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O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

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Amamentar: os desafios da livre demanda

(bebé de 10 semanas pais cansados, diálogo sobre a teoria da "livre demanda")

 

Ela - Olha, ele já dorme! Está com um ar tão fofo. Adormeceu a mamar no peito, devia ter mesmo fome...

Ele - Pois devia... há quanto tempo não lhe davas de mamar?

Ela: Tinha-lhe dado de mamar há três quartos de hora.... E antes disso tinha dado de mamar uma hora antes. De manhã até lhe dei de mamar com intervalos de meia hora. Vou-te contar!! Esta história da "livre demanda" está a pôr-me louca!

Ele: Como assim?

Ela: Então não te lembras do que disse o pediatra? Agora temos que dar de mamar sempre que o bebé pede. Aquela coisa de amamentar de 3 em 3 horas, hoje em dia já não se usa... Os especialistas chegaram à conclusão que o bebé se desenvolve melhor se beber leite à hora que quiser. 

Ele: Será verdade?

Ela: Não sei. Só sei que estou tão cansada... Houve um dia desta semana que estava tão farta de andar sempre a vestir e despir a camisola que... sabes o que é que eu fiz? Desisti!

Ele: Desististe de dar de mamar??

Ela: Não... desisti de vestir a camisola. Andei a tarde toda despida do tronco para cima. Poupei esse trabalho, pelo menos...

Ele: A sério?? Em que dia é que isso foi? Andaste despida? E eu a trabalhar todo o dia como um escravo... Não acredito que não estava em casa para ver esse espetáculo...

Ela: Foi na terça-feira... E eu não acredito que passe os meus dias a amamentar, Sinto-me uma vaca leiteira.

Ele: Espera, espera... não estás a ouvir um barulho? Acho que é ele... Ahhhh.... Acordou!...

Ela: Se calhar tem frio.

Ele: Se calhar tem calor.

Ela: Se calhar está desconfortável, pareceu-me que tinha a cabecinha torta.

Ele: Se calhar... não te zangues, mas... não terá ele fome? Será que mamou bem nesta última vez? Não era melhor ires dar de mamar outra vez?

Ela: Outra vez??  Mas eu não faço mais nada na vida...

Ele: Vai lá. É bom para o miúdo... Olha, e já agora, depois de ele mamar, deixa-te ficar "ao natural".

Ela: Como assim?

Ele: Olha, assim como estavas na terça feira... É como tu dizes, daqui a bocado ele vai querer mamar outra vez e assim poupas o trabalho. É isso, faz de conta que é terça-feira...

 

Nota da autora- A livre demanda é uma perspetiva que a nossa família apoia e que continuaremos a utilizar no futuro, sobretudo nos primeiros meses de vida no bebé. O diálogo que acima recordei, não pretende dissuadir ninguém: serve apenas para ilustrar algumas das dificuldades/desafios que encontrei durante a utilização deste método :)

 

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Jogos de Computador para Bebés

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Esta semana descobri que o nosso bebé adora jogar computador. Tem apenas 13 meses, mas assim que vê um teclado e um monitor fica fascinado!

 

Para satisfazer a curiosidade dele (e minha, confesso...) tentei encontrar na internet jogos de PC específicos para bebés e não é que encontrei uns muito giros?

 

São jogos simples: o bebé apenas tem que clicar numa tecla ao calhas para ver o que acontece no ecrã. Achei interessante pois para além da vertente lúdica (contam historinhas, têm muitas cores, etc.) possuem uma forte componente pedagógica.

 

Ao mesmo tempo que desenvolvem a noção de causa-efeito (o jogo só avança se o bebé clicar numa tecla), ajudam na aprendizagem das cores, números, nome de frutos, sons dos animais... Adorei!

 

Deixo aqui alguns links para quem quiser experimentar :) Se algum de vocês conhecer mais algum, é só deixar o link nos comentários a este post. Desde já agradeço!

 

Para bebés pequeninos:

http://www.acorujaboo.com/

http://www.jogosgratisparacriancas.com/

 

Para crianças entre 2 e 6 anos:

http://www.jogosgratisparacriancas.com/

http://www.pandajogosgratis.pt/pc/infantis

http://igkids.ig.com.br/

 

 

Só (me) liguei para dizer...

 

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... que a iniciativa "prenda solidária" que levei a cabo neste Natal foi SUPER bem recebida por parte dos meus familiares. 

 

Como já referi, este ano decidi aderir à iniciativa Pai Natal Solidário promovida pelos CTT (podes ler a história completa neste post e neste post).

