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O Triângulo Perfeito

Um blogue de pessoas imperfeitas. A viver num triângulo perfeito.

O Triângulo Perfeito

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Banho depois do jantar: sim ou não?

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Desde setembro que tem sido assim: ao final da tarde vou buscar o Vasco à creche, vamos ao parque infantil (ou diretos para casa se estiver frio), mas assim que chegamos ao aconchego do lar (como ele vem sujo e transpirado) dou-lhe logo um banhinho.

Depois disso, brinco um bocadinho com ele e por volta das 19:30 (mais coisa, menos coisa) dou-lhe o jantar. 

O problema desta rotina é que o Vasco suja-me imenso à hora do jantar. Para além de detestar sopa (é um castigo) e de já estar cheio de sono (sono= birras sem limite), agora descobriu que gosta de brincar com a comida! É arroz, massa, carne, cenoura e afins a saltarem para todo o lado. A roupa dele fica num estado lastimável, para não falar da cara, das mãos e dos braços, cheios de comida. 

 

(O pediatra disse-nos que nesta fase é conveniente deixar os bebés mexerem na comida, cheirarem, tocarem e experimentarem as várias texturas dos alimentos, por isso, embora a minha cozinha fique um caos, em nome de um "bem maior"... lá vou deixando...)

 

Depois do jantar, lavo-lhe a carinha e as mãos, mas parece que o cheiro a sopa fica entranhado :( 

Para além disso, por muito que o limpe acho que ficam sempre uns pedacitos de arroz aqui e ali. E faz-me imensa impressão deita-lo na caminha com lençois cheirosos e lavados, com ele a cheirar a massa e a legumes. 

Tudo isto acontece porque eu sempre segui a regra do "não dar banho logo após as refeições".

A verdade é que, culturalmente, fomos ensinados a "esperar algumas horas depois de comer", para evitar "paragens de digestão". 

Eu não espero 3 horas para dar banho ao Vasco, como era quase imposto antigamente, mas sempre aguardei pelo menos hora e meia. Nunca me passou pela cabeça dar-lhe banho a seguir à refeição... Até que, há uns dias, estava eu no café, quando ouvi duas amigas a comentarem que davam banho aos respetivos filhos após o jantar. 

Fiquei um pouco chocada, mas acima de tudo fiquei curiosa. Resolvi informar-me e pesquisar em vários sites. Conversei, inclusivamente, com duas colegas minhas que são enfermeiras, para ouvir a sua opinião. 

Depois de muito me informar concluí que SIM, é possível dar banho após as refeições, desde que a temperatura da água seja  quuentinha, isto é, semelhante à temperatura interna do corpo. O que provoca as paragens de digestão não é a água em si, mas o choque térmico que poderá ocorrer se essa água estiver demasiado fria. 

Durante a digestão, o sangue aflui com mais intensidade para a zona do sistema digestivo. Se a água estiver fria, o sangue terá que se deslocar para outras regiões do corpo (para as aquecer), levando a uma paragem na digestão.

Depois de colocar a questão "Dás banho ao teu filho depois do jantar" às minhas amigas, descobri que 50% delas o faziam, sem terem tido até agora qualquer problema. 

Não posso negar que esta seria a solução para o meu problema... Imaginar o Vasco fofinho e cheiroso (e relaxado do banhinho) a deitar-se nos lençóis é um sonho bom demais. E agora, que faço? 

 

E vocês, como fazem em relação ao banho? Concordam que se pode dar depois do banho? Fico à espera das vossas opiniões!

 

Conjuntivite viral - o que é?

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Depois de recebermos, nas urgências do hospital, o diagnóstico do problema do Vasco (conjuntivite viral), comecei a investigar sobre o assunto. Porquê? Porque achei estranho que uma simples conjuntivite provocasse febre e diarreia também...

Segundo li nos médicosdeportugal.sapo.pt, a conjuntivite é uma "inflamação ocular" que pode ser provocada por vírus ou bactérias. Designa-se "conjuntivite" por ser uma problema que afeta a conjuntiva-  membrana que reveste o branco do olho e a face interna das pálpebras,

Os principais sintomas são "olhos vermelhos e lacrimejantes, comichão, produção de muco e intolerância à luz". Yup, foi isto que o Vasco teve. Mas não teve só isto! É isso que me faz confusão...

