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O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

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Família

Família. O que é isso afinal de família?

A resposta mais óbvia é que a família é formada por todos aqueles com quem temos laços de sangue. 

Mas toda a gente sabe que não é assim. 

A melhor família, é a família que a gente escolhe. São os irmãos do coração, são os nossos melhores amigos. 

São aqueles que se lembram de nós. 

A familia pode ser o homem do talho, pode ser a professora do nosso filho, pode ser aquela miúda com quem gozavamos na primária, mas de quem agora somos inseparáveis. 

A família é aquela pessoa que se lembra de nós. 

Que se lembra de nós sempre, e não quando dá jeito.

A família é aquela miúda que nos quer ter sempre por perto.

É aquele miúdo que vai passear e se lembra de ligar a convidar para um café. Apenas porque sabe o quanto adoramos uma "bica".

Eu conto os meus amigos pelos dedos. 

Mas são todos família. 

E tenho tanta família de sangue que não me liga nenhuma.

Amo-vos amigos!! 

PS- Nunca desistam de mim. 

K ça lixe!

Começando a preparar as malas para as nossas férias, já noto algumas diferenças relativamente ao ano de 2016. 

No ano passado, tive um cuidado tremendo com as roupas do Vasco - fiz os "conjuntinhos", coloquei-os em saquinhos de organza transparentes para ver melhor o conteúdo de cada saco, contei o número de calças e t-shirts até à exaustão para garantir que não faltava nada... Enfim, fui de um rigor e precisão extremas. 

Este ano, a onda é mais o ... k ça lixe! Vou mas é enfiar na mala a roupa todo do V. e depois logo se vê se chega ou não. 

E Zau! É enfiar tudo para dentro da mala. Quando chegar ao hotel faço os conjuntinhos e meto numa gaveta. 

Ou não.

:)

Fomos ao oftalmologista

O pai vê bem, mas a mãe é pitosga e um bocado estrábica (embora disfarçe com lentes de contacto e um charme cativante...). 

Por isso, não fosse dar-se o caso de o filho sair mais à mãe que ao pai, ontem fomos ao médico dos olhos. 

Desde pequeno que temos a sensação que o Vasco desvia um pouco o olho esquerdo. É uma coisinha mínima, e não é permanente. Ou seja, às vezes troca o olho, outras vezes não troca. 

E com essa alternância, vai-nos trocando as voltas também.

O médico analisou o Vasco e disse que à partida ele não tinha nada. Que o estrabismo era muito residual e parecia não ser algo de preocupante. Até porque ele tem apenas 20 meses e o próprio olho ainda se está a desenvolver. 

Ainda assim, receitou-nos umas gotinhas para colocarmos no olho dele durante quatro dias (como os bebés não conseguem fazer os exames de visão normais, têm que por essas gotas para o médico ver melhor a pupila) e disse-nos para voltarmos lá no fim do tratamento. 

Como é um médico muito conceituado na minha cidade só conseguimos a segunda consulta para o mês de novembro. Nessa altura, o Vasco terá 2 anos feitos e o diagnóstico será ainda mais preciso. 

O médico disse para não nos preocuparmos com a demora da consulta porque lhe parecia mesmo que o Vasco "não tinha nada". 

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos! 

Mais vale prevenir

Segundo li agora numa publicação, a Câmara de Lisboa já está a colocar barreiras anti terrorismo nas ruas.

Acho bem. Mais vale prevenir do que remediar. 

Mas ao mesmo tempo, não posso deixar de me entristecer.

Chegamos a isto!

Chegamos ao ponto de ter que antecipar o ataque, colocando pilares de betão nos sítios onde as carrinhas poderão atropelar alguém. Chegamos ao ponto de ter que prever, onde, quando, e como vão "eles" atacar...

Anyway... tristezas à parte, espero que o Porto e outras cidades sigam o exemplo de Lisboa. Há muitas avenidas nestes país. 

 

Sei o que fizemos no verão passado #parte 3

O verão de 2016 foi pródigo em experiências inesquecíveis. Foi o primeiro verão que passámos com Vasco (na altura, um bebé de 9 meses), foi a primeira vez que o levámos a andar e avião e foi a nossa estreia na ilha de Porto Santo. 