 

No dia de Natal coloquei em cima da mesa uma caixinha destinada à recolha de dinheiro para suportar a prenda que eu comprei. Depois de explicar a todos a envolvência desta iniciativa, as reações não podiam ter sido melhores: recolhi fundos para financiar a prenda deste ano e ainda sobraram alguns euros que ficaram "em caixa" para a prenda solidária do ano que vem :)

 

Como a iniciativa só termina a 6 de janeiro, fizeram-me prometer que para o ano toda a família se iria envolver também na seleção das cartas a apadrinhar. A decisã será tomada no dia de Natal e os presentes comprados na semana seguinte. 

 

Sei que isto é pouco, muito pouco, face às necessidades de tantas crianças não só em Portugal, mas também no resto do mundo. Acredito, contudo, que no futuro ainda vamos fazer mais e melhor. O importante é tentar!

 

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Querido... dei um sumiço ao pinheiro

Diálogo passado ontem, algures entre as 8 e as 9 da noite:

 

Ele (regressando a casa do trabalho e deparando-se com a sala de jantar vazia): Ui, que fizeste ao pinheiro? Desapareceu!

Ela: Olha, decidi desfazê-lo. O Natal já passou e não estava a fazer nada na sala.

Ele: O quê?? Desfizeste o pinheiro??

Ela: Sim. É que hoje ainda por cima era o dia da empregada vir limpar a casa e não dava jeito ter ali aquele mono, percebes? Assim ficou mais fácil para ela aspirar o chão

Ele: Desfizeste o pinheiro para a empregada poder limpar a sala? Mas ainda estamos na quadra natalícia! Ainda vêm aí os Reis... 

Ela: Esquece os Reis. Olha para a sala... não ficou mais airosa?

Ele: Vazia, queres tu dizer! Logo tu, que adoras o Natal. E ainda por cima este ano temos o Vasco! Ele gosta tanto do pinheiro...

Ela: O Vasco estava sempre a tirar bolas do pinheiro. Já para não falar das nossas gatas, sempre a comer os ramos. E eu sempre de cócoras a apanhar os despojos da brincadeira deles. Estou farta. 

Ele: Tu não estás bem! Vou buscar o pinheiro e vou montá-lo outra vez!

Ela: Outra vez não, que da primeira vez fui eu que o montei... tu só puseste os atilhos nas bolas!

Ele: E muito fiz eu! Essa era a parte mais difícil. Está decidido, vou já à arrecadação buscar a árvore. 

Ela: Ooooppsss... ah... não podes... deitei fora o pinheiro. Estava velho e gasto. Já não tinha classe para a nossa sala. 

Ele: Velho??? Mas este pinheiro tem para aí seis anos no máximo!

Ela: Pois, mas meu querido, anos de pinheiro é tipo anos de cão, tens que multiplicar sempre por sete. A meu ver o nosso pinheiro já estava muito idoso. Deve ter para aí, ora deixa ver, 6x7...

Ele: Tu picas-te... Coitado do Vasquito... agora já não tem o pinheiro para brincar...

Ela: Brinca para o ano! Para o ano vai ter um pinheiro novo! 

Ele: Nem vou comentar....

Ela: E bolas novas... um comboio à volta... neve artifcial... Mas só para o ano. Que este ano já chega de confusão na sala. A empregada diz que agora está muito melhor.

Resoluções para 2017? Não: sonhos para 2018

Este Natal, decidimos criar uma "caixa de sonhos"... Cada elemento da família escreveu num papel o seu maior sonho/desejo para 2018 e colocou o mesmo dentro de uns frasquinhos muito giros que eu comprei há duas semanas, já a pensar nesta atividade. Ou seja, basicamente, enfrascámos os sonhos. 

 

Mas... esperem... sonhos para 2018? Não deviam ser para 2017?!  

 

Há uma explicação lógica para isto. O Natal é passado em minha casa apenas de dois em dois anos (para o ano será em casa de outro elemento da família) e achámos, por isso, que seria giro alargar o lapso temporal.

 

Os frascos foram inseridos numa caixinha azul e esta, a pedido de todos, foi lacrada. A minha ideia era enterrar a caixa no parque da cidade, mas está um frio medonho e ninguém achou piada à perspetiva de escavar terreno com uma temperatura de 6 graus. O nosso tesouro vai, portanto, ficar guardad0 num armário até 2018. 

 

Daqui a dois anos quando o Natal for passado novamente em nossa casa, vamos abrir a caixa dos sonhos e passar um bom momento de convívio (espero eu...). Mesmo que nada se realize, continuaremos a sonhar.

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Natal com Estilo - Decoração da Casa

Olá!

Aqui estou eu de novo, depois da pequena interrupção do Natal!

Como sabem, este ano decidi arriscar e, na noite de consoada decorei a mesa em tons de azul. Deu algum trabalho, mas ficou giro! (na primeira foto faltam os copos... ainda estavam na máquina de lavar, kkkk).