Em nenhum dos sites que consultei, foi referido que a febre e a diarreia seriam sintomas de conjuntivite.

Depois de pesquisar mais um bocado, encontrei este trecho na medipédia, que ajudou a esclarecer a minha dúvida:

"Por vezes, a inflamação da conjuntiva apenas constitui uma manifestação de uma infecção viral geral, como a gripe, a rubéola ou o sarampo; neste caso, a evolução da conjuntivite acompanha a evolução da patologia desencadeadora."

Assim já me parece melhor: provavelmente o Vasco teve uma infeção viral, que lhe provocou febre, diarreia e, mais tarde, o aparecimento de uma conjuntivite. Não terá sido a conjuntivite a provocar a febre e a diarreia. As três coisas seriam, sim, manifestações de uma infeção que o Vasco teve.

 Que acham?

A verdade é que continuo preocupada... a conjuntivite passou, mas a diarreia continua.. Melhora Vasquito!

Afinal não era "psicológico"

Afinal o Vasco estava mesmo doente... Não era "psicológico". Na quinta à noite ficou novamente com febre, na sexta feira já não foi ao infantário e à noite, como o quadro estava um bocado mau, lá fui eu fazer uma visita às urgências. Diganóstico: Conjuntivite viral com complicações associadas (sendo que por complicações se entender febre, garganta inflamada, dores de ouvidos, etc).

Fim de semana passado em casa. Melhora Vasquito! Estou com saudades do teu sorriso!

Hoje ficámos em casa

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Hoje ligaram-me do infantário, por volta do meio dia, a dizerem que tinha que ir buscar o Vasco porque ele estava com febre. Como à quinta-feira de tarde não dou aulas, achei que devia dar algum descanso aos avós: fui buscar o pequenote.

Passámos a tarde juntos no quentinho da nossa casa. Eu e o Vasco, o Vasco e eu. Durante sete horas. Sempre na brincadeira. Foi giro. Tirando uns cocós esquisitos (continuo na esperança que sejam dentes) achei-o bem disposto. Da febre nem sinal...

A verdade é que hoje tinha reservado a tarde para cuidar de mim... Algo que os amigos e a família me têm aconselhado a fazer. Isto porque, nos últimos tempos, ando um bocado desleixada e moída de cansaço. 

Ontem olhei-me ao espelho e reparei que a raíz do cabelo já estava com uma cor muito diferente da cor inicial e que as brancas já se estão a notar outra vez. Também, pudera: só vou ao cabeleireiro quanto o rei faz anos. Por outro lado, como consegui retirar todo o verniz das unhas à dentada, as minhas mãos também estavam um cristo. 

"Vamos lá reservar umas horitas na cabeleireira" - pensei. Note-se que até nem gosto de ir. Mas pronto, já estava mentalizada para a seca que ia apanhar. 

Depois disso, ainda tinha pensado passar pelo hiper. Queria fazer uma receita apetitosa que vi na net e precisava de uns ingredientes (à quinta-feira come-se melhor cá em casa, pois tenho a tarde toda para me dedicar à cozinha, eh eh).

Mas os planos mudaram. E a tarde foi passada com o meu menino. 

Saltou, brincou, mexeu nas gavetas todas e... depois de oito horas acordado,  acabou agora mesmo de adormecer (fica tão fofinho, agarrado ao cobertor peludinho azul).

Como não vos quero falhar, vim aqui num instante escrever este post.

A minha sala está um caos, parece que passou um furacão. A minha cozinha idem. E eu tenho a roupa tão suja de sopa que me apetece ir vestida para a banheira. A minha tarde "zen" foi para o caneco. E a receita especial que ia fazer acabou agora mesmo de ser substituída por... massa com atum! :)

O meu menino passou um dia em cheio e adormeceu feliz. E eu, apesar de estar cansada com sei lá o quê, estou feliz também.

Será que a febre dele era "psicológica"?! Será que o que ele estava a sentir era... falta dos mimos da mãe? :)

Fiquei a pensar no assunto.

Será dentes?

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 Calças, casaco e t-shirt: Obaiibi

 

Apesar de já ter um ano, o Vasco ainda só tem dois dentes. Quando estes dois nasceram (por volta dos nove meses) ficou com diarreia e rabinho assado. 

