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O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

Sou uma mulher no meio de três homens. Vértices de uma constelação de amor, eles são o meu triângulo perfeito.

A família cresceu

Já chegou o novo elemento da família! É verde, é fofinho e, cá em casa, todos lhe querem fazer festinhas (gatos incluídos...)

 

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Já tinha dito neste post que gostava que o bichinho tivesse um nome divertido.

Aceitei a sugestão da blogger A Desconhecida. Vai chamar-se... tcharam....

 

Pintarolas!!

 

Espero que tenha uma vida rica e abençoada!

O Vasco está todo contente com a novidade. E até já ajudou a dar-lhe de comer. 

 

Bem-vindo Pintarolas!!

 

Follow Friday

Eu gosto muito da rapariga do autocarro. Mesmo que ela andasse de comboio ou se carro, eu gostava dela ainda assim.

 

Gosto da simpatia, gosto do template do blogue, gosto das cores, e gosto muito do que ela escreve. Sigam!!!

 

São posts bem dispostos, mas muitas vezes informativos. Alguns grandes, outros pequenos, mas sempre com algo interessante a dizer. 

 

Ainda há pouco descobri, através dela, que afinal não é proibido (embora desanconselhavel) conduzir de chinelos. São coisas assim, simples, que a gente aprende. 

 

(Não. Não vou conduzir de chinelos. Apenas gostei de saber que se um dia estiver numa urgência e me meter a caminho de havaianas... não vou levar uma chinelada monetária em forma de multa)

 

Tal como os jornais, os blogues também podem ser ricos em informação . E nem por isso, precisam de ser chatos. 

 

Então, já foram para a paragem do autocarro? A rapariga vai passar aí agora para vos apanhar! :)

 

 

Sei o que fizemos no verão passado #parte 1

Fomos muito felizes. Isso é que fomos!

 

O destino - Porto Santo - não podia ter sido melhor escolhido para uma família com bebé de meses. O hotel - Vila Baleira - uma escolha que não desiludiu (já falei da ilha neste post e do hotel neste! )

 

A companhia de um casal amigo (mais o seu rebento) tornou as férias muito mais divertidas. É sempre bom ter alguém com quem trocar impressões e rir um bocado!

 

O nosso bebé portou-se muito bem na viagem de avião. Isto apesar de o voo Porto- Porto Santo se ter atrasado 3 horas (ninguém merece!)

  

Uaaaaaa! Que sono! Quando é que chega o avião?

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A sorte é que tenho o colinho do papá...

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Acordámos às quatro da manhã. Chegamos ao aeroporto às cinco e meia. E o voo partiu... às dez e meia. Em vez das 7:30 prometidas. Foi duro entreter um bebé de meses, horas a fio no aeroporto. Mas lá se conseguiu :)

 

No avião, o V. foi igual a si mesmo. Na primeira hora, mexeu, andou, pesquisou, cuscou tudo o que havia para cuscar. Estávamos a ficar um bocadinho cansados. Até que, miraculosamente, na segunda hora de voo... adormeceu! 

 

Ah! Tão bom! 

 

Foi engraçado verificar que o comportamento dele foi o oposto das outras crianças. Enquanto os outros miúdos de portaram muito bem na primeira hora de voo, e na segunda hora foi um berreiro total, já o Vasco deu-nos que fazer no princípio e depois relaxou. 

 

Agora, um pormenor que não gostei neste voo. Vou ter que o dizer...

 

Achei muito má onda alguns pais (muitos, pelo cheiro) deixarem os filhos com cocó na fralda e não irem mudar. Ok, sei que o espaço para mudar fraldas é exíguo, mas se nós conseguimos (com um bebé que nunca para quieto) os outros também conseguiam.

 

O voo estava cheio de crianças (cercade 30% dos passageiros). Até porque este é um destino claramente family friendly. Agora imaginem o que é estas crianças todas cheias de cocó na fralda e ninguém a fazer nada relativamente a isso. 

 

A última meia hora de voo foi pestilenta. Parecia que estava numa creche ao final do dia. 

A sorte é que o Vasco dormia profundamente e pudemos descansar também nós um pouco.