 

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Por sua vez, no dia de Natal, acabei por regressar às cores tradicionais (vemelho e dourado). O que acham? De qual das decorações gostaram mais?

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O Vasco foi apresentado ao Pai Natal

Hoje foi um dia feliz! O Vasco já está melhor da constipação, permitindo um passeio na nossa cidade que, apesar do frio, está linda e super animada. 

Andámos no carrocel, fomos ver os "meninos grandes" a patinar no gelo, e ainda deu tempo para visitar a casinha do Pai Natal. 

Reguila como sempre, o Vasco não deu grande confiança ao senhor de barba branca, embora ele fosse extremamente simpático.

O balão em forma de cãozinho que o Pai Natal lhe deu... transformou-se rapidamente numa tripa disforme.

Já o balão cor de rosa de tamanho grande... durou cinco minutos até o Vasco encontrar um pau no jardim e o furar. Pum! "Já tá" - disse ele. E levantou as mãozinhas no ar de contentamento. 

Espero que, no próximo ano, o encontro entre o Vasco e o Pai Natal seja um pouco mais... amistoso? :)

 

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Tinham dito que a vida ia mudar mas...

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...ninguém me avisou que eu teria que dormir aos solavancos, por entre as mamadas, as trocas de fraldas e as cólicas do bebé. Ninguém me contou que, se conseguisse dormir três horas seguidas, isso seria um feito extraordinário. E ninguém me explicou que, no princípio, ia sentir muitas dores a amamentar.

 

Ninguém me disse que devia aproveitar as sestas do bebé para dormir também. E que talvez fosse preciso "fechar os olhos" à desarrumação da casa, porque o ato de descansar passaria a ser mais crucial.

 

É certo.... disseram-me que o meu mundo se ia virar ao contrário... Mas ninguém avisou que nunca mais teria tempo para almoçar, jantar ou até mesmo lanchar em sossego. Que  o café do pequeno-almoço iria ficar esquecido na chávena. Que o "prato completo" seria substituído por uma sandes de atum devorada à pressa "antes que o bebé acorde". 

 

Não há nada como o sorriso deles. Não há maior aconchego para o coração que vê-los a crescer felizes. Mas ninguém me disse que nunca mais ia ter privacidade para ir ao WC. Que muitas vezes teria que aguentar a bexiga até eles adormecerem. Que teria que aprender a fazer chici de pé (uma mão na sanita e outra a segurar o bebé para evitar que ele mexa no piaçaba) e a  fechar as portas com golpes de ombro. Que teria que cozinhar só com um braço. Para nunca lhe faltar colo. 

 

Disseram-me para aproveitar bem os meses de gravidez. Não há dúvida que me disseram para ir ao cinema, sair com as amigas e namorar bastante com o meu marido. Pena não terem insistido mais! Nada me preparou para o que aí vinha.

 

Ninguém me avisou que o cinema seria substiuído por canais cabo, que os jantares de amigos seriam adiados "porque o bebé está doente". E que as conversas animadas do casal, muitas vezes, seriam substituídas pelo silêncio do cansaço.

 

Olho-me ao espelho  e o que vejo? Vejo um boneco desgrenhado, com os cabelos cheios de sopa seca, a camisola cheia de nódoas de banana, os sapatos há várias semanas por engraxar. Vejo uma mancha negra no sítio em que tentei colocar o rímel à pressa. Vejo que, sem querer, coloquei duas lentes de contato no mesmo olho. Quem é esta? Não sei. Ninguém me avisou que eu me ia perder de mim. 

 

Disseram-me que os cinco meses de licença iam fortalecer os nossos laços . Mas ninguém me falou da solidão. E da lentidão com que as horas passam quando se está um dia inteiro sozinho. Ninguém me avisou que, por mais que amasse o meu filho, ia sentir saudades de conversar com uma pessoa adulta, sobre temas adultos, num local adulto. Em vez de um tapete cheio de brinquedos.

 

Passou pouco mais de um ano desde que o meu tesouro nasceu. E hoje foi mais um dia da minha vida de mãe. Não há dúvidas que é uma vida dura, cansativa, stressante, mas sabem que mais? Vale tanto a pena!

 

Adoro o meu filho. Ele é o meu maior bem, o meu maior tesouro. Todos os dias me faz sorrir. Todos os dias dá-me força para viver. Todos sacrifícios valem a pena, para o fazer feliz. E no final do dia, todas as dificuldades são relativizadas pelo aconchego de um abraço. Pela visão ternurenta de um bebé tranquilo agarrado ao seu ursinho, a dormir. 

 

Se é difícil ser mãe? Sim. Mas não me arrependo nada de o ter sido. 

Ninguém me avisou que podia haver um amor tão grande. Ninguém avisou para não estragar a surpresa.

É que os segredos mais doces... são para guardar.

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