Neste momento, apresenta os mesmos sintomas. Será que vêm aí mais dentinhos? Dava jeito, até porque ele adora comer e estamos ansiosos que ele experimente comidas mais sólidas e diversificadas :) 

A parte pior é que o rabinho está mesmo em muito mau estado. Estava a usar a pomada da Uriage, mas não consegui grandes resultados. Neste momento, lavamos sempre o rabinho com água morna quando mudamos a fralda, secamos bem e nas zonas m ais afetadas fazemos aplicações com Pimacufort, uma pomada milagrosa. Pedimos às auxliares do infantário para procederem do mesmo modo e colocámos na mochila do Vasco umas toalhinhas fofas para ele secar o rabinho depois de lavado. Todos os dias mandamos uma toalhinha lavada.

E os vossos bebés, já passaram por isto? Concordam que a chegada dos dentes possa vir acompanhada de diarreia e rabinho assado? Ou acreditam que tal não passa de um mito?

Já agora, que pomada aplicam no rabinho dos vossos bebés quando eles estão assim?

Preparar leite de fórmula: um processo simples ou um caso bicudo?

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Segundo uma notícia que li recentemente, a Direção de Geral de Saúde vai criar uma norma nacional sobre a preparação de leite em pó para bebés. O objetivo é informar os cidadãos e evitar os erros que muitas pessoas cometem nesse processo.

As duas regras fundamentais para uma boa preparação do leite, de acordo com a DGS, são:

 

- utilizar sempre água fervida e não água de garrafa, pois a água engarrafada não é estéril. 

- adicionar o pó com a água a pelo menos 70º, para que as bactérias morram todas.

 

Isto é tudo muito bonito, mas não é nada prático, e também não é muito fácil de operacionalizar... A verdade é que, nos primeiros meses do Vasco, cá em casa, seguimos as duas regras à risca. A partir dos 4 meses tornou-se muito complicado. Passo a explicar:

 

Até aos 4 meses, o Vasco foi amamentado com o meu leite. O leite em pó era dado apenas como suplemento/reforço no final da mamada. Assim, enquanto eu dava de mamar, o meu marido ia até à cozinha e preparava o leite em pó seguindo as instruções criteriosamente. 

Fervia a água, adicionava o leite ainda com a água bem quente, e depois deixava a arrefecer. Tudo isto demorava cerca de meia hora, mas não havia problema, já que esse era o tempo que eu demorava a dar de mamar. Quando o Vasco acabava de mamar, o leitinho do biberão já estava morno e ele tomava o suplemento. Simples e eficaz. 

A partir dos 4 meses, o Vasc começou a rejeitar completamente a mama e passou apenas para a fórmula. A logística que seguíamos até ali para preparação do leite, continuou a ser usada durante o dia, mas à noite tornou-se impossível. E porquê?

Porque o nosso bebé acordava a meio da noite cheio de fome, a chorar imenso e, claro, sem paciência alguma para esperar a tal meia hora que era necessária para a preparação correta do leite de fórmula. 

Enquanto ele berrava a plenos pulmões na caminha dele (e não adiantava nada dar-lhe a mama, nem colocar a chupeta porque o que ele queria era leite de biberão e mais nada!) lá ia eu velozmente reparar o leite de fórmula, a tentar ser o mais rápida possível.

Mas não me livrava de o fazer esperar pelo menos 20 minutos. Comecei então a explorar alternativas:

 

1º Alternativa: Inicialmente, optámos por ter um frasco de leite já feito no frigorífico e aquecê-lo no aquecedor de biberões na hora em que Vasco acordava. Hum... não resultou. Aqueles sete minutos que o leite demorava a aquecer pareciam uma eternidade perante o berreiro do Vasco. Acabei por abandonar rapidamente esta solução porque li em qualquer lado que preparar o leite com antecedência levava ao crescimento de bactérias. E quanto mais tempo o leite ficava no frigorifico mais bactérias cresciam. Bem, uma semana depois já tinha desistido deste método.

 

2º Alternativa: Para acelerar um pouco a coisa, comecei a arrefecer o leite por baixo da torneira de água fria, logo após a sua preparação. Mas aqui já temos um erro não é? Quer dizer... de que adianta colocar o pó com a água a ferver, se logo a seguir vamos «colocar o frasco debaixo de água fria?

