi onde puder.

 

(a imagem do V. a fazer chichi numa valeta, como vejo às vezes na estrada, incomodou-me um pouco... mas... percebi bem o que a educadora quis dizer).

 

Pelo sim, pelo não vou guardar os meus pensamentos sobre "como urinam os outros animais" para mim.

Passando à conversa de caca... Portanto, cocós....

Muitas bolas ao poste (desaires) e ontem uma vitória: fez finalmente cocó na sanita da creche. 

Claro que quando cheguei a casa dei-lhe uma prendinha. Um livro com tintas para pintar com os dedos.

E assim vai o nosso desfralde. E o vosso, está a correr bem? :)))

E começou o desfralde!!

Bem, para falar a verdade já começou no sábado passado.

Portanto estamos prestes a completar uma semana da"Era das Cuecas".

Como tem corrido?

Olhem, por acaso até tem corrido bem!

Não tinha grandes expetativas, nem boas nem más. E como sou uma pessoa muito pacífica nestes assuntos, acho que ajudou. Também ajudou termos encarado os "acidentes" com muito sentido de humor. 

Nos primeiros dois dias (sábado e domingo) foi um bocado caótico. Tivemos o azar de o Vasco ter apanhado uma virose e teve imensas diarreias, impossíveis de controlar. Estive quase, quase para adiar o desfralde, mas depois pensei:

- Não, agora que comecei não vou recuar!! 

Se quanto aos "cocós" foi difícil (e ainda não está afinada) o mesmo não se poderá dizer dos chichis. Aí foi super super fácil. 

Estamos muito orgulhosos do nosso pequeno. Gosta de ir fazer chichi à sanita (em pé como gente grande) e por duas vezes já o apanhámos a ir lá sozinho.

Disseram-me que nos primeiros dias devia evitar os parques, shoppings, etc e leva-lo logo direto do infantário para casa, mas não tenho feito nada disso.

Está bom tempo e o miúdo tem que aproveitar. Por isso vou na mesma aos sítios, e levo a minha mala "macgyver" com toalhas, cuecas, toalhitas, mudas de roupa e tudo o que for necessário.

Neste momento, o Vasco mostra muito interesse pela sanita e pouco pelo pote. E até nos dava jeito que gostasse do pote, para ver se ficava lá um bocadito e conseguia fazer os seus cocós. 

Já tinha dito aqui que qualquer dia ia comprar um pote todo xpto. O que nós temos é do continente, azulinho e custou-nos 1,99. euros. É económico, mas o moço não demonstra grande interesse por ele.

Entretanto darei mais notícias sobre o desfralde. Para já, o que posso dizer, é que não está a ser tão mau como eu pensava,

Ah, esqueci-me dizer que antes do desfralde propriamente dito, passámos o último mês a falar com o V. do assunto "deixar a fralda". Para o ir mentalizando. Acho que isso ajudou.

Assim como termos comprado uma série de cuecas divertidas, com o blaze, o faisca, o homem aranha. 

Ele acha muita graça!!

As verdades do Vasco

Esta semana fui buscar o Vasco ao infantário. Como naquele dia andava  um bocado stresszada (mistura de cansada com zangada) acabei por me distrair e, numa fila de trânsito, travei bruscamente mesmo em cima da traseira de um carro.

Mais à frente, repito o mesmo feito... Dessa vez quase que assapava em cima de um rapazito que passava numa passadeira.

Sempre que o carro dava um abanão o Vasco gritava divertido: "Acidente, acidente!" 

- Vasco, tem calma. disse-lhe. Não é um acidente... A mamã só travou...ok?

- Ok mama.

Mais calma, continuei a conduzir. 

Fez-se o silência. De repente, e passado bons minutos, olhando para a janela com ar pensativo o Vasco atira para o ar:  "A mamã não sabe conduzir..."

Em casa voltou a repetir a frase para o pai: "A mamã não sabe conduzir. Houve muitos acidentes hoje, papá!".

Raio do moço! Podia ser um bocadinho menos sincero :)

Mas a verdade é que com dois anos, já percebeu a maçarica que eu sou na estrada.

 

..........

 

Ontem ao jantar o papá fartou-se de espirrar. Depois de uma série de espirros, o Vasco vira-se para ele com ar professoral: 

- Tens que vestir o casaquinho papá. Estás a ficar doentinho e depois vais para o hospital. Vê lá se vestes o casaquinho como eu. O Vasco é que sabe!

........

 

Durante a semana a nossa casa vai ficando desarrumada. Vou tentando dar um jeito, mas não me incomodo muito, Tenho imenso trabalho, jantares, sopas e banhos para dar.

E ainda quero dar tempo de qualidade ao meu filho. Se os móveis tiverem um bocado de pó, não é coisa que me mace muito.

Sei que a nossa empregada vem à sexta-feira e deixa tudo num brinco. Por isso está tudo bem. (pensava eu)

Os dias vão passando e claro que à quinta-feira, que é o último dia antes da "limpeza da empregada", as coisas já estão um bocado caóticas.

Na última quinta feira, quando saí de casa, olhei para o chão da cozinha e senti que o mesmo estava a precisar de uma faxina. 

O Vasco que andava por ali a cirandar, também deve ter sentido o mesmo...

E digo isto, porquê? Então aqui vai:

Ao fim da tarde fui ao parque com o Vasco.

Aproximando-se da hora de jantar comecei a convencê-lo a vir para casa, com todos aqueles argumentos que as mães dão.

A coisa não estava fácil e piora quando a minha cria abre as goelas para dizer mais umas verdades e envergonhar aqui a Je!

- Não quero ir para casa, a nossa casa está SUJA!!! Quero ficar aqui no parque que é mais limpinho!!

VER-GON-HA!!!

Se houvesse um buraco para me meter, certamente que eu iria para lá.

Resultado: cheguei a casa e limpei tudo. 

No dia seguinte a empregada deve ter achado estranho ter encontrado uma casa tão asseada, ah ah!!

 

 

 

 

 

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