 

aqui e aqui coloquei fotos da nossa viagem. Depois do hotel e da zona da piscina, chegou agora a vez de vos mostrar um pouco da praia. 

 

Que praia espetacular! Tantos quilómetros de areal para correr, brincar e passear.

E o mar? Temperatura agradável, águas calmas... 

Melhor que explicar... é verem as fotos! (são bastantes, porque tenho dificuldade em selecionar)

 

Um hotel literalmente em cima da praia...

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 Adormecer o Vasco num passeio pela praia com o nosso "carrinho todo-o-terreno". Que luxo! :)

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 ... e o rasto do carrinho pela praia fora.

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 O bar da praia, que pertence ao Hotel Vila Baleira.

Capirinhas, gelados, sumos e pão "grátis", para hóspedes na versão Tudo Incluído. 

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 Fotos giras no Bar da Praia!

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A.M.O.R

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A conversar com o Salva-Vidas. 

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 Brrrr! 

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Adeus Vila Baleira! Até um dia! 

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Terrorismo. Mais uma vez...

Madrid... Paris... Bruxelas... Estocolmo... Londres. Uma a uma, e sem qualquer piedade, as capitais da Europa vão sendo manchadas pelo terrorismo.

 

Hoje não foi uma capital, mas uma cidade grande e emblemática (vai dar ao mesmo) onde vivem e passeiam diariamente milhões de pessoas. Dizer que estou triste é pouco. 

 

No meio disto tudo, é impossível não pensar... por muito que se tente evitar o dramatismo... chegará a vez de Portugal?!

 

Este é o pensamento, que é tão mau, tão mau, que até nos custa colocar por palavras. Não vá dar-se o caso de as palavras atrairem atos, e os atos atrairem ainda mais dor. Este é o pensamento que paira nas nossas mentes, mas que nem sequer queremos verbalizar. 

 

Tenho medo, confesso! Tenho cada vez mais medo de passear numa marginal movimentada, de ir a um teatro apinhado de gente, de ver um concerto no meio da multidão. 

 

E quando penso em viajar... tenho medo de escolher um destino trágico. Medo que venha por aí fora uma carrinha e que me leve. Ou que leve as pessoas que mais amo. 

 

Há uma sombra a abater-se na Europa. Para além das mortes, das perdas, da dor, temos uma semente muito zangada e muito má a crescer no nosso terreno.  Uma semente resistente e que está cheia de vontade de germinar. 

 

É semente do medo. 

Salada de Quinoa com toque Mediterrânico

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Desde que fiz aquele workshop de culinária de que vos falei, que ando maluca com a história da Quinoa.

Adoro o sabor, a consistência, a ausência de glúten e a sensação de saciedade que este alimento dá! 

 

Como o resto da família se mostrava renitente em adoptar a quinoa (porque parece "comida de pássaro" e são "coisas de gente alternativa", impus a mim mesma um desafio:

 

Teria que confecionar um prato que fosse tipicamente português e que, ao mesmo tempo, tivesse quinoa como ingrediente. 

 

Não precisei de pensar muito. Usei tudo o que um bom Tuga aprecia!

 

Pimento verde cozido, tomate, cebola, rúcula e, claro, a boa da sardinha portuguesa.

 

Utilizei petingas em lata, porque queria despachar-me. Para além disso, adoro as conservas da Ramirez e sabia que o resultado seria bom.

 

Não, não é publicidade, gosto mesmo da marca. E sinto-me segura quanto à qualidade do produto.  Há três anos dei aulas a uma turma do curso profissional de Controlo e Qualidade Alimentar e fizemos uma visita de estudo à fábrica.

Tudo impecável. Limpo e organizado, apesar do aspeto tradicional. Mas até disso gostei.

Foi giro ver aquelas senhoras (e senhores) todas a limpar e a arranjar o peixe. Soube mesmo a Portugal. Parecia que estava numa mega peixaria. 

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Já agora, aproveitei o óleo da conserva para temperar a salada. Fica muito bom!

 

O resultado ficou bem acima das minhas expetativas! Adorei o sabor!