 

O avião aterrou numa ilha cheia de sol e com um mar fantástico. 

A aventura das férias estava mesmo a começar!

(continua)

O cão, o cágado e a importância dos nomes

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Tenho uma amiga que adora animais e faz de tudo para os ajudar. Ele é gatinhos, ele é cachorros, passarinhos, afins. Todos eles são objeto do seu fascínio e adoração. 

 

Lembro-me de algumas histórias que a C. me vai contando sobre os bichinhos.

 

De como uma vez acolheu um gato abandonado e, passado uns dias, já tinha seis crias no seu quintal, porque os outros da ninhada resolveram "vir atrás".

 

De como encontrou um cão, vítima de atropelamento, e cuidou dele até ao fim, mesmo sabendo que ele não tinha salvação.

 

De como encontrou outro cão, cheio de carraças e o levou para casa, desparasitou, arrancou as ditas cujas e não descansou até lhe encontrar dono. 

 

Mas a história que vou contar é uma história feliz. É a história de um cão que a minha amiga encontrou numa estrada perto de Braga. 

 

Portanto, basicamente, a minha amiga tinha o carro estacionado junto a um passeio. Ela faz as compras, regressa ao carro, abre a porta, senta-se no lugar do condutor, vira-se para o lugar do pendura para pousar a carteira e... pum! De repente, sente alguma coisa pesada a "assapar-lhe" em cima das pernas. 

 

Era um cão vadio. Um cão que tinha tanta vontade ser adotado que entrou pelo carro dentro e saltou diretamente para o colo dela! 

Claro que a minha amiga, nem hesitou. Viu-lhe a coleira, percebeu pelo seu estado que o cão não tinha para onde ir e... záz, lá vai mais um cão para casa dela. 

 

Agora... como é que se chama o cão? 

 

O cão chama-se... Serração!!

 

A sério... eu nunca vi um nome de cão tão estranho, mas ao mesmo tempo tão engraçado.

A minha amiga justifica que o cão se chama assim, porque ela tinha o carro estacionado em frente a uma carpintaria, uma serração. Daí, o nome. 

 

Eu não consigo evitar de rir, sempre que ela me conta qualquer coisa sobre o "Serração" (que entretanto, já está cheio de saúde e continua a viver em casa dela).

 

Quando ela começa a falar... "Sabes, o Serração fez isto, blá, blá..." ainda não acabou a frase e eu já me estou a rir. Não consigo parar de rir, quando ouço aquele nome tão inusitado. 

 

Mesmo que a história não seja muito alegre ("Acreditas que o Serração, roeu o chinelo da minha mãe?...") eu continuo a sorrir, porque a minha mente paralisa no momento em que ouço o nome do cachorro :))

 

Ás vezes, penso como se chamaria o cão se tivesse sido encontrado noutro local:

 

Poderia chamar-se "Talho", "Frutaria Peixoto", "Bar da Praia", "PSP", "Rua Miguel Martins, n.º 234", "Pingo doce"...  

 

... ou até mesmo "Aterro sanitário", "Portagem", "Estrada Nacional 125"...

 

Não. Posto isto, acho que Serração até é um bom nome. 

O cão teve sorte. 

 

Brevemente, o Vasco vai ter um cágado. Já está encomendado na loja e vamos busca-lo a qualquer instante. 

 

Eu não sei que nome vamos dar ao bicinho, mas quero que seja um nome assim. Um nome que nos faça sorrir, sorrir, sorrir. 

Um nome que seja tão feliz e importante que fiquemos com covinhas na bochecha só de pensar nele :))

 

Sugestões?

Brinquedos de Género. Sim ou não?

 

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É "normal" ver-se meninas a brincar com bonecas, e rapazes a brincar com carros.

No dia-a-dia, as meninas passeiam carrinhos de bebé; os rapazes passeiam nas suas motas de brincar. 

 

Mas não precisa de ser necessariamente assim....

 

Cá em casa, não existe essa coisa de "brinquedo de menina" e "brinquedo de menino". 