Isto levou-me a refletir sobre uma questão: Quanto tempo demoram exatamente as bactérias a morrer? É que ainda ninguém veio esclarecer este ponto. A questão é simples. Se as bactérias só precisarem de contatar um ou dois minutos com a água a 70º para morrerem, então não há problema em esperar esses dois minutos e depois esfriar o leite na torneira. Agora... se me disserem que as bactérias precisam para aí de 10 minutos para morrer... nesse caso, colocar o leite debaixo de agia logo após a sua preparação, se calhar já foi assim tão correto. 

Penso que nesse aspeto, a DGS é omissa em informações porque nada diz acerca disto. Contudo, esta alternativa deve ser a melhor, porque o Vasco esteve recentemente internado no hospital e era desta forma que as enfermeiras me aconselhavam a preparar o leite para ele. Quando comentei com as enfermeiras que em casa já estava a usar a 3º alternativa (ver abaixo), mostraram-se um pouco chocadas. Disseram-me logo que ali tinha que preparar o leite "como deve ser". 

Concordo com elas, mas a verdade é que naqueles 4 dias em que estive no hospital com ele, toda a gente ficou a saber a potência dos pulmões do Vasco. Sempre que acordava a meio da noite e não tinha o leite pronto rapidamente era o caos. 15 minutos de suplício, a tentar esfriar o frasco debaixo da torneira. A pontos de as próprias enfermeiras virem queixar-se do ruído. Mas que podia eu fazer?

 

3º Alternativa e a que usamos até hoje (Deus me perdooe, mas é a mais prática!): A partir dos 6 meses do Vasco, tivemos que tomar uma decisão. Ou o deixávamos chorar baba e ranho durante os minutos de preparação do leite mais o tempo de esfriar na torneira (tudo junto levava cerca de 15 minutos com ele a berrar e a espernear) ou encontrávamos outra solução.

Hoje em dia, temos sempre em casa:

  1. um termo com água a ferver que é mantida quente durante toda a noite.
  2. um recipiente com água fervida, mas fria.

Quando o Vasco acorda e quer leite, adicionamos ao biberão um pouco de água quente, e logo a seguir água fria- ou seja, temperamos a água de modo a que fique a uma temperatura boa para ele beber. Já sabemos a medida exata de água fria e quente para conseguirmos os 210 ml, que é o total que ele bebe. A seguir adicionamos o leite em pó e agitamos.

Tudo isto demora.... uns abençoados 2 minutos!

Eu sei... crucifiquem-me... o leite não vai ficar estéril... as bactérias não vão morrer todas porque quando coloco o leite em pó, a água já está morninha... Mas o processo tornou-se muito simples, o Vasco não chega a ficar muito chateado e logo que acaba de beber o leite, arrota e adormece. 

Dantes... berrava tanto à espera do leitinho, que depois já não o conseguiamos adormecer de tão "excitado" que estava.

Hoje em dia, o Vasco já dorme a noite toda, ou acorda apenas uma vez e nem sempre pede leite. Mas continuo a matutar neste assunto.

 

 E vocês, como preparam o leite? Já alguma vez se depararam com estes dilemas? Serei muito má mãe por preparar o leite desta forma? Fico à espera de opiniões! 

Grávida com estilo

A gravidez foi uma das melhores fases da minha vida. Com exceção de duas ou três semanas de enjoos, senti-me bonita, poderosa e adorei a minha barriguita.

Usei apenas uma ou duas peças próprias para grávida: umas calças de ganga adaptadas e uma t-shirt a dizer "mummy for the first time". Fora isso, fui comprando peças de tamanhos cada vez maiores (L e XL), à medida que ia engordando. 

Posso dizer que me sentia mais bonita como grávida, do que me sinto agora. Neste momento estou cansada, um pouco desleixada e mal tenho tempo para mim. Ficam algumas imagens dos nove meses de gestação.