Fica aqui um "corte" do prato, para verem melhor o recheio (resolvi colocar tudo por camadas, embora sabendo que no prato se mistura tudo).

 

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 Temperei com vinagre balsámico, azeite da própria lata de conserva e umas pedrinhas de sal marinho (pouco, porque os ingredientes já são salgados).

 

Acaba por ser uma salada saudável, com um toque mediterrânico. Mas esta tem a vantagem de "encher", de saciar mais, devido à quinoa. Portanto, é mais difícil ganharmos fome nas próximas horas. 

 

São servidos?

 

 

verão trágico

Este é ,sem dúvida, um verão que vai ficar na história do nosso país como um dos mais trágicos. 

Depois de Pedrogão... a Ilha da Madeira. 

Ora são árvores consumidas pelo fogo, ora são as nossas vidas consumidas pelas árvores. 

É caso para dizer que a natureza está contra nós. 

Lamento imenso o que aconteceu. Os meus sinceros pêsames às vítimas e suas famílias. 

Sei o que fizemos no verão passado #parte 2

Já aqui falei, na #parte 1, das razões que nos levaram a Porto Santo nas férias passadas. Recordei também o primeiro desafio com um bebé de 9 meses: a viagem de avião!

 

Hoje, deixo aqui algumas fotos (porque uma imagem vale mais que mil palavras) dos nossos dias junto à piscina do hotel (Vila Baleira). 

 

Se o espaço interior do hotel é um pouco antiquado, já o espaço exterior merece nota 20.

 

Duas piscinas (uma para adultos e outra para crianças), insufláveis, cabana de madeira, baloiços, mini campo de futebol, uma equipa de animação fantástica e... um passadiço que em 2 minutos nos leva diretamente à praia. 

Querem melhor?

 

 As piscinas com o hotel ao fundo

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Olhem só quem é que detestou a bóia que nós comprámos? Dinheirinho mal gasto...

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Brincadeiras na relva

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E atrás daquelas dunas o que é que está? É isso mesmo! O mar!!

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Vértices masculinos no parque infantil...

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Uma vez por semana o tratador de cavalos vem ao hotel...

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Mais uma foto do parque infantil...

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Ai que saudades eu tenho da minha máquina Canon (foi roubada, podes ler sobre isso neste post). Que fotografias giras ela tirava!!

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 Isto de andar atrás de um bebé de 9 meses é giro, mas super cansativo! Nas próximas imagens dá para ver a satisfação dele e... o ar exausto da mãe... :)

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 Passadiço que sai da zona da piscina e vai dar diretamente à praia (as fotos na praia ficam para o próximo post, ok?)

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E o nosso quarto.... Vista de caca (a fazer lembrar a paisagem desértica da saga Guerra das Estrelas).

Por isso lembrem-se, se quiserem vista mar, convém pedir antes e reforçar a ideia várias vezes junto da gerência :))

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 E então? Ficaram com vontade de visitar Porto Santo? 

Se estão com dúvidas, esperem até ver as fotos da praia!!

 

 

 

Que saudades de alugar uma barraca

Ultimamente temos feito férias fora do país, ou em hotéis que não incluem a tradicional barraquinha na praia. 

Já há vários anos que ando com o tapa-vento às costas e o guarda-sol atrás de mim. Ou então consolada numa espreguiçadeira com um telhadinho de pano que só tapa uma nesga de sol. 

 

Mas este ano, demos por nós a frequentar as praias da nossa infância. Como o Vasco é pequenino alugámos ontem uma barraca.

 

Sabem que mais? Adorei! 

Já tinha saudades de ficar numa barraca na praia. Daquelas às riscas, azul e branco, protegidas da nortada e com espaço abrigado para o Vasco dormir uma soneca. 

 

Que recordações giras eu tenho das barracas e dos verões passados nas Caxinas (Vila do Conde).

 

Saudades das cadeiras de madeira (que as concessionárias punham nas barracas), do saco grande de pano com as almofadas (e que ficava dentro da barraca durante a noite), da mesinha que se desmontava e onde todos podíamos comer. 

 

E mesmo à moda do norte faziam-se autênticos banquetes na praia...

 

As barracas sabem-me aos verões da minha infância. E eu quero que o V. tenha recordações assim. 

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