 

Por acaso, o V. até gosta muito de carros, bicicletas, motas e aviões. É vidrado nisso, mas não por influência nossa. Sempre adorou e é por essa razão que são esses os ítens que existem em maior quantidade cá em casa.

 

Mas também temos bonecas, ursos de pelúcia, equipamento para uma cozinha de brincar (falta a cozinha, estamos ansiosos por lhe comprar!) e um carrinho para ele passear os bebés. 

 

Posso dizer que ele adora esse carrinho. Sente-se tão orgulhoso quando vai para o parque com ele, como quando vai na sua mota. Ou quando consegue "raptar" por uns instantes a bicicleta dos meninos grandes. O prazer é o mesmo :))

 

O carrinho bateu num "obstáculo". 

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Consegui "roubar" a bicicleta dos gémeos. Pena não chegar aos pedais. Mas posso ficar aqui, paradinho, a desfilar estilo! 

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Se cortarem a parte de baixo da foto... até parece que já sei andar de bike! :)

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 Adoro fazer "Rally" com o carro de bonecas! 

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Lá vou eu! 

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Basicamente, gosto de tudo o que tenha rodas! :))

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E esta mota que a madrinha deu quando eu fiz 1 ano? Ui! Tem motor e tudo!! Essa é que eu curto mesmo! :))

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Olhem para mim... era tão pequeno neste altura! Mas já gostava de acelerar :))

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Não tenho qualquer problema em dar ao meu filho brinquedos típicos de menina. O importante é que ele se divirta e que seja feliz! 

Motas, bonecas, fraldas, barbies, bicicletas, aviões, legos... Em nossa casa, há de tudo.

 

Sem complexos. 

 

 

Uma espécie de Matchi-matchi

Para quem não está familiarizado com o termo, fazer "matchi-matchi" é vestir uma roupa idêntica aos nossos filhos (mas em tamanho grande, claro) ou com um padrão/cor bastante semelhante. 

 

Isso é muito fácil quando se têm filhas. Aliás, até existem lojas (sobretudo online) que vendem os mesmos modelitos para a versão adulta e para a versão de criança. Agora, quando se tem filhotes rapazes a tarefa não é tão fácil.

 

Pessoalmente, acho o matchi-matchi muito fofo e divertido. Por isso estava à espera de um momento para o colocar em prática. Ok... não consegui totalmente, porque o padrão não é o mesmo. Mas fiz uma espécie de matchi com os tons da roupa. Ficou giro!

 

(o pormenor do pé a descolar da sandália é que era dispensável...kkk)

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Já agora... os calções e a t-shirt fazem parte da nova coleçã da ZARA. No catálogo da marca aparecem assim (só os calções; a t-shirt também é da zara, mas não aparece nesta foto):

 

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 E vocês? Conhecem alguma loja que venda roupas na versão matchi-matchi?

Digam-me onde é que eu vou lá dar uma espreitadela!

Passeio Maravilhoso

Por ocasião do aniversário de uma amiga, estivemos este fim de semana no Parque da Cidade do Porto.

 

Já falei, no meu outro blogue, do Soundwish, excelente restaurante que lá têm (amigo dos bebés, das bikes e dos animais).  Hoje deixo-vos algumas fotos do nosso passeio no parque. 

 

A fazer amigos com os patinhos!

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Ora aqui está uma bela capa para o facibooki! 

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Todo lampeiro! 

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A verdadeira patrulha PATA! received_1613495085358366.jpeg

 

Anda cá, pato! Anda cá!! 

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Anda, que já te vou apanhar! 

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Alguma coisa de interessante se passava naquela árvore... estavam todos a olhar para lá! 

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Gostam deste conjuntinho, calções e t-shirt do Vasco? É tão fofo! Agora vou confessar... comprei-o na Feira! Ah ah! 

(lá se vão as minhas potenciais parcerias com as marcas de roupa...)

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Papá, ver patos é seca. Já me está a apetecer fazer outra coisa...received_1613495272025014.jpeg

 

Um filho pimba

É verdade que o meu miúdo não é muito adepto de dançar. Consigo, quando muito, arrancar-lhe uns saltos quando passamos num sítio onde há ranchos folclóricos ou quando passam carrinhas com colunas aos berros, a fazer publicidade às lojas (o efeito doppler é, pelos vistos, um atrativo para ele).

