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O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

Não era bem assim que eu imaginava...

... passar o último dia do ano com gripe, cheia de azia e metida debaixo dos lençóis, 

Mas pronto, a gripe não escolhe pessoas nem datas, não é?

Por sorte que já tinha planeado um fim de ano calminho e dentro de casa de familiares. Se tivesse pensado ir a uma festa, ou jantar numa qualquer quinta/hotel, teria certamente os meus planos estragados. 

Claro que ficar doente tendo filhos não é a mesma coisa. 

Consigo estar no máximo 20 minutos de molho, até aparecer o Vasco a insistir para eu ir para a sala brincar com ele.

Mãe sofre...

Bom ano a todos!

Atchimmmmm!!!

 

Quando ter um segundo filho?

Com a chegada do primeiro filho, dá-se início a uma fase de encantamento, agitação, emoções fortes e amor sem limites. 

Durante algum tempo (que pode ir de meses a anos) rejeitamos completamente a ideia de ter um segundo bebé.

O cansaço, as noites sem dormir e a perceção de que aquele primeiro bebé ainda é tão indefeso são factores que nos fazem afastar durante algum tempo a ideia de lhe dar um irmão. 

Algumas pessoas acham que os irmãos devem ser bem espaçados no tempo, pois assim os pais podem "descansar" um pouco no intervalo entre um e outro.

Há também quem defenda que é muito mais fácil ter um segundo filho, quando o primeiro já é autónomo. 

É frequente ouvirmos a afirmação "Só vou ter o segundo, quando o primeiro desfraldar!" - opinião com a qual concordo, pois é tudo muito mais fácil quando o primeiro já ganhou alguma independência.

 

Contudo...

 

Eu e o meu irmão temos uma diferença de idades grande (5 anos). A isso soma-se o facto de ele ser rapaz e eu rapariga, o que fez com que eu me sentisse sempre filha única (solidão....)

Senti imensa falta do companheirismo, das brincadeiras a dois, de poder participar nos mesmo programas que o meu irmão. Por ser a mais nova e, portanto, a mais infantil fui deixada de parte em várias situações. 

Nunca consegui acompanhar o meu irmão nas suas brincadeiras, ora porque eram brincadeiras de rapaz, ora porque eram demasiado elaboradas (como alguns jogos de computador) para que eu pudesse participar. 

Quando o meu irmão começou a sair à noite, eu ficava em casa porque ainda era uma catraia. Quando ele começou a namorar, eu ainda brincava com bonecas. Eu olhava para ele como um ídolo. Ele olhava para mim como uma chata. 

Embora vivessemos na mesma casa, sempre fomos entidades separadas. 

E apesar de todo o amor que tínhamos um pelo outro, era difícil encontrar um brinquedo, um jogo, um tema de conversa que nos unisse.

 

Por isso...

 

Decidi desde logo que se um dia tivesse dois filhos, eles teriam que ter idades muito aproximadas. E desejei, por tudo o que vivi, que fossem do mesmo sexo. 

A vida brindou-me com tudo isso. Em outubro, finalmente arranjei coragem e... cá estou de novo à espera de um menino!

É verdade! O Vasco vai ganhar um irmaozinho... Mais uma mamã para o SAPO BLOGUES. 

Beijinho a todos!  Fiquem atentos aos próximos posts, onde vou falar um pouco mais sobre esta segunda gravidez. 

 

 

A saga do Bacalhau

Toda a gente sabe que o bacalhau é o rei das festividades de natal. Pelo menos, na minha terra onde é servido como prato principal na noite de consoada. 

A questão é que na minha família o dito peixe não se come apenas naquela data. Por conta de várias circunstâncias, feitos os cálculos, cheguei à conclusão que nesta época natalícia comemos bacalhau... 5 vezes!

Portanto--- tudo começa no almoço do dia 24...

Até podíamos comer algo diferente, já que à noite vai ser bacalhau cozido. 

Mas não. Começa logo aí a saga do bacalhau :)

Nesse almoço, a minha sogra  faz um maravilhoso bacalhau na brasa com batatinhas cozidas, muito azeite, alho e cebola... Tão bom!!!

Muito honestamente, de todos os bacalhaus que ainda vou comer nos dias seguintes, este é o que eu mais gosto. Sabe-me pela vida :))

bacalhau.jpg

 

Na noite de consoada, temos o típico bacalhau cozido com couves, batatas e cenoura. Não é das minhas receitas favoritas de bacalhau, mas não sei porquê, neste dia especial parece que me sabe melhor. 

E como com gosto!

bacalhau-consoada2.jpg

No dia seguinte, que é o dia de natal, come-se novamente bacalhau cá em casa.

Com as sobras de bacalhau, couves e batatas do dia anterior, desfazemos tudo e faz-se uma espécie de açorda minhota, à qual chamamos "roupa velha". 

Adooooro!

Roupa-velha-forno04.jpg

E pronto. a saga do bacalhau podia terminar aqui, não é?

Mas não. Na noite do dia 25 não se come bacalhau (uma exceção à regra), mas...

No dia 31 de dezembro, a família reune-se para celebrar a passagem de ano comendo.... Tcharammmm... Bacalhau cozido!! Ah, ah.

E no dia 6 de janeiro (Dia de Reis) voltamos a juntar-nos todos à volta da mesa para conviver e "bacalhoar" outra vez! 

Portanto, como devem imaginar, eu termino estas festividades com cara de bacalhau. 