 

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 França - 4 meses de gestação

 

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 Tavira - 6 meses de gestação

 

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 Vila das Aves /casamento de uma amiga - 7 meses gestação

 

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Maia/Batizado - 8 meses de gestação

 

Crohn e Gravidez

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Algumas mulheres desenvolvem problemas de saúde durante a gestação. É o caso do diabetes gestacional e da hipertensão. Já para não falar do risco de parto prematuro. Estes e outros problemas poderão levar a uma gravidez de risco. Nestes casos, a gravidez é vivida com alguma ansiedade e apreensão. 

Mas esse não foi o meu caso.

Como padeço de síndrome de crohn, uma doença afeta o sistema imunitário, a gravidez teve em mim um efeito ótimo! As minhas defesas baixaram (por estranho que pareça, para quem padece da minha doença, isso é positivo), o meu sistema imunitário deixou de atacar os intestinos e, finalmente, deixei de ter as dores horríveis que tinha anteriormente.

O médico avisou-me que assim que deixasse de amamentar e os efeitos da gravidez passassem, que o meu problema voltaria a atacar de novo. Felizmente, até agora, senti apenas umas pequenas "pontadas" de vez em quando, e umas dores muito ligeiras. Posso afirmar, portanto, que estou numa fase de remissão. 

Até quando? Não sei. Mas espero que o Cronh me dê ainda mais alguns meses/anos de tréguas e me deixe gozar a vida mais um bocadinho. 

O primeiro dia na creche: marcas de guerra

Em setembro, no dia em que foi pela primeira vez para a creche, o Vasco esteve lá apenas duas horas.

Fiquei com o coração apertado ao deixa-lo, mas pensei: "Bem, é muito pouco tempo. Que mal poderá acontecer?". Aproveitei essas horas para tomar café, fazer umas compritas e no final, lá fui eu buscar o pequenote. Soube muito bem gozar uns momentos de dolce fare niente.

Qual não é o meu espanto quando passadas essas duas horas regresso à creche e me dizem que o Vasco tinha feito um corte no sobrolho. Bateu com a cabeça numa cadeirinha de baloiço e passou um mau bocado pois tiveram que lhe por gelo e ele não gostou. 

Optámos por não o levar ao hospital, nem dar pontos, porque a ferida não era muito grande e a zona em si era um pouco chata. O corte ficava mesmo na pálpera e os pontos iam dificultar o movimento de piscar os olhos.

Não foi uma sensação muito agradável recolher o Vasco naquele estado. Naquele momento, embora saiba que estas situações são normais, senti-me a pior mãe do mundo por te-lo deixado no infantário. A culpa (esse problema que tanto ataca as mães), tomou conta de mim. 

Duas horas na creche e já está assim? - pensei. Então quando ficar o dia inteiro, o que lhe vai acontecer? Estava piursa...

À noite, depois de o deitar na caminha, fiquei a pensar se deveria leva-lo novamente no dia seguinte. Estava com receio, mas pensei: Daqui a uma semana começo a trabalhar e nessa altura ele vai mesmo ter que ir. Mais vale começar já a habituar-se, indo poucas horas de cada vez.

Assim, muni-me de coragem e levei-o novamente no dia seguinte. E no dia seguinte, e no dia seguinte. A verdade é que, fora esse incidente, nunca mais aconteceu nada.

Confio inteiramente nas auxiliares e educadoras do Vasco e sei que o que aconteceu foi mesmo um "azar". Claro que foi estranho ter acontecido logo no primeiro dia, mas quanto a mim, isso até teve os seus aspetos positivos: toda a gente ficou a perceber que o Vasco é um reguila que não para quieto e que é preciso ter uma atenção constante aos movimentos dele. 

Hoje estou bastante satisfeita com a creche e com os cuidados fornecidos ao bebé. Fico feliz por não ter desistido à primeira e ter confiado no trabalho das educadoras.

Ficam as imagens do primeiro "material escolar" que comprei para o Vasco: uma mochila e uma lancheira da patrulha pata. Ele adorou!

O Vasco e a sua nova mochila

A brinca com a lancheira nova

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Na casa da avó

Como já referi num post anterior, o aniversário do Vasco foi dividido em duas partes. No Sábado, festejámos com amigos (cerca de 30 pessoas) num espaço alugado, e no domingo foi a vez de celebrarmos em casa da avó paterna (mais 30 e tal pessoas). Aqui ficam algumas imagens desse dia. O Vasco divertiu-se imenso! 

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