 

Mas é só isso.

 

Nem o despacito - grande hit deste verão - o faz ter vontade de abanar a anca.

 

Contudo, hoje descobri algo que o faz mexer! Estava a dar-lhe bocadinhos de melão como sobremesa e, sem me aperceber, comecei a cantar uma "velha" música:

 

"Coração de melão... melão, melão, melão... coração de melão... melão, melão, melão". 

 

 

Foi o clic! !

 

Num ápice, sem que nada o fizesse prever, o meu moço começa a dar saltinhos e a inclinar-se todo, ora para a esquerda, ora para a direita. Sim, estava a dançar! Alternando o peso entre uma perna e outra, inclinando os ombros... uma loucura!!

 

Já percebi que o V. não vai cá em modas.

Qual despacito, qual quê. Ele gosta é mesmo dos clássicos... dos clássicos da música pimba! :))

Os primos de França

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Os primos de França vieram cá estas férias, mais uma vez. Tem sido assim desde que me lembro de ser gente. 

Na minha infância, vinham acompanhados pelos pais. Ficavam cerca quinze dias, no mês de agosto, e não se importavam nada de cá estar. 

Eu e o meu irmão ansiávamos pela chegada deles, como as crianças à espera de um espetáculo do Panda...

Adorávamos aquelas férias!

 

A língua nunca foi um entrave: O meu tio (que é português), casou com uma mulher francesa, mas teve a inteligência e a sensibilidade necessária para ensinar os filhos a falar português. Admiro-o muito por isso.

 

Nunca falámos com os meus primos em francês. Ás vezes, experimentávamos umas frases aprendidas na escola. Mas apenas por diversão.

Os meus primos, apesar de nascidos em França, sempre fizeram questão de ser entendidos na nossa língua. Isso deve-se também à influência da mãe, que apesar de francesa sempre se interessou muito por nós e pela nossa cultura.

 

O meu primo D. é da idade do meu irmão. A prima K. é da minha idade. 

 

O meu irmão sempre se deu bem com o meu primo D. Acho que com os rapazes é sempre assim. As coisas são sempre simples. Partilhavam o gosto pelo futebol, pelas miúdas e pela aventura. E isso sempre bastou.

Lembro-me de o meu irmão, na adolescência ter ido passar umas férias a França, a casa dos primos. Eu era mais nova, por isso não fui.

Fiquei cheia de inveja! Só há dois anos é que fui conhecer a casa dos meus primos. E ao olhar para a piscina, lembrei-me de uma foto que o meu irmão tinha tirado nas tais férias que foi lá passar.

Só pensava no quanto ele se devia ter divertido...

 

A minha prima, apesar de ter a minha idade, sempre foi muito mais adulta do que eu. E trazia sempre coisas novas para me mostrar. Coisas que eu nunca tinha experimentado. Achava-a extraordinária e ao mesmo tempo estranha.

 

Quando andávamos na escola primária, houve um verão em que me mostrou o seu caderno. Fiquei espantada com a dificuldade dos exercícios de Matemárica que os miúdos franceses já faziam com aquela idade. 

"Nós somos muito mais espertos e temos uma escola melhor", dizia-me ela. 

E eu acreditava, sem protestar. E sem perceber a ligeira arrogância.

 

Éramos cão e gato. Ora muito amigas, ora a discutir. A prima Karine nunca chorava. Já eu era uma chorona de primeira e andava sempre a fazer queixinhas aos adultos que a prima "me tinha penicado", "agarrado", etc. etc,

Havia uma grande dose de drama nesses verões. Muitas emoções fortes.

 

Os anos foram passando e chegámos à fase da adolescência. Aí, as coisas começaram a mudar um pouco. Os meus primos, que até aí vinham com gosto para Portugal... deixaram de achar piada às férias lusas.

 

A minha prima vinha literalmente arrastada. Achava Portugal um país "muito parado" (talvez porque metade das férias era passadas na aldeia da nossa avó, tendo apenas por companhia as vacas e os porcos), queixava-se das estradas e das portagens. Dizia-me que lá não havia portagens e que não tinham que pagar para andar de carro.