A minha sorte é que gosto imenso deste peixe.

Coitados é dos que não vão muito à bola com ele. Têm que o comer 5 vezes no espaço de 15 dias! :))

Beijinhos pessoal e boas festas para todos! 

Já sabem- se quiserem comer bacalhau, podem bater à porta de minha casa! :)

Demorei 3 horas a escolher uma prenda

A minha veia obcessivo-compulsiva atingiu hoje o seu auge. Andava a pensar numa prenda para a minha afilhada e queria mesmo escolher uma coisa fixe que ela adorasse. 

Pensei, pensei... e lembrei-me de uma loja onde vi um objeto assim. Cheguei à loja e ...

- "Sim, tínhamos... mas já esgotou". 

No problem. Ana lembra-se de outras 3 lojas onde viu algo semelhante.

Há que pegar no carro, mais uns quilometrozinhos e chego ao novo destino.

- "Sim, temos. Mas só na cor azul." 

Ok. Azul não. A minha afilhada adora o cor-de-rosa. Por isso tem que ser mesmo dessa cor. 

Restam duas lojas. Brruummm, brrrummmm....

- "Não temos, nem nunca tivemos" (a sério? enganei-me então).

Chego à última opção. E ali está! O objeto tão desejado!

Pego nele, dirijo-me ao balcão para pagar e peço a caixa.

Qual caixa?! A caixa onde o objeto supostamente vem acondicionado, people.

Não quero levar o que está em exposição e que ainda por cima não tem caixa. 

Não sei porquê, mas parece-me estranho, levar o presente já montado, fora da caixa. Parece que foi usado, sei lá. 

- "Não, não temos a caixa. Deitámos fora. Só temos mesmo o objeto. E é único neste momento. Não há mais nenhum". 

Fuck! Fiquem com ele. 

Regresso a casa, cabisbaixa. Andei 3 horas nisto. 

De repente... ideia luminosa!!

Lembro-me de outra loja que até fica na minha cidade e que é capaz de ter o "objeto".

Chego lá e... sim... lá está ele! Apetecia-me abraçar a caixa. 

Fiquei tãoooooo feliz!

E ainda por cima fui atendida por um senhor super simpático, que para além de tudo ainda se dispôs a levar-me o presente ao carro. 

Não acredito que andei pelos shoppings todos quando podia ter ficado pela minha cidade. 

Viva o comércio tradicional. Viva!!!

 

O que é que os vossos pediram ao Pai Natal?

O Vasco ainda está a assimilar a ideia de que existe um homem de barbas e fato vermelho que desce pela chaminé para lhe dar prendas. 

Acho que na cabeça dele, todo o cenário lhe parece um bocado bizarro. 

Mas quando lhe pergunto o que quer que o Pai Natal lhe traga responde sempre que quer... um carro azul!

E os vossos, o que pediram de prenda este ano? :)

Os nomes que eles inventam

Ultimamente, o Vasco tem adormecido no meu colo ou no colo do pai. Bebe o leitinho na poltrona do quarto e depois encosta-se um pouco a nós, enquanto lhe contamos uma história. 

Umas vezes resulta, outras vezes parece que o moço tem pilhas duracell e ficamos para ali quase 40 minutos.

Quando parece que está quase a dormir... começa-se a rir, a falar da kikas (nossa gata) ou a dizer coisas sem nexo mas que fazem muito sentido na cabeça dele.

No outro dia espirrei (é tão frustrante quando espirramos nesses momentos!) e ele, que já estava a dormir, ou pelo menos parecia,  levanta a cabeça e diz:

- Viva!

Já ontem, comecei a ouvir a barriga dele a roncar e a soltar-se alguma flatulência (nada de mais). Pois não é que o rapaz que estava no sono mais profundo se levanta de repente e grita:

- Dei um fufa-fufa! Dei um fufa-fufa!

E começa a rir que nem um perdido...

Fufa-fufa? Já ouvi chamar muita coisa aos "puns". Mas isto não. Onde terá aprendido? :)

Até é um nome fofinho... acho que vou começar a usar...

 

Comer pela metade

Desde que o Vasco começou a comer frango (e a adorar coxas!) que a minha parte favorita desse animal... ficou para ele. É com a boca a salivar que o vejo a comer as coxitas que, antigamente, estavam destinadas à minha pessoa...

 

Depois do frango, chegou o queijo: não posso estar a comer uma fatia de queijinho, que o ratinho da casa vem logo tirar-me a fatia da mão. 

 

Pão com fiambre  também é uma experiência engraçada. Primeiro o Vasco diz que não quer, por isso peço apenas para mim. Quando estou quase a abrir a boca, ele pega no MEU PÃO, abre-o com gosto e retira o fiambre todo.

Conclusão: eu fico a comer pão seco e o Vasco a lambuzar-se com fiambre. 

 

A última experiência de "roubo de comida" são os húngaros, aquelas bolachinhas semi-cobertas por chocolate. Peço um para mim e outro para ele. O que acontece?

Ele come a metade da bolacha que está coberta com chocolate e dá-me a outra metade a mim. Final da história: eu acabo a comer duas metades de bolacha lambuzadas (e sem chocolate nenhum, snif!) e o Vasco fica todo satisfeito a deliciar-se com as metades cobertas de chocolate.

 

Alguém mais se identifica com esta situação?

Também têm um "ratinho da comida" aí em casa? O que já deixaram de comer por causa dele? :))

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