 

Isto eram o início dos anos  90. Não sei se é verdade. Era o que ela me contava. 

 

Outra queixa frequente era a "falta de bolos nas pastelarias". Segundo o que percebi, os nossos bolos "eram todos iguais " e "tinham pouco creme". Esta parte concordo. Os nossos bolos são uma seca.

 

Por último, havia a parte do "Fado", que era um tipo de música a abolir no mundo por consistir em "mulheres a gritar e a gemer".

 

 

Ah! Lembrei-me agora de outra queixa que era sobre os canais de televisão. 

Quanto a este último ponto, o problema era a oferta.  Nós só tínhamos dois canais. Eles "já" tinham quatro.

- Como é possível vocês sobreviverem só com dois canais? - perguntava-me ela.

De facto não sei. Quem me tira as séries da FOX e da AXN, tira-me tudo.

 

Tirando a parte das queixas (e de ter que levar com elas durante todas as férias) eu adorava a vinda da minha prima a Portugal.

Ela estava, como já disse, a léguas de evolução relativamente a mim. E eu devorava, como cão faminto, todas as coisas que ela me dizia. 

 

Com doze anos, eu ainda brincava com bonecas. A minha prima já pintava as unhas, maquilhava-se com um rímel que lhe ficava super bem e falava dos rapazes da sua escola. 

 

Com quinze, dezasseis anos, já fumava. Na Costa da Caparica, a seguir ao jantar, a minha prima dizia que precisava de ir caminhar na rua para fazer a digestão.

Davamos sempre um passeio na cidade, enquanto os pais arrumavam a cozinha. Ela procurava um café mais escondido e ... zás! Sacava do cigarro!

 

- Queres? - Perguntou-me uma vez. Mas eu não estava interessada. Nunca estive.

E, note-se, achava uma seca ter que ir fazer caminhadas de quilómetros na Caparica só para encontrar um lugar suficientemente longe, onde o "crime" não pudesse ser detetado! :))

 

Foi algures numa dessas férias, que a K. me começou a falar de um namorado muito especial. Contou-me uma série de coisas que me deixaram a modos que bastante corada e eu senti-me um bocado parvinha.

Comparado com aquilo que ela me disse, o que eu tinha para lhe contar sobre a minha experiência não era minimamente interessante. If you know what i mean...

 

(basicamente a conversa desenrolava-se nestes termos: Ai tu só fazes isso e isso? Ah.. eu já faço isto, e aquilo e aqueloutro... E já faço o aqueoutro desde os x anos. E em França toda a gente faz..)

 

Percebi que estávamos tão distantes em espaço físico (França/Portugal), como em mentalidade. Eu era mesmo inocente!

E pensei que a partir daí a coisa fosse a piorar. Mas enganei-me.

 

Passou-se a adolescência. Chegamos a jovens. E durante uma série de anos, os primos deixaram de vir a Portugal. Julgo que devem ter estado a curar o trauma daqueles anos todos em que os meus tios os arrastavam contra vontade.

Portanto, os meus tios vinham passar férias a Portugal, mas os filhos ficavam em França.

 

Durante esse período, os meus primos casaram (a minha prima, casou com o tal namoradito que afinal era mesmo especial) e tiveram filhos lindos, simpáticos, amorosos e que... adoram Portugal!

 

Há coisa de sete anos, o primo David começou a vir a Portugal passar férias. A minha prima, passado uns anos seguiu-lhe os passos e também começou a vir amiúde.

Ora sozinhos, ora com casais amigos, a verdade é que têm viajado pelo país inteiro. E já não acham o país secante e feio.

Fico orgulhosa!! Não sei se foram os meus primos que mudaram, ou se foi Portugal que mudou e se tornou um país melhor. Com mais interesse. Mais encantos!

 

Talvez seja um pouco das duas coisas.

 

Portanto, agora...

 

Todos os anos no mês de agosto, os primos passam pela aldeia (onde infelizmente já não existe uma avó para os receber), vão à praia, correm as feiras todas, tomam banho nos parques aquáticos e descobrem até lugares que nem os portugueses conhecem.

 

Gostam tanto de cá vir, que o meu tio até decidiu comprar cá uma casa (até aí, ficavam instalados na casa de familiares). 

E gostam tanto de passear, que o meu tio também decidiu comprar um carro "para ficar cá, na garagem, à espera deles".

 

E eu gosto tanto que eles venham que, se pudesse, dava-lhes guarida todos os dias. 

Vivemos num país diferente. Tivemos experiências diferentes, histórias diferentes, percursos profissionais diferentes. 

Separa-nos a distância e toda uma cultura. 

Mas estamos unidos por laços invisíveis. Teremos sempre a recordação daqueles quentes verões de agosto. 

Temos, para além do passado, as férias do presente. Do agora. Os momentos em que nos juntamos (como ontem) para rir, conversar e passar um bom bocado.

Eles tiveram filhos. Eu também. 

E os nossos filhos todos juntos riem, brincam, saltam, choram e discutem na minha sala de jantar como nós o fazíamos há 30 anos.

O futuro também é nosso. Tenho a certeza que os nossos filhos vão arranjar sempre formas de se encontrar e não vão deixar morrer esta ligação.

 

Casei com o Ronaldo

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Hoje à tarde contei-vos um sonho que costumo ter quando estou acordada. Agora vou contar um sonho que tive ontem quando estava a dormir. 

 

Pois bem... Esta madrugada sonhei que tinha casado com o Ronaldo.

Espero que o vértice masculino não fique muito chateado. Se há homem que não me diz rigorosamente nada é o Ronaldo, por isso, acho que não vale a pena ganhar ciúmes. Ok...? :)

 

No sonho, eu tinha um filho e o Ronaldo também tinha um bebé.

O meu filho vestia-se normalmente como um rapaz de 20 meses. O filho do Ronaldo tinha a mesma idade, mas calçava umas botas texanas de pele, com um casaco de couro cheio de pregos de metal. 

 

O sonho foi curto. Mas nesse sonho, recordo-me de a minha mãe me ter telefonado a implorar :

"Ó filha, tu diz ao Ronaldo para não vestir o puto dele assim! A roupa é pirosa e aquelas botas devem entortar-lhe os pés...Olha que fica deficiente para a vida! "

Respondi que não havia nada a fazer, que as pessoas ricas eram assim estranhas, blá, blá, blá.

 

Pouco antes de acordar lembro-me de ter chegado a um aeroporto. O aeroporto ficava em... Pombal (?). Mesmo à frente de um restaurante onde, nos anos 80, as camionetas paravam para o pessoal comer arroz de tomate. 

 

(não consigo interpretar isto, já fui ao meu livro "dicionário dos sonhos" e não aparece lá nada sobre arroz de tomate)

 

O avião era parecido com um barco, mas essa parte eu sei explicar. Acabei de ler um livro chamado "Voando sobre as Águas" do Ken Follet, que falava do Clipper, um gigantesco hidroavião. Portanto, devem ser influências disso.

 

Por último, e julgo eu, o mais importante, o querido Ronaldo antes de entrarmos no avião entrega-me um envelope cheio de notas. Disse que era para eu guardar, que ele não podia. Ok. Na boa. 

 

OMG, eram Milhares de euros!!

Fiquei a olhar para o envelope com ar guloso, ao mesmo tempo que ouvia miar. O miado tornou-se cada vez mais forte, mais forte e...

 

... o "miau" era da minha gata Kikas. A bicha queria comer e estava mesmo em cima de mim a pedinchar. Foi aí que acordei  com um ar desgostoso. Por uns segundos fui rica... Por uns segundos fui rica...

 

Fazendo uma análise, acho que o sonho tem uma origem muito simples. Ontem estive na ZARA e vi quilos de roupa que queria comprar. 

Fora de brincadeiras, nunca vi uma coleção que me agradasse tanto! Apetecia-me levar tudo. Mas só levei uns conjuntitos...

 

Muito honestamente, fazia-me falta o pacote do Ronaldo. Ah... o envelope, queria eu dizer!!

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